Arquivo para fusão

A contemporaneidade e o amor

Posted in Comportamento, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 27, 2014 by Psiquê

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No programa ‘No Divã do Gikovate‘ que foi ao ar no domingo passado, 20 de julho, um tema muito interessante sobre os relacionamentos nos dias de hoje. As relações afetivas são o tema predominante nos 7 anos de programa, e o psicanalista Flávio Gikovate fala sobre as mudanças nos relacionamentos nos dias de hoje e a desmistificação do sonho romântico de casamento eterno, dado o avanço do individualismo, que nasce e se sustenta a partir do grande progresso do avanço tecnológico e das facilidades de se viver sozinho nos dias de hoje.

A evolução das mulheres, a partir não apenas da pílula anticoncepcional, que as liberou do ponto de vista sexual, como também da emancipação (econômica, intelectual, cultural e sobretudo política),  um fator decisivo para abalar a ideia da fusão romântica tradicional, da condução por uma cabeça pensante já não existe mais, mas são duas pessoas completas que resolvem compartilhar suas vidas e não duas metades que se unem.

Outra característica da contemporaneidade é que o lazer passa a ocupar um espaço de muito mais destaque, em lugar das coisas operacionais. Diante deste novo panorama a busca por afinidades, predomina sobre a ideia dos complementos. Isso gera uma tendência para a fusão, apesar de as pessoas não quererem saber de fusão hoje em dia. A fusão da paixão, passa e depois dá espaço a mais uma vez o desenvolvimento da individualidade. A persistência das individualidades não significa que desapareceu o amor. Aproximação de dois inteiros e não a fusão de duas metades, isso é o que ele chama de romantismo do século XXI.

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O erótico acompanha o amor como secundário, saindo do papel principal, para um aspecto secundário, inclusive  por causa da diminuição da importância do sexo em decorrência da própria superexposição. O acesso a todo tipo de vivência erótica é tão intenso, que a superexposição diminui o fascínio. Assim ela vai se acoplando ao amor, a aumenta a importância da amizade e do companheirismo.

Como resgatar o papel do erótico e aprofundar a importância destes dois outros aspectos também tão essenciais? Como não perder o mistério e a atração desta faceta tão interessante e gostosa do relacionamento, que para se retroalimentar precisa desta aura de proibição que se perde com a superexposição atual?

O programa traz uma série de reflexões interessantes que devem ser pensadas por todos nós…

Fica a dica, quem quiser, compartilhe conosco. Um ótimo domingo e excelente semana, repleta de sonhos, carinho, erotismo e amor!

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Teu corpo solto

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 20, 2008 by Psiquê

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Photo Adrianova Natalia

Teu corpo solto

Teu corpo solto
Abandonado ao êxtase de estar
Tuas curvas
Tortuosas
Delirantes

São varridas pelo tecido

Que te envolve a pele

Que desliza em cantiga
Acalanto
Tua carne desnuda
Túrgida
Alva
Trêmula
Palpitar de fruta fresca
Teus olhos; iluminam o quarto
Tua boca tece o silêncio
Teus ouvidos segredam notas
Teus seios macios
Salientes
Calientes
Doces
Que minhas mãos envolvem
A descobrirem
Os róseos medalhões
Que tocam o céu
O céu de minha boca
Faminta
Sedenta
Tuas pernas
Colunas
Arco de flores
Roliças
Se abrem
Feito portais de mistérios
Intemporais
Leutos
Descerram
Imbecilizado vislumbro
Tua corbelha de flores
Flor de lótus
Pérola oculta
Tua Rosa que desabrocha
Tua flor que aflora
Beijo teus vermelhos lábios
Longamente
Vasculho essa mística boca
Entre doces pétalas
Dela
Extraio o néctar
Polinizo assim minha garganta
Mas o desejo
De cobri-la
De conquistá-la
Feito guerreiro
Só e derradeiro…
Numa fusão de corpos
de suor
de carne
de calor
Meu velo de couro
Devagar
Invade tua rubra taça
Tange
dilacera
deflora tua flor que aflora
Possui tuas entranhas
latente pulsa
Impulsa
Entre sussurros desconexos
E imagens a fins
Derramo o leite dos Deuses
E transbordo
Teu cálice de Amor.

Autor: Lui Bucallon