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A Duquesa

Posted in Comportamento, Cultura e Arte, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 26, 2013 by Psiquê

Duquesa 1

No último final de semana assisti ao filme A Duquesa – The Duchess no original. O filme é baseado no livro de Amanda Foreman, intitulado Georgiana: Duquesa de Devonshire, conta a história de Georgiana Spencer (Keira Knightley), que casou-se aos 17 anos com William Cavendish, o Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), que queria a todo custo ter um filho.

Com o título de Duquesa de Devonshire, Georgiana logo demonstrou sua inteligência e perspicácia perante a corte inglesa. Entretanto, ela não conseguia dar ao duque um filho, com todas as suas tentativas de ficar grávida resultando em abortos ou em filhas. Isto faz com que o relacionamento entre eles se deteriore, pouco a pouco…

Lady Georgiana Spencer era a filha mais velha de John Spencer, 1º Conde Spencer, um bisneto de John Churchill, 1.° Duque de Marlborough, e de sua esposa, Margaret Georgiana Poyntz. Lady Caroline Lamb, amante de Lord Byron, foi sua sobrinha. Outra mulher famosa da mesma família da Duquesa foi Diana, Princesa de Gales (1961-1997), uma descendente direta do irmão de Georgiana, George Spencer, 2º Conde Spencer.

Thomas Gainsborough - Lady Georgiana Cavendish_ Duchess of Devonshire

A jovem rapidamente cai nas graças do povo inglês. É adorada, seus vestidos e chapéus ditam moda e, como conseqüência, ela conquista poder e influência política. O único que parece não sucumbir aos encantos de Georgiana é seu próprio marido, que desde muito cedo flerta sem distinção, com empregadas e damas da sociedade. A duquesa, que a princípio se revolta, termina convencida por sua mãe de que o melhor seria aceitar e torcer para que logo dê à luz um filho homem. Assim, William não apenas se sentiria satisfeito com a esposa como a situação do casamento se estabilizaria.

Antes de sua primeira gravidez, Georgiana já se depara com o primeiro grande desafio de sua vida: é apresentada pelo marido a uma criança, obviamente filha dele com outra mulher, de quem ela deveria cuidar. Apesar de decepcionada,  a duquesa acaba educando a jovem menina como sua própria filha. A situação entre o casal piora quando nasce o primeiro fruto de seu casamento com William: outra menina.

Georgiana demonstrou sua inteligência e perspicácia perante a corte inglesa.  Vivendo a indiferença do marido, que colecionava amantes, associada à dificuldade de conceber um herdeiro homem, como o duque queria…

Foi a própria Georgiana quem apresentou o Duque de Devonshire à sua amante e futura segunda esposa, Lady Elizabeth Foster, filha do 4.° Conde de Bristol. “Bess” era a melhor amiga de Georgiana, que tolerou a traição por muitos anos…

Em dado momento, Georgiana cede aos encantos de Charles Grey e eles se apaixonam, um homem destemido, romântico e liberal. Os dois tiveram um envolvimento amoroso, mas o Duque de Devonshire, interviu no relacionamento, afirmando que se a Duquesa não deixasse Charles, seria impedida de ver seus 4 filhos. A Duquesa escolhe seus filhos, deixa Charles e descobre que está grávida de Charles Grey, uma menina, Eliza, depois retirada a força da mãe logo após o nascimento da criança e entregue ao tio de Grey.

Meses depois Georgiana reencontra Charles, descobrindo que ele estava noivo. A Duquesa passou uma vida amada por seus filhos. Ela se tornou uma das mulheres mais influentes da época.

Confesso que estou curiosíssima para ler o livro e quem sabe, também as cartas, escritas pela própria Georgiana, mostradas nos extras do DVD. Fiquei encantada com a biografia de Georgiana Cavendish, não é à toa que a Lady Di, descendente de sua família também tenha sido uma mulher encantadora.

“A história dessas duas mulheres tem muito em comum: ambas pensaram se casar por amor, mas viveram um casamento infeliz de conveniências presas a formalismos da sociedade. Foram mulheres à frente de seu tempo, feministas e conhecidas por seu apego ao povo – mais do que aos maridos infiéis.” (Trecho retirado do Portal Terra)

Dilemas femininos…

Posted in Comportamento, Profissão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 31, 2011 by Psiquê

Via Aliciante

Nossa, eu estava buscando palavras adequadas que pudessem refletir aqui, uma certa inquietude que tem rondado meus pensamentos, quando encontrei no site da Consultoria Adigo, uma palestra sobe os dilemas da Mulher Executiva, da qual retiro um trecho para partilhar com vocês:

“Hoje o que mais caracteriza a mulher executiva são seus dilemas com relação ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Apesar de discursarmos a altos brados sobre a maior importância da qualidade do que da quantidade de tempo dedicado à família, no fundo nós mesmas, inconfessadamente, não nos convencemos disso e somos torturadas pelo maior dos males femininos – o sentimento de culpa. Criamos ao longo do histórico de conquistas femininas uma expertise em criar canais de alimentação da culpa.

