Arquivo para dança

As estátuas cegas

Posted in Comportamento, Cultura e Arte with tags , , , , , on fevereiro 20, 2014 by Psiquê

Incrível como o Homem Despedaçado conseguiu escrever algo com quem me identifiquei tanto. Não paramos para pensar nessas percepções. Compartilho com vocês um pouquinho desta rica reflexão…

O Homem Despedaçado

No centro da sala, o casal dança. A atenção de um se prende aos olhos do outro. Realizam um passo, e a moça parece se afastar, mas o homem a segura e a atrai para si, como um planeta puxa a sua lua. Os movimentos se adivinham diáfanos, apesar da dureza improvável do mármore. Mesmo paralisados, os pés se movem de forma impossível. O Tempo parou ao redor do casal; não existe mais nada, só o passo de dança.

E ninguém sabe disto, pois a plateia que os acompanha está completamente cega.

"A dança de Zéfiro e Flora", de Giovanni Maria Benzoni “A dança de Zéfiro e Flora”, de Giovanni Maria Benzoni

Muitos e muitos anos atrás, fui a um espetáculo de teatro prestigiar uma amiga. Cheguei atrasado e, para não atrapalhar os atores e o público, esgueirei-me pela porta e me sentei na última cadeira da última fila, longe de todos. A peça transcorria, alguns minutos já tinham passado…

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Dança e autoconhecimento

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , on dezembro 20, 2013 by Psiquê

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Eu não costumo ter o hábito de dançar, mas gostaria porque as sensações que este hábito promove são libertadoras…

Já tive orientação de buscar a dança como terapia, mas me falta oportunidade, porém como sei que a entrega à dança proporciona um bem estar fenomenal, resolvi compartilhar com vocês o texto que encontrei no portal Somos Todos Um.

Dançar é um alimento para a alma, um alento para o espírito, autoria de Sônia Imenes

Dançar traz alegria. A verdadeira alegria de poder reconhecer e expressar, de forma simples e direta, os anseios da alma.

Dançar nos restitui os laços perdidos com nossa própria essência. Isso realmente acontece quando nos entregamos ao seu movimento como uma onda que brota espontaneamente, de uma fonte que não é racional, nem esteticamente premeditada. Quando deixamos que o movimento expresse livremente algo que é único em cada um de nós. Nesse sentido, a dança espontânea se revela como sendo uma linguagem corporal subjetiva, rica de significados. Assim, a dança se abre como um caminho maravilhoso para o autoconhecimento.

Através de exercícios de sensibilização, expressão, interação e consciência corporal, entramos em contato com nossos próprios bloqueios, herdados de uma educação e cultura voltados para a praticidade de um mundo cada vez mais alienado de nossas necessidades anímicas. Assim, aprendemos a reconhecer nossas próprias limitações, a nos libertarmos dos condicionamentos e padrões indesejados, aqueles que negam a nossa verdadeira essência e o exercício do nosso potencial criativo.

Com a dança espontânea se propõe um caminho de retorno de cada um consigo mesmo. Uma redescoberta, numa viagem, que pode começar pela percepção e refinamento dos sentidos, adentrar nas paisagens coloridas das emoções, encontrar o seu ritmo na respiração e, da integridade dos gestos, nascer uma verdadeira fonte de inspiração e renovação.

Buscar o autoconhecimento…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 23, 2013 by Psiquê

Autoconhecimento

A matéria do portal Uol: Investir no autoconhecimento é abrir as portas para a evolução pessoal pareceu de grande valia para pensarmos um pouco sobre a busca do autoconhecimento que tanto me atrai e julgo necessária a todos os seres humanos. O texto é assinado por Rosana Faria de Freitas e traz dicas superlegais para pensarmos um pouco. Claro que cada um vai buscar seu próprio caminho, na meditação, na dança, na ioga, na natação, na terapia, uma leitura, uma viagem, um curso, mas existem ações combinadas que podem ajudar muito. Eu venho experimentando canais diversos, para buscar me conhecer melhor. Leia a matéria que compartilho abaixo e tente identificar o que mais funciona para você. No link acima, você também encontra um teste com 25 perguntas que vale a pena responder.

