Arquivo para Brasil

Influência política de amantes e cortesãs

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 16, 2015 by Psiquê

Vários líderes da história tiveram relações extraconjugais e deram a suas amantes poder e influência sobre suas decisões e sobre o cenário político. Este texto que compartilho com vocês, traz um pouco destes casos em que amantes e cortesãs atuavam como figuras fundamentais na condução de tarefas políticas e até estratégicas.

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“Henrique VIII deixou a Igreja Católica para que a Inglaterra tivesse sua própria religião. Napoleão Bonaparte pôs a Europa de joelhos perante a França. Pedro I foi desafiado a transformar uma colônia no Império brasileiro. Homens de importância incontestável na trajetória de seus países, eles foram motivados a cumprir seus feitos não apenas por razões de Estado, mas também por quem dividiam a cama — e não em seus relacionamentos formais. Durante séculos, amantes e cortesãs eram figuras fáceis ao lado de monarcas de diversos países, relegando as rainhas à sombra e assumindo tarefas como a recepção de embaixadores e o patrocínio de artistas. Ganhavam castelos, joias e garantiam títulos de nobreza aos filhos bastardos.

A busca por outros rabos de saia era vista como uma consequência natural de como ocorriam os matrimônios reais. Os noivos eram escolhidos para assegurar a prosperidade e a paz entre seus impérios. Depois da troca de alianças, os reis sentiam-se à vontade para correr atrás de seus desejos.

— No casamento, as princesas eram simples moedas de troca usadas para fins políticos — conta a historiadora espanhola María Pilar Quesalt del Hierro, autora do livro recém-lançado “Rainhas na sombra” (Versal Editores). — Os monarcas, então, buscavam o amor fora do leito conjugal.

Alguns soberanos tomaram atitudes extremas para se livrarem das rainhas. No século XIV, por exemplo, o rei português Fernando I recorreu ao Papa para anular seu casamento com Constança de Castela. Alegou que ambos eram parentes. Era difícil comprovar o argumento, mas a compra de sacerdotes viabilizou o seu pedido. Solteiro, uniu-se oficialmente a Leonor de Meneses, que já frequentava seus lençóis. Mesmo sob a oposição da Corte, capitaneada por seu meio-irmão, Leonor posou como verdadeira governante, aproveitando-se da saúde frágil do marido.

Na Inglaterra dos anos 1500, Henrique VIII caiu de amores por Ana Bolena, que inicialmente fingiu não ter interesse no monarca. O rei absolutista estava tão apaixonado que ignorava um defeito grave de sua musa — tinha seis dedos na mão esquerda, o que era encarado como um sinal de bruxaria. O maior empecilho, no entanto, atendia por Catarina de Aragão. A mulher de Henrique recusou a anulação do casamento. Apoiado pelo povo, Henrique expulsou a Igreja Católica de seus domínios — e Catarina, por extensão.

A posição de amante do rei trazia uma série de privilégios — lembra a historiadora Mary del Priore, autora de mais de 40 livros sobre comportamento e sexualidade, entre eles “História do amor no Brasil” (editora Contexto). — Até o século XVIII, ter uma “favorita” era fundamental para construir a imagem viril do monarca.

Mas nem sempre a história terminava bem. O próprio Henrique VIII irritou-se com a dificuldade de Ana Bolena para dar à luz um varão. Já envolvido com outra jovem, o rei acusou sua mulher de adultério. Depois de um rápido julgamento, terminou decapitada.

A lista de affairs decepcionantes inclui outro rei conhecido por seu autoritarismo. Em 1667, o francês Luís XIV trocou a amante oficial, Madame de la Vaillère, por uma amiga íntima, Madame de Montespan. O “Rei Sol” acolheu seus sete filhos e lhes cedeu privilégios e títulos — um deles, por exemplo, já era coronel aos 5 anos. A relação ardente derreteu 12 anos depois, quando a polícia prendeu uma suposta vidente da amada, um tipo que anunciava publicamente seus dons para livrar os clientes de inimigos. No fim da investigação, conhecida como “caso dos venenos”, foram descobertas dezenas de pessoas que se apresentavam como magos, feiticeiros, alquimistas e envenenadores no submundo do Palácio de Versalhes.

Luís XIV queimou documentos que comprovariam o envolvimento de Madame de Montespan com a laia. A amante continuou hospedada na sede oficial do governo, mas foi deslocada para apartamentos menores e afastados do rei, que não lhe dirigia mais a palavra.

— Se a amante se mostrava ambiciosa e intrigante, capaz de prejudicar os interesses do reino, a rejeição do povo era total — ressalta María Pilar. — No entanto, em outras ocasiões, quando se acreditava que ela exerceria uma influência favorável, poderia ser tolerada e inclusive admirada. Foi o caso da Madame de Pompadour, amante do francês Luís XV, que atuou como mecenas de Voltaire e Diderot.

Além das aristocratas, algumas mulheres que chegaram aos aposentos reais vieram das classes baixas. Em Veneza, a mais famosa delas era Verônica Franco. O nome da cortesã consta na edição de 1572 do catálogo “Tarriffa delle putane”, uma lista com o nome das 215 prostitutas mais prestigiadas da cidade. Estudante aplicada dos costumes sociais, recebeu em 1574 uma importante missão. Foi oferecida pelo governo por uma noite a Henrique III, futuro rei da França, que visitaria a cidade, ansiosa por uma aliança com os gauleses. Teve uma excelente performance — conseguiu agradar a um rei que preferia viajar com rapazes vestidos de mulheres.

