Arquivo para beijos

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on março 10, 2014 by Psiquê

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Se tu viesses ver-me hoje à tardinha

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus barcos…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

Autoria de Florbela Espanca

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Aniversário!!!!

Posted in Geral with tags , , , , , , , , , , , , , , on novembro 12, 2008 by Psiquê

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Photo Klaus Kraiger

Meu amores, em primeiro lugar quero pedir desculpas por minha ausência. Mas, como muitos já sabem estou sem tempo nenhum: a dois meses do casamento, trabalho exigindo muito, estudos, finalização e entrega da dissertação defendida neste ano, concursos, planos, planejamentos, outras coisas mais e tudo ao mesmo tempo. Dá para imaginar como a falta de tempo está, não é?

Quero registrar aqui, entretanto, minha alegria de poder ter criado o Espartilho e compartilhar com vocês, ao longo desse 2008, tantas idéias e dicas legais. Daqui para frente, pretendo ter mais tempo para voltar a escrever aqui com mais freqüência, vamos torcer!!! É um dos meus vários desejos para 2009 que começará excelente.

Registro aqui meu agradecimento a cada acesso, a cada visita, a cada comentário e dica. Vocês são demais e sem vocês o Espartilho não seria o que é. Sintam-se todos beijados!!!

E em homenagem ao dia 12/11/2008, quando completamos 1 aninho de vida, vamos cantar:

PARABÉNS PARA O ESPARTILHO

NESSA DATA QUERIDA…

MUITAS FELICIDADES…

MUITOS ANOS DE VIDA!

Visio

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , on julho 16, 2008 by Psiquê

Visio

Eras pálida. E os cabelos,
Aéreos, soltos novelos,
Sobre as espáduas caíam…
Os olhos meio-cerrados
De volúpia e de ternura
Entre lágrimas luziam…
E os braços entrelaçados,
Como cingindo a ventura,
Ao teu seio me cingiram…Depois, naquele delírio,
Suave, doce martírio
De pouquíssimos instantes
Os teus lábios sequiosos,
Frios trêmulos, trocavam
Os beijos mais delirantes,
E no supremo dos gozos
Ante os anjos se casavam
Nossas almas palpitantes…
Depois… depois a verdade,
A fria realidade,
A solidão, a tristeza;
Daquele sonho desperto,
Olhei… silêncio de morte
Respirava a natureza —
Era a terra, era o deserto,
Fora-se o doce transporte,
Restava a fria certeza.

Desfizera-se a mentira:
Tudo aos meus olhos fugira;
Tu e o teu olhar ardente,
Lábios trêmulos e frios,
O abraço longo e apertado,
O beijo doce e veemente;
Restavam meus desvarios,
E o incessante cuidado,
E a fantasia doente.

E agora te vejo. E fria
Tão outra estás da que eu via
Naquele sonho encantado!
És outra, calma, discreta,
Com o olhar indiferente,
Tão outro do olhar sonhado,
Que a minha alma de poeta
Não vê se a imagem presente
Foi a imagem do passado.

Foi, sim, mas visão apenas;
Daquelas visões amenas
Que à mente dos infelizes
Descem vivas e animadas,
Cheias de luz e esperança
E de celestes matizes:
Mas, apenas dissipadas,
Fica uma leve lembrança,
Não ficam outras raízes.

Inda assim, embora sonho,
Mas sonho doce e risonho,
Desse-me Deus que fingida
Tivesse aquela ventura
Noite por noite, hora a hora,
No que me resta de vida,
Que, já livre da amargura,
Alma, que em dores me chora,
Chorara de agradecida!

Machado de Assis