Arquivo para cérebro

Benefícios das invertidas

Posted in Comportamento, Saúde, Yoga with tags , , , , , , , , , , , , , on novembro 8, 2015 by Psiquê

Recentemente publicado no portal Yoga em Casa o texto a seguir fala sobre os benefícios das posturas chamadas “invertidas” no yoga. Compartilho com vocês para que experimentem com seus instrutores ou em casa, conforme as condições de cada um. Há invertidas mais simples que podem ser praticadas com menos riscos de acidente para aqueles que ainda não conseguem fazer. Lembrem-se de ler as contraindicações apresentadas no texto a seguir.

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Dentre as posturas mais conhecidas do yoga estão as “invertidas”, posições nas quais, grosso modo, colocamos as pernas para cima. Incluímos nessa categoria também os asanas onde a cabeça fica abaixo do coração, como em adho mukha shvanásana, postura do “cachorro olhando para baixo”.

Tradicionalmente, duas dessas posições invertidas de tão importantes são chamadas de Rei e Rainha das posturas; shirshásana, o “pouso sobre a cabeça” e sarvangásana, popularmente conhecida como “postura da vela”.

Mas por que ficar de cabeça para baixo? Quais os benefícios e quais as contra-indicações?

Vale ressaltar que os benefícios e contra-indicações aqui apresentados se referem às posturas invertidas no geral, existem diferenças entre elas tanto no sentido dos efeitos fisiológicos quanto dos estímulos energéticos promovidos por cada uma. O mesmo vale quanto as contra-indicações, não serão abordadas as especificidades de cada postura invertida.

Benefícios gerais das invertidas

Retorno sanguíneo e Oxigenação cerebral

Nessas posturas usamos a força da gravidade a nosso favor no sentido de, por um lado, favorecer o retorno sanguíneo dos membros inferiores prevenindo e revertendo o surgimento de varizes e hemorroidas. Por outro lado, o cérebro é irrigado com mais sangue oxigenado favorecendo o bom funcionamento das capacidades cognitivas: concentração, memória, raciocínio e processamento de informações.

Irrigação dos órgãos dos sentidos

Essa dose extra de sangue oxigenado beneficia também todos os órgãos dos sentidos localizados na região da cabeça incluindo a pele do rosto devido a um melhor aporte de nutrientes para as células que formam os tecidos dos órgão dessa região.

Reforço imunológico

As inversões fortalecem o sistema imunológico visto que melhora o fluxo do sistema linfático que desempenha um papel fundamental nesse sistema de defesa do organismo.

Reposiciona os órgãos da região abdominal

Muitas pessoas sofrem de queda de órgãos, conhecido como visceroptose. As posturas invertidas favorecem o reposicionamento dos órgãos dentro do abdome.

Melhora do humor, administração do estresse e combate à depressão

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles e publicado em uma edição de “Terapias Alternativas na Saúde e Medicina” mostrou que uma prática de yoga, que inclui inversões pode melhorar o humor e reduzir os sintomas da depressão. A presença das inversões na prática também se relacionou com a normalização do hormônio do estresse chamado cortisol e com o aumento da circulação de endorfinas que por sua vez ajuda a lidar com situações de tristeza e de ansiedade. Os indivíduos que usam inversões como parte de uma prática diária de yoga relataram uma sensação de confiança e coragem ao longo do dia.

Flexibilidade mental e resiliência

A experiência de sentir o corpo no espaço de uma maneira diferente desloca o ponto de vista e estimula uma ressignificação de certos padrões de comportamento e de percepção tornando o indivíduo mais flexível e adaptável à mudanças e à situações adversas.

Retarda os processos de envelhecimento

Devido a todos esses efeitos, costuma se dizer que, quando estamos numa postura invertida, os ponteiros do relógio param ou até mesmo rodam em sentido contrário.

Contra-indicações gerais

Algumas posturas de inversão não são para todos, se você apresenta alguma das condições abaixo, é importante que receba uma orientação específica: em relação ao tipo de postura que pode realizar e ao período de permanência recomendado.

  • Hipertensão
  • Cardiopatias
  • Hérnia de hiato
  • Glaucoma
  • Deslocamento de retina
  • Mulheres em período menstrual ou em período de gestação

Mesmo àqueles que não apresentam as condições acima devem ter consciência da importância de receber uma instrução adequada quanto a realização e tempo de permanência em tais posturas. Use o bom-senso.

