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Crueldade

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 28, 2015 by Psiquê
Mulheres de Ravensbrück | Foto: Getty

A BBC divulgou hoje uma matéria sobre um campo de concentração que abrigava apenas prisioneiras mulheres, relatando parte das atrocidades que elas sofriam no local. A origem da matéria se deu a partir do lançamento do livro Se isto é uma mulher escrito por Sarah Helm, que fala sobre o campo.

Leiam a seguir a matéria na íntegra e um pouco dos horrores que as prisioneiras de Ravensbrück passavam.

Auschwitz-Birkenau, Treblinka e Dachau são notórios campos de concentração do Terceiro Reich alemão que se fixaram na consciência humana por causa das atrocidades cometidas com os homens, mulheres e crianças presos neles.

Muitos outros campos são menos conhecidos, como o de Ravensbrück.

Apesar de ter sido um dos primeiros a serem abertos – em 1939, pouco antes do início da guerra, a 80 km de Berlim, em um cenário idílico na costa báltica – e um dos últimos a serem liberados – em 1945 –, este campo de trabalho e, no final, de extermínio, permaneceu às margens da história.

Ravensbrück era exclusivamente para mulheres.

No fim da Segunda Guerra Mundial, cerca de 130 mil haviam passado por suas portas.

Entre 30 mil e 50 mil morreram de fome, de exaustão, de frio ou pelos tiros e pelo gás administrados pelos guardas nazistas.

Várias internas eram judias, mas elas não eram maioria. Havia prisioneiras políticas, ciganas, doentes mentais ou as chamadas “associais” – prostitutas ou quaisquer mulheres consideradas “inúteis” pela doutrina nazista.

“Ravensbrück era uma história com a qual eu havia me deparado e me dei conta de que era quase desconhecida”, disse à BBC Sarah Helm, que acaba de publicar um livro sobre o campo de mulheres.

O livro se chama Se isto é uma mulher, uma referência ao famoso livro do escritor italiano Primo Levi Se Isto é um homem, que descreve sua prisão por ser um membro da resistência antifascista na Itália e sua experiência no campo de Auschwitz.

“Assim como Auschwitz foi a capital do crime contra os judeus, Ravensbrück foi a capital do crime contra as mulheres”, afirma Helm.

“Estamos falando de crimes específicos de gênero, como abortos forçados, esterilização, prostituição forçada. É uma parte crucial da história das atrocidades nazistas.”

Helm diz ainda que, na fase final do campo, muito depois de ter sido suspenso o uso de câmaras de gás nos campos mais ao leste da Europa, uma delas foi construída em Ravensbrück. “Eles levaram partes das câmaras desmanteladas em Auschwitz. Até esse extermínio – no qual morreram seis mil mulheres e que foi o último extermínio em massa da história do nazismo – foi, em grande medida, deixado de lado.

Selma van der Perre foi uma das internas de Ravensbrück e contou à BBC como eram os dias naquele lugar.

“Éramos despertadas a gritos às quatro da manhã. Em seguida, tinhamos que responder à chamada e nos davam café. Nos deixavam ir ao banheiro e às 05h30 tínhamos que ir trabalhar na fábrica da Siemens, onde pagavam pelas prisioneiras: nós não recebíamos o dinheiro, ele era entregue à SS (força paramilitar nazista).”

“Trabalhávamos por 12 horas e depois voltávamos ao campo. Por volta das 20h nos davam um prato de sopa e dormíamos.”

A rotina era recheada de casos de crueldade dos quais pouco se falou. Tragédias que, ao serem contadas por sobreviventes, segundo Helm, fizeram com que ela e também seus tradutores chorassem, como a descrição de uma francesa sobre como deixavam que os bebês morressem de fome.

Outros testemunhos afirmam que algumas mulheres eram “deixadas quase nuas na neve até morrerem” e outras tinham “germes de sífilis injetados na medula espinhal”.

Em seu livro, Helm também destaca as histórias de bravura e de solidariedade, como a das “77 cobaias”, que reúne ao mesmo tempo o melhor e o pior de Ravensbrück.

