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Gravidez – Parto Domiciliar

Posted in Gravidez, Maternidade, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 23, 2015 by Psiquê

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O portal Mulher Uol publicou uma matéria interessante sobre parto domiciliar, seus prós e contras, além de quem pode optar por ele sem riscos. Há muita dificuldade de encontrar profissionais dispostos a dar informações e assumir o risco desta escolha. As mães que optam por seguir esta linha precisam de informação e muitas vezes se sentem desamparadas e inseguras. O Brasil é campeão em partos por cesária, pratica algo em torno de 80% dos partos por esta modalidade enquanto a OMS recomenda que este seja praticado apenas em caso de risco e se limite a cerca de 15% dos partos.

  • No parto em casa, a mulher escolhe a forma como quer dar à luz e tem o apoio do parceiro

Ana Cristina Duarte é uma parteira. Mas não daquelas do tempo de nossas avós. Ela é ativista de um movimento que defende a opção pelo parto domiciliar planejado. Nele, mulheres em gravidez de baixo risco dão à luz em casa, na companhia de quem escolher. Não é utilizado nenhum tipo de medicamento para diminuir a dor, a não ser métodos naturais de analgesia, como água quente, massagens e técnicas de relaxamento e de respiração. O parto também não é induzido com a administração do hormônio ocitocina –e, por isso, dura entre oito e 12 horas em mães de primeira viagem. Tudo fora do ambiente hospitalar.

É exatamente o fato de não acontecer em um hospital que colocou a classe médica contra a prática. Enfermeiros e obstetras são legalmente habilitados para assistir partos em casa, mas o Conselho Federal de Medicina considera mais seguro que ele seja feito no hospital. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) chegou a vetar que médicos no Estado assistissem partos domiciliares e a pedir à entidade paulista –o Cremesp– a punição do médico obstetra Jorge Francisco Kuhn, que defendeu a opção pelo parto em casa em entrevista ao programa “Fantástico” (Globo), em junho. A instrução do Cremerj contra o parto domiciliar foi derrubada pela Justiça do Rio de Janeiro e levou ativistas a marchas em 16 pontos do país.

“Nossa visão é a de que o parto domiciliar não é aconselhável”, diz o obstetra Mário Macoto, do Hospital das Clínicas da USP. “Isso porque existem alguns imprevistos. Por exemplo, o prolapso do cordão (quando o cordão sai antes), um período expulsivo muito prolongado, a retenção de placenta, um sangramento importante. E quando a mulher chega a nós, chegam duas vidas que precisam ser cuidadas. A da mãe e a do bebê”, diz Macoto.

Kuhn não concorda que haja perigo aumentado nos casos de gravidez de baixo risco. “Assisti cerca de 100 partos domiciliares e nunca houve um caso de emergência como prolapso do cordão ou descolamento da placenta”, diz Kuhn, que se tornou um “vaginalista” convicto após um período de estudos e plantões na Universidade Livre de Berlim, entre 1990 e 1991.

“Em 15 desses casos, houve remoção para hospital. Mas isso aconteceu pelo desejo da mulher, seja porque o trabalho estava muito estafante, seja porque pediu para ser anestesiada. Em nenhum deles houve cesária”. Segundo Kuhn, casos de emergência são de apenas 1%.

Foi exatamente uma cesária desnecessária que levou Ana Cristina Duarte ao movimento pelo parto domiciliar planejado. “O médico era um figurão da USP, mas não tinha tempo para um parto normal”,  diz Duarte. Na segunda gravidez, ela procurou algum médico conhecido por fazer parto normal. Mas isso não é fácil no Brasil, o país com a maior porcentagem de cesárias no mundo, segundo a Unicef. Segundo dados do DataSUS, o número de cesáreas ultrapassou em 2009 o de partos normais –enquanto a OMS aconselhe que ocorra em apenas 15% dos casos.

Quando Ana Cristina teve um parto natural, ele aconteceu em um hospital –um ambiente em que disse ter-se sentido sozinha, desamparada. Foi por isso que em 1999 começou a estudar e militar pelo parto humanizado. Tornou-se doula (uma pessoa que dá apoio emocional e físico para a parturiente) –e em 2008 se formou no curso de obstetrícia da Escola de Artes e Ciências Humanas da USP. Então, passou a assistir partos domiciliares e a enfrentar a oposição de parte da classe médica.

Meio-termo

Parto normal, natural, humanizado e domiciliar planejado. Todos esses tipos de parto são vaginais, e, como não envolvem uma cirurgia, têm risco de infecção hospitalar menor e recuperação mais rápida da mulher em relação à cesariana. Qual então a diferença entre eles?

O parto normal significa basicamente que é vaginal. Isso, no entanto, não significa que não haja intervenções médicas. Se a mulher sentir dores intensas, é aplicada anestesia. Para acelerar o parto, são administrados hormônios. Também é feita a episiotomia, caso necessário. Por outro lado, no parto natural, o papel do médico se resume a acompanhar o parto, e não induzi-lo.

