Arquivo para casar

“Que seja em segredo”

Posted in Comportamento, Cultura e Arte, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 24, 2015 by Psiquê

capa-de-que-seja-em-segredo-1426772743325_300x420 Não precisa dizer que estou na fila para comprar… Uma matéria divulgada pelo História Ilustrada e publicada originalmente no Portal Uol, por Guilherme Solari, fala sobre o relançamento de uma obra publicada nos anos 1990 pela editora Dantes, que agora a editora L&PM está lançando, “Que Seja em Segredo“. A obra reúne poemas eróticos de autoria de freiras ou inspirados nelas e “escritos na devassidão dos conventos brasileiros e portugueses dos séculos 17 e 18“, como descreve a própria editora. Trata-se de um relançamento da obra, que já saiu pela editora Dantes nos anos 1990 e havia esgotado. Os escritos são de uma época em que a vocação religiosa não era o principal motivo para jovens serem enviadas aos conventos. Naquele tempo, qualquer mulher considerada “difícil” podia acabar enclausurada. Portanto, esse era muitas vezes o destino das moças excessivamente sexuais, rebeldes, homossexuais, bastardas, das amantes indesejadas e das que perdiam a virgindade antes de se casar ou até mesmo por estupro. Às vezes, até garotas que não eram consideradas problemáticas podiam acabar passando o resto da vida em um convento, graças ao status que as famílias conseguiam por ter uma filha freira. Mas essa clausura não era tão hermética quanto se imagina. Alguns homens iam encontrar as freiras nas missas ou nos próprios conventos, atraídos justamente pela “proibição” representada por elas e pelas fantasias eróticas que isso despertava. Nascia assim a figura do “freirático”, ou “aquele que frequenta freiras”. Esse sujeito podia ter com as religiosas relações que iam desde platonismo inocente até encontros tórridos que não deviam nada a “Cinquenta Tons de Cinza” (não gostei desta obra, mas respeito a comparação do autor do artigo, nota minha, Psiquê), como no relato abaixo.

As religiosas do convento de Santa Ana de Vila de Viana tinham nas proximidades várias casinhas aonde iam, fora de clausura, com pretexto de estarem ocupadas a cozinhar, e recebiam ali homens que entravam e saíam de noite, denunciou em 1.700 o rei, em Lisboa. Nas celas os catres rangiam, os corpos alvos das freiras suavam sob o calor dos nobres, estudantes, desembargadores, provinciais, infantes. Os gemidos eram abafados com beijos 

Ana Miranda, em trecho do texto de introdução de “Que Seja em Segredo”

“Poemas luxuriosos, românticos, por vezes sarcásticos, escritos para e por freiras, em plena Inquisição, documentam tal costume dessa época em que a interdição sexual teve a função de afrodisíaco. Como consequência, celas e conventos eram ambientes de grande licenciosidade”, define a escritora Ana Miranda, vencedora do prêmio Jabuti em 1990 por “Boca do Inferno” e responsável pela pesquisa e o excelente texto de introdução da obra, que não apenas contextualiza o leitor, como também faz uma belíssima reflexão sobre desejo e sensualidade. Entre os freirático notáveis citados em “Que Seja em Segredo” estão o rei de Portugal dom João 5º e o poeta Gregório de Matos. O primeiro era um entusiasta tão inveterado das religiosas que chegou a mandar construir uma passagem secreta entre sua casa na cidade de Odivelas e o convento local, para que pudesse “frequentar as freiras” com maior discrição e receber leituras de poemas com freiras sentadas em seu colo. Já Gregório de Matos deixou depoimentos de suas aventuras com as “cortesãs enclausuradas” no Brasil. Incluindo o curioso relato de quando a cama de uma freira com quem estava literalmente pegou fogo. Decerto resultado de uma vela caída, mas o poeta, conhecido como um escritor “maldito”, atribuiu as chamas ao “amor que queimava os corpos através dos espíritos”.

