Espartilho: um objeto controverso.
O Espartilho continua sendo um dos objetos mais sexies que já vi.
O modelo pode variar, mas a sensualidade que ele proporciona ainda é forte. Hoje, tecnologicamente avançados e confortavéis, podem ser usados tanto para sair por aí, compondo uma calça jeans e jaqueta, quanto como uma lingerie sexy, se acompanhado de cinta liga e meia 7/8, por exemplo.
O objeto foi criado por italianos e já foi responsável, no passado, pela morte de mulheres por asfixia. Nesse sentido, trata-se de um objeto de repressão e culto, simultaneamente. Durante quatro séculos (XVI a XIX), sustentou o busto das aristocratas e burguesas, moldando-lhes o corpo até a deformação.
Nos primórdios de sua invenção, o espartilho tinha uma armação de ferro, que espremia o busto, muitas vezes ferindo-o. Os pequenos progressos dessa peça íntima apenas serviam para suavizar a rigidez do metal. A postura, contudo, deveria ser preservada às custas do esmagamento de costelas, do estômago e do plexo solar.
Talvez por isso haja uma extensa lista de mulheres mortas por asfixia, e tenha, mesmo, se associado à idéia de feminilidade a passividade, os freqüentes desmaios e a má digestão. “Contém os fortes, sustenta os fracos, reúne os dispersos”. O slogan na vitrine de uma loja revelava um apelo bem humorado à venda do produto.
Após a morte de Luís XIV, houve menos pressão quanto aos bustos femininos. Com o discurso contundente dos libertinos para o fim do jugo masculino sobre as mulheres, os decotes puderem ganhar maior evidência.
A partir do fim do século XVIII, as flexíveis barbatanas de baleia dão nova forma aos seios, comprimindo-os por baixo e salientando-os, como se escapassem do decote. Para saber mais clique aqui.
O estilista Jean Paul Gaultier ficou famoso por tornar o espartilho algo moderno e elegante, ao criar os modelos usados por Madonna na turnê “Blond Ambition Tour”, em 1990. Segundo suas palavras: “Foi genial trabalhar com a Madonna. Em sua turnê Blond Ambition World Tour 90, misturamos a feminilidade de um espartilho com a idéia de poder de um costume pantalon masculin“.
E o encantamento continua, seja no imaginário, seja no real. O espartilho segue como objeto que retoma o desejo, a sensualidade, o controle, a liberdade e a escravidão. Tantos sentimentos contraditórios despertados por um só objeto.
Dizia Gustave Flaubert (Madame Bovary): “Esforço-me por entrar no espartilho e seguir uma linha reta geométrica: nenhum lirismo, nada de reflexões, ausente a personalidade do autor.” FLAUBERT, Correspondência, 1-2-1852. Apud BOSI, História Concisa da Literatura Brasileira

Fevereiro 6, 2008 às 3:14 pm
Muito legal o texto, meu amor.
Fevereiro 6, 2008 às 7:30 pm
O Espartilho é extremamente Sexy. Gostei do seu texto Chris.
Beijão
Fevereiro 9, 2008 às 1:36 am
O espartilho é ou deve ser mais um fetiche do que um instrumento que molda o corpo para torná-lo mais sinuoso e gracioso. Comprime um pouco dos excessos da gula e ressalta as formas, contrastando a cintura mais fina com as ancas mais anchas (porque não mais largas!? – porque os poetas, especialmente os garimpeiros de palavras a usam!) e ajudando a empinar os seios. Mas cuidado: não se deve oprimir os seios! Talvez uma das revoluções mais importantes do século XX tenha sido a “Women Liberation”, simbolizada pelas mulheres que lutavam pela emancipação queimando os sutiens e as faixas de misses. Na década de 1960, quando a pílula anti-concepcional se disseminava e a luta pelos direitos iguais para homens e mulheres ganhava força crescente as mulheres libertaram suas emoções e se tornaram ainda mais atraentes.
Uma das formas mais lindas da natureza é a do seio da mulher. A união da parte côncova (inferior) com a convexa (superior) é um “botão” que não se encontra nas flores!
Os seios balançam (exceto os siliconados, forma em geral artificial que só deveria se adotar com prescrição médica controlada!) e fazem um movimento que parece independente do andar da mulher. Um homem não deve exigir da mulher o que ela não é: pequena ou grande, magra ou acima do peso, com seios fartos ou pequenos, é ela que o emociona, o excita, o faz se sentir mais completo. Embora a beleza seja fundamental – como dizia o poeta Vinicius – não é uma parte “assim” outra “assado” que faz a beleza, mas o conjunto (externo e interno).
Mas voltando ao espartilho que não deve oprimir mas ressaltar as belas formas da mulher: o melhor dele são as tiras meio presas ainda e o desejo que despertam de soltarmos o corpo da mulher amada e desejada, para o nosso mútuo prazer!
Fevereiro 9, 2008 às 9:51 am
O espartilho é uma delicia de se usar… eu fiquei viciada nele um bom tempo… Conheces a Madame Sheer? foi onde mandei fazer o meu! bom preço por boa qualidade.
Beijos
Many
Junho 10, 2008 às 2:21 pm
Gostaria de saber quanto custa um espartilho e como faço para consegui um , pois moro no brasil , Brasília , ou algum lugar que possa comprar um espartilho
Agosto 17, 2008 às 8:25 pm
Ola meu nomeé Suéllem tenho um estartilho começei a usar a 3 meses,
percebi que minha cintura afinou bastante.
Eu queria saber se o estartilho faz realmente algum mal pra saude
por favor aguardo resposta no meu e-mail
bjs e obrigada.