Já o parto humanizado não é em si uma técnica, mas o controle das decisões sobre o parto pela mulher, e não pela equipe médica. Isso inclui a presença de acompanhantes, a escolha da posição em que se sentir mais confortável, a presença do bebê logo após o parto. Para isso acontecer sem pressão de tempo nem desconforto pelo ambiente hospitalar, alguns hospitais privados têm suítes de parto, e o SUS, as casas de parto.

Para Mário Macoto, o problema não é o “parto humanizado”, mas o fato de o parto domiciliar não acontecer no hospital. “Nas condições em que vivemos, dificilmente a parturiente terá acesso da casa à sala do hospital em 10 ou 20 minutos.”

Mas entre a ideia de um parto hospitalar humanizado e a prática existe ainda um abismo. São poucas as suítes de parto em hospitais privados e as casas de parto cobertas pelo SUS –em São Paulo são três na capital e nenhuma no interior.

Enquanto isso, discussão contra e a favor o parto domiciliar só esquenta. “Quando o médico se opõe ao parto domiciliar, baseia-se apenas em sua opinião, não em evidências científicas. O fato é que o médico é apenas um dos atores envolvidos no nascimento. Um ator com formação voltada à doença, não para a normalidade”, diz Ana Cristina Duarte.

Mas, afinal, como é um parto domiciliar planejado, em quais casos equipes de saúde o realizam e quais os seus riscos? Especialistas ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos respondem essas e outras perguntas a seguir.

A escolha

Uma vez interessada em um parto domiciliar planejado, a gestante e seu parceiro têm de procurar profissionais que ofereçam esse tipo de serviço: um obstetra ou enfermeiro obstetra, todos com qualificação formal para atender partos de baixo risco. Essa será a mesma pessoa que acompanhará o casal, desde o pré-natal até o pós-parto. Embora seja raro, médicos obstetras também podem fazer o parto domiciliar.

Para que possa atender em casa, esse profissional de saúde precisa ter bastante experiência acumulada. “Quando se formam, enfermeiras e obstetras ainda não estão preparados para assistir um parto domiciliar. Precisam obter muita experiência, o que ocorre integrando uma equipe ou trabalhando em hospital”, diz Nádia Narchi, coordenadora e professora do curso de obstetrícia da EACH-USP.

Segundo a enfermeira obstetra Priscila Colacioppo, no primeiro encontro, que dura por volta de duas horas, é explicado o que é o parto domiciliar planejado e suas condições. “É comum o parceiro estar meio ressabiado, mas o fato é que o homem é o nosso maior aliado no parto, quem mais compartilha. É o casal que dá à luz.”

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Sexo e relacionamento

Posted in Erotismo, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 23, 2013 by Psiquê

Li o texto do Fábio Rodrigues no blog Papo de Homem, intitulado Sexo não é tão essencial para um relacionamento e achei bem interessante a forma como ao tema é abordado.

O que mais gostei foi a parte do texto que fala sobre o sexo sem sexo: “É possível comer uma mulher sem tocá-la. Transar é só o jeito mais grosseiro e desesperado de exercer penetração, alcance e acolhida. Tem outros jeitos para se fazer a mesma coisa. E ela vai mostrar todos os sintomas de estar sendo comida: vai ter brilho no olho, ficar soltinha, se sentir segura, feliz, satisfeita, se deixar conduzir, enfim, o pacote completo. E o homem, da mesma forma, vai se sentir realizado, estável, confiante.”

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Leia na íntegra o texto abaixo:

Estamos habituados a pensar e sentir que um relacionamento é bom quando tem paixão, sexo, intensidade, e que não é bom quando não tem essas coisas.

Claro, não é um problema existir paixão, sexo e intensidade. É excelente. O problema é acreditar que isso seja a melhor base para o relacionamento, o melhor critério de qualidade, que sem isso algo esteja errado.

Não há como sustentar o jogo sexual por muito tempo (e nem é preciso). Se apostarmos nisso e o tomarmos como referencial, quando ele flutuar – e ele vai flutuar – vamos dizer que a relação entrou em crise, perdeu qualidade. Ora, quem disse que esfriar é algo negativo?

Diante da ausência desse calor, normalmente ficamos aflitos e 1) tentamos recuperar a intensidade, “apimentar a relação” (o que obviamente não dura), 2) acabamos a relação e procuramos outra que tenha “química” (para repetirmos o problema mais tarde), 3) tentamos estabelecer outra base para a relação, que não tenha sexo e paixão como eixo principal.

“O antídoto para a apatia não é “manter o fogo”, prolongar a paixão inicial, “apimentar a relação”. Focar no próprio relacionamento, usar a criatividade, explorar fantasias, viajar junto; tudo isso funciona, claro, mas não dá para manter tal frescor por muito tempo. O antídoto para apatia em um casal encontra-se na vida dele e na vida dela, não tanto no próprio casal. Está mais no “Eu” e menos no “Nós”.

