Arquivo de amor

Jane Eyre

Postado em Comportamento, Cultura e Arte, Curiosidades com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , em março 27, 2013 por Chris

Foi por acaso que mudei de canal e me deparei com um filme começado há pouco que me pareceu interessante.  As horas seguintes foram maravilhosas e não consegui parar de assistir. Trata-se do romance Jane Eyre, versão gravada em 2011 com Mia Wasikowska, como Jane e Michael Fassbender como Sr. Rochester. O filme é baseado em romance da escritora inglesa Charlotte Brontë, publicado em 1847. Confesso que mais uma obra que estou ansiosa para ler, depois de ter assistido a um filme, cuja personagem principal nos faz sentir tudo o que vive, desde os sentimentos de desamparo, solidão, euforia e felicidade, sem deixar de considerar o amor que ela e Rochester vivem.

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 Jane Eyre é a autobiografia ficcional da personagem principal. Conta como Jane, órfã de pai e mãe, vive infeliz na casa de uma tia que a detesta. Após um confronto com esta, Jane é enviada para uma escola, onde conhece os primeiros momentos de felicidade. Após seis anos como aluna e mais dois como professora, decide procurar uma nova posição. Encontra-a em Thornfield Hall, como preceptora da jovem Adèle, a pupila de Edward Rochester.

Quando finalmente conhece Rochester, ambos se apaixonam. A sensibilidade, os sentimentos, a pureza, a sinceridade de Jane encantam Rochester que passa a querer sua companhia constantemente.  Ele lhe propõe casamento e ela aceita. No dia do casamento, Jane descobre que Rochester já era casado, com uma mulher chamada Bertha, que conhecera na Jamaica e que entretanto enlouquecera. Para que ninguém soubesse, ele a mantinha escondida no sótão de Thornfield Hall. Perante isto Jane decide fugir. Após alguns dias de fome, é recolhida por St John Rivers e suas irmãs. Mais tarde vem a descobrir que não só herdou dinheiro de um tio, como os seus anfitriões são na realidade também seus primos diretos (algo que todos desconheciam) e, decidida a recompensá-los, divide a herança com estes. St John Rivers decide partir como missionário e levar a prima consigo, como esposa. Jane hesita e resolve descobrir o que se passara com Rochester, pois havia um ano que fugira de sua casa.

Vem a encontrá-lo cego e ao cuidado de dois criados fiéis, pois Thornfield Hall ardera em um incêndio provocado pela esposa enlouquecida, e ele perdera a vista e uma das mãos ao tentar salvar todos que lá viviam. Como Bertha se suicida jogando-se de cima da casa que está em chamas, Jane decide assim casar finalmente com ele.

Recomendo fortemente o filme. Imperdível!!! Eu fiquei encantada e querendo revê-lo desde o início, assim como ler a obra. Mais um para minha lista de próximas aquisições literárias.

Para aqueles que gostam de ler no tablet, encontrei uma versão de Jane Eyre em inglês, aqui. Eu, como ainda sou uma leitora tradicional, vou procurar meu livro nas livrarias.

Mia Wasikowska

Abundância…

Postado em Comportamento com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , em março 24, 2013 por Chris

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Estou em uma madrugada inspirada…são 3h55 e ainda estou aqui escrevendo para meus amados leitores do Espartilho, talvez porque algo dentro de mim esteja gritando neste momento…

Certa vez li que felicidade partilhada é felicidade multiplicada. Seja qual for a sua crença religiosa, eu tenho uma religiosidade e uma fé tão abundante dentro de mim, de que a vida é muito maior, ampla e tão repleta de possibilidades, caminhos, ideias, oportunidades, que muitas vezes, não caibo dentro de mim.

Acredito, com uma força interior que não sei onde vem, que todos somos capazes de construir e viver momentos de felicidade plena, de grandes conquistas e realizações. Obviamente que ao longo do caminho, algumas ou até várias intempéries podem surgir, mas a certeza de que somos pessoas abençoadas e protegidas alimenta a minha crença de que cada segundo de nossas vidas é um motivo de celebração.