A primeira fonte é o perfeccionismo, traço bastante comum às mulheres executivas. Com todos os testes implícitos e explícitos que enfrentamos na arena profissional, estabelecemos que precisamos ser nada mais do que perfeitas – como profissional, chefe, mãe, esposa, dona de casa, estudante, filha, nora, etc. Não nos contentamos com menos do que o melhor.

Desenvolvemos uma capacidade crítica apuradíssima, mas que se torna cruel quando se trata de nós mesmas. É dedicado muito menos tempo às pequenas e grandes vitórias do que à tortura do que percebemos como erro ou ponto de melhoria.

Ao perfeccionismo, atrelado à enorme capacidade de doação da mulher, leva a priorização do externo, dos outros, em detrimento a si mesma. O outro, a necessidade do outro é sempre prioridade e nos deixamos para trás.

Isso tudo, sem falar na priorização dos deveres em relação aos direitos, ou pior, do prazer. Primeiro atacar o que deve ser feito e depois, se sobrar tempo, o prazer. Até o tempo que, oficialmente, dedicamos a nós – fazer unhas, ginástica, terapia – muitas vezes carregam em si mais obrigações (com imagem, por exemplo) que prazeres…”

Dia Internacional da Mulher

Posted in Comportamento, Curiosidades, Geral with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 10, 2010 by Psiquê

Via Aliciante

No dia Internacional da Mulher deste ano, 08 de março de 2010, meu amado esposo foi convocado para falar algumas palavras sobre as mulheres ou o mundo feminino. E ao me apresentar suas ideias do “discurso” eu me encantei com o que tinha preparado. Gostei tanto que não apenas falei com todas as mulheres que encontrei no dia, como também pedi para colocar o texto aqui. Vejam só:

“Muitas são as qualidades das mulheres. Elas conseguem distinguir cores que não existem para os olhos masculinos e conseguem combiná-las com perfeição estratégica de um jogador de xadrez. Além disto, todas as mulheres nascem com conhecimentos avançados de química e farmácia. Quando morava sozinho, tinha no máximo uns três produtos no armário do meu banheiro. Hoje são mais de trinta. E, outro dia, provoquei minha esposa, para saber se ela realmente sabia a função de cada um. Recebi uma aula, não só a função, mas dos diversos usos e aplicações daqueles produtos e de outros, incluindo as  lojas em que eu poderia achar. Fenomenal.

Entre as variadas qualidades das mulheres a que mais aprecio e até invejo é o tempo. Para nós homens o dia tem vinte-quatro horas e só. Estas horas passam de maneira linear. Acaba um dia e começa outro. Simples.

Para as mulheres o tempo é totalmente diferente. O dia de uma mulher tem 48 horas ou mais. Além de sua vida, as mulheres cuidam de várias tarefas, todas, ao mesmo tempo e com desenvoltura em todas elas.

Casa, trabalho, filhos, marido, mãe, pai, dinheiro, carro, academia, roupas, cosméticos, tratamentos, médicos e muitas outras coisas, que para um homem, só poderiam ser realizadas ao longo de anos, mas que as mulheres realizam em apenas um dia. E pensam, como pensam em tudo. Eu acredito que o cérebro feminino não descansa um único minuto sequer. Está sempre ligado, sempre pronto, sempre tinindo.

É claro que toda esta atividade não vem sem um preço. E o preço, aparentemente é a sensação de que sempre falta tempo para algo. As mulheres mais próximas a mim, apesar de serem eficientíssimas, beirando a perfeição, muito além do que seria possível para mim, parecem culpar-se por não serem ainda mais rápidas, mais fortes, mais alguma coisa, como se fosse possível.

Por isto, neste dia 8 de março desejo a vocês todas um dia das mulheres que seja verdadeiramente de vocês. Desejo que vocês consigam, pelo menos hoje, um tempo para desfrutar da certeza de que fizeram tudo da melhor maneira que era possível e que todos nós aplaudimos de pé.”