Arquivo para amizade

Gratidão!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , on setembro 11, 2016 by Psiquê

Gratidão!

Gratidão, é o que eu sinto hoje! Que dia maravilhoso, quanta energia boa recebida hoje, quanto carinho, quantas pessoas especiais.

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Eu hoje só tenho a agradecer muito!

Por tudo o que a vida me oferece, por todo amor, por tantas mensagens e presença boa. Tive um dia simples com um pequeno grupo mais próximo e recebi palavras, por vários meios, tão sinceras e genuínas, das pessoas mais importantes…

Sinto-me transbordando de tanta alegria e gratidão.

Obrigada ao universo por tanta generosidade.

Eu agradeço, agradeço, agradeço tanto que me faltam palavras para expressar.

Simone e Sartre

Posted in Comportamento, Relacionamento, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 1, 2014 by Psiquê

Este post foi inspirado no excelente texto de Amanda Maciel Antunes para o site Obvious sobre o casal mais interessante e brilhante da literatura, Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Simone é conhecida por suas contribuições para a difusão dos valores feministas no mundo, tem várias obras neste tema, mas a matéria de Amanda traz um novo olhar sobre o tema, que foge um pouco ao viés romanceado que permeia muito do que é dito sobre o casal. Porém, muito mais coerente com a bandeira que ambos levantaram ao longo da vida.  

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 Uma história de vida fascinante e enlouquecida. Mentes brilhantes explorando o jogo dos sexos, confrontando a mentalidade hipócrita dos mortais e a oposição entre masculino e feminino.

 

“Encontrar um marido é uma arte; Manter é um trabalho.” Simone de Beauvoir

“Ambos foram umas das mentes mais brilhantes que já existiram. Com inúmeros livros e sabedorias que nos ensinam até hoje. Ela, sua companheira ao longo da vida, pioneira do feminismo. Ele, um mito filosófico, um verdadeiro gênio.

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir foram, talvez, o casal mais influente do século 20. Eles nunca se casaram, mas juraram devoção mútua um ao outro com total liberdade, uma tentativa de derrubar a hipocrisia sufocante que, por tanto tempo, tinha ditado a vida das pessoas. Sempre empurrando novas fronteiras, eles exploraram os seus pensamentos em romances, peças de teatro e obras filosóficas. Ele ganhou o maior prêmio literário do mundo, o Prêmio Nobel. No entanto, ele se recusou a aceitá-lo porque pensou que faria dele uma figura estabelecida e, portanto, silenciar sua mente inquiridora.

Suas vidas privadas eram totalmente experimentais. Simone de Beauvoir teve casos com homens e mulheres, enquanto Sartre, apesar de sua estatura atrofiada e vesgo, sempre foi cercado por musas adoradores, felizes por cuidar de seu gênio. Quando morreu, em 1980, mais de cinquenta mil pessoas saíram às ruas de Paris. Mas isso não foi o fim da história. Sua influência continua até hoje, nos livros e sabedoria duradoura.

Por outro lado, de Beauvoir se tornou uma figura emblemática do feminismo e da luta pela igualdade entre os sexos. Ela pregava seu ideal de independência feminista e da igualdade, evitando tais ‘burgueses’ conceitos como casamento e filhos, e reivindicando que as mulheres devem se comportar exatamente como os homens, a verdade é que tal estilo de vida a deixou amargamente infeliz e ela tornou-se obsessivamente ciumenta de incontáveis ​conquistas de Sartre.

Não pensem que escrevo este artigo a favor do estilo de vida, um assunto a parte. Apenas observo uma história de vida fascinante e enlouquecida. Mentes brilhantes explorando o jogo dos sexos, confrontando a mentalidade hipócrita dos mortais e a oposição entre masculino e feminino.

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir se conheceram como estudantes em Paris, em 1929. Simone havia decidido se formar professora do ensino médio, uma posição apenas para as mulheres. Ela foi uma das primeiras mulheres a fazer os exames na Universidade Sorbonne de Paris. Sartre, três anos mais velho e impulsionado por um ódio de seu padrasto, era um ladrão e um adolescente rebelde, até que ele percebeu que os seus resultados escolares brilhantes o tornaram um ímã para as mulheres. Na Sorbonne, Sartre gostava de chocar seus colegas. Em um baile, ele apareceu nu, em outras ocasiões, ele desfilou uma prostituta em um vestido vermelho. Mas quando conheceu a bela e jovem Simone estava em transe. Ela era tão inteligente quanto qualquer homem e, também desencantado com sua família burguesa, ela compartilhou o seu fascínio com o submundo de Paris. No último teste da universidade, em que ele passou em primeiro lugar, e ela em segundo lugar, Sartre propôs casamento. Simone se recusou, não por qualquer razão filosófica, mas porque ela estava dormindo com um de seus melhores amigos. E assim, em 1 de outubro de 1929, Sartre sugeriu seu pacto: eles teriam um amor permanente “essencial”. Eles juraram fidelidade um ao outro, mas teriam casos, um relacionamento aberto.

