Arquivo para criança

Parto normal humanizado

Posted in Comportamento, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 20, 2014 by Psiquê

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Muitos médicos (se não a maioria deles) defendem a cesariana no Brasil por pura conveniência. De repente, quase todos os partos viraram de risco, quase todas as posições impedem o bebê de nascer por parto normal, ora é o cordão que está enrolado no pescoço (a amiga que teve mais recentemente disse que essa foi a justificativa para o médico agendar a cesariana) ora ele está fora da posição.

Nosso país é campeão de cesarianas e a meu ver, muitas vezes por comodismo, praticidade, facilidade de acoplar a uma agenda cada vez mais cheia de alguns médicos, facilidade de não ter que ficar à mercê da natureza…as mães, por outro lado, que consideram a opinião de seu obstetra a mais pura e perfeita verdade, sem procurar se informar a respeito das opções disponíveis na medicina e por medo, aceitam sempre a desculpa de que não dá para ser normal. O estranho é que é cada vez maior o número de cesarianas, modalidade recomendada em caso de risco para a mãe ou o bebê. Será que todas as cesarianas feitas em nosso país são mesmo resultado de uma avaliação de todos os riscos? Ou comodismo, praticidade, vício?

Segundo a matéria do GNT Mães,  de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é campeão mundial de cesarianas. Enquanto o percentual recomendado pela autoridade é de 15%, a média nacional, de acordo com o Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, é de 52,2%. E as autoridades são uníssonas quando o assunto é a melhor maneira de ter o bebê: parto normal é, sem dúvidas, a melhor opção.

Isso porque a cesariana é um procedimento cirúrgico e indicado apenas quando a mãe ou o bebê corre algum risco: desproporção céfalo-pélvica (quando a cabeça do bebê é maior do que a passagem da mãe); hemorragias no final da gestação; ocorrência de doenças hipertensivas na mãe específicas da gravidez; bebê transverso (atravessado); e sofrimento fetal. A ocorrência de diabete gestacional, a ruptura prematura da bolsa e o bebê com trabalho de parto prolongado também são consideradas indicações relativas para a cesariana.

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Uma postagem  hoje chamou minha atenção para uma questão que defendo ferrenhamente, mas nunca encontro grandes ecos entre amigas grávidas. O caso da mãe Ana Lemos Rosa (e pai Arthur Rosa), cuja filhinha Clara nasceu lindamente de um parto cheio de amor e respeito.  O momento foi registrado em uma linda imagem feita por Débora Amorim. A Clara (bebê que veio ao mundo, nesta foto),  estava com 3 circulares de cordão umbilical! Quem disse que isso é indicação de cesárea? É com o consentimento da Ana que posto essa foto.

Duas outras grandes mulheres que trabalham por incentivar essa modalidade de parto são citadas pela Débora e deixo aqui minha homenagem:  Melissa Martinelli e Joana Andrade.

Compartilho também o depoimento da Mariana Antoun: “É que acompanhei essa história desde o comecinho e tenho um orgulho imenso da mulher empoderada que minha amiga se tornou. Descobrimos juntas a Matrix do parto no Brasil e ela se apropriou com tanta sabedoria de toda a informação que consumimos que para parir a Clarinha, o fez quebrando tabu. Clara nasceu em casa. Mas acho que o mais “assustador” deles é a falácia do cordão. Você aí, lendo esse texto, tenho certeza que conhece uma história de um bebê nascido de cesária porque tinha voltas de cordão. Eu conheço. Tá aí: Clarinha linda, saudável, nascida com 3 voltinhas, sambando na cara da sociedade. Eu, Ana e tantas outras tivemos informação e condição de ter um parto natural, humano e respeitoso. Mas nem todas têm essa opção. É preciso que as pessoas entendam o que isso significa, para que todas as brasileiras tenham o mesmo DIREITO. Escolha a pílula vermelha!”

Vamos procurar informações amigas grávidas, perguntar, navegar, pedir opinião de outras mamães…

Há várias técnicas que podem fazer parte do seu pré-natal, facilitando e preparando seu corpo para receber o bebê de maneira saudável e segura.