Devemos sempre buscar dentro de nós, seja por intermédio da fé, de alguma religião ou até mesmo da busca por pensamentos positivos, acreditar e lutar por uma superação diária de nossos limites, sempre pelo bem e para o bem.

Há momentos em que essa sensação de abundância, de força, de vontade de lutar transborda minha finitude humana e quer gritar dentro de mim, na certeza de que dias cada vez melhores virão…

Nossas vidas trazem possibilidades e oportunidades de prosperidade, de partilha, de superação  tão fortes que podem e devem ultrapassar nossas limitações humanas. Para isso, creio que o caminho de maior plenitude seja partilhar com os outros as chances de acreditar que todos somos plenamente capazes de fazer o bem e vencer.
Graças a Deus algo me fez dotada de uma vontade tão grande de ser feliz, de vencer e de partilhar esta felicidade, que à medida que tento mostrar ao outro esta felicidade ela parece aumentar ainda mais.
Sejamos capazes de entender que juntos somos melhores, que no mundo há espaço para todos sermos fortes, felizes, prósperos e vencedores. Não há necessidade de querer tirar nada de ninguém, pois há espaço para todos, cada um a seu modo, cada um com suas particularidades, seus defeitos, seus medos e suas falhas.
Desejo a todos os meus queridos leitores, que compartilhem comigo aqui no Espartilho, desejos de enriquecimento, conforto, confiança, luta, sabedoria, persistência, fé e empenho para fazer com que seus sonhos se tornem realidade. Podemos até não saber, de imeditado, qual o caminho, pois nossa vida é um eterno aprendizado e uma eterna escola para o autoconhecimento. Mas a certeza de que nossos sonhos, nossas lutas, se perpetradas com amor, confiança e garra serão conquistados, deve ser constante.
Abram-se ao novo, ao conhecimento, à expansão, à liberdade, à falta de preconceitos tolos e imobilizantes…
Apreciem  a beleza de cada ser humano com quem convivem e tenham piedade e paciência com suas falhas ao invés de desejar o mal…
Acima de tudo amem e respeitem uns aos outros…a abundância deste sentimento começa a transbordar em nosso peito e com certeza contagia os demais e nos traz ainda mais felicidades.
Sejam muito felizes…

Um método perigoso – paciente, discípula e amante

Postado em Curiosidades com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , em março 17, 2013 por Chris

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Acabei de assistir ao filme Um método perigoso, um excelente filme (estrelado por Keira Knightley, Viggo Mortensen, Michael Fassbender e Vincent Cassel), que conta a história de Sabina Spielrein, uma paciente, depois médica e discípula tratada por Carl Jung que vira sua amante e seguidora.

A matéria publicada pela Revista Época, intitulada Paciente, discípula e amante resume bem a história contada no filme. Leia a seguir:

Genebra, outubro de 1977. Um maço de documentos resgatados nos porões do Palácio Wilson, que no passado abrigara o Instituto de Psicologia, trouxe à luz detalhes de uma das tramas mais fascinantes do período nascente da psicanálise. Foram encontradas 46 correspondências do psicólogo suíço Carl Jung, 21 do vienense Sigmund Freud e 12 da até então pouco conhecida Sabina Spielrein – além de partes de seu diário íntimo entre 1909 e 1912. Sabina era uma espevitada morena de porte mignon, que viria a participar do palco da nascente disciplina ao lado de seus dois principais expoentes.

Neta e bisneta de rabinos e filha de um bem-sucedido comerciante de Rostov-On-Don, Sabina, aos 19 anos, viajara para Zurique em 1904 para inscrever-se na faculdade de medicina. Em vez disso, foi internada no dia 17 de agosto no Hospital Burgholzli, acometida de um surto de histeria aguda. Passou a ser submetida a tratamento ministrado pelo jovem médico Carl Jung, de 29 anos, que a essa altura já se correspondia com Freud, então com 48. Num relatório a Freud, Jung afirmou que, quando criança, a paciente, que era assaltada por medos noturnos, se excitava sexualmente com as surras aplicadas pelo pai – um homem de humor instável, tirânico e depressivo, que em alguns momentos ameaçava suicidar-se. Bastava olhar para uma mão que lembrasse a do pai para que Sabina se masturbasse. Jung não deixou de notar a aguçada inteligência da paciente, que aos 7 anos já era fluente em francês e alemão e, mais tarde, inglês.

