Arquivo para filosofia

O papel das mulheres e do feminismo

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 17, 2015 by Psiquê

Hoje conheci o blog Não me Khalo, que achei o máximo. Parabéns meninas pelo projeto e iniciativa.

Algumas ideias pendem para um feminismo mais radical e militante, o que OBVIAMENTE não está errado, mas que pode gerar controvérsias e um incômodo nos mais conservadores…

Nós mulheres – algumas inseridas em uma criação machista – temos o dever de sempre e cotidianamente reafirmar a luta por igualdade de gêneros e pela denúncia em relação aos absurdos a que somos submetidas diariamente, seja através de uma piadinha, cantada não desejada ou apropriada, assédio sexual, moral, etc. Seja através do boicote a uma promoção no trabalho, a um posto ou curso no trabalho, etc.

Gostaria de compartilhar um vídeo que descobri através de um fragmento compartilhado no blog, mas que divido com vocês aqui na íntegra. Ouçam um pouco do que a minha querida filósofa e professora de filosofia Márcia Tiburi tem a dizer:

Fiquem bem. Uma ótima semana a todos.

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Seja a melhor edição de si mesmo

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 15, 2015 by Psiquê

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Nós seres humanos volta e meia nos vemos envoltos em uma necessidade de buscar sentido em nossa vida através da ideia de unicidade…a vida parece ganhar “lógica” ou “conforto” à medida que nos vemos como seres únicos, individuais, especiais, inteiros, completos.

Do ponto de vista filosófico, isso gera uma série de discussões, mas aqui minha proposta é lançar essa ideia à reflexão, porém em um sentido mais simples e de senso comum.

Se formos parar para pensar, os bilhões de seres humanos que ocupam a Terra não têm nada de especial, mas isso provocaria uma crise existencial imensa. Eu acredito e gosto de acreditar na unicidade, na preciosidade e na riqueza que a vida de cada um de nós carrega. Sou feliz com o que sou, com as escolhas que faço diariamente, com o cuidado que tenho com o meu presente, minha vida, minha saúde, paz…

A despeito do que os céticos dizem, me nutre e me faz feliz crer que sou especial sim, que minha vida é preciosa e deve ser agradecida. Que preciso ter gratidão por tantas bençãos, alegrias e conquistas diárias. Somos únicos sim, seja porque esta ideia nos conforta a alma, seja porque é importante pensarmos assim para ser sempre a melhor edição de nós mesmos.

Que bom que somos assim.

Namastê e feliz 2015!

Sobre ser feliz…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , on maio 28, 2008 by Psiquê

Photo by Rudi Mentaer

Hoje, lendo a Revista UMA deste mês, li a entrevista com a psicóloga Márcia Tiburi (do Saia Justa, GNT), aliás a melhor de todas as apresentadoras daquele programa (que particularmente acho chato!). Ela acaba de lançar o livro Filosofia em Comum – para ler junto (Editora Record). Obviamente, ainda não li o livro, mas é dela uma frase na entrevista que me inspirou a escrever esse post.

” A felicidade é uma palavra que se tornou quase um jargão publicitário. ‘A chave da felicidade’, ‘A felicidade ao seu alcance’. O problema com a publicidade é que uma palavra inventada na era Hitler, é que ela tem como princípio vender; e felicidade não pode ser comprada como artefato, nem como conceito. Ser feliz deveria ser descobrir a sua forma individual de viver em harmonia com seu tempo e seu espaço. E para isso não há fórmulas“. BINGO!!! Disse tudo não? Adorei a resposta de Tiburi. Como sempre, mandou bem!

Mais adiante UMA pergunta a ela sobre a insatisfação feminina e mais uma vez Tiburi ressalta que a lógica da insatisfação não é feminina, mas está implicitamente ligada à estrutura de mercado em que vivemos.Yes! Yes! Mandou bem de novo! A insatistação eterna, é algo que nos foi estabelecido pelo modelo de sociedade fugaz, consumista e temporária em que vivemos!

Nas palavras de Tiburi: “A insatisfação é parte da estrutura de mercado na qual estamos inseridos. Não podemos nos enganar quanto a isso. Ver o universo da vida se transformando em puro comércio, nos trouxe uma ansiedade sem par. O poder não se ganha, se toma e, depois, para ser melhorado, pode ser compartilhado. E a mulher de hoje já percebeu isso”.

Quando indagada sobre como a filosofia pode ajudar as pessoas a se auto-conhecerem, Tiburi, alerta que: “A fisolosia sustenta a busca pelo autoconhecimento como meta. A meta é a própria busca, e não a certeza. Essa última é a morte da filosofia. A única certeza sobre a vida é essa procura, o processo pelo qual se passa a viver. Isso não quer dizer que há uma certeza sobre si, mas um jeito de tentar saber de si. As pessoas que procuram conhecer a si mesmas acabam descobrindo mundos externos. A riqueza pessoal de cada um vem daquilo que ele buscou. Cada um se torna o que contempla, já dizia Confúcio.”

A apresentadora ainda faz uma diferenciação entre auto-ajuda e filosofia, alertando que a primeira busca dar respostas enquanto a segunda ensina a fazer perguntas, que promovendo um exercício de incerteza leve todos a pensar por conta própria. “Com isso cada um pode conseguir liberdade e, conseqüentemente, tornar-se responsável pelo que pensa e lúcido sobre o que faz”.

Fica, então a dica de leitura e a partilha de algumas idéias de Marcia Tiburi com as quais concordo.