Muitas pobres e famintas tinham de recorrer à prostituição. Tornar-se uma cortesã era como ganhar na loteria — compara a americana Susan Griffin, autora de “O livro das cortesãs: um catálogo das suas virtudes” (editora Rocco). — Eram mulheres excepcionais. Elas não tinham como apelo apenas a beleza física, mas também a sensualidade e a cultura. Precisavam aprender dotes como arrumar o cabelo e tocar piano, que faziam parte da educação das aristocratas. Elas precisavam ser muito diferentes do meio em que foram criadas.

CIÚME E CUMPLICIDADE

Segundo María Pilar, cada rainha reagia de uma forma à presença das “favoritas”.

— Algumas rainhas, para se sentirem livres, procuravam “distrações” para o marido. Foi o caso de Elisabeth II da Áustria, que propiciou a relação de seu marido, Francisco José I, com a atriz Katharina Schratt — destaca. — Outras eram terrivelmente ciumentas, como Catarina de Médici. Quando morreu seu marido, o rei francês Henrique II, ela apreendeu todas as posses de sua amante, Diana de Poitiers.

No Brasil, o imperador D. Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo protagonizaram o maior escândalo de infidelidade conjugal da monarquia.

Domitila tinha uma astúcia extraordinária — assinala Mary. — Pedro foi profundamente apaixonado por ela. Deu-lhe o título de marquesa e prometeu uma vida na Corte. Por influência de um professor do imperador, leram um livro sobre as amantes de Luís XIV. O imperador, então, tentou recriar a imagem da monarquia com as “favoritas”, o que era uma humilhação à imperatriz Leopoldina.

Segundo Mary, hoje, a história na monarquia é outra: ninguém fica casado se está infeliz. E a rede de alianças entre impérios e amores clandestinos ficou para trás.

Este texto foi escrito por Renato Grandelle e originalmente publicado em O Globo

The Scar Project – Câncer de Mama

Posted in Comportamento, Conscientização with tags , , , , , , , , , , , , on setembro 29, 2014 by Psiquê

Outubro, como já falamos em outros anos é o mês dedicado ao câncer de mama, um dos tipos de câncer que mais mata entre as mulheres. Neste ano de 2014, ao invés de aderir à tão conhecida campanha Outubro Rosa, um projeto muito interessante chega ao Brasil e me chamou a atenção, merecendo destaque aqui no blog: o projeto The Scar Project do fotógrafo David Jay.

O Scar Project nasceu a partir de uma experiência pessoal de David Jay, que trabalha com moda há mais de 15 anos. Uma amiga do fotógrafo, na época com 28 anos, aceitou posar para ele mostrando o resultado da cirurgia de retirada de um dos seios. Daí em diante, outras centenas de mulheres foram clicadas e as fotos correram o mundo. O projeto busca alertar para o diagnóstico precoce do câncer de mama e angariar fundos para programas de pesquisa sobre a doença, além de ajudar mulheres que passaram por este tratamento a encarar suas cicatrizes e seus corpos.

Para fotógrafo, o projeto pode estimular o debate sobre o câncer: “As mulheres que participam da exposição mostram enorme coragem e compromisso com o projeto. Espero que este trabalho seja instigante para o público no Brasil e que eles possam se envolver um nível que ultrapasse a doença” afirma Jay.

A associada da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) no Rio de Janeiro, Fundação Laço Rosa, em parceria com a Niterói Mais Humana e a Prefeitura de Niterói, traz ao Brasil o fotógrafo David Jay, responsável pelo Scar Project. Neste projeto, mulheres entre 18 e 35 anos posam para a lente do fotógrafo, exibindo as cicatrizes da mastectomia (retirada total ou parcial dos seios), que realizaram como parte do tratamento ao câncer de mama. Aproximadamente cem mulheres em diversos países já foram fotografadas, porém esta é a primeira vez que brasileiras participam da ação.

As sessões de foto com David Jay aconteceram entre os dias 2 e 6 de agosto, na cidade de Niterói e o resultado poderá ser conferido no MAC (Museu de Arte Contemporânea de Niterói) à partir do dia 10 de outubro como parte das ações que integram o movimento Outubro Rosa.

A campanha que tem como lema: Câncer de Mama não é uma fita rosa, retrata mulheres que passaram pela mastectomia e procura mostrar um pouco da luta destas belas e guerreiras mulheres. Eu achei o projeto incrível e merece todo o apoio e conscientização. Precisamos incentivar o autoexame, a investigação e diagnóstico precoce da doença.

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David Jay, consegue retratar de maneira muito mais realista a luta contra o câncer de mama, e os desafios que ele traz às mulheres.

Parabéns pelo projeto, niteroienses e cariocas, aproveitem a oportunidade de apoiar essa iniciativa!O Espartilho não poderia deixar de apoiar este projeto e levantar uma bandeira tão importante!

Quando? 10 de outubro a 02 de novembro de 2014

Onde? Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC)

Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº. Niterói, RJ  • Tel: (21) 2620-2400 • Fax (21) 2620-2481

8 de março: conquistas na luta e no luto…

Posted in Comportamento, Curiosidades, Desrespeito with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 8, 2014 by Psiquê

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Todas as vezes que sou parabenizada pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, sinto um misto de gratidão com lamento. Fico pensando se temos consciência do real significado deste dia e das injustiças que ocorreram no passado e ainda ocorrem no presente que justificam a necessidade de se marcar a necessidade de defesa dos direitos das mulheres…

O texto a seguir foi retirado do portal da revista História Viva e nos chama atenção para alguns pontos bastante importantes.