Se ele se movimenta de modo positivo, se tem brilho nos olhos, se enriquece a vida dos outros, se anda no mundo com uma visão ampla. Se ela está sempre em desenvolvimento, cada vez mais inteligente, radiante e livre, se dança pelo mundo, se também tem brilho nos olhos e sentido na vida. É isso o que livra o casal da apatia: a energia que eles movimentam por si só, sem o apoio do outro. É essa a energia que eles trazem para a relação, que se multiplica quando vira “Nós”.”

Gustavo Gitti

A verdadeira base do sexo

Não é necessariamente um problema haver pouco sexo entre um casal. O problema é não haver essa energia dinâmica que dá vida pra relação – e que por um tempo brotou por meio do jogo da paixão e do sexo.

Há um nível sutil de sofrimento no esforço pra sustentar esse jogo rolando, mesmo enquanto o relacionamento é tido como bom, com sexo de qualidade e tudo mais. O fogo exige uma manutenção constante. Na verdade, já sofremos só de imaginar a paixão flutuando, e vamos sofrer muito mais quando ela oscilar de fato – tudo na exata medida em que alimentamos esperança e expectativa de que a experiência que temos no relacionamento se sustente.

Acredito que as coisas tendem a funcionar melhor pra um casal (e o sexo pode ter melhor qualidade) quando o homem assume o papel daquele que busca, que alcança, e a mulher assume o papel daquela que tem que ser buscada, alcançada, percorrida, dominada, segurada, penetrada. A qualidade do jogo, então, depende da maestria que os dois têm em brincar, cada um no seu papel. No nosso caso, do quanto conseguimos ser bons caçadores, buscadores, do quanto conseguimos oferecer acolhimento, firmeza, chão e penetração.

Porque quem está fugindo não quer ser pego, e quem quer pegar na verdade não quer pegar – o que se quer é que o jogo e o movimento sejam mantidos. É daí quem vem o tesão, o brilho, a vivacidade – do jogo, do movimento, da dança. Penso que esta seja a verdadeira base do sexo, e que ela pode ser ativada e alimentada mesmo sem atividade sexual.

Resolver o jogo implica em monotonia e falta de movimento; manter o jogo supõe seguir o movimento. Eu diria ainda mais: esse movimento supõe algum nível de liberdade, que por sua vez supõe algum nível de insegurança e medo. Ou seja, a própria coisa que desejamos banir das relações é o que cria a tensão que as mantém. A liberdade, o medo e a insegurança são a eletricidade que gera o magnetismo.

“Todo amor luta para enterrar as fontes de sua precariedade e incerteza, mas, se obtém êxito, logo começa a enfraquecer – e definhar.”
–Zygmunt Bauman

Sexo sem sexo

É possível comer uma mulher sem tocá-la. Transar é só o jeito mais grosseiro e desesperado de exercer penetração, alcance e acolhida. Tem outros jeitos para se fazer a mesma coisa. E ela vai mostrar todos os sintomas de estar sendo comida: vai ter brilho no olho, ficar soltinha, se sentir segura, feliz, satisfeita, se deixar conduzir, enfim, o pacote completo. E o homem, da mesma forma, vai se sentir realizado, estável, confiante.

Com uma carinha de felicidade como essa, a penetração pode ser a última das importâncias

Quando o casal percebe essas coisas, uma nova base já está estabelecida. E esta base já é bem menos flutuante e estreita do que a primeira. Aí há chances de que a intensidade reapareça de outras formas, sem depender tanto do sexo em si. Eventualmente até mesmo sem precisar de uma relação amorosa.

É possível (ainda que bem raro) que os dois entendam essa dinâmica toda e trabalhem lado a lado pra diminuir o potencial que têm pra sofrer quando a sustentação desse e de qualquer outro jogo flutuar.

Agora, curiosamente, esse processo parece fazer com que a pessoa se torne mais brilhante e atrativa, inclusive sexualmente.

Relacionamentos amorosos também não são tão essenciais assim

É um problema colocar os relacionamentos no centro da nossa vida, como se todas as possibilidades de movimento que temos dependessem desse eixo, exclusivamente.

Não quero, com isso, dizer que os relacionamentos não mereçam nossa atenção, que eles não sejam valorosos e possam nos ajudar a construir vidas boas e saudáveis. Mas o ponto é que eles podem fazer isso, só podem, como muitas outras coisas podem.

Penso que uma maneira mais verdadeira pra dar ânimo no relacionamento, pra fazê-lo ter um sentido natural, fluido, é nós mesmos encontrarmos um sentido em nossas vidas. Isso pode ser feito de forma independente um do outro. Independentes, mas ainda assim juntos, apoiando-se mutuamente.

De onde vem o tesão?

Particularmente eu entendo que uma das coisas (talvez a principal) que torna a pessoa desejável é a medida que ela nos é inalcançável.