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A relação entre Jung e Sabina evoluiu à medida que o tratamento avançava. Primeiro, ela o ajudou a monitorar os testes de associação de palavras, um dos experimentos iniciais de Jung no campo de sua futura psicologia analítica. “É difícil formular um parecer sobre o estado mental de Sabina Spielrein”, escreveu o psicólogo italiano Aldo Carotenuto, autor de Diário de uma secreta simetria, obra em que se debruça sobre a correspondência. “A hipótese mais provável é que ela tenha tido um surto psicótico rapidamente controlado pela intervenção de Jung.”

Ao entrar para a faculdade de medicina, Sabina mudou-se para um apartamento nas proximidades. A relação com seu terapeuta converteu-se em amizade com coloração romântica até se tornarem amantes. Em passeios de barco e longas caminhadas pelos jardins de Zurique, Jung lhe confidenciava seus temores e expectativas em relação às metas de sua vida e às oportunidades que se descortinavam à comunidade internacional de analistas. “Naquela época, não haviam sido dados limites ainda”, afirma Deirdre Bair, biógrafa de Jung. “Os maridos analisavam as mulheres, analistas e pacientes se envolviam livremente em relações sociais e sexuais.” Qualquer apressado julgamento moralista desses “affaires” deve considerar que, àquela altura, a psique ainda era um território desconhecido para os próprios pioneiros da psicanálise.

Ao contrário de Freud, que aos 40 anos já se conformara em “esperar a morte”, Jung, casado com uma herdeira milionária, ansiava por uma amante que pudesse aceitar que o amor “fosse seu próprio fim, em vez de um meio para um fim”. Paul Stern, outro biógrafo, relatou o magnetismo de Jung por todo tipo de mulheres neuróticas, que se sentiam incompreendidas. Não demorou muito para que o caso com Sabina viesse a público, na forma de um escândalo amplificado pelas fofocas dos estudantes de medicina.

Sabina proclamava seus sentimentos a quem quisesse ouvir e, provavelmente após uma briga com Jung ou durante uma de suas crises, acusava-o de se recusar a ser pai de seu futuro filho, embora não estivesse grávida. Como se não bastasse, chegou à senhora Spielrein, a mãe de Sabina, uma carta anônima pedindo que viesse resgatar a filha antes que Jung a arruinasse. Segundo a biógrafa Deirdre, as suspeitas a respeito de quem enviou a carta recaem sobre Emma, mulher de Jung, que sempre recusou uma aproximação com Sabina e em várias ocasiões esteve perto de pedir o divórcio ao marido infiel. A senhora Spielrein cobrou satisfação de Jung, a quem considerava o salvador da filha. Por carta, ele se limitou a explicar que, na relação de amizade entre homem e mulher, existia sempre a possibilidade de algo mais ocorrer.

Esse enredo que associa um folhetim de paixão, traição e escândalo à nascente psicanálise e seus protagonistas foi explorado pelo cineasta canadense David Cronenberg em Um método perigoso. Com Keira Knightley encarnando uma histriônica Sabina, Viggo Mortensen no papel de Freud e Michael Fassbender como um charmoso Jung, o roteiro segue com fidelidade biográfica os passos de seus personagens. Os lances que se desdobram à descoberta do romance formam uma cadeia de reações perfeitamente humanas, o que confere ao caso ensinamentos preciosos sobre o fenômeno da transferência e contratransferência envolvendo analisando e analista, e que Freud dizia ser um dos perigos da atividade psicanalítica. Por transferência, entendam-se as imagens e os afetos inconscientes que o paciente projeta no analista ao longo da análise, capazes de gerar vínculos emocionais positivos ou negativos. Contratransferência é o mesmo fenômeno que ocorre com o analista em relação ao paciente.

