Archive for the Poesia Erótica Category

Ah, a sensualidade…

Posted in Comportamento, Erotismo, Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 26, 2014 by Psiquê

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A sensualidade não tem uma fórmula, uma receita, uma técnica, um segredo…

Ela é…

Às vezes me perguntam como faço a escolha das fotos, das palavras, das ideias que divido aqui com vocês e eu simplesmente não consigo transmitir uma fórmula, pois envolve o gosto, a estética, aquilo que acho belo, que me toca, que me faz “falar” através das palavras e das imagens que escolho.

O que sempre repito é que muitas vezes a imagem vem antes do texto, ela que me inspira, que me move, que concretiza aquilo que estou pensando ou sentido.

Outras vezes, começo pelo texto, mas busco na imagem a concretização daquilo que quero compartilhar. É neste sentido que hoje venho dividir com vocês um pouquinho do que estas imagens me transmitem ou espelham aquilo que quero transmitir…

Quero falar hoje sobre a sensualidade….

Ela não está necessariamente na pose, na fórmula, no perfume….

…ela simplesmente é, seja pela olhar do admirador ou espectador, seja pela atração que o contemplador já sente. O cabelo pode estar despenteado, a camisola caindo, pode não haver roupa, pode ser uma roupinha velha e desengonçada, pode ser um batom nude ou vermelho, uma nuca de fora ou cabelo solto, uma lingerie sexy…

…não importa…

Pode ser tudo, ou pode ser nada, às vezes até o perfume em uma peça usada pode provocar aquela imagens de sensualidade que o outro evoca em você…

Enfim, tem a ver com química, com pele, com olhar, com energia, sei lá…

Sei que me impressiona e me alimenta.

Boa noite meus amores. Obrigada por virem aqui!

A sutileza do encanto…

Posted in Erotismo, Poesia Erótica, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 26, 2014 by Psiquê

Desire

Estava refletindo sobre a questão do encantamento, dos sentimentos, dos desejos, das sensações e o quão tênue pode ser a linha entre o encanto e a desilusão. Não há como racionalizar certas coisas…

…muitas das nossas sensações são inexplicáveis e incompreensíveis à luz da racionalidade. Observar uma foto como esta, ouvir uma música gostosa, sentir um gosto exótico, um perfume atraente, desfrutar de um toque inesperado…as válvulas que despertam o desejo podem ser das mais variadas naturezas e origens, mas a capacidade de despertar em cada um a seu modo o desejo ou o desprezo são por vezes impossíveis de explicar.

Essa é uma das razões pelas quais nós, seres humanos, somos encantadores e apaixonantes. Este meu blog é uma joia, pois permite dividir com vocês um pouco do meu encantamento com a natureza humana e nossa capacidade de encantar, desejar, apaixonar, amar…

Tenham uma noite encantada, bebam uma taça de vinho, assistam ao filme que desejarem, degustem uma comida gostosa, comam um chocolate, apreciem cada segundo que a vida pode lhes proporcionar.

Uma ótima noite de sábado a todos.

 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on março 10, 2014 by Psiquê

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Se tu viesses ver-me hoje à tardinha

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus barcos…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

Autoria de Florbela Espanca

O espírito do sexo

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , on janeiro 27, 2014 by Psiquê

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O espírito do sexo

Hoje acordei debaixo de mim

e senti o orgasmo do mundo
no corpo dos outros.

Autoria: Manuela Amaral

Erótica, é… ótica!

Posted in Erotismo, Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 3, 2013 by Psiquê

Imagem

Erótica, é… ótica!

Duas da madrugada,
as palavras ficaram ressoando,
erótica, erótica…
Deve haver um erro,
sem ar,
quente, abafado,
derreteu-se algo em mim,
e ficou: é… ótica!

É isso.
Visão.
Noite quente,
calor, fornalha,
corpo quente,
fogo…

Acendo a luz,
fecho a porta,
lembro do fado:
“de quem eu gosto,
nem às paredes confesso”;
o anúncio da TV, chama a atenção:
– me liga, vai… Liga!
Erótica…
Sim, visão…

Começo a me despir
lentamente,
solto os cabelos,
eles se espalham
e cobrem as protuberâncias
de minhas curvas…

Acaricio lentamente meu corpo,
descendo suavemente as mãos,
a carne é firme,
sinto as pernas trêmulas,
olho no espelho,
gosto do que vejo,
sou uma mulher bonita,
sensual,
firme, gostosa, macia,
lembro outra vez:
“liga, vai… Liga”

O telefone está perto,
companheiro único,
preto,
frio,
mudo,
estático…

Ainda espero.
Continuo descendo as mãos
com suavidade,
sinto falta de carinhos,
olho a imagem,
é… ótica…

As pessoas não se olham,
não conhecem seu corpo,
não olham a si mesmas,
não se amam,
não se desejam,
não se tocam…

“Eu me amo… Eu me amo
“Tinha uma música assim,
seriam loucos?
Coisa de jovens?
Rock?
Não.
Amar a si mesmo
é o ponto de partida,
se não nos amarmos,
não amaremos a mais ninguém!

