L’Apollonide

Eu estava há semanas na expectativa de ver L’Apollonide no cinema, mas uma série de desencontros quase me fez perder tal oportunidade… Ontem, quando já sem esperanças saía do Estação Sesc Rio, onde a sessão das 18h45 não existia mais, fui, apenas como por insistência, ao Estação Sesc Botafogo, e, eis que me deparo com ele lá, em cartaz às 19h40. Confesso que fiquei muito feliz e me dispus a esperar mais de 1 hora pela sessão.

Como amante da estética do final do século XIX e início dos anos XX, não podia deixar de assistir ao filme. As cenas são lindas, os espartilhos e roupas deslumbrantes, uma sensualidade a flor da pele. E aqui estou eu, admirada. Confesso que o filme me surpreendeu, não esperava que fosse uma análise social da prostituição e que além de encantar com suas imagens, faz uma crítica e uma abordagem fantástica. A começar pelo padrão com que as prostitutas se referem ao seu trabalho ao chamar os clientes: “Vamos fazer comércio?”.  Trata-se de uma relação econômica, com análise social sobre as perdas e ganhos de cada uma, bem como a visão delas sobre seus clientes e dos mesmos sobre elas. Recomendo!

Quem mais já falou sobre o filme:

Às Moscas

Festival Cannes

Trailer

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