Arquivo para confiança

Hipocrisia e imaturidade

Posted in Comportamento, Curiosidades, Desrespeito, Erotismo, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 13, 2013 by Psiquê

Quero compartilhar aqui um texto do site LOL, que achei de uma lucidez fenomenal. Muitas vezes, não nos damos conta de que nossa sociedade liberal, conhecida por seus ícones erotizados, é tão hipócrita e conservadora, competindo, por vezes, com a norte-americana.

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A HIPOCRISIA BRASILEIRA OU COMO O BRASILEIRO AMA CONDENAR O MATERIAL QUE CONSOME

Outro dia mesmo eu falava no Twitter sobre o estranho comportamento brasileiro.

(Abro parênteses para reconhecer o óbvio: não é algo exclusivo do brasileiro. Há casos nos EUA de jovens que se mataram por sofrerem bullying após “cairem na net”. Falo do brasileiro porque é sob essa perspectiva que vivo e vejo pessoas serem afetadas e porque, no Brasil, esse comportamento parece se manifestar em massa e não como exceção.)

O Brasil é amante de bunda, de carnaval, de putaria. São alguns de nossos cartões de visitas e sabemos que não é falsa impressão. Aqui se pratica e se aprecia a putaria. Aliás, isso não é nossa exclusividade. Toda cultura aprecia putaria. Mesmo as mais fechadas. Mas aqui a gente a aprecia publicamente. Temos Carnaval, temos panicats. Grandes marcas de cerveja usam bundas para se venderem.  Gostamos de mulheres nuas e sensuais. Gostamos de sacanagem. Mas não gostamos das mulheres que as proporcionam.

O brasileiro parece ter fetiche pela mulher anônima. Apoia e incentiva a nudez, a orgia, a sacanagem (vejam a nossa Galeria da Fama), mas abominam a mulher que se deixa descobrir. A “diva”, o “sonho de consumo” se transforma imediatamente na “vadia” ou, condescendentemente, na “burra e inocente que se deixou filmar” quando descoberta.  Me lembra uma cena de “A Máfia no Divã” em que Robert de Niro fala sobre sexo oral com seu analista. Ele diz que adora receber e, quando o analista lhe pergunta se a mulher dele o chupa, ele responde indignado “Claro que não! Com a mesma boca que ela beija nossos filhos?”.

Essa DOENÇA SOCIAL do brasileiro se manifesta mesmo aqui, no LOL, um site que, supostamente, atrai um público mais mente aberta e liberal. Reparem bem. Sites gringos do mesmo gênero estão repletos de fotos de garotas nuas mostrando o rosto com orgulho. Não é que a culpa seja das brasileiras. Como as gringas, elas gostam de se exibir, ter o corpo apreciado, comentado, de ser um estímulo intocável para uma multidão de homens. Que ser humano não quer se sentir desejado? Mas, diferente das gringas, a brasileira vive sob uma realidade diferente. É obrigada a esconder o rosto como se fosse criminosa pois sabe que seria condenada como tal pela sociedade IMBECIL em que vive.

E isso não é o pior! A síndrome de protetor da moral é tão grande que, mesmo as meninas cujos vídeos PESSOAIS foram parar na internet contra sua vontade, são taxadas de “vagabundas” e condenadas ao ostracismo social. É um sintoma muito grave e triste da sociedade em que vivemos. Tudo é permitido, desde que escondido. Se seu vídeo transando com seu marido ou namorado for parar na internet, você se converterá imediatamente em vagabunda, puta ou meretriz. E, pior. Os mesmos que te condenam, são os mesmos que baixam seu vídeo para se masturbarem.

É uma sociedade nojenta e apavorada consigo mesma, que se julga no direito de infernizar a vida de uma mulher só porque um vídeo dela em um momento íntimo caiu na internet. Como se fosse ANORMAL chupar o pau do marido ou pedir para ser comida de quatro.

O brasileiro é um viciado em CRACK que detesta o traficante. Ama o vício, mas se recusa a se sentar à mesa com o fornecedor. É um homem inseguro. Defensor de uma moralidade falsa que não pratica. É o cara que fica até mais tarde no trabalho para transar com um travesti na rua e fazer com ele aquilo que acha impensável fazer com a própria esposa.

É um homem infeliz, infantil, falso-moralista e injusto. E digo “homem” aqui no sentido mais amplo. Porque as mesmas mulheres que condenam fulana por terem cometido o CRIME de ser filmada transando com alguém perdem o sono pelo desejo de serem comidas como mulheres de verdade e não como santas.

Temos uma curiosidade mórbida,  um desejo incontrolável e nocivo de divulgar,condenar e propagar o que não é diferente do que fazemos em particular.

UPDATE: No furor da escrita da madrugada (vinho), me esqueci de mencionar outro sintoma do grave machismo e misoginia de que padece o brasileiro.  Em quase todos os casos de “caiu na net” é possível observar um padrão. Um casal, em um momento íntimo decide filmar sua transa. Pode ser por insistência do parceiro ou por pedido da própria mulher. O importante é que ambos concordaram em registrar aquele momento íntimo para verem depois. É uma comunhão de vontades. É um passo adicional de intimidade. Algum tempo depois o vídeo vai parar na internet porque o homem resolveu mostrar para um amigo (atitude completamente infantil e doentia) ou botou online de propósito. Em uma sociedade normal, que pensasse racionalmente, o homem seria execrado pela covardia e injustiça que cometeu. Seria punido legal e moralmente. Perderia amigos, afinal, quem quer ser amigo de alguém que trai a confiança dos outros tão flagrantemente?

Mas não é isso que vemos acontecer. O homem que jogo o vídeo na internet desaparece dos comentários. Como vetor de todo o problema ele é ignorado. Todos os comentários se focam na mulher que, de vítima, se transforma em ré. É ela a vagabunda que se deixou filmar. É ela a burra que confiou nele, como se ele não pudesse ser condenado por suas ações. É uma inversão doentia. É a lógica de culpar a vítima pelo estupro.

Há casais que curtem se filmar para ver depois. Eu curto. Muitas de minhas namoradas curtiam. O problema não está aí. É tão grave assim o ato de se deixar filmar que transforme um boquete inocente em ato merecedor de punição? Se eu fosse um babaca inseguro ou amargurado e resolvesse jogar algum desses vídeos na internet a culpa seria de algum delas? NÃO! Seria minha, e só minha.

Dito isso, dou-me a liberdade de reproduzir um texto que li no Pimentaria. Reproduzo na íntegra (e já peço perdão à autora), porque considero amostra clara de como esse moralismo barato e gratuito pode destruir a vida de alguém que é exatamente como eu ou você.

“Fran,

Meu celular acabou de apitar avisando uma mensagem nova no Whatsapp. Era um vídeo de 13 segundos em que você aparece fazendo um boquete e perguntando ao câmera: “quer meu c*zinho apertadinho?” – fazendo um sinal de OK. Eu deveria ter achado graça, caído na gargalhada e compartilhado com outros contatos. Porque, afinal, é só mais uma “vagabunda que se deixou filmar” e cujas imagens acabaram vazando para milhares (milhões?) de desconhecidos. Como se nenhuma moça “direita” pudesse chupar um pau ou ficar de quatro. Como se ninguém falasse baixarias a dois. Como se fosse absurdo realizar a fantasia de ser filmada enquanto transa.

Eu não te conheço, mas descobri que você é uma universitária de 19 anos e mora em Goiânia. Não sei quem era o cara do vídeo nem a relação que você tinha com ele. Se era amante, namorado, marido, affair de uma noite. Se você foi “ingênua” ou “safada”, se tem uma índole boa ou ruim. Simplesmente não interessa. Nada disso justifica o massacre contra você e sua família. Qual o tamanho da sua dor agora? Soube que você não está frequentando as aulas e foi afastada da loja de roupas em que trabalhava por causa do assédio. A delegada que cuida do seu caso disse que você disfarçou a aparência para não ser reconhecida, que está abatida de tão triste.
Lamento muito por todos os comentários grotescos e ofensivos que têm circulado na internet. Eles foram feitos pelas mesmas pessoas que acreditam que, se estava de saia curta na rua, pediu para ser estuprada. Tipo: não queria ser exposta, então não deveria ter se deixado filmar. É uma lógica machista que inverte os valores. Você é puta – e não o cara, um mau-caráter. Querida, nossa sociedade está mergulhada nos próprios pudores. Não há nada de errado no que você fez. A cretinice da história toda pertence somente àquele(a) que primeiro repassou o vídeo de um celular privado para uma rede infinitamente invisível.