Conquistas na luta e no luto

Ao contrário do que ressalta o imaginário feminista, o 8 de março não surgiu a partir de um incêndio nos Estados Unidos, mas foi fruto do acúmulo de mobilizações no começo do século passado

por Maíra Kubík Mano

Se as operárias russas do início do século XX recebessem bombons e flores em comemoração ao Dia da Mulher, talvez se sentissem ofendidas. Afinal, quando os protestos do dia 8 de março foram deflagrados, o que elas queriam mesmo eram melhores condições de trabalho. Não agüentavam mais as jornadas de 14 horas e os salários até três vezes menores que os dos homens.

Na época, as fábricas dos países desenvolvidos, que fazia pouco mais de um século haviam passado pela Revolução Industrial, estavam atulhadas de homens, mulheres e crianças. O movimento operário reagia à exploração desenfreada organizando protestos, muitos com cunho socialista. Entre as reivindicações, o fim do emprego infantil e remuneração adequada. A igualdade de gênero, porém, nunca era pautada. Por mais que as trabalhadoras argumentassem, sua renda era vista como complementar à do marido ou pai, e um pedido de salários iguais parecia afetar as “exigências gerais”. É nesse contexto de eclosão popular, sindical e feminista que surge o Dia Internacional da Mulher.

Os Estados Unidos foram, sem dúvida, um dos palcos dessa luta. Desde meados do século XIX, os operários organizavam greves para pressionar os proprietários das indústrias, principalmente as têxteis. Em terras americanas foi registrado o primeiro Dia da Mulher, em 3 de maio de 1908. Segundo o jornal The Socialist Woman, “1.500 mulheres aderiram às reivindicações por igualdade econômica e política no dia consagrado à causa das trabalhadoras”. No ano seguinte, a data foi oficializada pelo partido socialista e comemorada em 28 de fevereiro. Em Nova York, reuniu cerca de 3 mil pessoas em pleno centro da cidade, na ilha de Manhattan.

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O incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist Company, em 25 de março de 1911, popularmente tido como o marco que deu origem ao Dia da Mulher (Biblioteca do Congresso, Washington)

A celebração foi mais um dos elementos no caldo político que irrompeu na greve geral dos trabalhadores do vestuário, em sua maioria mulheres jovens, em novembro de 1909. A paralisação durou 13 semanas e provocou o fechamento de mais de 500 fábricas de pequeno e médio portes. As condições de trabalho, no entanto, não melhoraram muito. Os proprietários das indústrias continuavam forçando o cumprimento de jornadas massacrantes. Para evitar que seus empregados saíssem mais cedo, boa parte deles trancava as portas durante o expediente e cobria os relógios de parede.

Em 1911, ocorreu um episódio marcante, que ficou conhecido no imaginário feminista como a consagração do Dia da Mulher: em 25 de março, um incêndio teve início na Triangle Shirtwaist Company, em Nova York. Localizada nos três últimos andares de um prédio, a fábrica tinha chão e divisórias de madeira e muitos retalhos espalhados, formando um ambiente propício para que as chamas se espalhassem. A maioria dos cerca de 600 trabalhadores conseguiu escapar, descendo pelas escadas ou pelo elevador. Outros 146, porém, morreram. Entre eles, 125 mulheres, que foram queimadas vivas ou se jogaram das janelas. Mais de 100 mil pessoas participaram do funeral coletivo.

Até hoje, muitas organizações e movimentos afirmam que essa tragédia aconteceu em 1857 e por isso reivindicam o mês de março como a data para comemorar a luta pelos direitos das mulheres. Como não há provas nem registros de que um evento similar tenha ocorrido, essa versão não é considerada verdadeira. Para os estudiosos, esse foi apenas mais um acontecimento que fortaleceu a organização feminina.

De fato, o Dia Internacional da Mulher já havia sido proposto em 1910, um ano antes do incêndio, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca. Clara Zetkin, militante e intelectual alemã, apresentou uma resolução para que se criasse uma “jornada especial, uma comemoração anual de mulheres”. A inspiração nas trabalhadoras do outro lado do Atlântico é explícita: para Clara, elas deveriam “seguir o exemplo das companheiras americanas”.

ORIGEM REVOLUCIONÁRIA Sem data definida, mobilizações anuais pelos direitos das mulheres prosseguiram em meses distintos, em diversos países. Em 8 de março de 1917, uma ação política das operárias russas contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que desencadearam na revolução de fevereiro. O líder Leon Trotsky registrou assim esse evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.

A situação econômica e política da Rússia era então insustentável. Mais de 90 mil pessoas marcharam, exigindo pão e paz. Os protestos e as greves subseqüentes culminaram na queda da monarquia. Alexandra Kollontai, uma das principais dirigentes feministas da revolução de outubro, afirmou que “o dia das operárias em 8 de março de 1917 foi uma data memorável na história”.

Em 1921, de acordo com a pesquisadora canadense Renée Coté, referência no estudo da história das mulheres, o 8 de março foi estabelecido como data oficial. Pesquisando arquivos da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, ela encontrou um documento que registrava que “uma camarada búlgara propôs o Dia Internacional da Mulher, lembrando a iniciativa das mulheres russas”.