Em “Sin City”, Marv vê em uma prostituta, a sua deusa inalcançável

Por um lado, nós desejamos a pessoa porque há uma dimensão nela que não entendemos bem, que nos escapa – um nível de liberdade e mistério que até mesmo nos assusta um pouco. Essa dimensão é o que nos atrai, nos incita e nos move em sua direção. É como se houvesse uma vontade de entender e dominar aquilo, de resolver a questão, de subjugar, descobrir, atravessar e desnudar o outro.

Por outro lado, para a pessoa que tem sua medida de inalcançabilidade surge também excitação quando ela tem a perspectiva de ser alcançada, descoberta, desnudada. A excitação sexual viria do “cair das máscaras”, de descobrir e alcançar ou de ser descoberto e atravessado, mesmo que apenas de forma momentânea e condescendente. As duas coisas acontecem juntas.

Isso parece explicar o motivo porque existe excitação sexual com coisas como tapa na cara, fantasias de  dominação e submissão, bondage etc. Já viram casos no quais a mulher é fodona na vida, chefe, autoritária, brava, e na cama gosta de ser submissa? Então, o tesão vem de ser alcançada, descoberta, desprovida de sua encenação, de afrouxar a tensão criada pela encenação dos papéis cotidianos.

Tais posições, de quem busca e de quem é buscado, são assumidas pelos dois ao mesmo tempo e em alguma medida, bem como podem ser encenados com maior predominância por um ou por outro de forma alternada, ou ainda ser encenado por uma das pessoas pela vida inteira. E os dois podem estar conscientes disso ou não.

Eis porque é comum surgir esse problema de falta de tesão no casamento. Os dois se conhecem demais. Sabem tudo um do outro. Já sabem e adivinham cada movimento, cada pensamento. As dimensões de inalcançabilidade ficam mínimas, quase inexistentes. Aí não há incitação, desafio, vontade de dominar, assegurar, descobrir, abarcar, atravessar.

A solução pra isso então seria fazer ressurgir algum nível de tensão no relacionamento. Se temos tesão pela vida, se nos movemos mais livremente, se nossa presença ativa a dimensão de espanto e incerteza que já existe o tempo todo, criamos causas e condições para que o jogo se estabeleça mais facilmente e de modo mais lúdico. Essa dinâmica então é percebida pelo parceiro ou parceira, mesmo que indiretamente, e eis que a dança pode começar.

Hipocrisia e imaturidade

Posted in Comportamento, Curiosidades, Desrespeito, Erotismo, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 13, 2013 by Psiquê

Quero compartilhar aqui um texto do site LOL, que achei de uma lucidez fenomenal. Muitas vezes, não nos damos conta de que nossa sociedade liberal, conhecida por seus ícones erotizados, é tão hipócrita e conservadora, competindo, por vezes, com a norte-americana.

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A HIPOCRISIA BRASILEIRA OU COMO O BRASILEIRO AMA CONDENAR O MATERIAL QUE CONSOME

Outro dia mesmo eu falava no Twitter sobre o estranho comportamento brasileiro.

(Abro parênteses para reconhecer o óbvio: não é algo exclusivo do brasileiro. Há casos nos EUA de jovens que se mataram por sofrerem bullying após “cairem na net”. Falo do brasileiro porque é sob essa perspectiva que vivo e vejo pessoas serem afetadas e porque, no Brasil, esse comportamento parece se manifestar em massa e não como exceção.)

O Brasil é amante de bunda, de carnaval, de putaria. São alguns de nossos cartões de visitas e sabemos que não é falsa impressão. Aqui se pratica e se aprecia a putaria. Aliás, isso não é nossa exclusividade. Toda cultura aprecia putaria. Mesmo as mais fechadas. Mas aqui a gente a aprecia publicamente. Temos Carnaval, temos panicats. Grandes marcas de cerveja usam bundas para se venderem.  Gostamos de mulheres nuas e sensuais. Gostamos de sacanagem. Mas não gostamos das mulheres que as proporcionam.

O brasileiro parece ter fetiche pela mulher anônima. Apoia e incentiva a nudez, a orgia, a sacanagem (vejam a nossa Galeria da Fama), mas abominam a mulher que se deixa descobrir. A “diva”, o “sonho de consumo” se transforma imediatamente na “vadia” ou, condescendentemente, na “burra e inocente que se deixou filmar” quando descoberta.  Me lembra uma cena de “A Máfia no Divã” em que Robert de Niro fala sobre sexo oral com seu analista. Ele diz que adora receber e, quando o analista lhe pergunta se a mulher dele o chupa, ele responde indignado “Claro que não! Com a mesma boca que ela beija nossos filhos?”.

Essa DOENÇA SOCIAL do brasileiro se manifesta mesmo aqui, no LOL, um site que, supostamente, atrai um público mais mente aberta e liberal. Reparem bem. Sites gringos do mesmo gênero estão repletos de fotos de garotas nuas mostrando o rosto com orgulho. Não é que a culpa seja das brasileiras. Como as gringas, elas gostam de se exibir, ter o corpo apreciado, comentado, de ser um estímulo intocável para uma multidão de homens. Que ser humano não quer se sentir desejado? Mas, diferente das gringas, a brasileira vive sob uma realidade diferente. É obrigada a esconder o rosto como se fosse criminosa pois sabe que seria condenada como tal pela sociedade IMBECIL em que vive.