Harih Om
Gilberto Schulz

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A ciência do Yoga

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , on agosto 28, 2014 by Psiquê

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Hoje ao ler no blog Yoga em Casa do Gilberto Schultz, uma matéria (de duas) publicada originalmente na revista Forbes de autoria da Alice Walton, senti ainda mais gratidão por ter tido meu contato com o Yoga no ano passado.

O meu encantamento com a prática ainda é tão forte que às vezes me pergunto porque demorei tanto tempo para experimentar…

Ainda estou muito crua em termos de conhecimento da prática, há muito a aprender, mas os benefícios são realmente enormes. Eu saio das aulas muito mais leve, tranquila e feliz.

Compartilho com vocês o texto. Espero que gostem.

Fiquem bem. Namastê, Psiquê.

Desvendando os efeitos da prática: A ciência do Yoga

“Este é o primeiro de dois textos sobre os efeitos da prática do yoga publicado no site da revista Forbes, o segundo: “A Psicologia do Yoga”, tratará especificamente das mudanças psicológicas e também será publicado em português aqui no blog em breve.”

Julgando pelo número de esteiras de yoga que tenho visto sendo carregadas em Manhattan nos últimos 15 anos, tenho certeza de que fui a última pessoa da ilha a experimentar tal modalidade. O meu relacionamento com essa prática começou há cerca de 6 meses atrás e devo admitir que eu me apaixonei – e muito – por ela. Fiquei impressionada com as mudanças que afetaram o meu corpo e, mais ainda, a minha mente. Porém, o meu lado nerd, ligado à medicina ocidental, ainda se perguntava como exatamente isso estava acontecendo. Eu podia chutar algumas hipóteses baseadas no que eu sei sobre o corpo, mas preferi falar com alguém que realmente entendesse e estudasse esse tipo de ciência.

Stephen Cope é terapeuta e diretor do Institute for Extraordinary Living no Kripalu Center for Yoga and Health em Massachusetts. Lá, ele comanda um programa intitulado “O Yoga e o Cérebro”, cujas pesquisas estudam o efeito do yoga no cérebro com ressonância magnética e outras técnicas. Cope explica que o yoga traz mudanças significativas no sistema nervoso simpático do corpo – aquele responsável por estimular ações, como de “luta ou fuga”, em resposta às situações de estresse. Todavia, como as nossas vidas hoje em dia incluem e-mails de trabalho às dez horas da noite e conversas altas no telefone da mesa ao lado, em resposta, muitas vezes, nosso corpo permanece ‘on’ quando, na verdade, não deveria permanecer. O Yoga ajuda o corpo a diminuir essa resposta ao estresse, reduzindo os níveis do hormônio cortisol, que não é somente o combustível para as nossas reações ao estresse, mas que também pode causar estragos no corpo quando está em estresse crônico. Assim, a redução do nível desse hormônio no organismo é considerada uma coisa boa.

O Yoga também aumenta os níveis de substâncias que nos fazem sentir bem, como o GABA (Ácido gama-aminobutírico), a serotonina e a dopamina, que são responsáveis por nos sentirmos relaxados e satisfeitos. Todos esses três neurotransmissores são os principais utilizados em medicamentos que controlam o humor, como antidepressivos (por exemplo, ISRSs) e ansiolíticos (anti-ansiedade). O fato do yoga estar associado ao aumento dos níveis dessas cobiçadas substâncias químicas no organismo não é nada desprezível.

Ainda há outro bônus, diz Sarah Dolgonos, doutora em medicina, que dá aulas na Yoga Society of New York’s Ananda Ashram. Ela aponta que além de suprimir a resposta ao estresse, o yoga estimula o sistema nervoso parassimpático, que nos acalma e restaura o equilíbrio depois que uma situação de estresse chegou ao fim. Quando este sistema nervoso é ativado, “o sangue é direcionado em direção a glândulas endócrinas, órgãos digestivos e circulação linfática, enquanto a frequência cardíaca e a pressão arterial são reduzidas”, diz Dolgonos. Ainda, com o sistema nervoso parassimpático em funcionamento, “o nosso corpo pode extrair melhor os nutrientes dos alimentos que comemos, e mais efetivamente eliminar toxinas, já que a circulação é aumentada. Com a ativação parassimpática, o corpo entra em um estado de restauração e cura”.

Também há um consenso que o yoga melhora o sistema imunológico, diz Dolgonos. Esse benefício provavelmente é causado devido a redução do cortisol, mencionado anteriormente: o excesso desse hormônio pode diminuir a eficácia do sistema imunológico “imobilizando algumas células brancas”. A redução do cortisol na circulação “remove a barreira para um eficaz funcionamento da função imunológica”, sendo assim, o yoga ajuda na prevenção de doenças, já que melhora a imunidade.

