As experiências e o valor das coisas…

Yoga

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Não é novidade para quem me conhece que sou pouco deslumbrada em relação certas coisas. Claro que dou valor à alguns luxos, confortos, lugares, comidas, bebidas e opções de boa qualidade…gosto muito e sou bastante exigente em relação a boas escolhas…porém há coisas que deslumbram as pessoas que definitivamente não me enchem os olhos.

Na última semana passei por situações que, a princípio, podem ter sido mal interpretadas, mas que no final se revelaram coerentes com o contexto. Há pessoas de meu convívio que acreditam e defendem que “fama”, “mídia”, “status”, “dinheiro” são suficientes para preencher seus vazios existenciais. A meu  ver esses elementos são tão fugazes, quanto a sensação de prazer instantânea que sentimos ao comprar um objeto que desejamos.

Posso parecer sonhadora ou pedante demais, mas a meu ver nenhuma “celebridade”, “liderança”, “autoridade” ou “pessoa possuidora de mais posses” é melhor ou pior que outrem, pelo contrário, existem “riquezas não mensuráveis” que apreendemos quando conversamos, partilhamos experiências ou ao menos damos chance de conhecer o outro. É claro que nem todo mundo tem algo a acrescentar a nossas vidas, mas muitas vezes não cabe a nós julgar o porquê de uma pessoa ter ou não cruzado o nosso caminho. A minha experiência (e/ou meu modo de ver a vida) tem me mostrado que todas as experiências , sejam elas boas ou ruins, dignas de sorrisos ou lágrimas, tem sempre algo a nos ensinar…

Me entristece ver que ao meu redor existem pessoas que tratam as outras ou vivem sob influência do empobrecedor: “você sabe com quem está falando?”, resquício de nosso passado escravocrata, que foi objeto de tantas reflexões e análises ainda no tempo da minha faculdade…

Há pessoas, famosas ou não, lideranças ou não, exemplos ou não, que infelizmente se contentam em passar pela vida com este e outros modelos preconceituosos, limitados e pobres de ver o mundo, ao invés de agradecer e viver a oportunidade de crescer com as diferenças, as experiências, a diversidade cultural…quando enxergamos a riqueza da vida e da convivência com os outros e suas diferentes experiências, chegamos a lamentar a velocidade com que a vida passa e a demora com que enxergamos a possibilidade de, através dela, nos tornarmos seres melhores, mais evoluídos e mais felizes.

Namastê!

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