E isso não é o pior! A síndrome de protetor da moral é tão grande que, mesmo as meninas cujos vídeos PESSOAIS foram parar na internet contra sua vontade, são taxadas de “vagabundas” e condenadas ao ostracismo social. É um sintoma muito grave e triste da sociedade em que vivemos. Tudo é permitido, desde que escondido. Se seu vídeo transando com seu marido ou namorado for parar na internet, você se converterá imediatamente em vagabunda, puta ou meretriz. E, pior. Os mesmos que te condenam, são os mesmos que baixam seu vídeo para se masturbarem.

É uma sociedade nojenta e apavorada consigo mesma, que se julga no direito de infernizar a vida de uma mulher só porque um vídeo dela em um momento íntimo caiu na internet. Como se fosse ANORMAL chupar o pau do marido ou pedir para ser comida de quatro.

O brasileiro é um viciado em CRACK que detesta o traficante. Ama o vício, mas se recusa a se sentar à mesa com o fornecedor. É um homem inseguro. Defensor de uma moralidade falsa que não pratica. É o cara que fica até mais tarde no trabalho para transar com um travesti na rua e fazer com ele aquilo que acha impensável fazer com a própria esposa.

É um homem infeliz, infantil, falso-moralista e injusto. E digo “homem” aqui no sentido mais amplo. Porque as mesmas mulheres que condenam fulana por terem cometido o CRIME de ser filmada transando com alguém perdem o sono pelo desejo de serem comidas como mulheres de verdade e não como santas.

Temos uma curiosidade mórbida,  um desejo incontrolável e nocivo de divulgar,condenar e propagar o que não é diferente do que fazemos em particular.

UPDATE: No furor da escrita da madrugada (vinho), me esqueci de mencionar outro sintoma do grave machismo e misoginia de que padece o brasileiro.  Em quase todos os casos de “caiu na net” é possível observar um padrão. Um casal, em um momento íntimo decide filmar sua transa. Pode ser por insistência do parceiro ou por pedido da própria mulher. O importante é que ambos concordaram em registrar aquele momento íntimo para verem depois. É uma comunhão de vontades. É um passo adicional de intimidade. Algum tempo depois o vídeo vai parar na internet porque o homem resolveu mostrar para um amigo (atitude completamente infantil e doentia) ou botou online de propósito. Em uma sociedade normal, que pensasse racionalmente, o homem seria execrado pela covardia e injustiça que cometeu. Seria punido legal e moralmente. Perderia amigos, afinal, quem quer ser amigo de alguém que trai a confiança dos outros tão flagrantemente?

Mas não é isso que vemos acontecer. O homem que jogo o vídeo na internet desaparece dos comentários. Como vetor de todo o problema ele é ignorado. Todos os comentários se focam na mulher que, de vítima, se transforma em ré. É ela a vagabunda que se deixou filmar. É ela a burra que confiou nele, como se ele não pudesse ser condenado por suas ações. É uma inversão doentia. É a lógica de culpar a vítima pelo estupro.

Há casais que curtem se filmar para ver depois. Eu curto. Muitas de minhas namoradas curtiam. O problema não está aí. É tão grave assim o ato de se deixar filmar que transforme um boquete inocente em ato merecedor de punição? Se eu fosse um babaca inseguro ou amargurado e resolvesse jogar algum desses vídeos na internet a culpa seria de algum delas? NÃO! Seria minha, e só minha.

Dito isso, dou-me a liberdade de reproduzir um texto que li no Pimentaria. Reproduzo na íntegra (e já peço perdão à autora), porque considero amostra clara de como esse moralismo barato e gratuito pode destruir a vida de alguém que é exatamente como eu ou você.

“Fran,

Meu celular acabou de apitar avisando uma mensagem nova no Whatsapp. Era um vídeo de 13 segundos em que você aparece fazendo um boquete e perguntando ao câmera: “quer meu c*zinho apertadinho?” – fazendo um sinal de OK. Eu deveria ter achado graça, caído na gargalhada e compartilhado com outros contatos. Porque, afinal, é só mais uma “vagabunda que se deixou filmar” e cujas imagens acabaram vazando para milhares (milhões?) de desconhecidos. Como se nenhuma moça “direita” pudesse chupar um pau ou ficar de quatro. Como se ninguém falasse baixarias a dois. Como se fosse absurdo realizar a fantasia de ser filmada enquanto transa.