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Até que durante a Segunda Guerra Mundial, quando Sartre foi chamado e seus jogos de sexo continuaram através de cartas, deixada para trás em Paris, Simone continuou a seduzir homens e mulheres, escrevendo as descrições excitantes de suas atividades para Sartre, que revelam sua crueldade e a vulnerabilidade de suas conquistas. Quando ele finalmente voltou a Paris, ele a ignorou completamente e foi morar com sua mãe. Simone jogou-se no trabalho e, depois de uma visita pela América em 1947, escreveu seu livro mais importante, O Segundo Sexo.

Os americanos não gostavam dela beber, zombavam de suas roupas e eles perceberam que ela não gostava das faces insípidas de mulheres americanas que faziam de tudo para agradar seus homens. Porém, a mulher americana que ela realmente não gostava era, naturalmente, a sua rival: Dolores Vanetti. E foi para se vingar de Dolores e Sartre que ela caiu na cama com o escritor Nelson Algren Chicago. Os dois tinham muito em comum. Algren era um boêmio, um rebelde, um esquerdista e bebia tanto quanto Simone. Quando Simone descobriu a união de Sartre e Dolores, atordoada pela sua rejeição, se deixou levar por Algren. Ela tinha 39 anos, sem um amante durante muitos meses, e agora, pela primeira vez em sua vida, ela se apaixonou. Algren lhe comprou um anel de prata barata que ela usaria pelo resto de sua vida. Mas ele não estava preparado para a fidelidade de Simone a Sartre. Embora tenha professado em muitas cartas que ela o amava apaixonadamente, ela não deixaria Jean-Paul. Simone e Sartre continuaram a se comunicar por cartas, encontros, escapadas. Eles nunca se abandonaram. Mesmo ambos tendo relações sólidas e passageiras, a amizade e a admiração pela mente os uniam.

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“Eu sou muito gulosa”, escreveu ela. “Eu quero tudo da vida, eu quero ser uma mulher e ser homem.”

Após sua morte, Sartre foi deixado sozinho com Simone no hospital, e ela se se deitou sob o lençol para passar uma última noite com ele. Foi então que ela escreveu o seu epitáfio para o túmulo niilista que acabaria por partilhar, desolada – “Sua morte nos separa, minha morte não nos reunirá”.

Finalmente, ela seguiu seu próprio caminho, mas em seu coração, sabia que seguia sozinha apenas por ter vivido além dele.”

Autoria: Amanda Maciel Antunes – Uma estrangeira em terra de estrangeiros. Contadora de histórias. Artista. Figurinista. E cheia de vida. De esperança. De um monte de bobagens também.

 

“O bonito me encanta. Mas o sincero, ah! Esse me fascina.”

Posted in Comportamento with tags , , , , , , on outubro 3, 2012 by Psiquê

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Clarice Lispector consegue me encantar em várias de suas falas, obras, citações, publicações. Muitas vezes, sequer requer muitas palavras. Esta frase “O bonito me encanta. Mas o sincero, ah! Esse me fascina“, chamou minha atenção, pois a sinceridade é uma virtude encantadora, mais ainda quando se consegue ser sincero sem ser grosseiro ou incisivo.

Vivemos em um mundo em que a sinceridade não é valorizada e, muitas vezes, se não nos policiarmos, nos envolvemos em uma rotina de encenações e falsidades. A sinceridade é um valor importante em nossa vida. O exercício da empatia, do carinho pelo próximo, do respeito, nos capacita a demonstrar sinceridade sem ferir o outro. Mas como tudo na vida… é um aprendizado e um exercício constante.

Boa semana.

Alimentos para a alma

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , on maio 18, 2012 by Psiquê

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Uma amiga partilhou comigo uma série de pequenas mensagens hoje, que considerei verdadeiros alimentos para a alma. A que mais me chamou atenção é a que destaco abaixo. Ela caiu como uma luva e foi proclamada por ela antes mesmo do envio das frases, diante de uma situação vivida hoje.

