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Quadrinhos eróticos por mulheres

Posted in Comportamento, Erotismo, Sexualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 5, 2016 by Psiquê

A Revista Trip fez uma matéria bem interessante sobre Quadrinhos eróticos feitos por mulheres. Um tema que muitas vezes é tratado com uma visão muito masculina, precisa ter outras abordagens. Compartilho aqui com vocês.

Beliza Buzollo

“A personagem olha para um pacote verde e pensa que é hora de experimentar aquele vibrador novo. Enquanto usa o novo brinquedo, exclama: “Ai, amo minha relação comigo mesma!”. A página da Garota Siririca, criada pela quadrinista Gabriela Masson, a Lovelove6, é uma das HQs eróticas mais comentadas por leitoras de várias partes do país. E ela não é a única autora brasileira a tratar de autodescoberta, masturbação e prazer feminino nos últimos anos. Cada vez mais são produzidos quadrinhos eróticos feitos por mulheres. Que bom!

“Só sei que me sinto menos sozinha e supernormal lendo LoveLove6, Sirlanney, Cynthia B e Thaís Gualberto, por exemplo. Ver tantas meninas falarem e desenharem sobre sexo me dá uma sensação de naturalidade, sabe? É como se cada vez mais eu estivesse acostumada a refletir e falar sobre um tema que antes eu achava um completo tabu e tinha um verdadeiro medo”, explica a editora Camila Cysneiros.

Muitas quadrinistas começaram a fazer HQs eróticas justamente para tornar cada vez mais confortáveis com seus próprios corpos e com os diversos modos de sentir prazer, um tabu para a sociedade até hoje. Aline Lemos, quadrinista que trabalha com diversas temáticas que abordam empoderamento feminino, conta que começou a fazer quadrinhos na mesma época em que passou a viver mais sua própria sexualidade, ler sobre feminismo e participar de projetos feministas. “Pus bastante disso nos primeiros quadrinhos que fiz. Quando eu era adolescente lia mais Hentai, mas fui me cansando dos estereótipos e do machismo”, conta.

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A maior parte dos quadrinhos eróticos feitos por mulheres traz uma mudança na ótica do sexo nos quadrinhos, transferindo para a mulher o comando na hora de buscar prazer. A quadrinista cearense Sirlanney diz que escreve e desenha para que mulheres se identifiquem e se sintam à vontade com seus corpos. “Se uma mulher olhar meu quadrinho e pensar ‘eu sinto isso e isso é massa’, pra mim já é dever cumprido.” Sirlanney explica que começou a trabalhar com a temática naturalmente: “Eu já tinha ensaiado pequenas pornografias, para meu próprio prazer. Também sou uma fã de carteirinha de literatura pornográfica e, antes de desenhar, tinha escrito alguns contos pornográficos. Estava apaixonada e comecei a fazer quadrinhos direcionados para esse cara. Um deles dizia ‘Acordei com tanta vontade de te dar que comi o travesseiro’.”

Tesão

Aline Lemos conta que o que a excita nas HQs do gênero são as situações sexuais que mostram claramente o prazer dos envolvidos. “Gosto de ver pessoas se curtindo”, diz. Autoras de quadrinhos eróticos usam diferentes abordagens, inclusive a cômica. Um bom exemplo disso são as histórias de Beliza Buzollo, quadrinista que desenha o universo das mulheres LBT (Lésbicas, bissexuais e transexuais) e aborda tesão, sexo, relacionamentos e outros temas de maneira divertida e natural. Já a americana Erika Moen vai além das HQs e contempla também reviews de sites pornôs e objetos eróticos, além de guias ilustrados sobre sexualidade, no site Oh Joy Sex Toy.

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Uma das maiores reivindicações de leitoras e autoras dos quadrinhos que tratam de sexo e prazer é a fuga da perspectiva excludente dos quadrinhos eróticos tradicionais. “Vivemos em uma sociedade onde a sexualidade feminina é reprimida e controlada. Quando uma mulher se manifesta, já está desafiando a situação vigente”, acredita Aline. No entanto, a quadrinista diz que ainda existem muitas barreiras a serem ultrapassadas, como a predominância de corpos padronizados: “Os tipos de corpos privilegiados, os ângulos e situações escolhidos, raramente dão destaque para o prazer e o consentimento feminino”. Para ela, isso é um reflexo da cultura do estupro, presente nos filmes pornôs e nos quadrinhos eróticos também. “Grande parte do que quadrinistas mulheres independentes vêm fazendo precisa continuar sendo feito, porque o mainstream ainda tem muito problema em aceitar corpos diversos tendo prazer de todo o tipo e de forma consensual”, diz.