Eu não te conheço, mas descobri que você é uma universitária de 19 anos e mora em Goiânia. Não sei quem era o cara do vídeo nem a relação que você tinha com ele. Se era amante, namorado, marido, affair de uma noite. Se você foi “ingênua” ou “safada”, se tem uma índole boa ou ruim. Simplesmente não interessa. Nada disso justifica o massacre contra você e sua família. Qual o tamanho da sua dor agora? Soube que você não está frequentando as aulas e foi afastada da loja de roupas em que trabalhava por causa do assédio. A delegada que cuida do seu caso disse que você disfarçou a aparência para não ser reconhecida, que está abatida de tão triste.
Lamento muito por todos os comentários grotescos e ofensivos que têm circulado na internet. Eles foram feitos pelas mesmas pessoas que acreditam que, se estava de saia curta na rua, pediu para ser estuprada. Tipo: não queria ser exposta, então não deveria ter se deixado filmar. É uma lógica machista que inverte os valores. Você é puta – e não o cara, um mau-caráter. Querida, nossa sociedade está mergulhada nos próprios pudores. Não há nada de errado no que você fez. A cretinice da história toda pertence somente àquele(a) que primeiro repassou o vídeo de um celular privado para uma rede infinitamente invisível.

Espero que você tenha visto a página Apoio à Fran, já com quase 2 mil apoiadores no Facebook: “ela é a vítima”. Sabe, em 2006, uma jornalista que eu venero contou uma história parecida com a sua. Fotos de uma garota de 20 anos transando com dois caras foram parar no Orkut. Ela e a família precisaram mudar de cidade para recomeçar a vida publicamente destroçada. Eu desejo que você consiga se perdoar. Posso imaginar a culpa e a vergonha que você está sentindo. E torço para que os leitores dessa carta sejam mais humanos e menos hipócritas do que eu tenho visto por aí. A foto desse post é o abraço que eu gostaria de te dar.

Nathalia Ziemkiewicz, jornalista e autora do site Pimentaria”.

UPTADE: Uma amiga de Fran me contou que ela só sai de casa para ir aos advogados e à delegacia. Está em pânico, morre de medo de ser reconhecida.

Apenas uma noite

Posted in Comportamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 9, 2013 by Psiquê

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No último final de semana assisti ao filme, Apenas uma noite, o qual foi objeto da conversa no meu almoço de ontem. Eu gostei do filme e a despeito de algumas críticas negativas que encontrei, compartilho com vocês uma crítica que se aproxima bem mais da minha percepção. O que mais gostei no filme, foi o fato de apesar dos conflitos que os dois carregam, as reflexões morais não conduzem o filme para um lado ou para o outro…

“Apenas uma Noite é a estreia da iraniana Massy Tadjedin na direção, e com certeza merece um olhar todo especial. Tendo sido “A” sensação do Sundance Film Festival, o filme retrata o declínio de um casamento, tendo como base a suspeita de uma traição e um amor inesquecível. O casal protagonista formado por Keira Knightley e Sam Worthinton esbanja simpatia, e a história assinada pela própria diretora é muitíssimo bem contada.

Os filmes que trabalham conflitos amorosos do passado geralmente optam por problematizar eticamente a traição, a separação, e geralmente a ideologia da família nuclear se fixa como válida, dando o tom clichê da obra em questão. No caso de Apenas um Noite, para além das preocupações morais e impasses éticos, Joanna e Michael são tratados como seres humanos passíveis de sentimentos duvidosos em relação ao seu estado civil, embora ainda exista amor entre os dois. A chegada do ex-namorado de Joanna e a viagem de Michael com a secretária divide o foco das atenções, e a incrível montagem paralela de Susan E. Morse (editora dos filmes de Woody Allen de 1979 a 1998), não permite que o marasmo ou a perda do ritmo narrativo aconteça um único momento.

A fotografia urbana e escura do ótimo Peter Deming transmite às imagens a frieza que toma conta do relacionamento principal, que já abalado, aparece em conflito com novos objetos de desejo pelo meio do caminho. O mesmo vale para a trilha sonora precisa e pontual, marcada pela sensibilidade das cenas, optando por uma propícia variação musical ao piano. As atuações são um caso à parte. Keira Knightley está mediana, mas vale dizer que nesse filme, faz um trabalho muito interessante. Sua personagem ultrapassa poucos centímetros a linha de mudança, e a atriz consegue transmiti-la para o espectador com muita competência e carisma. Sam Worthinton não tem espaço para mostrar muita coisa, de modo que sua atuação aqui pode passar desapercebida. Quem realmente brilha é o francês Guillaume Canet e o novaiorquino Griffin Dunne, duas personagens muitíssimo bem construídas e com atuações deliciosas. Eva Mendes é a bela amante de Michael, mas não se destaca além da média.

Sem pretensões cult e com um final sugestivo, Apenas uma Noite é um desses filmes para uma sessão a dois, ou mesmo para uma sessão solitária, numa tarde chuvosa ou fria. Trata-se de um filme tecnicamente muito bem executado, e que concentra um nível mínimo de erros cênicos e narrativos. Não temos uma inovação nos dramas românticos ou uma proposta diferente no que se refere a um casal preso ao passado – ou a algo do presente que não pertença ao casamento; mas mesmo assim, a película se destaca com facilidade em meio à enxurrada de produções chochas e apagadas que insistem em trabalhar as questões matrimoniais.” Fonte: Plano Crítico

Apenas uma Noite (Last Night, EUA, França, 2010)
Direção: Massy Tadjedin
Roteiro: Massy Tadjedin
Elenco: Keira Knightley, Sam Worthinton, Anson Mount, Eva Mendes, Guillaume Canet, Griffin Dunne, Stephanie Romanov, Scott Adsit, Daniel Eric Gold
Duração: 90min.