Eu como adoro fazer yoga, busquei alguns benefícios da prática da yoga durante a gravidez …

  • Favorecimento da circulação sanguínea amenizando inchaços, dormências e varizes
  • Ampliação na respiração materna oxigenando melhor a mãe e o bebê
  • Fortalecimento do assoalho pélvico, preparando o períneo para o parto
  • Alívio e prevenção de dores nas costas
  • Recuperação mais rápida no pós-parto
  • Alívio na prisão de ventre
  • Favorecimento da comunicação mãe – bebe
  • Maior equilíbrio nas flutuações de humor
  • Redução da ansiedade

Outras fontes para ler a respeito:

Yoga e apoio à gestante:

Parabéns Ana Lemos por sua coragem e seu exemplo, que sirva de incentivo e inspiração a outras mães.

Verdadeira Vocação

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 23, 2012 by Psiquê

A revista Você S/A de janeiro de 2012 trouxe um especial sobre como fazer tudo melhor, em que uma série de nomes consagrados partilhavam a sua ‘lição’ de vida. Vários me chamaram atenção, mas eu gostei especialmente do texto atribuído a Peter Buffet, autor do livro  A vida é o que você faz dela e filho do mega investidor Warren Buffet.

Como descobrir sua verdadeira vocação

“É difícil dar uma receita de como as pessoas podem descobrir a sua vocação. Mas, se eu fosse arriscar alguns conselhos, o primeiro deles seria que cada um tente descobrir a sua própria história. Quando um cantor está em um estúdio para gravar um disco, ele precisa isolar todos os barulhos que vêm de fora e ouvir somente sua voz. E é assim que precisamos fazer em nossas vidas: livrar-nos dos ruídos externos que nos impedem de ouvir a nós mesmos.

Vivemos em um mundo com tanta informação que, se pararmos para pensar, sempre temos alguém nos dizendo o que fazer. No momento em que nos livramos de toda essa pressão, ficamos mais sensíveis ao que nos é verdadeiro. É quando estamos mais conectados para ouvir a nossa vocação.

Outro ponto importante é descobrirmos o que o sucesso significa para nós. É ter uma casa grande, um carro do ano, um cargo altíssimo na empresa em que trabalhamos? Pois eu digo que dinheiro e questões exteriores não deveriam ser a medida do quanto nós somos felizes. Pelo contrário, o que conta são as experiências que tivemos, as relações que vivemos, como nos sentimos ao realizar nosso trabalho.

Todo dia que acordo de manhã, a minha definição de sucesso e bem-estar é o quanto tenho vontade de sair da cama e fazer o meu trabalho.  As pessoas costumam restringir demais a forma como planejam suas carreiras, esquecendo que, muitas vezes, é possível combinar o que amam com o caminho que vão seguir profissionalmente. Quais  são os seus sonhos de criança? O que você sempre desejou fazer e ficou pelo caminho?

Alguns sonham em ser dançarinos, mas nunca foram em frente por ser algo mais incerto, que poderia não dar segurança financeira. Então, decidem ser contadores, por exemplo, deixando o que os fazia feliz para trás. E por que não ser contador de uma escola de dança? As possibilidades são inúmeras, o que precisamos é ter em mente o que realmente nos faz feliz”. (Peter Buffet)

Esse texto é perfeito, pois trata de um dos meus pontos mais profundos de reflexão cotidiana.

Maternidade: quando?

Posted in Maternidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 8, 2009 by Psiquê
Кирилл Змурчук
Кирилл Змурчук

Há mais ou menos três anos, meus amigos entraram no ciclo dos casamentos. Entre 2006 e 2009, muitos deles casaram. Era casamento atrás de casamentos. Em janeiro deste ano foi a minha vez…

Agora, muitas das minhas amigas entraram no ciclo da maternidade. Entre 2006 e 2009 foram cerca de 15 gestações e atualmente 6 amigas estão grávidas, algumas do segundo filho, outras do primeiro. Parte desse grupo tem apenas um ou dois anos de casado. Até aí, nada demais. Porém quando todo mundo começa a só falar em gravidez, a cobrar a gravidez dos outros eu me pergunto: será a hora certa de ser mãe?