“Os tempos modernos trouxeram alguns termos para a ordem do dia, como qualidade de vida, sustentabilidade e autoconhecimento. Esta última palavrinha reflete a intenção do homem de buscar, no seu interior, respostas e entendimentos para várias questões de si mesmo e da vida – e, dessa forma, evoluir.

O processo é mais do que válido, na opinião de médicos e terapeutas. “Quem conhece a si mesmo tende a valorizar mais a própria vida e fortalecer sua autoestima. Consequentemente, fica mais confiante e estável emocionalmente”, acredita Juliana Bento, psicóloga da Clínica de Especialidades Integrada, em São Paulo. O crescimento pessoal permite, ainda, que se tenha mais consciência em relação às vivências e, nesse aspecto, a pessoa se frustra menos e se torna pouco vulnerável e sujeita a manipulações.

Mas, atenção: é preciso buscar conhecer não apenas nossas qualidades, para que possamos valorizá-las e desenvolvê-las, como também nossos defeitos. Assim, será possível avaliar o que incomoda e precisa ser alterado ou transformado.

“É essencial encarar limitações, medos, inseguranças. Saber a respeito de si mesmo ajuda a superar dificuldades. E, mais que isso, favorece a tomada de decisões, sejam afetivas, profissionais ou até de questões simples como planejar uma viagem, decidir o que fazer no fim de semana, que livro ler”, salienta Cynthia Boscovich, psicóloga clínica e psicanalista.

O mundo de hoje, ela explica, requer que façamos escolhas o tempo todo e muito rapidamente. A própria globalização e a forma como as mudanças ocorrem leva a isso. “Quem não está preparado, sofre com ansiedade, angústia e até depressão.”

Coragem bem-vinda

É fato: se você se conhece, tem maior controle sobre suas ações e emoções. O resultado disso é mais equilíbrio e tranquilidade no cotidiano, o que traz benefícios em todos os sentidos – na vida pessoal e profissional, no convívio em sociedade. Mas investir no autoconhecimento exige disponibilidade para enfrentar tal processo, o que nem sempre é fácil.

“Às vezes, é penoso descobrir suas fraquezas, superar seus medos, desvendar seus defeitos. Aceitar o que é mais íntimo e, propositalmente, está ali esquecido, escondido”, reflete Marcella de Carvalho Almeida, com especialização em psicologia clínica e hospitalar, que atende profissionais de saúde do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e do Hospital do Servidor Público, também em São Paulo.

Juliana Bento concorda. “O caminho para a busca interior tem seu início no estudo da experiência humana e na ânsia por conhecimento. Essa ‘pesquisa’, no entanto, deve ser feita sem preconceitos ou limitações. É preciso abrir os olhos para se enxergar, reconhecer o que gosta e não gosta, e o que pretende mudar ou desenvolver em si próprio.”