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Casamento na Livraria…

Posted in Casamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 11, 2013 by Psiquê

Bouquet

Hoje descobri o blog Colher de Chá Noivas, escrito pela jornalista Manoela Cesar. Não precisa dizer que gostei tanto do blog dela que linkei antes mesmo de decidir que meu post de hoje seria inspirado nele. De cara me deparei com o post sobre o casamento do casal Laura e Marcos, que ocorreu na Livraria da Cultura de São Paulo. As fotos do bouquet, do estilo vintage dos noivos e do bolo, com vários detalhes preparados com folhas de livro me deslumbrou!!! Eu achei o máximo da criatividade e do bom gosto.

Nas palavras de Manoela: “Apaixonados um pelo outro e pela literatura, uniram estes dois amores em uma noite super charmosa, de um jeito bem descontraído. O romantismo e o lirismo da cerimônia puderam ser sentidos já na lista de presentes. Entre os presentes sugeridos pelos noivos, muitos livros para a biblioteca do casal. Tudo aconteceu de uma forma muito intimista, com a cara deles. O making of da noiva foi feito no próprio apartamento do casal e reuniu mãe, amigas e madrinhas, que ganharam de Laura um mimo para marcar a data: um colar e uma carta. O noivo, que se casou de chapéu, também fez questão de prestigiar os amigos e deu a cada padrinho um soldadinho que ganhou de seus avós na infância e uma carta de agradecimento. Em seguida, brindaram o grande dia com o pai de Laura.”

Para completar meu deslumbre, a noiva é fã da minha predileta, Clarice Lispector e trechos de suas obras foram lidos na cerimônia. Ai, ai…

Tenho certeza que a ideia também vai cair no gosto da minha amiga Mariana, cujo bouquet de broches e as madrinhas de negro com casquetes coloridas também foi o máximo!

Bolo

Vejam alguns detalhes que a Manoela Cesar amou e eu também:

  • A ideia de casar entre os livros, claro, a irreverência e a intimidade que este ambiente trouxe para a celebração.
  • O bouquet da Laura e a lapela do Marcos, em papel, feitos com páginas de livros (Amei!!!);
  • Todos os acessórios da noiva, especialmente o sapato, vermelho de corações, ousado e irreverente, e o voillete.
  • O noivo relendo a dedicatória do livro que a então amiga Laura lhe deu, em 2006!
  • Os soldadinhos que eram os tesouros da infância de Marcos sendo entregues aos padrinhos;
  • Os noivos terem entrado juntos;
  • O bolo e o topo do bolo, que seguiram a ideia das páginas de livros como destaque (Também amei!!!);
  • Ter uma banda de Jazz (tive no meu casamento e super recomendo ter uma banda instrumental dançante em sua festa, agrada a todos!)

Sapato

Segue a lista de fornecedores do casal Laura e Marcos:  Fotografia e Video: Mario Lima Fotografia | Flores: Open House | Celebrante: Amigos da noiva | Cartola do noivo: Plas | Cabelo e make: Keyla Issobe | Buffet: Banqueting | Bolo: Maria Bolo | Buquê: Etsy – Charlene Rucker | Música de entrada: Amigo dos noivos (marcha nupcial para os padrinhos e Wave do Tom Jobim para os noivos) | Identidade visual: Convite Draft FCB (presente da Cultura) | Vestido de Noiva: Comprado On Linear :)| Sapato: Sarah Chofakian | Acessórios: Scarpelli e Família da noiva | Assessoria: Open House | Produtor musical: Fernando Montanha | DJ: Daniel Cohen  | Banda: Frigazz

Parabéns Manoela pelo blog lindo e aos noivos pela ideia genial e criativa!

Casais inteligentes enriquecem juntos

Posted in Casamento, Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 23, 2008 by Psiquê

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Photo by Nadya Kulagina

O best seller de Gustavi Cerbasi, Casais inteligentes enriquecem juntos, já vendeu mais de 500 mil cópias e se pauta na experiência dele e da esposa Adriana. Segundo reportagem da revista Nova, quando começaram a namorar em 1995, ela ganhava R$800 e ele a metade desse valor. Ao se casarem 7 anos mais tarde, tudo mudou e sem ganhar na loteria conseguiram pagar a cerimônia, festa e lua de mel dos sonhos.

Segundo a reportagem, juntos eles conquistaram o primeiro milhão. Para viabilizar os recursos necessários para a festa dos sonhos, eles tiveram que poupar 75% do salário de ambos por 2 anos, investindo de forma a lucrar ao menos 2% ao mês. Mesmo assim ficariam 6 meses endividados após a troca das alianças.