Em 1942, as prisioneiras passaram as ser usadas como cobaias em experimentos científicos. Em “operações especiais”, elas tinham os músculos da pele cortados e eram inseridos vidro, madeira ou terra nos ferimentos. Algumas não recebiam tratamento e outras sim, com tipos de drogas diferentes.

Os experimentos se repetiram algumas vezes, mas quando chegou o momento de esconder as provas e matar as cobaias, todo o campo conspirou para escondê-las.

“Aqueles experimentos não provaram nada para a ciência, mas, sim, para a humanidade”, escreve Helm.

Mas por que se sabe tão pouco sobre esse campo de mulheres?

“Uma das razões principais é que, depois dos julgamentos pelos crimes de guerra, que ocorreram imediatamente depois do fim da Segunda Guerra Mundial, começou a Guerra Fria, veio a cortina de ferro e Ravensbrück ficou do lado oriental – de modo que permaneceu, em grande medida, inacessível ao Ocidente”, afirma a escritora.

“Os que estavam no leste da Alemanha não esqueceram de Ravensbrück, mas o converteram em um centro de resistência comunista, de maneira que as lembranças das mulheres ocidentais e das judias desapareceu por completo da história. Também desapareceu a história das alemãs que estiveram lá no início, que é uma das mais esquecidas.”

Eram mulheres como a austríaca defensora dos direitos da mulher Rosa Jochmann, social-democrata e membro da Resistência; como Läthe Leichter, a feminista socialista mais famosa durante o período da “Viena vermelha”, entre as guerras mundiais, e como a alemã Elsa Krug, uma prostituta que praticava BDSM (sigla em inglês para Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), mas se recusou a bater nas outras prisioneiras.

“Ignorar Ravensbrück não é só ignorar a história dos campos de concentração, é também ignorar a história das mulheres”, afirma Sarah Helm.

Eu amo cinema!

Posted in Comportamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 11, 2014 by Psiquê

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Definitivamente eu amo cinema! Outro dia estava refletindo sobre isso e cheguei a esta conclusão, quando depois de passar algumas semanas sem conseguir ir a uma sala de cinema, em função de viagens e outros compromissos, resolvi matar a saudade e, ao entrar na sala de cinema senti algo estranho e inexplicável que eu batizei de: ‘crise de abstinência’…

… o filme nem era um destes prediletos  e o cinema não era um dos mais tradicionais, mas a sensação de sentar na poltrona do cinema, de olhar o teto, a tela, o carpete, sentir o som, o cheiro, a poltrona…era inexplicável. Quem não tem esse amor pelo cinema pode me achar louca, mas eu noto isso, quando vejo meus amigos dizendo, prefiro assistir filmes em casa. Para mim, ir ao cinema, tem um quê especial. E aparentemente difícil de compreender para quem não nutre esse amor por ele.

Tem uma atmosfera única, há finais de semana que, se deixar eu vejo 3 filmes ou sessões duplas…às vezes as salas de exibição não mudam na velocidade do meu vício rsrsrs.

O único problema gravíssimo do cinema, além de depender de estar ou viver em uma cidade que disponha de uma farta rede de salas de exibição, é o custo dos ingressos. Sinceramente não entendo, por que no Brasil os ingressos de cinema (e de todas as  outras modalidades de atividades culturais) são tão caros…

Não sei o que seria de mim se não pudesse ter acesso a essa farta gama de produções cinematográficas, seja por meio de festivais como o Festival Rio e a Mostra de Cinema de Tiradentes, que exibindo longas, médios e curtas, alimentam nossa alma com suas obras…seja através das salas de cinema no dia a dia de grandes e pequenos centros como: Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires, Berlim, Londres, Gramado, Tiradentes, etc…

Há outras “capitais do cinema” que ainda não tive o privilégio de conhecer…

O certo e que é “irremediável” (rsrs) é que sou amante da sétima arte. E ouso dizer que me arrependo de não ter continuado meus estudos em comunicação, para incluir esta formação. Nunca é tarde, eu sei e quem sabe um dia…

Outros festivais que ainda não tive a honra de conhecer: