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Paciência na busca dos nossos reais objetivos…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 6, 2013 by Psiquê

ImagemA paciência é uma arte. Muitas vezes nos deparamos com situações que testam a nossa paciência o tempo todo. É sempre mais fácil desistir e desviar o trajeto para outro caminho, seja mais agradável, mais confortável, mais fácil…

Tenho sido testada diariamente na arte da paciência de esperar o tempo certo das coisas, mas confesso que ando bem cansada e desmotivada em alguns momentos. Será que os desvios não podem ser úteis para dar mais energia às nossas lutas? Será que muitas vezes não insistimos em coisas que não valem a pena? Como nos fortalecer? Como não deixar que pessoas medíocres nos desviem de nossos reais objetivos. Como ficar imune ao joguinho de ego tão comum entre os grupos humanos…

São questões que devem nos acompanhar e respostas que devemos perseguir…

Não é fácil administrar competição no ambiente profissional e quando esta está pautada em disputas medíocres, a motivação chega ao nível zero…

Neste caso, é sempre útil lembrar que somos muito maiores do que isso e que há coisas muito mais importantes do que tudo isso. Mas não posso dizer que é fácil.

Ontem recebi por email uma frase perfeita: “Algumas pessoas passam pela nossa vida para nos ensinar a não ser como elas.”

Erótica, é… ótica!

Posted in Erotismo, Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 3, 2013 by Psiquê

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Erótica, é… ótica!

Duas da madrugada,
as palavras ficaram ressoando,
erótica, erótica…
Deve haver um erro,
sem ar,
quente, abafado,
derreteu-se algo em mim,
e ficou: é… ótica!

É isso.
Visão.
Noite quente,
calor, fornalha,
corpo quente,
fogo…

Acendo a luz,
fecho a porta,
lembro do fado:
“de quem eu gosto,
nem às paredes confesso”;
o anúncio da TV, chama a atenção:
– me liga, vai… Liga!
Erótica…
Sim, visão…

Começo a me despir
lentamente,
solto os cabelos,
eles se espalham
e cobrem as protuberâncias
de minhas curvas…

Acaricio lentamente meu corpo,
descendo suavemente as mãos,
a carne é firme,
sinto as pernas trêmulas,
olho no espelho,
gosto do que vejo,
sou uma mulher bonita,
sensual,
firme, gostosa, macia,
lembro outra vez:
“liga, vai… Liga”

O telefone está perto,
companheiro único,
preto,
frio,
mudo,
estático…

Ainda espero.
Continuo descendo as mãos
com suavidade,
sinto falta de carinhos,
olho a imagem,
é… ótica…

As pessoas não se olham,
não conhecem seu corpo,
não olham a si mesmas,
não se amam,
não se desejam,
não se tocam…

“Eu me amo… Eu me amo
“Tinha uma música assim,
seriam loucos?
Coisa de jovens?
Rock?
Não.
Amar a si mesmo
é o ponto de partida,
se não nos amarmos,
não amaremos a mais ninguém!

Eu amo a muitos…
Em cada um, eu amo alguma coisa;
a voz,
o gosto,
o cheiro,
o pensamento,
o olhar,
as idéias,
o desafio,
o perigo,
o desejo,
o sexo…

Mas estou só,
absolutamente só,
eu, comigo!

Erótica?
Talvez nos pensamentos,
nas rimas,
na inspiração,
só na ponta dos dedos,
digitando freneticamente,
nada mais…
Na verdade, só é.. ótica!

Visão de uma realidade virtual
visão de um sonho
que embalo no seio
como um filho que suga
meu leite,
aquela deliciosa sensação
de ser sugada,
amada,
comida, esmagada!

Lembranças…
Gostos, cheiros, fatos,
o passado…

Hoje já é o passado de amanhã,
então, só tem eu aqui;
preciso me amar!
Se não me amar,
se não houver um tico de narcisismo,
chegará a depressão,
mulher mal amada,
mulher vencida!

Penso…
Que desperdício!
O tempo vai correndo,
eu grito,
meu grito não tem eco,
os ventos espalham as pétalas da Rosa,
e o tempo continua veloz,
implacável!

Preciso,
sinto que preciso,
dividir, somar,
esse corpo com alguém,
preciso sentir outras mãos
que não as minhas,
tocando minha pele macia,
buscando meus caminhos,
palavras quase inaudíveis
arrancando meus gemidos,
sugando meu sangue…

Jogo os cabelos para trás,
acabei de escová-los,
coloquei a roupa de dormir,
deixo minha imagem
reflexa no espelho,
sou capaz de ver o brilho
das estrelas cintilando nos meus olhos,
na minha pele,
desnudo meu pescoço
mas nenhum vampiro
entra pelas vidraças…

Silêncio total,
só a brisa da noite
e os raios da lua
banham meu corpo quase nu,
chega um misto de prazer e sono…

Começo a dormir e
viajo dentro de mim mesma…

O que encontro?
Minha sombra vagando
pelos espaços vazios dos caminhos,
solidão…

É… ótica.
Nada mais.
Não existe nada,
além da imaginação!

O devaneio adormece
em meus braços,
viajo nos sonhos
e encontro meu príncipe,
ele vem da floresta encantada,
cavalga em minha direção,
me joga meio sem jeito
no dorso do seu garanhão,
o galope é forte,
e, no embalo da ilusão,
adormeço, só,
completamente só!

Quando os raios de sol
entram e me aquecem pela manhã
a cada aurora,
volto à rotina…
Ali adormeceu a poesia
e, agora, acordou a realidade…

Um dia como outro qualquer,
a rotina,
a vida,
a esperança,
a solidão,
a mesma ótica… Erótica!

Autoria: Janete, Rosa dos Ventos