O casal criou algumas regras:

  1. nada de presentes durante dois anos (nem Natal, nem aniversário, nem dia dos Namorados, etc.);
  2. adeus a jantares fora toda semana (“íamos no máximo comer uma pizza na casa de amigos”);
  3. viagens também foram cortadas;
  4. roupas novas, nem pensar;
  5. conseguir aliados é preciso: a família dos dois entrou no jogo, jantávamos e almoçávamos alguns dias na casa de cada pai e mãe;
  6. usar a criatividade na hora de se divertir (“íamos a parques e aproveitávamos peças e shows gratuitos. O negócio era economizar num canto para gastar em outro.”);
  7. aproveitar todas as oportunidades para fazer dinheiro (“vendia meus vales-refeição e levava marmita para o trabalho”);
  8. atenção máxima aos prêmios (“acumulava milhas por viajar muito pelo trabalho e grande parte da lua de mel, saiu daí”)

Quem quiser saber mais leia o livro Casais Inteligentes enriquecem juntos e a reportagem Casamento de 1 milhão (Nova, Nov.2008), vale a pena. Um beijo!

Química do Desejo

Posted in Comportamento, Curiosidades, Saúde, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 6, 2008 by Psiquê

Photo by Smile

A Revista Galileu de junho de 2008, trouxe uma reportagem bastante interessante sobre a química do desejo. Segundo a mesma, ainda que o visual seja o primeiro e talvez o mais importante estímulo, o jogo da atração sexual tem regras bem mais complicadas, nem sempre claras. É óbvio que corpos sarados e rostos harmônicos sempre fazem sucesso, mas outros atributos, como cheiro e voz, além de características psicológicas como humor, têm se mostrado cada vez mais determinantes para a vitória ou derrota dos participantes dessa verdadeira maratona. Isso é o que destaca a psicologia evolutiva — ciência que estuda os mecanismos adaptativos psicológicos que fazem parte do que chamamos de natureza humana.

Uma substância chamada Complexo de Histocompatibilidade Principal (MHC) é apontada pela matéria como o segredo do desejo e atração. A substância aparece na saliva, o que explica porque o beijo funciona como um critério de corte. “Se o beijo for bom, as chances de o casal acabar na cama aumentam. Porque , além de ser uma oportunidade de verificar a compatibilidade imunológica, ele amplia outros elementos da atração, como cheiro e visão.” Controvérsias a parte, pois geneticistas e psiquiatras entrevistados na matéria são céticos em relação ao poder absoluto do MHC sobre o comportamento humano, veja o que diz a Galileu:

“Apesar de não nos darmos conta, temos um olfato apuradíssimo para detectar um conjunto de genes conhecido como MHC, que controla o sistema imunológico e influência a rejeição de tecidos. Quanto mais parecido o MHC do casal, maiores as chances de o útero rejeitar o feto. Portanto, nesse caso (e só nesse), a máxima de que os opostos se atraem está corretíssima.” Teríamos a capacidade inconsciente de detectar qual o parceiro oferece mais segurança para a reprodução, apenas pelo olfato.

Outra substância que é analisada pela reportagem são os feromônios: que atuam como um sistema de comunicação que funciona melhor entre as mulheres. Existem quatro categorias de feromônios e uma delas é que age sobre o sistema endócrino, regulando a mestruação. Por isso, muitas de nós já reparamos que as mulheres que convivem costumam menstruar na mesma época. Tudo por causa dos feromônios que também ajudam a regular a ovulação. Não fosse assim, quando vivíamos em estado natural,  se apenas uma fêmea ovulasse numa época, todos os homens da comunidade estaríam voltando sua atenção reprodutiva para a mesma.

Essas reações químicas são tão influentes e complexas que uma pesquisa da revista Evolution and Human Behaviour, revelou que entre strippers que estavam ovulando e as que não estavam a variação das gorjetas eram de: US$ 70 em média para as que estavam ovulando, US$ 35 para as que estavam mestruando e as que não estavam em ciclo nenhum US$ 50.

Outra curiosidade que a Galileu destaca é o sexercise, recomendado pelo Serviço de Saúde Britânico (NHS) aos súditos da rainha como terapia preventiva a uma série de doenças. Quando é fonte de prazer, o sexo, como toda a atividade prazeirosa é muito benéfica à saúde. Eis alguns benefícios:

1. Calma e bem-estar (alívio do estresse), graças à endorfina liberada pelo organismo;

2.  Alívio de dores pelas substâncias analgésicas também liberadas no organismo;

3. Vida longa;

4. Prevenção aos problemas cardíacos;

5. Menos risco de câncer de próstata;

6. Melhoria do sono graças à liberação de oxitocina durante o orgasmo;

7. Melhoria do condicionamento muscular;

8. Melhoria da textura e qualidade da pele e cabelos.

 Vale a pena ler a matéria, corra até a banca de veja mais por lá.

Grande beijo!