Há quem diga esses quadrinhos mudaram sua visão do que é o sexo e, mais importante ainda: tem muita mulher descobrindo como ter orgasmos lendo e fazendo quadrinhos.

Texto da matéria, autoria de Aline Cruz.

Vai lá: um guia de autoras de quadrinhos que abordam relacionamentos, sexo, tesão e prazer

Aline Lemos – desalineada.tumblr.com
LoveLove6 – garotasiririca.com
Sirlanney – sirlanney.com
Beliza Buzollo – belizabuzollo.tumblr.com
Erika Moen – ohjoysextoy.com
Thais Gualberto – facebook.com/kisuki.me
Eleanor Davis – facebook.com/squinkyelo
Sirlanney – facebook.com/sirlanneynogueira
Alison Bechdel – dykestowatchoutfor.com

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A contemporaneidade e o amor

Posted in Comportamento, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 27, 2014 by Psiquê

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No programa ‘No Divã do Gikovate‘ que foi ao ar no domingo passado, 20 de julho, um tema muito interessante sobre os relacionamentos nos dias de hoje. As relações afetivas são o tema predominante nos 7 anos de programa, e o psicanalista Flávio Gikovate fala sobre as mudanças nos relacionamentos nos dias de hoje e a desmistificação do sonho romântico de casamento eterno, dado o avanço do individualismo, que nasce e se sustenta a partir do grande progresso do avanço tecnológico e das facilidades de se viver sozinho nos dias de hoje.

A evolução das mulheres, a partir não apenas da pílula anticoncepcional, que as liberou do ponto de vista sexual, como também da emancipação (econômica, intelectual, cultural e sobretudo política),  um fator decisivo para abalar a ideia da fusão romântica tradicional, da condução por uma cabeça pensante já não existe mais, mas são duas pessoas completas que resolvem compartilhar suas vidas e não duas metades que se unem.

Outra característica da contemporaneidade é que o lazer passa a ocupar um espaço de muito mais destaque, em lugar das coisas operacionais. Diante deste novo panorama a busca por afinidades, predomina sobre a ideia dos complementos. Isso gera uma tendência para a fusão, apesar de as pessoas não quererem saber de fusão hoje em dia. A fusão da paixão, passa e depois dá espaço a mais uma vez o desenvolvimento da individualidade. A persistência das individualidades não significa que desapareceu o amor. Aproximação de dois inteiros e não a fusão de duas metades, isso é o que ele chama de romantismo do século XXI.

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O erótico acompanha o amor como secundário, saindo do papel principal, para um aspecto secundário, inclusive  por causa da diminuição da importância do sexo em decorrência da própria superexposição. O acesso a todo tipo de vivência erótica é tão intenso, que a superexposição diminui o fascínio. Assim ela vai se acoplando ao amor, a aumenta a importância da amizade e do companheirismo.

Como resgatar o papel do erótico e aprofundar a importância destes dois outros aspectos também tão essenciais? Como não perder o mistério e a atração desta faceta tão interessante e gostosa do relacionamento, que para se retroalimentar precisa desta aura de proibição que se perde com a superexposição atual?

O programa traz uma série de reflexões interessantes que devem ser pensadas por todos nós…

Fica a dica, quem quiser, compartilhe conosco. Um ótimo domingo e excelente semana, repleta de sonhos, carinho, erotismo e amor!

ABC erótico

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , on janeiro 13, 2012 by Psiquê

ABC erótico

Abre-te!
Beija-me!
Cobre-me!

Amar-te é volúpia
Brincar é malicia
Carícia é pingo de mel.

Ai!
Basta!
Cala-te!

Abraço-te, queres?
Belisco-te, gostas?
Colo-me a ti, einh?

Ah!
Biscoito
Crocante!

Às nuvens subi
Bebendo o teu néctar
Crescendo-me em ti!

Ata-me!
Bebe-me!
Come-me!

Agora imparável
Brutalmente bom
Cada vez melhor!

Autor: Noel Ferreira