Se nossas atitudes são reflexo de um coração puro e verdadeiro, ainda que sejamos alvo de críticas e condenações, nossa consciência de que fizemos o melhor nos dá a tranquilidade de seguir em frente.

A autoria é atribuída a Eleanor Roosevelt, US diplomat and refomer (1884-1962), apresento abaixo a frase que mais me tocou.

  •  Do what you feel in your heart to be right – for you’ll be criticized anyway. You’ll be damned if you do, and damned if you don’t./Faça o que sente, em seu coração, que é certo. Você será criticado de qualquer maneira. Você será condenado se fizer e será condenado se não o fizer.

Muito obrigada Adriana! São pessoas como você e outras queridas que nos fazem acreditar que vale a pena continuar neste caminho.

Um grande beijo a todos os meus queridos amigos e leitores.

Dia Internacional da Amizade

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , on julho 20, 2010 by Psiquê

A ideia de instituir no dia 20 de julho, o dia internacional da amizade surgiu em Buenos Aires, na Argentina  (terra amada de nuestros hermanos queridos), em . A instituição da data comemorativa se deu através do decreto com o Decreto nº 235/79. Parece que sua origem está na data de chegada do homem à Lua.

Quem propôs a data foi o argentino Enrique Febbraro em 20 de julho de 1969, quando o homem chegou á Lua: “La idea la maduré por años pero tuve que esperar algo significativo para alentarla. Y la llegada del hombre a la luna me sirvió para darle a la misión de Apolo XI el carácter de un hito: un hecho que demuestre que si el hombre se une con sus semejantes, no hay objetivos imposibles”, explicou Febbraro em uma entrevista à revista Gente. Leia mais aqui.

No Rio de Janeiro a data passou a ser adotada em julho de 2008, através da Lei 5287/08, assinada pelo Governador Sérgio Cabral.

Independentemente da origem da comemoração nesta data, aproveite o dia de hoje para relembrar o quão importantes seus amigos são em sua vida.

Feliz dia da amizade a todos!

A difícil arte de conviver…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on abril 17, 2009 by Psiquê

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Photo by Klaus Kraiger

As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem“, Lilian Tonet

Só há amor quando não existe nenhuma autoridade“, Raúl Seixas.

Hoje passei por uma situação muito desagradável. Em nosso ambiente de trabalho precisamos ser bastante flexíveis e tolerantes. Claro que não há pretensão de ter amigos no trabalho. Se de uma convivência saudável, surgir uma amizade, ótimo, melhor ainda. Mas não são amizades que buscamos no trabalho e sim uma relação saudável que nos permita executar um bom trabalho.

Algumas pessoas, por mais que saibam que não é amizade que buscamos no trabalho, acabam por carregar para lá suas frustrações e seus problemas pessoais transformando o ambiente em um verdadeiro barril de pólvora.

Hoje passei por um momento em que houve quem chegasse ao extremo do descontrole pessoal, causando um mal estar geral na sala que criou um clima horroroso. O ambiente que já não era dos melhores ficou ainda mais delicado. E olha que tudo parecia estar melhorando nos últimos meses…doce ilusão.

Precisamos buscar nosso equilíbrio a cada dia. Buscar renovar nossas energias, nossas forças, pois o mundo está cheio de pessoas frustradas que estão sempre revoltadas com a vida.

Voltei do almoço e me presenteei com uma bonequinha linda, que me dizia o seguinte: você é especial! E para completar escolhi a cor vermelha que para o Feng Shui é uma cor que pode estimular as áreas de relacionamento afetivo, sucesso, auto-estima, fama e prosperidade.

Meu Chá de Lingerie

Posted in Comportamento, Sexo with tags , , , on setembro 8, 2008 by Psiquê

Photo by Fairy Goth Mother

Acho que pela demora desta postagem, deu para perceber que a falta de tempo continua, não é mesmo?

Afinal, viver os vários papéis sociais que já listei em posts anteriores é algo no mínimo cansativo, mas infinitamente interessante! É difícil ter tempo para tudo: desenvolver o lado profissional, pessoal, sentimental, preparar um casório, preparar um doutorado, trabalhar, cuidar da beleza, da estética, etc.

Mas agradecendo pelas vitórias, quero partilhar uma grande alegria. Sábado passado, meu chá de lingerie, mesmo diante de uma série de imprevistos, foi M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O!!! Graças a todas as amigas presentes (vocês são hiperespeciais), à colaboração de algumas não presentes (Gabi, obrigada por me ajudar) e a três amigas que meteram a mão na massa (Beth, Luca e Beth – mummy).