Numa carta a Freud, sem citar o nome de Sabina, Jung se queixa de uma paciente que “acabara de profanar a amizade da maneira mais mortificante”. Sabina passa a escrever cartas a Freud em que expõe sua versão do tumultuado relacionamento. Freud foi informado que certa vez, numa discussão, Sabina agarrou uma faca, Jung a desarmou e ela o esbofeteou. Desde o início, ele se recusou a atuar como mediador das desavenças do casal. Aconselhou Sabina a suprimir sentimentos negativos a respeito de seu relacionamento próximo com Jung. Naquele período, Freud ainda via Jung como um promissor colaborador, espécie de futuro príncipe da psicanálise. Anos depois os dois romperiam, um tanto por divergências científicas, outro por incompatibilidade de gênios. Jung não queria encarnar o papel de discípulo conformado. É interessante observar que, enquanto Freud viveu cercado por uma confraria de discípulos vienenses, a maioria de ascendência judaica, Jung encontrou nas mulheres companhia para sua viagem ao inconsciente. Toni Wolff, a amante que sucedeu Sabina, Barbara Hannah, Aniela Jaffe, Yolanda Jaccobi, Marie-Louise von Franz e Emma Jung, com quem se casou, perfilam-se na linha de frente da corte junguiana.

A aproximação de Sabina com Freud deu-se depois que ela se graduou na faculdade de medicina, em 1911, com uma tese intitulada O conteúdo psicológico de um caso de esquizofrenia, sob orientação de Jung. Sabina se mudou de Zurique para Viena, onde conheceu Freud e passou a participar dos seminários de quarta-feira, debates em que impressionou o mestre e seus discípulos. O segundo trabalho de Sabina, A destruição como causa do nascimento, influenciou um dos focos centrais de Freud e fez Sabina ser lembrada como precursora do instinto de morte. “Nesse segundo texto, ela antecipava, quase palavra por palavra, os princípios de Freud em Para além do princípio do prazer, afirma Carotenuto. Sua influência sobre Jung foi muito além da teoria. Em suas memórias, Jung descreve seu confronto com o inconsciente e a certa altura refere-se à voz de uma paciente, “uma inteligente psicopata que tinha por mim uma forte transferência e que estava impressa em minha mente como uma figura viva”. O caso também é citado em A psicologia da transferência.

No início da década de 1920, casada com um médico, Sabina retornou a sua cidade natal na Rússia. Ali, se juntou ao movimento da psicanálise, ajudando a difundir a nova disciplina até 1936, quando ela foi posta na ilegalidade pelos bolcheviques. Entre as poucas informações obtidas sobre Sabina no período há o fato de que ela organizou um jardim de infância com a intenção de oferecer uma vida melhor às crianças com problemas em seus lares. Em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, Sabina e suas duas filhas foram mortas por nazistas. O psicólogo e escritor austríaco Bruno Bettelheim foi quem provavelmente melhor sintetizou o papel exercido por Sabina Spielrein em relação à dupla de monstros sagrados da psicologia do século XX: “Enquanto Freud e Jung permitiram que seus impulsos destrutivos os afastassem um do outro, Spielrein defendeu até o fim o impulso criativo que, ela esperava, uniria os dois em um empreendimento comum”.

Falta de tempo, mas muito amor!

Postado em Comportamento, Curiosidades com as tags , , , , , , , , , , , , , em março 1, 2013 por Chris

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Gostaria de aproveitar o ensejo para declarar mais uma vez, meu grande amor pelo Espartilho e me desculpar com meus fiéis leitores pela minha ausência. Tenho tido semanas muito pesadas de trabalho, com um trânsito cada dia pior, perdendo em média 3 horas por dia em deslocamentos, isso quando não levo 4 ou 5 horas…
Mas minha vontade de partilhar ideias com vocês e ilustrar meu amado blog com imagens lindas e posts interessantes é enorme.
Obrigada a todos que continuam visitando, fiquem à vontade em ler, indicar, comentar, criticar.
Beijos e um excelente final de semana.

Como viver

Postado em Comportamento, Cultura e Arte com as tags , , , , , , , , , , , , , , em janeiro 29, 2013 por Chris

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Acabei de ler em tempo record o livro Como Viver - ou uma biografia de Montaigne em uma pergunta e vinte tentativas de resposta, de Sarah Bakawell. O livro narra a história de Michel de Montaigne (1533-1592) , enquanto reflete sobre os próprios temas que ele aborda na sua principal obra: ‘Os Ensaios’. Montaigne popularizou o ensaio, como gênero literário e escreveu de uma maneira livre e sem preconceitos, quebrando um tabu em pleno século XVI, que era falar (ou escrever) sobre si mesmo em público.