Com as duas guerras mundiais que se seguiram, o Dia da Mulher ficou em segundo plano. Foi apenas na década de 60 que o movimento feminista retomou com força as comemorações, em meio a leituras de O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, e à fogueira de sutiãs nos Estados Unidos. 

A LUTA NOS TRÓPICOS – No Brasil, nesse mesmo período, a direita e a esquerda tensionavam o cenário político. Manifestações como a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, com propostas absolutamente opostas às das feministas, que pregavam a legalização do aborto, precipitaram o golpe militar de 1964 e dificultaram a ascensão das organizações de mulheres. Movimentos contra a carestia, pela anistia e clubes de mães, cuja pauta central não era a libertação da mulher, ganharam as ruas.

Mesmo assim, havia uma história de luta reivindicada pelas brasileiras, similar à européia e à americana. No início do século XX, as mulheres e crianças constituíam quase 75% dos operários têxteis. Além de péssimas condições de higiene e longas jornadas de trabalho, elas sofriam com o assédio constante de seus patrões e também tentavam se organizar. Em 1906, o jornal anarquista A Terra Livre divulgou um texto de três costureiras que criticavam a não-adesão da categoria à greve operária: “Companheiras! É necessário que nos recusemos a trabalhar também de noite porque isso é vergonhoso e desumano. Como se pode ler um livro quando se vai para o trabalho às 7 da manhã e se volta para casa às 11 da noite?”, dizia. Essas passagens, ligadas principalmente às anarquistas, ainda são pouco conhecidas em nossa trajetória. A vertente que ganhou mais notoriedade no feminismo brasileiro foi a das sufragistas, que lutaram pelo direito a voto. Fundadoras do Partido Republicano Feminino, essas mulheres da elite nacional conseguiram sua reivindicação na Constituição de 1932, promulgada por Getúlio Vargas.

Resultado de todo esse processo, em 1975 comemorou-se o Ano Internacional da Mulher e, em 1977, a ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Fruto de décadas de batalhas e séculos de opressão, a data que lembra a necessária igualdade entre homens e mulheres foi mundialmente – e finalmente – assegurada.

Simplesmente eu, Clarice Lispector

Posted in Comportamento, Cultura e Arte, Relacionamento, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 17, 2014 by Psiquê

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Ontem fui assistir à peça Simplesmente eu, Clarice Lispector com Beth Goulart. A peça está em sua última semana de cartaz no Rio de Janeiro e depois só vai retomar a temporada em 2015 para uma grande turnê pelo Brasil e Portugal com temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Beth vai parar um pouco para fazer uma personagem de novela…uma pena! Mas agradeço por ter tido a oportunidade de assistir…foi simplesmente maravilhoso estar um pouquinho com Clarice…

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Para os fãs de Clarice Lispector, como eu, é uma obrigação correr esta semana para assistir. Além de a montagem ser maravilhosa, o figurino simples e superelegante, a Beth Goulart está divina! E transmite tanto sentimento e emoção,  à altura da nossa Clarice. Para quem quiser aproveitar, as últimas apresentações desta temporada da peça Simplesmente eu, Clarice Lispector serão nesta semana:

  • Terça e Quarta (18 e 19 de fevereiro, às 21h) no  Teatro do Leblon, no Leblon;
  • Sexta, Sábado e Domingo ( 21 e 22 de fevereiro, às 21h e 23 de fevereiro, às 20h) no Teatro Eduardo Kraichete, em Niterói. 

Começar a semana com um pouco de Clarice, para mim, é profundamente inspirador, parece que tudo começa com um colorido diferente, uma leveza maior, com força para que a felicidade e as coisas que realmente importam tenham mais espaço. O nosso cotidiano pode ser um tanto quanto duro e pesado, mas tudo depende da maneira como encaramos e vivemos nossos dias.

Neste final de semana, também soube de uma perda e essa perda me fez pensar sobre a frase de uma amiga: nossa vida é um sopro! E termina de uma hora para a outra, portanto devemos viver bem, planejar menos e viver mais. Com o coração, com intensidade, com amor, com carinho e respeito por aqueles que estão a nosso redor! É preciso viver, como disse Beth, ao final da peça, com mais gentileza!

 

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Abaixo algumas frases inspiradoras da Clarice:

“Desde que descobrira – mas descobrira realmente com um tom espantado – que ia morrer um dia, então não teve mais medo da vida, e, por causa da morte, tinha direitos totais: arriscava tudo.”

“Milhares de pessoas não têm coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se feliz.”

“Eu está apaixonada pelo teu eu. Então nós é.”

“Estou melancólica porque estou feliz. Não é paradoxo. Depois do ato do amor não dá uma certa melancolia? A da plenitude.”

“Mas o meu principal está sempre escondido. Sou implícita. E quando vou me explicitar perco a úmida intimidade.”

Hipocrisia e imaturidade

Posted in Comportamento, Curiosidades, Desrespeito, Erotismo, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 13, 2013 by Psiquê

Quero compartilhar aqui um texto do site LOL, que achei de uma lucidez fenomenal. Muitas vezes, não nos damos conta de que nossa sociedade liberal, conhecida por seus ícones erotizados, é tão hipócrita e conservadora, competindo, por vezes, com a norte-americana.

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A HIPOCRISIA BRASILEIRA OU COMO O BRASILEIRO AMA CONDENAR O MATERIAL QUE CONSOME

Outro dia mesmo eu falava no Twitter sobre o estranho comportamento brasileiro.