Espero que você tenha visto a página Apoio à Fran, já com quase 2 mil apoiadores no Facebook: “ela é a vítima”. Sabe, em 2006, uma jornalista que eu venero contou uma história parecida com a sua. Fotos de uma garota de 20 anos transando com dois caras foram parar no Orkut. Ela e a família precisaram mudar de cidade para recomeçar a vida publicamente destroçada. Eu desejo que você consiga se perdoar. Posso imaginar a culpa e a vergonha que você está sentindo. E torço para que os leitores dessa carta sejam mais humanos e menos hipócritas do que eu tenho visto por aí. A foto desse post é o abraço que eu gostaria de te dar.

Nathalia Ziemkiewicz, jornalista e autora do site Pimentaria”.

UPTADE: Uma amiga de Fran me contou que ela só sai de casa para ir aos advogados e à delegacia. Está em pânico, morre de medo de ser reconhecida.

Liberdade e equilíbrio!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , on julho 2, 2012 by Psiquê

A liberdade é uma ferramenta indescritível. Na minha concepção, quanto mais compromisso e fidelidade você quer, mais liberdade deve dar. A confiança é indispensável para qualquer relação seja amizade, namoro, casamento, rolo, parentesco, etc. Todas as relações requerem, para sua saúde, uma parcela mínima de confiança. Quando as relações são pautadas em desconfiança, elas não se sustentam, se desgastam e resultam em brigas constantes.

É preciso que tenhamos consciência de que nós somos responsáveis pelas relações que construímos e que ninguém é obrigado a ficar junto e/ou se relacionar, mas uma vez optando pela relação, é preciso construir um ambiente de confiança, admiração, respeito e carinho, do contrário, não há razão para se manter em relações que só resultam em tristezas e desconfianças.

Pense nisso! Um beijo carinhoso.

Relaxar e Confiar

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , on junho 30, 2012 by Psiquê

Relaxar e Confiar

Esta semana li a descrição de uma carta que despertou minha atenção:
Relaxe e tenha confiança, pois a tendência natural das coisas será fluir naturalmente, sobretudo se ao invés de forçar a barra você exercitar a inteligência e procurar fazer valer os seus bons relacionamentos. O maior de todos os poderes está na arte de se relacionar bem com as pessoas. Cultive isso e você verá que nada lhe faltará. Há circunstâncias em que o esforço não apenas não é necessário, como também não é recomendado. É melhor usar o cérebro do que os punhos. A força criativa fluirá e você terá idéias brilhantes que permitirão que você conquiste aquilo que deseja.”
Tenha confiança!

Indiretamente andei pensando sobre o comportamento de alguns, que insistem em falar mal uns dos outros o tempo todo…
A vida já é tão corrida e dura, são tantos os planos, sonhos, projetos, ideias e poucas as horas disponíveis para tal, que perder tempo se degladiando, diminuindo o outro, desmerecendo seus valores e tentando ao invés de cooperar, derrubar um ao outro em prol de uma visibilidade fugaz, parece algo muito pequeno e mesquinho. O pior é que preocupar-se com coisas tão pequenas, normalmente traz energia negativa e tristeza para quem se empenha em propagar sentimentos e posturas tão diminutas como estas e este círculo vicioso só faz mal a quem distribuiu atitudes assim.
Vamos amores, buscar mais da vida!!! Ela é muito boa, produtiva e curta!

Confiar, eis a questão!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , on maio 5, 2010 by Psiquê

Via Amante das Imagens

“A vida é um milagre, e ele se manifesta cada vez mais quando nos autorizamos a confiar. Nesta semana autorizem-se a confiar, a praticar a fé. Confiar que, quando damos o nosso melhor, o melhor infalivelmente nos acontece. E esse melhor nem sempre é o que queremos, mas o que precisamos para encontrar nossa plena realização. Muitas vezes temos a sensação de que nossa vida está longe de ser um conto de fadas, mas acredito que fazendo o nosso melhor e praticando a fé podemos realizar sempre finais felizes. ”

Tenham todos uma boa semana!

Do livro: Cinderela de Saia Justa, de Chris Linnares – Editora Gente.

Dicas para passar em concursos

Posted in Comportamento, Profissão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 22, 2009 by Psiquê

12894686Photo Klaus Kraiger

Acreditem, hoje no supermercado resolvi comprar uma dessas revistinhas expostas no caixa, de R$1,99 (Revista Ana Maria, nº 649). Algumas das matérias da capa me atraíram…. Ao folheá-la cheguei à matéria: 29 dicas para passar em concursos e resolvi falar sobre isso aqui.