O mais interessante é que o tema da biografia surgiu quase que ao acaso, como a própria autora revela no final da obra: “Não tenho ninguém em particular a quem agradecer pelo rumo então tomado pelas coisas, só ao acaso e à verdade montaigniana de que as melhores coisas da vida acontecem quando a gente não conhece aquilo que pensa que quer”.

A inglesa Sarah Bakewell não tinha nada para ler em sua viagem de trem de Praga para Londres. Num sebo, só havia um exemplar em inglês:  ’Os Ensaios’, de Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592), de quem ela, há cerca de 20 anos, nada sabia. O nome lhe remetia a algo entediante, mas Sarah comprou o livro, sentou-se com ele e ganhou um amigo francês que lhe contou sobre seu gato e seu cachorro, sobre sua vida sexual, seu gosto por rabanete e melão, suas crises renais e o medo da morte, num estilo de escrita que ela não esperava de um texto de mais de quatro séculos. ‘Os Ensaios’ permaneceram em sua mesa de cabeceira por anos antes que ela decidisse escrever sobre aquele homem. Afinal, como falar de alguém que já se revelara tanto, alguém que, ao iniciar sua obra, diz ao leitor: “sou eu mesmo a matéria do meu livro”?

Como ter um bom relacionamento com as pessoas, como lidar com a violência, como se adaptar à perda de um ente querido – essas questões fazem parte da vida da maioria das pessoas. E todas elas derivam de outra ainda maior: Como viver? A pergunta, que dá título ao livro de Sarah Bakewell, é o ponto de partida da escritora e pesquisadora de livros raros para a biografia pouco convencional de um dos mais importantes pensadores do Renascimento: Michel de Montaigne. O mesmo questionamento foi fonte de obsessão para pensadores do século XVI, principalmente para Montaigne, apontado como o primeiro indivíduo verdadeiramente moderno. Homem da nobreza, alto funcionário público e dono de um vinhedo, ele traduziu em palavras seu pensamento e sua experiência, e o resultado foi um marco de ruptura com o passado medieval e a instauração de um pensamento reflexivo, que marcou o protótipo do homem renascentista. Excêntrico, preguiçoso, inconsistente, esquecido, Montaigne é o filósofo que quebrou um tabu e falou de si mesmo em público. Mais de quatrocentos anos depois, a honestidade e o charme do ensaísta francês continuam atraindo admiradores. Leitores o procuram em busca de companhia, sabedoria, entretenimento – e em busca de si mesmos.

O livro relata a história de sua vida por meio das perguntas que ele mesmo se fez e das tentativas para responder as questões formuladas. Como viver é uma fonte de pequenos conselhos: ler muito, mas manter a mente aberta; ser sociável, mas reservar a si um “quartinho” próprio; observar o mundo a partir de ângulos diferentes, evitando assim rigidez nas crenças. Embora não tenha encontrado uma resposta definitiva, Montaigne nunca deixou de fazer a pergunta “Como viver?”, isto é: como balancear a necessidade de sentir-se seguro à necessidade de sentir-se livre?

O que mais me impressionou nas ideias do autor, foi seu amor a liberdade, a busca pelos prazeres, da leitura, das viagens, estando aberto a conhecer outras culturas e experiências, sem julgamento. Apenas agregando valores à nossa própria vida, nossa própria experiência cotidiana. Hoje, tudo isso parece comum, mas em pleno século XVI, foi uma verdadeira audácia!

Fiquei ansiosa para ler ‘Os Ensaios’ de Montaigne! Espero ler em breve.

Amor, admiração e inveja

Postado em Comportamento, Relacionamento com as tags , , , , , , , , , , em janeiro 26, 2013 por Chris

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Sou admiradora de muitas reflexões do Dr. Flávio Gikovate, médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor. Atualmente apresentador  do programa “No Divã do Gikovate”, na rádio CBN, que dedica a maior parte do tempo à clínica.