As freiras, no começo, não respondiam às cartas, e apenas os mais persistentes prosseguiam até receber uma resposta, um bilhete recortado com tesoura, salpicado com água de córdova ou outro perfume caro, dizendo que não podia amar, que era muito feia, coisas assim. Mais uma carta de lá, outra de cá, uma cena de ciúmes, de rivalidade, e estava consumada a aproximação. ‘Já que tem de ser, que seja em segredo’, escrevia finalmente a freira ao pretendente

Ana Miranda, em trecho do texto de introdução de “Que Seja em Segredo”

Veja abaixo alguns poemas eróticos contidos na obra. Trecho de Antonio Lobo de Carvalho Puta dum corno, dos diabos freira, Eu me ausento, por mais não aturar-te; Tu cá ficas, cá podes esfregar-te Com quem melhor te apague essa coceira; Poeta anônimo Quando eu estive em vossa cela Deitado na vossa cama Chupando nas vossas tetas Então foi que me lembrei Linhas brancas, linhas pretas Trecho de poema de Frei Antonio das Chagas Vem a ser que a freirinha Se enamorou de doutra freira Mais que mancebo, cá fora Quis, lá dentro, ter manceba

Seja a mulher que seu ex vai sentir falta

Posted in Comportamento, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 16, 2014 by Psiquê

8c7040ef69a6fbadc35dfa41cda1c166

Hoje, por acaso, descobri um blog muito legal, o MPJ – Mariliz Pereira Jorge, ou seja, são as iniciais de sua autora, uma jornalista que vive no Rio e hoje atua como editora na TV Globo para o programa Encontro com Fátima Bernardes. Eu adorei o texto que compartilho aqui com vocês, de autoria da Mariliz.

“Já faz algum tempo, recebi uma mensagem de um ex-namorado, que dizia: “vou passar o resto da vida me perguntando por que não deu certo”. Eu tinha todas as respostas, mas achei que nem era mais hora de falar.

Depois de oito anos de namoro, ele ficou em dúvida. Sofri com a dúvida dele. Mas a dúvida dele acendeu um ponto de interrogação dentro de mim. Terminei o namoro e não olhei pra trás. Nunca olho.

Sofro como um cachorro por um amor que quero que dê certo, mas quando desisto, deixo de lado como meia lata de cerveja quente. Você sabe que era bom, mas jamais será novamente.

Nem vem ao caso se sou ou não uma namorada inesquecível, mas fiquei pensando o que faz uma mulher se tornar assim tão singular para um homem. E nem estou falando de homens atormentados, daqueles que gostam de sofrer nas mãos de mulheres malvadas, aquelas que gostam somente delas e nada além delas mesmas. Homens se deixam seduzir por criaturas assim. Bem, quem não deixa?

Mas, então, me lembrei de um amigo que, depois de anos de libertinagem barata, começou a namorar. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, um dos maiores baladeiros e pegadores que já conheci na noite paulistana. “Ela não é a mulher que mais amei, mas é a que me faz mais feliz. Vou casar”, me disse.

Ela me ama; ri das merdas que eu falo; não é linda, mas se cuida; tem um cheiro gostoso; cuida da vida dela; é independente, mas me pede ajuda pra usar um pendrive; está sempre ocupada, mas nunca deixa de atender quando eu ligo; é parceira, descolada, maluquete; aguenta meus ataques de mau humor; quer sexo sempre; é ciumenta, mas até acho graça, eu era um galinha. “Sabe como é, mulher tá fácil hoje, mas dessas que fazem a gente feliz mais do que uma semana… encontrei poucas.”

Sempre penso no que faz uma história dar certo ou não. E, no fundo, acho uma bobagem quando dizem que melhor do que ser amado, é amar. Não tem nada melhor na vida do que sentir, ver, ouvir, ler, que alguém perde seu precioso tempo pensando, querendo, gastando, amando você.

Mas é verdade que amar alguém é uma arte. Quem ama abre mão de si mesmo muitas vezes. Esquece convicções. Pede desculpas mesmo quando acha que está certo. Sofre de saudade. Morre de ciúme. Parcela passagem em 12 vezes. Sorri quando o telefone toca. Tem dor de barriga quando ele lê sua mensagem no whatsapp – e não responde. A gente fica praticamente ridícula.

Mas o outro, que também ama (e essa é a melhor parte), acha a gente, que no fundo é ridícula, o último biscoito do pacote, a última cerveja gelada do deserto, os últimos 5% de bateria no celular.