Obviamente não há fórmulas prontas para isso, mas como disse aqui, há alguns posts: estou refletindo sobre minha vida e  achei que isso poderia entrar no contexto e ajudar algumas pessoas.

1. Descubra sua vocação – antes de se inscrever nas provas, procure saber em que área você se daria melhor. Para escolher, pesquise, converse com quem já trabalha na área, assista palestras, etc.

2. Considere as opções – Se for prestar concurso para uma vaga em outro estado, reflita. Será que você topa mudar de cidade? Pense bem.

3. Concorra a várias vagas ao mesmo tempo – preste todos os concursos que quiser, mesmo se não for o emprego dos seus sonhos. Além de ser um ótimo treino, você pode ser aprovada!Assim, dá para continuar estudando para a carreira desejada – com mais tranqüilidade e dinheiro no bolso.

4. Confie em você – Ninguém confia mais em você do que…você mesma! Acredite: passar no concurso depende mais do seu esforço pessoal do que de sorte. Ser aprovada é fruto de estudo e dedicação.

5. Mantenha o foco – Lembre-se dos motivos que levaram você a escolher uma carreira pública. Se foi por causa da remuneração e da estabilidade, cole um cartaz com o salário e a palavra “estabilidade” próximo ao seu canto de estudos. isso a estimulará a ir em frente!

6. Prepare-se com antecedência – Normalmente o edital é publicado de 45 a 90 dias antes das provas. Então, o ideal é iniciar os estudos logo cedo. Reveja as matérias básicas, comuns à maior parte dos concursos pelos quais se interessa. Evite assuntos muito específicos.

7. Organize seu tempo – Faça um planejamento do quanto estudará por dia ou semana, sem deixar de lado o tempo para o descanso e o lazer. Dê prioridade ao que você acha mais difícil. Acompanhe seu progresso: o que falta estudar?

8. Estude conforme o edital – Mantenha o foco no que será exigido na prova. Dedique-se mais a conteúdos que têm peso maior na nota: uma matéria com peso 2 merece o dobro de atenção de uma com peso 1.

9. Você pode aprender qualquer matéria – às vezes, parece impossível estudar algumas disciplinas. Mas não se desespere, com esforço e paciência dá para ter sucesso! Se puder, peça ajuda a um amigo que seja bom na área.

10. Resolva provas anteriores – Ao fazer isso, você conhece vários estilos de prova e percebe o que os examinadores exigem – entender o significado de uma lei ou decorá-la, por exemplo. E você ganha a velocidade necessária para resolver as questões.

11. Não se assuste com a concorrência – è melhor não ficar pensando em quantos candidatos disputam a mesma vaga que você. Isso dá desânimo. pense que muita gente não se preparou para a prova – pelo menos não como você!

Chique é ser você!

Posted in Comportamento with tags , , , , , on janeiro 10, 2008 by Psiquê

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Via Amante das Imagens

Chique é ser você!

Foi com essa frase que a revista Gloss desse mês começou um bate-papo entre Costanza Pascolato e Mariana Weickert. O que me chamou atenção foi exatamente essa frase inicial, pois tem muito a ver com o que acredito. Não creio que haja fórmulas próprias para o “chiquê”, a modernidade, mas as pessoas devem estar de acordo com o seu próprio estilo, com aquilo que combina com si mesmo.

Nas palavras da Costanza: “O estilo é a escolha que se faz durante a vida inteira de coisas que combinam com você. Isso é ter elegância.” A dificuldade das pessoas em enxergar isso é que as leva tentar se enquadrar em padrões considerados adequados, mas que fogem completamente àquilo que combina com cada um: pode ser uma cor, um estilo de roupa, o tipo físico diferente, a personalidade: cada pessoa é única e nem tudo o que combina com um pode cair bem no outro. Personalidade é tudo e seu estilo próprio e respeito e adequação a este é que garantirá sua elegância.

A palavra, portanto, é personalidade, acompanhada de uma boa dose de auto-estima e amor próprio.  Você pode ter seu estilo único de elegância e beleza, basta olhar para si e identificar aquilo que o faz se sentir bem, leve, belo, e feliz. Fuja das imposições, busque um caminho próprio!

Obrigada por visitar o Espartilho e até a próxima.