O QUE O AUTOCONHECIMENTO TRAZ

  • Controle sobre as emoções. A pessoa entende o que está sentindo, por que teve aquela reação, o que tal comportamento lhe trará de resultados
  • Segurança. “A partir do momento em que compreendo a mim mesmo, sinto-me mais seguro diante de qualquer situação”, diz Juliana Bento
  • Independência. O indivíduo que reconhece suas habilidades e fraquezas sabe se defender melhor. E, em algumas situações, fica imune à opinião alheia e não se deixa manipular. “Como consequência, frustra-se menos e não depende da aprovação do outro para tomar decisões”, reforça Bento. Insegurança, perfeccionismo e competitividade, na opinião da psicóloga, estão relacionados à distância de si mesmo. “Quem tem dificuldade para identificar suas qualidades, vacila antes de escolher que caminho trilhar, não se acha capaz de realizar tarefas complexas e prioriza a aprovação das pessoas em tudo o que faz”
  • Possibilidade de fazer boas escolhas. Quem se conhece profundamente e controla seus sentimentos e suas atitudes, tem competência para realizar grandes conquistas
  • Autoestima. Da mesma forma que admite seus pontos negativos, quem investe no autoconhecimento também se conscientiza do que carrega de positivo
  • Tolerância e consideração às diferenças. A autoanálise leva à compreensão da diversidade e pluralidade humana – e, dessa forma, o indivíduo se torna mais condescendente em relação a amigos, familiares, colegas de trabalho. “Certamente, a pessoa adquire uma visão mais abrangente e generosa do mundo”, diz Marcella de Carvalho Almeida
  • Respeito aos próprios limites. Fica mais fácil saber até onde ir, acreditando em sua capacidade sem ultrapassar o que lhe é inaceitável em um relacionamento, por exemplo. “O sujeito se sente menos frágil e mais forte para lidar com suas particularidades”, diz Almeida
  • Postura positiva e otimismo. Sem dúvida, a autoconfiança vem a reboque do autoconhecimento. E, se a pessoa está bem consigo mesma, demonstra isso para os outros e o mundo por meio de suas atitudes positivas, sua satisfação própria, seu bem-estar geral. “Há mais paz, serenidade e alegria”, diz Almeida
  • Predisposição para mudar e evoluir. Quem está disposto a se encarar com verdade tem mais chance de não desculpar os próprios erros, e sim aprender com eles. A partir daí, busca as razões do tropeço, tenta decifrar os sentimentos que estavam por trás dele, deixa que a dor ensine
  • Qualidade de vida. “Saber trabalhar defeitos e qualidades é uma vantagem, pois criamos uma barreira que nos afasta do que não nos faz bem. E, assim, conseguimos levar a vida com mais leveza e felicidade”, finaliza a psicóloga do Instituto do Coração

Veja, agora, dicas para chegar lá.

O QUE FAZER PARA SE CONHECER MELHOR

 

  • O autoconhecimento exige uma autoavaliação. Você precisa se voltar para si mesmo e perceber suas qualidades, seus defeitos, seus limites; o que o perturba, o que liga seu sinal de alerta, o que o deixa inseguro. Enfim, abrir as portas para fazer todas as perguntas possíveis e encarar todas as respostas
  • Caso sinta necessidade, vale recorrer a uma psicoterapia individual ou em grupo. “O processo analítico auxilia muito, pois permite perceber muito a respeito de si mesmo – o que talvez fosse mais demorado ou até impossível em uma tentativa solitária. A psicoterapia possibilita discutir as diversas situações da vida e relacioná-las à história pregressa de cada um, assim como planejar o futuro”, diz Cynthia Boscovich
  • Há diversos livros que facilitam abrir esse universo interno. Conversar com pessoas que, você acredita, estão no caminho certo, pode ser ótimo para obter dicas variadas, inclusive de que leituras priorizar
  • É possível fazer alguns exercícios para se ‘explorar’ melhor. “Pontuar suas características positivas, procurando desenvolvê-las, e também as negativas, para modificá-las, pode ser um bom começo”, sugere Juliana Bento
  • Integrar grupos de estudo focados no assunto também pode ser de grande valia. “Idem para iniciativas como meditação, ioga. Afinal, o autoconhecimento é fruto da introspecção”, considera Marcella de Carvalho Almeida
  • Qualquer experiência vivida pode ser enriquecedora e promover a autoanálise. Mas, para isso, é preciso estar com as antenas ligadas e receptivas. “Não importa o que a pessoa esteja fazendo: lendo um livro, praticando uma atividade física, encarando uma aventura radical: em toda situação, é possível crescer. Nas viagens, na paternidade e na maternidade, nos relacionamentos amorosos, frente a doenças, dores, angústias. Em resumo, em tudo que tiver relação com a vida”, atesta Cynthia Boscovich
  • Vale, ainda, se observar com verdade no dia a dia. Perceber sua atuação e seus sentimentos nas pequenas coisas, fuçando dentro de si mesmo e perscrutando cada detalhe de sua personalidade

Maturidade e expectativas

Posted in Comportamento, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 22, 2012 by Psiquê

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Estou eu aqui, num sábado à noite, curtindo o musical Burlesque, e tentando concretizar em palavras as expectativas que carregamos…esta atmosfera sensual, musical, batalhadora, me atrai bastante. Dança, corpos, músicas, luta por ser alguém ou chegar a um lugar, segurança, esperança, são palavras que me atraem bastante.