Amor é isso.

O importante é que a gente nunca seja mais ou menos. Que a gente faça tudo mesmo por amor. Que seja especial. Que seja inesquecível. Seja o tipo de mulher, que os nossos ex-namorados vão sempre lembrar e pensar: que pena que não deu certo.”

Um beijo a todos os meus queridos seguidores do Espartilho.

Amem muito, leiam muito, vejam muitos filmes maravilhosos, pois a vida é enriquecida cada vez que abrimos nossos corações para novas experiências, novas sensações, novas maneiras de olhar.

 

Cinco dicas para um feliz ano novo

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 7, 2013 by Psiquê

Michaelb Burke 18

O instrutor da SBPNL Alexandre Bortoletto, escreveu o artigo Cinco dicas para um feliz ano novo, para o portal daquela sociedade em 29/01/2013. Apesar de já estarmos no segundo mês do ano, ainda há tempo para planejar nossos próximos passos, nossas metas, etc. Por isso, decidi partilhar o texto aqui com vocês.

Você fez planos e acumulou expectativas para 2013, mas janeiro mal terminou e provavelmente todas as promessas já foram esquecidas no fundo da gaveta. Será que isso é motivo para continuar adiando a sua felicidade? A cada ano novo temos a sensação de que podemos começar do zero e ter, finalmente, o futuro que esperamos. Mas a verdade é que não precisamos de um marco no calendário para nos dizer quando podemos nos reinventar e começar a ser mais felizes. Se os planos não saíram do papel, é hora de uma força-tarefa para garantir os melhores 365 dias que sua história de vida já viu até esse momento. Comece agora com essas cinco dicas:
1 – Tenha objetivos claros
O que você quer que aconteça nesse futuro breve? Qual é o sonho que só você está impedindo de ser realizado? Saber aonde se quer chegar é o primeiro passo da jornada. Em seguida, analise que estratégias estão (ou deveriam estar) sendo seguidas. Quer mudar de emprego, comprar carro, se casar? Analise o que falta para alcançar esse objetivo e trace as habilidades e os recursos necessários para chegar lá.
2 – Visualize os resultados
Estabelecer um passo a passo – no papel, no computador ou mesmo mentalmente – ajuda a clarear o caminho. E visualizar o resultado também ajuda. Feche os olhos e se imagine daqui a 365 dias. Como você está, como estão as coisas ao seu redor, que melhorias foram consolidadas ao longo do ano? O que você vai ver, ouvir e sentir quando seu sonho foi realizado? Prever essas sensações te ajuda a entender quando aquela ideia começa a se concretizar.
3 – Pense positivo
E não estou falando de torcer para a loteria sortear o seu número. Tomar decisões bem-sucedidas implica em buscar o que quer, e não evitar o que não quer. Mantenha seus objetivos sempre no positivo e afirmativo. “Não quero brigar com meu cônjuge” não tem o mesmo efeito que “Quero manter a calma e o respeito diante de qualquer situação que envolva a pessoa que eu amo”.
4 – Aprecie o presente
Preste atenção nas coisas boas que estão à sua volta. Compare o momento atual com o passado próximo e aponte mentalmente todas as mudanças positivas que aconteceram nos últimos meses. Preste atenção principalmente nas adversidades: elas costumam ser o disfarce preferido das oportunidades.
5 – Livre-se do peso extra
No fim do ano é normal ver as pessoas limpando os armários e descartando aquilo que não serve mais. Trata-se de uma ideia que pode ser aplicada também em outras áreas da vida, como trabalho, faculdade, academia e até nos relacionamentos interpessoais. Existe uma máxima muito sábia em Programação Neurolinguística: se continuar fazendo o que sempre fez, você vai continuar obtendo o que sempre obteve. Ou seja, nenhum momento é mais adequado que o presente para mudar o rumo e alcançar o topo. Que tal começar a ser feliz agora?
Alexandre Bortoletto

Pela luz dos olhos teus

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , on julho 9, 2008 by Psiquê

By Fashion Kein Akt

Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p’ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

(Vinícius de Moraes)