Hoje tive contato com um breve texto, em sua página no Facebook, em que ele refletia sobre amo, admiração e inveja. Vale a pena conferir, veja abaixo.

A admiração é parte do ingrediente racional do amor, que é constituído também do componente erótico, além de variáveis difíceis de avaliar.

A admiração também é ingrediente fundamental da inveja, fenômeno complexo, mas que, indiscutivelmente, possui um relevante componente racional.

Apesar do discurso depreciativo próprio dos invejosos, não há como não detectar o elemento de admiração: “ninguém bate em cachorro morto”!

O invejoso é aquele que gostaria de ser, ter ou fazer como o invejado faz: pode ajudar no seu crescimento, funcionando como forte estímulo.

Nas pessoas mais frágeis e intolerantes a frustrações, surge a vertente destrutiva da inveja: as maledicências e grosserias bem pouco sutis.

Sendo amor e inveja derivadas da admiração, não é raro que coexistam nas relações afetivas: geram agressões gratuitas direcionadas ao amado!

Quando as diferenças entre os que se amam é grande, cresce o componente invejoso: admiramos e invejamos o que não somos e gostaríamos de ser.”

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Postado em Erotismo, Poesia Erótica com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , em janeiro 20, 2013 por Chris

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Quero massagear o teu corpo,
Como se te prestasse um tributo de paixão.
E com minhas mãos, como que num ritual,
Percorrer-te todos os caminhos
E dele extrair a chama da combustão.
E cheirá-la por inteiro,
No ardor de farejar o âmago de tua alma fêmea.
E beijá-la voluptuosamente e com meus lábios
Sorver o suor ensandecido de teus poros
Quero, então, corpos unidos,
Dançar ao som de teus gemidos e sussurros
A dança terna e alucinante do amor.

Autoria: José Eduardo Mendes Camargo

Lingerie da Sorte

Postado em Comportamento, Curiosidades com as tags , , , , , , , , , em dezembro 27, 2012 por Chris

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Não sei até que ponto tem fundamento a escolha da lingerie a ser usada no momento da virada e o que esta escolha evoca, mas como não custa, nada fica a ideia atribuída a cada cor, para quem quiser seguir rsrsrs.

Amarelo: cor atribuída a ganhos financeiros, dinheiro no bolso;

Azul: cor atribuída à saúde e harmonia

Rosa: cor atribuída ao amor perfeito

Vermelho: cor atribuída à paixão avassaladora

Branco: cor atribuída à paz e tranquilidade

 Não importa a sua crença, suas motivações, seus desejos…

Sejam quais sejam suas perspectivas para 2013, deseje o melhor e creia que conseguirá.

Feliz Ano Novo e que venha 2013!

Dever de casa…

Postado em Geral com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , em outubro 19, 2012 por Chris

Jochen van Eden

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Eu li esta mensagem no perfil da Adriana Esteves e não sei se é de sua autoria, mas sei que achei essas palavras muito válidas para repensarmos a maneira como levamos a vida.
Bom final de semana a todos!

Façamos um trato esta noite…

Postado em Poesia Erótica com as tags , , , , , , , , , , , , , , em agosto 22, 2012 por Chris


Façamos um trato esta noite… não sejamos tão realistas.
Você geme e suspira, eu ouço
enquanto minha boca te explora como louco
flutuando em luas surrealistas.
Façamos um trato esta noite… efêmera é esta carne que nos lacra.
O tempo pára enquanto te despes.
O mundo desaba quando te vestes.
Ama-me antes que o pudor te rasgue como faca.
Façamos um trato esta noite… as lágrimas são cristais do coração.
Eu sinto o fel em teus lábios maculados.
Vejo o abismo de teus olhos mascarados
que se escondem atrás de tormentos vãos…
Façamos um trato esta noite… não adianta fugir da própria vida !
Ainda temes a flor pelos espinhos.
Ainda crês que terminaremos sozinhos.
E o amor é não mais que uma mentira.
Façamos um trato esta noite… prometo te convencer na quietude
que o amor ideal é ao desfolhar dos dias
a felicidade nublando nosso ódio
e ter consigo sempre esta virtude.

Autor: Angel Hazel

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