Às vezes me pego pensando no quanto eu queria na minha pré-adolescência, chegar à maioridade, à maturidade, mudar minha aparência física, minhas escolhas, meu lugar. Hoje, penso que devemos sempre aconselhar nossos adolescentes a se aceitarem, se amarem e não deixarem ninguém os diminuir, pois a vida é uma só, os momentos passam e cada experiência é fundamental para nos transformarmos no que seremos na vida adulta.

Algumas experiências atuais me fazem refletir sobre o quanto adultos ainda se comportam como adolescentes, envoltos em inseguranças bobas, desespero por uma auto-imagem  mais bonita, ou por resultados imediatos, adotando comportamentos anti-éticos, desesperados, inconsequentes e exagerados pura e simplesmente movidos pela ansiedade de ser alguém ou ser notado por alguém.

Essa realidade sempre me incomodou porque eu realmente penso que as pessoas devem lutar por construir seu lugar ao sol e com isso ser reconhecido por seus valores, conquistas e realizações. Aqueles que insistem em brilhar com o brilho alheio, andando na sombra do trabalho ou do sucesso alheio, que fazem de tudo para se dar bem, mesmo que prejudicando  o outro, me fazem mal. Quero distância de pessoas assim, mas nem sempre é possível. Eu definitivamente acredito que tenha lugar para todos aqueles que trabalham duro para vencer na vida com dedicação e honestidade, mas às vezes me deparo com situações patéticas e injustas.

Será que a minha visão é errada? Ainda acho e tenho esperança que não!

O Corpo

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 8, 2010 by Psiquê

 Cia de Dança Débora Colker

Os movimentos do corpo na dança sempre me fascinaram, quando as danças são mais contmporâneas me encantam ainda mais. O trabalho do Grupo Corpo e da Cia de Dança Débora Colker são destaques no Brasil e no mundo.

Grupo Corpo

No último final de semana tive a oportunidade de testemunhar o espetáculo 4 por 4, no Teatro João Caetano e apreciar mais uma vez os movimentos bem pensados e ensaiados de Débora Colker e seus bailarinos.

Mas o pioneiro nesse tipo de movimento foi o Grupo Corpo, que há 35 anos surgiu em Belo Horizonte e ganhou o mundo. No próximo final de semana é a vez deste grupo encantar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro com suas performances.

Sobre os dois grupos, a Raiara Azevedo também escreveu:

“…Em 1975 nasce um dos principais representantes da Dança Contemporânea no Brasil, o Corpo. Nascido em Belo Horizonte, com o coreógrafo Paulo Pederneiras, o Grupo Corpo cresce e se torna a companhia mais bela e mais bem respeitada do país. O Grupo impressionou brasileiros e estrangeiros pela sua peculiaridade, caracterizado, por exemplo, por carregar a identidade do Brasil em suas danças, que retrataram desde o xaxado ao balé clássico. De lá pra cá , Belo Horizonte é só orgulho quando o assunto é dança.

Mais ou menos entre 2000 e 2002 a crítica fervia ao redor das “maluquices” de uma loura espevitada que achava que qualquer movimento era dança. Seus bailarinos escalavam paredes, pulavam freneticamente entre vasos, equilibravam-se em estruturas móveis e desafiavam o limite da gravidade. Débora Colker, uma coreógrafa carioca, hoje bastante respeitada (pela crítica também, diga-se de passagem) recebeu primeiramente o prestígio dos nossos colegas estrangeiros, para só depois ouvir elogios e aplausos no seu país.