(Abro parênteses para reconhecer o óbvio: não é algo exclusivo do brasileiro. Há casos nos EUA de jovens que se mataram por sofrerem bullying após “cairem na net”. Falo do brasileiro porque é sob essa perspectiva que vivo e vejo pessoas serem afetadas e porque, no Brasil, esse comportamento parece se manifestar em massa e não como exceção.)

O Brasil é amante de bunda, de carnaval, de putaria. São alguns de nossos cartões de visitas e sabemos que não é falsa impressão. Aqui se pratica e se aprecia a putaria. Aliás, isso não é nossa exclusividade. Toda cultura aprecia putaria. Mesmo as mais fechadas. Mas aqui a gente a aprecia publicamente. Temos Carnaval, temos panicats. Grandes marcas de cerveja usam bundas para se venderem.  Gostamos de mulheres nuas e sensuais. Gostamos de sacanagem. Mas não gostamos das mulheres que as proporcionam.

O brasileiro parece ter fetiche pela mulher anônima. Apoia e incentiva a nudez, a orgia, a sacanagem (vejam a nossa Galeria da Fama), mas abominam a mulher que se deixa descobrir. A “diva”, o “sonho de consumo” se transforma imediatamente na “vadia” ou, condescendentemente, na “burra e inocente que se deixou filmar” quando descoberta.  Me lembra uma cena de “A Máfia no Divã” em que Robert de Niro fala sobre sexo oral com seu analista. Ele diz que adora receber e, quando o analista lhe pergunta se a mulher dele o chupa, ele responde indignado “Claro que não! Com a mesma boca que ela beija nossos filhos?”.

Essa DOENÇA SOCIAL do brasileiro se manifesta mesmo aqui, no LOL, um site que, supostamente, atrai um público mais mente aberta e liberal. Reparem bem. Sites gringos do mesmo gênero estão repletos de fotos de garotas nuas mostrando o rosto com orgulho. Não é que a culpa seja das brasileiras. Como as gringas, elas gostam de se exibir, ter o corpo apreciado, comentado, de ser um estímulo intocável para uma multidão de homens. Que ser humano não quer se sentir desejado? Mas, diferente das gringas, a brasileira vive sob uma realidade diferente. É obrigada a esconder o rosto como se fosse criminosa pois sabe que seria condenada como tal pela sociedade IMBECIL em que vive.

E isso não é o pior! A síndrome de protetor da moral é tão grande que, mesmo as meninas cujos vídeos PESSOAIS foram parar na internet contra sua vontade, são taxadas de “vagabundas” e condenadas ao ostracismo social. É um sintoma muito grave e triste da sociedade em que vivemos. Tudo é permitido, desde que escondido. Se seu vídeo transando com seu marido ou namorado for parar na internet, você se converterá imediatamente em vagabunda, puta ou meretriz. E, pior. Os mesmos que te condenam, são os mesmos que baixam seu vídeo para se masturbarem.

É uma sociedade nojenta e apavorada consigo mesma, que se julga no direito de infernizar a vida de uma mulher só porque um vídeo dela em um momento íntimo caiu na internet. Como se fosse ANORMAL chupar o pau do marido ou pedir para ser comida de quatro.

O brasileiro é um viciado em CRACK que detesta o traficante. Ama o vício, mas se recusa a se sentar à mesa com o fornecedor. É um homem inseguro. Defensor de uma moralidade falsa que não pratica. É o cara que fica até mais tarde no trabalho para transar com um travesti na rua e fazer com ele aquilo que acha impensável fazer com a própria esposa.

É um homem infeliz, infantil, falso-moralista e injusto. E digo “homem” aqui no sentido mais amplo. Porque as mesmas mulheres que condenam fulana por terem cometido o CRIME de ser filmada transando com alguém perdem o sono pelo desejo de serem comidas como mulheres de verdade e não como santas.

Temos uma curiosidade mórbida,  um desejo incontrolável e nocivo de divulgar,condenar e propagar o que não é diferente do que fazemos em particular.

UPDATE: No furor da escrita da madrugada (vinho), me esqueci de mencionar outro sintoma do grave machismo e misoginia de que padece o brasileiro.  Em quase todos os casos de “caiu na net” é possível observar um padrão. Um casal, em um momento íntimo decide filmar sua transa. Pode ser por insistência do parceiro ou por pedido da própria mulher. O importante é que ambos concordaram em registrar aquele momento íntimo para verem depois. É uma comunhão de vontades. É um passo adicional de intimidade. Algum tempo depois o vídeo vai parar na internet porque o homem resolveu mostrar para um amigo (atitude completamente infantil e doentia) ou botou online de propósito. Em uma sociedade normal, que pensasse racionalmente, o homem seria execrado pela covardia e injustiça que cometeu. Seria punido legal e moralmente. Perderia amigos, afinal, quem quer ser amigo de alguém que trai a confiança dos outros tão flagrantemente?

Mas não é isso que vemos acontecer. O homem que jogo o vídeo na internet desaparece dos comentários. Como vetor de todo o problema ele é ignorado. Todos os comentários se focam na mulher que, de vítima, se transforma em ré. É ela a vagabunda que se deixou filmar. É ela a burra que confiou nele, como se ele não pudesse ser condenado por suas ações. É uma inversão doentia. É a lógica de culpar a vítima pelo estupro.