Será que existe hora certa? Se existe ou não eu não sei, mas no momento eu não sinto que deva ser mãe. Ainda tenho que realizar coisas na minha profissão, curtir alguns aninhos de casada ao lado do meu husband, poder viajar por aí, mas o que me incomoda é que algumas pessoas só falam nisso.

A meu ver: decidindo ser mãe agora ou não a escolha é de cada um e devemos respeitar…

Hoje cada vez mais mulheres engravidam com mais idade, seja por causa da carreira e da busca de alguma estabilidade financeira, seja por não se sentir madura antes dessa idade, ou por não ter encontrado o parceiro ideal para fazê-la se sentir pronta. Há inclusive, quem decida ser mãe indepedentemente de parceiro.

Segundo o portal Mais Vida não há idade certa para ser mãe e existem prós e contras em todas as faixas etárias. A matéria fala da tendência das mulheres europeias e brasileiras de engravidar cada vez mais tarde:

“Na Inglaterra, por exemplo, o número de mulheres que se tornam mães pela primeira vez entre os 40 a 44 anos aumentou em 50% na última década, aponta o Departamento de Estatísticas Nacionais do Reino Unido. No Brasil, de acordo com o IBGE, as mães pela primeira vez entre 40 a 49 anos têm aumentado especialmente nos grandes centros urbanos. São mulheres de um segmento populacional com alta escolaridade (59,1% tem oito anos ou mais de estudo) e de alto poder aquisitivo ( 25,7% com rendimento mensal familiar de mais de 10 salários mínimos).

O portal Bebe.com também fala sobre a tendência das mulheres que trabalham de engravidar cada vez mais tarde.

O portal da Revista Vida Simples, trouxe a matéria Filhos na hora certa que trata também do dilema das mulheres na sociedade atual, que por motivos diversos, adiam cada vez mais o momento de ser mãe.

Segundo a reportagem,  o problema é que essa liberdade de escolhas está ligada a algo muito atraente, mas perigoso como dinamite: o sonho (de homens e mulheres) de que se pode ter tudo na vida ao mesmo tempo. “Atualmente a mulher quer ser mãe, profissional de sucesso, boa esposa e ótima amante. O homem quer ser pai e marido presente, profissional empenhado na carreira e ainda ter tempo suficiente para praticar hobbies, viajar e aproveitar a vida. Na prática, isso é difícil. Quase insustentável”, diz o filósofo Renato Janine Ribeiro (Em entrevista à Revista Vida Simples).

A matéria continua: “O preço desse sonho inatingível é muita angústia e ansiedade. Se a mulher escolhe a carreira, sabe que tem um reloginho interno biológico que lhe diz que pode estar passando a melhor época para ter filhos sem maiores riscos…”. E vai além: “Para ter filhos, é preciso já ter encontrado seu lugar no mundo”, diz Beatriz Vidigal, psicóloga especializada em terapia de casais. Em outras palavras, é saudável, sim, buscar uma base firme antes de ter filhos, embora seja provável que uma boa estrutura só seja alcançada depois dos 30 ou mesmo a caminho dos 40 anos. Mas também é prudente admitir que perfeição não existe e que não é preciso esperar por uma situação superideal para se ter uma criança.

Outras dicas interessantes:

Existe hora certa para ser mãe?

Acompanhe a gravidez mês a mês

O corpo da mulher na gravidez

Perguntas e Respostas sobre o parto

Sexo na gravidez: posições confortáveis e prazeirosas

Estrias: como prevenir?

Alimentação na gravidez

Seis razões para tentar parto normal

Receitas para grávidas

Exercícios de Pilates para grávidas

Comendo certo na gestação

A hora certa de ter filhos, para a revista Crescer

Escalda-pés

Guia da futura mamãe

Menina e moça

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , on maio 5, 2008 by Psiquê

Photo Виктория Алалыкина

A Ernesto Cibrão

Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.

Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem cousas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.

Outras vezes valsando, o seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.

Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir as asas de um anjo e tranças de uma huri.

Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.

Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.

Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.

Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando-se talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.

Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!

Ah! Se nesse momento, alucinado, fores
Cair-lhe aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar de teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.

É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!

(Machado de Assis)