A hora certa para ser mãe…

Photo by Nadya Kulagina

Atualmente é cada vez mais freqüente o adiamento da maternidade entre as mulheres que ocupam o mercado de trabalho. A decisão de ter filhos é cada vez mais, adiada, quando não, anulada.

Estar preparada ou não para que uma gravidez aconteça nos próximos meses ou anos envolve muitos fatores, como objetivos de vida, situação financeira, planos de carreira, “tempo” e disponibilidade. E quando a mulher opta por desenvolver uma vida profissional, começa a pesar também a idade, o tal “relógio biológico”.

O Portal Feminino da Pifzer apresentou uma série de matérias sobre maternidade e uma delas trata do dilema de ser mãe e profissional. O impasse se dá porque as mulheres no mercado de trabalho, com 30, 40 anos, são pessoas que cresceram ouvindo falar sobre profissão, o que não existia antes. É uma mudança de expectativa social.

As vantagens dos dias de hoje é que há uma disponibilidade muito maior de informação em relação à gestação. Porém, “a informação é legal, mas pode ser um fator problemático quando o casal não tem como segui-la fielmente. É preciso aplicar um filtro pessoal, criar distanciamentos de algumas situações ou pessoas. Não é necessário acatar nem atacar”, diz a psicóloga do Instituto Mãe Pessoa, Sheila Skitnevsky-Finger.

Para algumas mulheres, a maternidade costuma servir de desculpa para abandonar uma carreira que, provavelmente, já não era satisfatória. “Ter um filho pode até influenciar na mudança de atividades, de profissão, criando novas oportunidades para a mãe que também é profissional”, revela Sheila. “Mulheres que se propõem a trabalhar em casa, por exemplo, se comprometem a fazer e terminar o trabalho”, completa.

As empresas deveriam reconhecer em muitas dessas mães-profissionais uma grande habilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Algumas optam por fazer home office e dão conta muito bem disso.

Muitas mães que trabalham – se não todas – se sentem culpadas por não ter tempo para ficar ao lado dos filhos. Eu tive essa experiência com minha mãe-profissional. Mas atenção: “A culpa das mulheres, de não poderem estar mais tempo com os filhos, só adiciona elementos negativos à vida deles. Se uma mãe fica 24 horas cuidando da criança, não desenvolve o lado pessoal, interesses, desejos, contato com amigas, marido e trabalho.”

Photo by Nadya Kulagina

Outro ponto fundamental salientado na matéria diz respeito à saúde do casamento antes, durante e após a maternidade. É preciso muito diálogo e compreensão dos dois.

“Após a maternidade, o casal precisa reinventar a relação, pois o que é prioritário hoje, pode deixar de ser após os filhos. Então, são necessárias outras invenções, viajar apenas os dois e deixar a criança sob os cuidados de outras pessoas, assistir a um vídeo quando o filho estiver dormindo, tomar um vinho, usar a criatividade”, aconselha Sheila. É importante que, após a maternidade, a mulher se lembre de resgatar a dimensão “pessoa” da mãe. É legal ser supermãe, sem esquecer de que também é mulher, que precisa se cuidar e fazer o que gosta.

Outras matérias interessantes no portal:

Boa Forma após o parto

Nada de comer por dois

Após o parto: alimentação e cuidados

Casal versus Filhos

Planejamento Familiar

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5 Respostas to “A hora certa para ser mãe…”

  1. Olá Cris, seu blog é um exemplo de espaço feito com zelo, carinho e amor. Adorei conhece-lo. Tanto que vim especialmente para dizer que indiquei o Espartilho para receber o selo “This Blog Makes Me Think”, disponível no post http://dos5aos50.blogspot.com/2008/06/dois-selos-muito-especiais.html
    Espero que você goste, mas não se sinta na obrigação de publicá-lo. Foi um mimo espontâneo e feliz em oferece-lo a seu blog. Beijos!

  2. Amiga Chris,
    Realmente a mulher deve pensar bastante nas responsabilidades que uma gravidez antes do tempo possa causar. Vc pára sua vida por um bom tempo até a criança crescer um pouco e vc retomar sua atividades.Minha filha foi mãe aos 17 anos, agora que ela está estudando, trabalhando, curtindo a vida. Ficou um bom tempo cuidando sómente do bebê.Lindo e reflexivo post!!!! Estou com saudades de vc, apareça lá no meu Cantinho, sinto sua falta.Gosto muito de vc!!!!

  3. Muito bom! quem passou por esse dilema, sabe que toda ajuda é pouca. Gostei especialmente do lembrete da importância de se usar um filtro pessoal – essencial para tudo. E quem lê muito deve ficar especialmente atenta (o), para não se deixar levar pelo que “todos” estão falando ou pensando. Para muita gente, o que se vê impresso parece verdade universal… percebo cada vez mais como é essencial que a gente se conheça – é o que nos livra da manipulação geral que nos bombardeia por todos os lados. Cada um é que tem que saber o que lhe serve e apraz. Parabéns pelo lindo blog, vanda

  4. Oh this photo’s are so pure. At the same time very romantic.
    Never seen this kind before. So thank you for sharing kind
    new friend.

    Kind regards … Roesje

  5. Quero muito ser pai, minha namorada não quer ter filho agora , eu a amo muito só que ela é bem mais nova que eu e não quero esperar mais tempo para ter filho e isso esta começando a prejudicar nossa relação. o que fazer?

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