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Vamos então nos aprofundar ainda mais nos efeitos dessa prática no organismo (paciência comigo, isso é realmente interessante). Pesquisadores descobriam que o yoga melhora a saúde, em parte, reduzindo um grande adversário do corpo: a inflamação. A inflamação crônica, mesmo em baixo grau, é responsável por uma série de problemas de saúde, de doenças cardíacas a diabetes e depressão.

Paula R. Pullen, PhD, instrutora de pesquisa da Faculdade de Medicina Marehouse, estuda os efeitos do yoga sobre a inflamação observando o que acontece nos corpos dos pacientes com insuficiência cardíaca que se matriculam em aulas de yoga. Ela mostrou que depois de serem distribuídos aleatoriamente entre yoga ou cuidados médicos padrão, os pacientes que praticavam a atividade tiveram uma melhora significativa nos níveis de biomarcadores, como a proteína C-reativa (PCR) e a interleucina-6 (IL-6). Se seus olhos ficaram paralisados, essas descobertas são bastante notáveis, já que mostram que o yoga pode realmente afetar as mais minúsculas moléculas, aquelas que são amplamente conhecidas por prever riscos de doenças graves. Pullen realça que a redução dos níveis de inflamação no corpo é extremamente importante do ponto de vista preventivo. E o yoga pode ajudar com isso. “O yoga equilibra o organismo, o sistema hormonal e a resposta ao estresse. As pessoas tendem a pensar que o yoga está apenas relacionado com a flexibilidade, quando na verdade, no sentido fisiológico se trata mais sobre reequilibrar e curar o corpo”.

Apesar de existir a milhares de anos, a ciência Ocidental está apenas começando a entender como funcionam os efeitos exercidos pelo yoga. Sendo assim, será certamente interessante acompanhar essas pesquisas, uma vez que continuará revelando o que o yoga é capaz de fazer com o corpo e com o cérebro. Fique atento para a parte II sobre os efeitos do yoga!

Tradução: Paula Coutinho | paula.emidioc@gmail.com
Fonte: Penetrating Postures: The Science of Yoga

Memória olfativa

Posted in Comportamento, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 10, 2014 by Psiquê

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Não sei se você também já parou para lembrar de uma situação passada ou de um sentimento adormecido, esquecido, vivido ou até sepultado quando sentiu um cheiro…seja de um perfume, de uma comida, de um incenso, de um tecido, ou qualquer que seja.

Isso acontece muito comigo com o desodorante e o perfume. No outro dia me  peguei comprando o mesmo desodorante que usei durante 10 dias em uma viagem e cada lembrança daquela viagem veio à tona na minha memória, uma delícia. Como em um livro estava revivendo aquela época. E interessante é que como já usei desodorantes diferentes em diversas viagens, eles estimulam a lembrança de momentos distintos.

O perfume também evoca este tipo de reação. Ao arrumar meu armário, encontrei um perfume que estava no fim e resolvi usá-lo novamente…desde a primeira borrifada, minha memória resgatou momentos vividos anos atrás quando costuma usar aquele perfume.

Fiquei encantada com o poder da memória olfativa..

Um pesquisa publicada pelo caderno Ciência do jornal Estadão falou sobre os poderes do olfato nas emoções: “…o córtex olfativo está envolvido com o sistema límbico do cérebro e com a amígdala, onde as emoções nascem e as memórias emotivas são registradas. É por isso que cheiros, sentimentos e memórias ficam tão próximos…”

O portal Neurociências em benefício da Educação, também traz um texto sobre memória olfativa bem interessante. A psicóloga e escritora Angelita Corrêa Scardua, escreve em seu blog Os Sentidos da Felicidade, um texto muito interessante sobre olfato e afeto, do qual compartilho o seguinte trecho:

“O interessante dessa relação entre cheiro, emoção e memória é que: como cada um de nós tem um cheiro próprio, e como cada interação com um outra pessoa nos provoca emoções, tendemos a associar à lembrança que temos de alguém a um odor específico. Assim, quando sentimos o cheiro que remete à emoção provocada por àquela pessoa, sentimos as mesmas emoções que tínhamos, ou temos, quando estamos com ela. Ou seja, é quase impossível dissociar cheiro de afeto!”

Às vezes pode parecer ruim e um tanto quanto saudosista retornar sentimentos e emoções do passado, mas o que venho compartilhar com vocês é a magia de perceber o quão complexos e interessantes, nós somos! Fiquei encantada em perceber essas reações na memória e no corpo, ao sentir o cheiro de um perfume.

Tenham um excelente domingo!