Eu amo a muitos…
Em cada um, eu amo alguma coisa;
a voz,
o gosto,
o cheiro,
o pensamento,
o olhar,
as idéias,
o desafio,
o perigo,
o desejo,
o sexo…

Mas estou só,
absolutamente só,
eu, comigo!

Erótica?
Talvez nos pensamentos,
nas rimas,
na inspiração,
só na ponta dos dedos,
digitando freneticamente,
nada mais…
Na verdade, só é.. ótica!

Visão de uma realidade virtual
visão de um sonho
que embalo no seio
como um filho que suga
meu leite,
aquela deliciosa sensação
de ser sugada,
amada,
comida, esmagada!

Lembranças…
Gostos, cheiros, fatos,
o passado…

Hoje já é o passado de amanhã,
então, só tem eu aqui;
preciso me amar!
Se não me amar,
se não houver um tico de narcisismo,
chegará a depressão,
mulher mal amada,
mulher vencida!

Penso…
Que desperdício!
O tempo vai correndo,
eu grito,
meu grito não tem eco,
os ventos espalham as pétalas da Rosa,
e o tempo continua veloz,
implacável!

Preciso,
sinto que preciso,
dividir, somar,
esse corpo com alguém,
preciso sentir outras mãos
que não as minhas,
tocando minha pele macia,
buscando meus caminhos,
palavras quase inaudíveis
arrancando meus gemidos,
sugando meu sangue…

Jogo os cabelos para trás,
acabei de escová-los,
coloquei a roupa de dormir,
deixo minha imagem
reflexa no espelho,
sou capaz de ver o brilho
das estrelas cintilando nos meus olhos,
na minha pele,
desnudo meu pescoço
mas nenhum vampiro
entra pelas vidraças…

Silêncio total,
só a brisa da noite
e os raios da lua
banham meu corpo quase nu,
chega um misto de prazer e sono…

Começo a dormir e
viajo dentro de mim mesma…

O que encontro?
Minha sombra vagando
pelos espaços vazios dos caminhos,
solidão…

É… ótica.
Nada mais.
Não existe nada,
além da imaginação!

O devaneio adormece
em meus braços,
viajo nos sonhos
e encontro meu príncipe,
ele vem da floresta encantada,
cavalga em minha direção,
me joga meio sem jeito
no dorso do seu garanhão,
o galope é forte,
e, no embalo da ilusão,
adormeço, só,
completamente só!

Quando os raios de sol
entram e me aquecem pela manhã
a cada aurora,
volto à rotina…
Ali adormeceu a poesia
e, agora, acordou a realidade…

Um dia como outro qualquer,
a rotina,
a vida,
a esperança,
a solidão,
a mesma ótica… Erótica!

Autoria: Janete, Rosa dos Ventos

Dedos do silêncio

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 6, 2013 by Psiquê

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Dedos do silêncio

Vem…
Me toma à beira da noite,
caminha por mim
com seus passos molhados,
despeja seu rio no meu cálice
– pois minha emoção é só água.

Vem…
Que eu lhe dou um trago
deste meu vinho guardado,
destas minhas uvas
frescas de inverno…
Que eu derramo em gotas meu perfume
pelos quatro cantos do seu corpo,
vestindo sua pele com a camurça
da nudez e do silêncio.

Vem…
Deita e me canta,
sente meu desejo
se esgueirando pelos seus dedos,
veleja sem bússola
pelos meus sentidos,
me olha como quem pede lua…

Deixa eu sussurrar minhas folhas,
soprar minhas pétalas
pelo seu peito de relva,
pelo seu solo macio.
Vem… Não volta,
esquece a hora morta
do cotidiano de sempre.
Me toca feito música
e deixa eu cantar meu bolero
pelas suas curvas de carne…

Sinto-me inocência
passeando por suas alturas,
por seus andares cheios
da mais noturna noite densa.

Desvenda essa face molhada
e me mostra a sua vertente original
de emoção-fêmea pura…
Que eu o espero na branca paz
do meu ventre adormecido,
dos meus braços plenos
de fogueiras e cantigas.

Vem…
Que eu desfolho
toda essa sua vontade nua,
que eu desperto
todo esse seu lado cigano…
pois o meu leite é morno
e é rosa franca meu sorriso.
Deixa seu barco
navegar pelo meu leito,
que eu carrego no peito a ânsia
de hastear a bandeira do infinito…

Vem…
Deita… Me namora…
Me afoga no espelho de luz
dessa madrugada afora,
me diz que no nosso tempo
não há tempo nem hora,
que eu não agüento
a flor do sexo que arde
nas entranhas de mim…

Deixa que eu amanheça
na espuma dessa sua onda quente,
deixa sua emoção fluir
da garganta num repente…
Que eu carrego nos olhos de relento
a voz que lhe pede a terra
e que lhe entrega o mar.

Autoria de Rosy Feros

Fêmeas

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , on abril 16, 2013 by Psiquê

Sexy Laced

 

Hora do fugaz,
das cores efêmeras,
das fêmeas saírem
em blasfêmias.

Hora de rasgar
a castidade,
roçar a nudez
proibida,
do cair das
máscaras.

Autoria: Carlos Alberto Pessoa Rosa

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