Via Amante das Imagens

Queridas amigas, as que puderam ficar até o fim e as que tiveram que sair mais cedo, muito obrigada por esse momento tão gostoso ao meu lado. Vocês foram todas incríveis! Beijo grande! Adorei as brincadeiras e os momentos descontraídos ao lado de vocês.

Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves, dentro do coração, assim falava a canção… (Milton Nascimento)

Amizade e Mulheres

Posted in Comportamento, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , on março 30, 2008 by Psiquê

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Esta semana recebi a mensagem abaixo de uma amiga que me é muito querida, a Graziella. Primeiro partilhei a mesma com algumas outras amigas também especiais. Hoje resolvo partilhar com vocês. O que mais me chamou a atenção é que ela fala de todos os tipos de amigas que temos, até aquelas que vacilam quando mais precisamos. Por isso achei tão rica a mensagem.

Há quem diga que mulheres, quando são amigas, ficam insuportáveis…

…Porque concordam sempre uma com a outra e não se desgrudam.

A vida nos apresenta milhares de pessoas. E cada uma delas vem cumprir um papel em nossa vida.Todas elas ficam na nossa memória, nos nossos hábitos, nas nossas fotos, nos nossos guardados…Eu tenho saudade de todas as amigas que já tive na vida.

Tem as amigas da família, as primas, irmãs e tias, que sempre estão indo e vindo da sua vida, provando que o tempo passa, mas certas coisas nunca mudam. Aquela amiga desbocada que só fala palavrão e se mete em encrenca, mas faz você rir muito. Tem aquela com quem você anda de braços dados pra todo canto. Aquela pra quem você contou sobre o primeiro garoto que você gostou. Aquela que te dá toques sobre roupas, pessoas, corte de cabelo e comportamento.

Tem aquela outra que é chorona, aquela que critica você a cada cinco minutos, aquela “Nerd” e “CDF” que sabe de tudo, e aquela melosa, que gosta de abraçar e mandar recadinhos de amor. E aquela com quem você dividiu a cama naquela viagem que foi
o maior programa de índio da sua vida. Aquela pra quem você conta absolutamente tudo, e que você sente que foi entendida.

Aquela que te dá broncas e manda você parar de roer as unhas. Aquela que não tem vergonha de dizer que te ama. Aquela que apresenta os melhores caras. Aquela que passa com você o momento mais difícil da sua vida. Aquela que te liga todo dia. Aquela intelectual, que te ensina milhares de coisas. Aquela que abraçou em silêncio e sentiu você chorar e aquela que virou as costas quando você mais precisou. Aquela que faz tudo que você pede, e aquela egoísta. Aquela que ouve quando você está apaixonada e passa horas falando do mesmo assunto. E aquela que entende quando você a deixou pra ficar com seu namorado. E aquela outra que exige a sua atenção.

Tem também aquela idealista, com que você discute horas, os problemas existenciais da humanidade. Aquela que só liga no dia do seu aniversário, e que mesmo assim você adora. Aquela que parece sua mãe, e vive pra te dar conselho. Aquela de quem você sente muito ciúme. Aquela que você invejou secretamente.

Tem também aquela, por quem você sente um carinho enorme desde a primeira vez que viu. Aquela que pede a Deus por você, quando ora. Aquela que você magoou porque a trocou por outra que não valia nada. Aquela que te deu o conselho certo, mas que você não ouviu. E aquela única, com quem você divide o que tem de mais precioso…

Aquela que paga coisas para você, quando você está sem grana. Aquela que você arrumou o véu, antes dela entrar na igreja pra se casar. Aquela que era a mais chegada, mas sumiu e você nunca mais soube. E aquela que é uma irmã pra você. Tem quem não possui tantas amigas assim, mas tem aquela que vale por todas!!! Aquela que é sempre uma companhia gostosa, mesmo que o programa seja: ”não ter nada pra fazer”…

E tem também a melhor amiga. Aquela que é simplesmente “aquela”. Claro, os homens também sabem ser bons amigos. Também deixam ótimas lembranças. Mas nada é igual à amizade entre duas mulheres. Um grande beijo para as amigas que vierem a ler isso, para as que não vão ler, para aquelas que estão perto e longe de mim, para aquelas que eu lembro a todo minuto e para aquelas que eu esqueci. Digo sem piscar que a amizade vale a pena. E quem me ensinou isso, foi você!