Há casais que curtem se filmar para ver depois. Eu curto. Muitas de minhas namoradas curtiam. O problema não está aí. É tão grave assim o ato de se deixar filmar que transforme um boquete inocente em ato merecedor de punição? Se eu fosse um babaca inseguro ou amargurado e resolvesse jogar algum desses vídeos na internet a culpa seria de algum delas? NÃO! Seria minha, e só minha.

Dito isso, dou-me a liberdade de reproduzir um texto que li no Pimentaria. Reproduzo na íntegra (e já peço perdão à autora), porque considero amostra clara de como esse moralismo barato e gratuito pode destruir a vida de alguém que é exatamente como eu ou você.

“Fran,

Meu celular acabou de apitar avisando uma mensagem nova no Whatsapp. Era um vídeo de 13 segundos em que você aparece fazendo um boquete e perguntando ao câmera: “quer meu c*zinho apertadinho?” – fazendo um sinal de OK. Eu deveria ter achado graça, caído na gargalhada e compartilhado com outros contatos. Porque, afinal, é só mais uma “vagabunda que se deixou filmar” e cujas imagens acabaram vazando para milhares (milhões?) de desconhecidos. Como se nenhuma moça “direita” pudesse chupar um pau ou ficar de quatro. Como se ninguém falasse baixarias a dois. Como se fosse absurdo realizar a fantasia de ser filmada enquanto transa.

Eu não te conheço, mas descobri que você é uma universitária de 19 anos e mora em Goiânia. Não sei quem era o cara do vídeo nem a relação que você tinha com ele. Se era amante, namorado, marido, affair de uma noite. Se você foi “ingênua” ou “safada”, se tem uma índole boa ou ruim. Simplesmente não interessa. Nada disso justifica o massacre contra você e sua família. Qual o tamanho da sua dor agora? Soube que você não está frequentando as aulas e foi afastada da loja de roupas em que trabalhava por causa do assédio. A delegada que cuida do seu caso disse que você disfarçou a aparência para não ser reconhecida, que está abatida de tão triste.
Lamento muito por todos os comentários grotescos e ofensivos que têm circulado na internet. Eles foram feitos pelas mesmas pessoas que acreditam que, se estava de saia curta na rua, pediu para ser estuprada. Tipo: não queria ser exposta, então não deveria ter se deixado filmar. É uma lógica machista que inverte os valores. Você é puta – e não o cara, um mau-caráter. Querida, nossa sociedade está mergulhada nos próprios pudores. Não há nada de errado no que você fez. A cretinice da história toda pertence somente àquele(a) que primeiro repassou o vídeo de um celular privado para uma rede infinitamente invisível.

Espero que você tenha visto a página Apoio à Fran, já com quase 2 mil apoiadores no Facebook: “ela é a vítima”. Sabe, em 2006, uma jornalista que eu venero contou uma história parecida com a sua. Fotos de uma garota de 20 anos transando com dois caras foram parar no Orkut. Ela e a família precisaram mudar de cidade para recomeçar a vida publicamente destroçada. Eu desejo que você consiga se perdoar. Posso imaginar a culpa e a vergonha que você está sentindo. E torço para que os leitores dessa carta sejam mais humanos e menos hipócritas do que eu tenho visto por aí. A foto desse post é o abraço que eu gostaria de te dar.

Nathalia Ziemkiewicz, jornalista e autora do site Pimentaria”.

UPTADE: Uma amiga de Fran me contou que ela só sai de casa para ir aos advogados e à delegacia. Está em pânico, morre de medo de ser reconhecida.

Intimée

Posted in Curiosidades, Lingerie with tags , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 20, 2013 by Psiquê

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Ontem eu estava visitando uma livraria, degustando livros e revistas quando me deparei com uma revista que nunca tinha visto antes, intitulada Intimée. A princípio achei muito interessante, não pude ler a fundo, mas gostei da matéria Burlesque que comecei a ler e que resultou na minha ‘corrida para casa’ para assistir ao filme em cartaz na Sky. Neste rápido contato com a revista, achei um pouco exagerada a quantidade de fotos não profissionais de lingeries e a quantidade de anúncios. Nada que não pode ser aperfeiçoado e melhorado com o tempo…

Claro que pensei logo nos posts que esta rápida leitura poderia gerar e na forte ligação do nosso Espartilho com essa temática. Resolvi, então, linkar a revista.

A ideia, entretanto, é bem legal, não apenas pela temática que interessa e muito a nós mulheres e aos amantes inteligentes e sensíveis, como também ao mercado de lingerie que cresce em Nova Friburgo, no Brasil e no Mundo. Há muito tempo, temas como espartilho, chá de lingerie, encontros sensuais, que explorem sensualidade e autoestima e os vários assuntos correlatos interessam ao nosso público. Partilho aqui mais essa dica para vocês queridos leitores do nosso Espartilho.

Sade

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , on outubro 23, 2011 by Psiquê

Sade

O show da Sade no Brasil que assisti ontem foi excepcional. Muito bem produzido e a plateia respondeu à altura. Deixou saudades já na metade. Fora a sensualidade a todo vapor. Adorei! Para quem não conhece a história partilho com vocês um pouquinho:

Helen Folasade Adu nasceu em Ibadan, na Nigéria. O seu pai era um professor de Economia nigeriano; a sua mãe, Anne, uma enfermeira inglesa. O casal se conheceu em Londres quando ele estudava na London School of Economics e se mudou para a Nigéria logo depois de se casar. Quando nasceu a filha, ninguém no lugar conseguia chamá-la pelo nome inglês e uma versão de Folasade acabou vingando. Depois, quando ela tinha quatro anos, os pais se separaram e a mãe levou Sade e seu irmão mais velho, Banji, de volta à Inglaterra, onde de início eles viveram com os avós perto de Colchester, em Essex.