(…)A história da Dança brasileira foi modificada pelo Grupo Corpo e pela ousadia coreógrafica proposta por Débora Colker e sua companhia, e não há argumentos que possam provar o contrário. Veterano, o Corpo conta hoje com mais de 30 anos de história, na qual já revelou grandes nomes como Cristina Castilho e inspirou milhões de platéias com os mais variados espetáculos, todos de uma beleza inenarrável. Colker anda pelo mesmo trilho. Com menos de 10 anos de história, a Companhia Débora Colker se consagrou mundo afora e também aqui dentro no seu território, cativando milhares de pessoas com uma proposta diferente de dançar . A “diretora do movimento, Débora Colker juntamente com o Grupo Corpo são a prova de que Belo Horizonte tem mais que tesouros guardados, e de que “o Rio de Janeiro continua lindo”. São motivos reais de orgulho diário, pelo talento e pela arte calcado num trabalho contínuo, duradouro.”

Se você tiver oportunidade assista a um espetáculo de cada companhia desta e sinta a vibração da dança e a energia desses movimentos. São encantadores!

Chicago – o filme!

Posted in Comportamento, Erotismo, Estética e Beleza with tags , , , , , , , , , on agosto 15, 2010 by Psiquê

Nesse final de semana assisti o musical Chicago com a a lindíssima Catherine Zeta-Jones. Todo mundo sabe que eu amo a atmosfera dos anos 20, das melindrosas, das roupas… São sexies e lindas e, para completar,  o filme é muito bom. Confesso que fiquei receosa de não gostar, pois eu já tentei assistir ao musical Moulin Rouge, mas não consegui. Apesar dos cenários serem lindos, o filme é muito longo e tem hora que lento demais, tornando-se para mim um pouco difícil de consegui assistir. Chicago, ao contrário, é até muito curto, poderia ser maior, de tão bom. Fiquei com vontade de colocar o dvd para começar de novo e já era 2 e meia da madruga.

Quem quiser curtir um pouquinho antes de comprar ou alugar o filme, tem uma cena muito maneira que se passa na cadeia, em que 6 assassinas descrevem como cometeram seus crimes. Parece um pouco macabro, mas a cena traz um tango como trilha sonora e é bem maneira.

Sapateado

Posted in Comportamento, Estética e Beleza, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 12, 2009 by Psiquê
André Brito
André Brito

Pasmem, desde os 12 anos sonhava em dançar flamenco ou sapateado, mas nunca tive coragem de entrar no curso.

Eis que esta semana eu dei de presente o livro Pílulas de Neurociência para uma vida melhor para meu marido (um presente que eu já dei dizendo que ia tirar uma casquinha!) – de Suzana Herculano-Houzel.

O livro é ótimo e trata de uma maneira descontraída de vários assuntos que nos envolvem no dia-a-dia. Ele é divido em 10 seções: Sozinho, A dois, Em família, Em sociedade, Exercício & outros remédios, Lazer, Música, Decisões, Corpo & cérebro, Mente & espírito, com vários artigos cada uma.

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Ao começar a ler o livro me deparei com a seção Sozinho e o artigo Prazer em aprender, no qual a autora fala sobre um desejo da filha em trocar as aulas de balé por sapateado e que ela resolveu seguir. Eis o relato  de sua experiência:

” Logo nas primeiras aulas já aprendemos a transformar o clop-clop desorganizado das chapinhas metálicas sob os sapatos nos sons ritmados dos passos mais básicos. (…) E então surgiu um problema inusitado: a vontade de passar o dia todo batendo ritmadamente os pés no chão. Até que eu me controlo, mas me vi com uma versão humana do pinguinzinho Happy Feet dentro de casa que não consegue manter os pés quietos sob a mesa de jantar e que , em vez de andar, sapateia – e de chinelos, daqueles bem barulhentos.”

“(…) O aprendizado depende ao menos de três fatores: repetição, base das mudanças sinápticas que implementam a nova maneira de agir, pensar ou sentir; retorno negativo, que informa quando se erra e é preciso tentar quando se fez a coisa certa que deve ser repetida no futuro”.

Desde então comecei a voltar a sonhar com os sapatinhos com chapinha e no andar ritmado de uma percursonista com os pés. Cheguei a visitar o blog: Divulgando o sapateado por aí e começarei minha semana  ligando para as academias mais próximas. Ai, ai, tomara que dessa vez eu aprenda uma modalidade sonhada que me dê prazer, paz, felicidade e boa forma.