Amizades em níveis diferentes

Posted in Comportamento, Geral, Relacionamento with tags , , , , , on março 2, 2008 by Psiquê
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Não sei se isso é comum ao ser humano ou se é próprio das mulheres. Muitos defendem a tese de que não existe amizade entre mulheres, que elas seriam seres egoístas, invejosos, traiçoeiros…

Que não conseguem sustentar uma amizade verdadeira…

Discordo dessa teoria, pois nada pode ser generalizado dessa forma.

Evidentemente que a amizade entre homens, entre mulheres ou entre ambos apresenta características próprias que independem do(s) gênero(s) envolvidos. Confesso, entretanto, que ao longo da minha vida tive amizades sinceras com homens e mulheres, mas tive mais facilidade com os primeiros.

Há entre as mulheres um espírito muito forte de competição, mas eu também vejo isso entre homens. A diferença é que existem em qualquer situação NÍVEIS DIFERENTES DE AMIZADE.

Na minha opinião existem níveis distintos de amizade e o problema é que as pessoas não admitem isso. Existem amizades circustanciais – de trabalho, de copo, de academia, de praia, de shopping, de hobbies; amizades sólidas e duradouras de uma vida, de infância, de adolescência; amizades construídas na dor e fortes o suficiente para durar muito mais do que isso, etc.

Creio que as pessoas deveriam aceitar essas realidades e não querer assumir uma postura diferente da que aquela relação em questão permite. Muitos se comportam como se tivessem intimidade e liberdade para se envolver em sua vida, sem ter. Outros parecem ser amigos de toda hora e falham quando mais se espera uma atitude de parceria (é nessas horas que se descobre se pode ou não contar com o outro). A meu ver não há níveis bons e ruins de amizade, apenas diferentes…

O problema é quando não se reconhece isso e se age de maneira incoerente. A coisa mais irritante do mundo é quando alguém que não é íntimo age como se fosse. Neste caso, preservar-se é o melhor remédio.

Mas todos os “tipos de amizade” superficiais ou profundas devem ser conservadas, cabe a cada um saber colocar o limite para que um “amigo circunstancial” não ultrapasse o direito que você eventualmente possa ter dado a ele. E vocês o que pensam disso?

Amizade entre mulheres. Existe?

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 19, 2007 by Psiquê

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Há quem diga que amizade entre mulheres não existe, que elas na verdade estão sempre tentando apunhalar a outra pelas costas. Outros defendem que a cumplicidade entre mulheres é inigualável. Radicalismos de lado, qualquer relação de amizade pode envolver uma série de sentimentos. E mulheres, como homens, podem sim oferecer fidelidade e amizade entre si, como o contrário, apenas ameaças, inveja e cobiça. Cabe avaliar cada caso em questão, mas estar aberto a uma visão mais crítica dos relacionamentos.

Hoje conseguir assistir, depois de alguns meses, ao filme Notas sobre um Escândalo, com Cate Blanchett e  Jude Dench (ambas excepcionais em suas interpretações). O filme impressionou por sua qualidade e roteiro fantásticos. A trama conta a história de duas mulheres que excercem a função de professoras. Seus destinos se cruzam quando a jovem Sheba Hart (Blanchett) começa a trabalhar na escola St. George, onde a rígida Barbara é uma professora temida e respeitada pelos alunos.

Apesar da trama girar em torno do envolvimento que a jovem Hart tem com um de seus alunos, o relacionamento entre as duas é o que conduz a história e responde pelos desfechos que a mesma vai levar o espectador. O filme chama atenção pelos vários extremos que um relacionamento entre duas mulheres pode levar. Evidentemente que apesar dos diversos sentimentos envolvidos alcançarem seus picos de intensidade, nem sempre reunidos em apenas uma relação de amizade, trata-se de uma oportunidade única de reflexão.

Bárbara consegue vivenciar ao longo do filme: inveja, desejo, admiração, ira, cobiça, paixão, etc. A experiência de Bárbara chama atenção para a variedade de sentimentos que envolvem as amizades femininas. Não são poucas as pessoas que relatam experiências incômodas no que diz respeito ao comportamento de “amigas mulheres” em relação a sua vida.

A autora do livro, Zoe Heller comenta que resolveu abordar a relação entre duas mulheres com o realismo dos sentimentos que envolvem as amizades masculinas, dado que normalmente não se considera essa vertente do relacionamento entre mulheres, o que implica em uma visão distorcida das emoções que envolvem a mesma. Agressividade, inveja, cobiça, amor, admiração, amizade, desejo, ira, entre outros são alguns dos elementos que compõem a trama e as amizades, claro que em doses diferentes. Vale a pena assistir e refletir. Quero agora ler o livro.