Ela ouvia música soul americana, especialmente a onda dos anos 70 liderada por artistas como Curtis Mayfield, Donny Hathaway e Bill Withers. Quando adolescente, Sade viu os Jackson 5 cantar no Rainbow Theatre, em Finsbury Park, onde trabalhava no bar nos finais de semana. “Fiquei mais fascinada pela plateia do que por qualquer outra coisa que estava acontecendo no palco. Eles atraíam crianças, mães com filhos, idosos, brancos, negros. Fiquei muito emocionada. Este é o público que eu sempre quis ter.”
A música não foi a sua primeira escolha de carreira. Sade estudou moda na St Martin’s School of Art e só começou a cantar depois que dois velhos amigos da escola que tinham uma banda pediram a sua ajuda nos vocais.

Para sua surpresa, Sade descobriu que mesmo ficando nervosa quando cantava, ela gostava de compor. Dois anos depois, tinha superado o medo de placo e cantava regularmente como backing vocal para uma banda funk latina no norte de Londres chamada Pride. “Eu subia no palco com Pride tremendo da cabeça aos pés. Ficava apavorada. Mas estava decidida a tentar fazer o melhor possível e resolvi que já que era para cantar, eu tinha que cantar do jeito que falava porque é importante ser autêntico.”
Sade teve um longo aprendizado nas turnês com Pride. Durante três anos, a partir de 1981, ela e os outros sete membros da banda viajaram pela Inglaterra, e muitas vezes era ela quem dirigia. Os shows da banda Pride tinham um momento quando Sade cantava diante de um quarteto que tocava músicas de jazz mais suaves. Uma das músicas, ´Smooth Operator´, que Sade tinha ajudado a compor, atraiu a atenção de olheiros das gravadoras. Logo, todo mundo queria contratá-la, mas não o resto da banda Pride. Como era extremamente fiel aos amigos da banda, Sade recusava-se a largá-los, mas 18 meses depois, ela cedeu e assinou um contrato com a Epic Records – com a condição de que pudesse levar os três colegas que ainda hoje constituem a entidade musical conhecida como Sade: o saxofonista Stuart Matthewman, o tecladista Andrew Hale e o baixista Paul Denman.

O primeiro single de Sade, ´Your Love Is King´, entrou na lista dos 10 mais na Inglaterra em fevereiro de 1984 e com ele a sua vida, e a vida da banda, mudou para sempre. A elegância suave e sutil da música junto com o visual da cantora – exótico sem denominações e sofisticado sem esforço – lançaram Sade como o rosto feminino mais estiloso da década. As revistas faziam filas para colocar a sua imagem na capa. “Não era marketing,” ela se lembra, cansada. “Era apenas eu. E eu não estava tentando vender uma imagem.”
Na época em que lançou o primeiro álbum, ´Diamond Life´, a sua vida pessoal era tudo menos brilhante. Sade vivia com o seu então namorado, o jornalista Robert Elms, em Finsbury Park, num antigo batalhão de bombeiros reformado. O prédio não tinha calefação, ou seja, ela tinha que se vestir na cama. O banheiro que congelava no inverno, ficava na escada de emergência. O banheiro ficava na cozinha. “Basicamente, a gente congelava.” Sade passou quase toda a década de 80 viajando em turnês enquanto os seus três primeiros álbuns venderam mais de um milhão de cópias no mundo todo. Para ela, trata-se de uma questão de princípio. “Se você só aparece na TV ou em vídeos, você se torna um instrumento nas mãos da indústria fonográfica. Está apenas vendendo um produto. Só quando eu subo no palco com a banda e nós tocamos é que eu sei que as pessoas amam a nossa música. Eu sinto. Às vezes, sinto falta das turnês. A saudade é muito grande.” O interesse doentio e a intromissão da imprensa em sua vida particular levou Sade a não querer participar do jogo promocional. Depois de ser traída pela imprensa em diversas ocasiões, Sade raramente da entrevistas. “É horrível essa mentalidade da imprensa marrom de que se algo parece simples e fácil é porque deve ter algo errado acontecendo.”
Durante boa parte dos últimos 20 anos, Sade deu prioridade à sua vida pessoal e deixou a vida profissional ao fundo.

Nesse período, lançou apenas três álbuns com material novo e gravados em estúdio. O casamento com o diretor de cinema espanhol Carlos Scola Pliego em 1989; o nascimento de sua filha em 1996 e a sua mudança no começo do século 21 do norte de Londres para a zona rural de Gloucestershire, onde ela vive hoje em dia com o seu novo parceiro, tomaram muito tempo e atenção. E é assim que tem que ser. “Você só pode crescer como artista se você se permitir crescer como pessoa,” Sade diz. “Todos somos pais, as nossas vidas mudaram. Não poderia fazer ´Soldier of Love´ antes e embora os fãs tenham esperado um bom tempo – e eu peço desculpas por isso – estou muito orgulhosa do álbum.”

 

Cuidado com esmaltes no mercado

Posted in Curiosidades, Estética e Beleza with tags , , , , , , , , , , , on maio 15, 2011 by Psiquê

Ontem fui fazer a manutenção da minha unha, como de costume, quando a Juliana Ruschi me mostrou a matéria do site Proteste sobre os esmaltes hipoalergênicos no mercado brasileiro. Confesso que apesar de já ser cética em relação às promessas dos produtos estéticos e lamentar a falta de informações nos rótulos dos produtos, fiquei chocada. Todas as vezes que eu compro ou ganho um esmalte, dito, hipoalergênico, é uma luta conseguir ler os rótulos, isso quando eles apresentam a real composição do produto. Ao ler a matéria, vejo que o problema é ainda maior. Vejam:

“Esmaltes: alguns podem provocar alergia e câncer

Substâncias que podem ser prejudiciais à saúde foram encontradas na maioria dos produtos testados.

Comparamos a qualidade dos esmaltes, considerando a sua durabilidade, abrasividade, tempo de secagem e brilho. Entre as conclusões a que chegamos, destacamos três resultados: o melhor do teste (que também é uma das escolhas certas) é antialérgico, apesar de não divulgar em seu rótulo; uma das marcas que se diz antialérgica, na realidade, não é.
O grave, porém, é que alguns dos produtos mais vendidos do país contêm ingredientes que podem provocar não apenas alergias, mas também câncer.

Fórmulas com toluene em excesso

Em geral, os esmaltes trazem vários componentes que podem ser prejudiciais à saúde. Por isso, medimos a concentração dos mais prováveis de serem encontrados nesse tipo de produto – e encontramos altas concentrações na maioria dos produtos testados. As substâncias analisadas – cujos nomes apresentamos da maneira como aparecem no rótulo dos esmaltes – foramdibutyl phtalate (banido em cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa), nitrotoluene, toluene e furfural (compostos comprovadamente cancerígenos).

No caso do dibutyl phtalate e do nitrotoluene, não existem referências aos mesmos na legislação brasileira. Já toluene e furfural não possuem limites para uso em nossa legislação. Analisando pelas normas europeias, a quantidade máxima permitida de toluene é de 25% (250.000 mg/kg) e a de furfural, 360 mg/kg.

Os únicos produtos brasileiros que poderiam ser comercializados nos países europeus são os da Colorama e os hipoalergênicos da Risqué. Os produtos da Impala (inclusive os da linha hipoalergênica) contêm dibutylphtalate e toluene em concentrações muito altas e os produtos tradicionais da Risqué apresentam nitrotoluene e toluene em grandes quantidades. Por isso, esses produtos receberam uma avaliação ruim nesse item, o que prejudicou sua avaliação final.” Fonte: http://www.proteste.org.br/

O Corpo

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 8, 2010 by Psiquê

 Cia de Dança Débora Colker

Os movimentos do corpo na dança sempre me fascinaram, quando as danças são mais contmporâneas me encantam ainda mais. O trabalho do Grupo Corpo e da Cia de Dança Débora Colker são destaques no Brasil e no mundo.

Grupo Corpo

No último final de semana tive a oportunidade de testemunhar o espetáculo 4 por 4, no Teatro João Caetano e apreciar mais uma vez os movimentos bem pensados e ensaiados de Débora Colker e seus bailarinos.

Mas o pioneiro nesse tipo de movimento foi o Grupo Corpo, que há 35 anos surgiu em Belo Horizonte e ganhou o mundo. No próximo final de semana é a vez deste grupo encantar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro com suas performances.

Sobre os dois grupos, a Raiara Azevedo também escreveu:

“…Em 1975 nasce um dos principais representantes da Dança Contemporânea no Brasil, o Corpo. Nascido em Belo Horizonte, com o coreógrafo Paulo Pederneiras, o Grupo Corpo cresce e se torna a companhia mais bela e mais bem respeitada do país. O Grupo impressionou brasileiros e estrangeiros pela sua peculiaridade, caracterizado, por exemplo, por carregar a identidade do Brasil em suas danças, que retrataram desde o xaxado ao balé clássico. De lá pra cá , Belo Horizonte é só orgulho quando o assunto é dança.

Mais ou menos entre 2000 e 2002 a crítica fervia ao redor das “maluquices” de uma loura espevitada que achava que qualquer movimento era dança. Seus bailarinos escalavam paredes, pulavam freneticamente entre vasos, equilibravam-se em estruturas móveis e desafiavam o limite da gravidade. Débora Colker, uma coreógrafa carioca, hoje bastante respeitada (pela crítica também, diga-se de passagem) recebeu primeiramente o prestígio dos nossos colegas estrangeiros, para só depois ouvir elogios e aplausos no seu país.

(…)A história da Dança brasileira foi modificada pelo Grupo Corpo e pela ousadia coreógrafica proposta por Débora Colker e sua companhia, e não há argumentos que possam provar o contrário. Veterano, o Corpo conta hoje com mais de 30 anos de história, na qual já revelou grandes nomes como Cristina Castilho e inspirou milhões de platéias com os mais variados espetáculos, todos de uma beleza inenarrável. Colker anda pelo mesmo trilho. Com menos de 10 anos de história, a Companhia Débora Colker se consagrou mundo afora e também aqui dentro no seu território, cativando milhares de pessoas com uma proposta diferente de dançar . A “diretora do movimento, Débora Colker juntamente com o Grupo Corpo são a prova de que Belo Horizonte tem mais que tesouros guardados, e de que “o Rio de Janeiro continua lindo”. São motivos reais de orgulho diário, pelo talento e pela arte calcado num trabalho contínuo, duradouro.”

Se você tiver oportunidade assista a um espetáculo de cada companhia desta e sinta a vibração da dança e a energia desses movimentos. São encantadores!