Arquivo para horas

As horas

Posted in Comportamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 15, 2014 by Psiquê

115190,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0

Hoje assisti ao filme As horas, e consegui entender as inúmeras excelentes recomendações que recebi da obra. O filme é excepcional, envolvente, emocionante e mexe com algo com o que nem sempre sabemos lidar: as emoções, os relacionamentos e a morte.

O filme fala da depressão e da maneira como se convive e se trata da mesma em diferentes cortes temporais: anos 20, anos 40 e século XXI. Um boa análise sobre a obra pode ser encontrada no site Omelete, leia As horas: o impacto da cultura na depressão.

“As três mulheres de As horas mostram o histórico de um modelo que, cada vez mais, é respeitado, embora antigo, repetido e, durante grande parte das últimas décadas, desprezado. É uma proposta de entendimento do sofrimento psíquico, uma invenção da medicina para concebê-lo, entendê-lo e tratá-lo. Parece simples, não?”

richard

“Cabe ainda uma última observação: é através do homem deprimido que estas mulheres falam. O masculino é o que age de maneira inexorável, frágil e vulnerável em seu insuportável sofrimento e visão de mundo. Com ele, saltam pela janela toda a esperança masculina de redenção e, no ato histérico de desaparecer, no dia de sua homenagem, fere a única mulher que ainda o ama e é sua amiga.”

20070803-as horas

As Horas, baseia-se no livro de Michael Cunningham, que, por sua vez, se inspirou no romance “Mrs. Dalloway” de Virginia Woolf. O enredo trata da história de três mulheres que carregam em suas vidas muitos sentimentos em comum, como a insatisfação e o fracasso.

São retratos de vidas em épocas diferentes, que se entrelaçam através de um livro, “Mrs. Dalloway”. É um filme de alma feminina, onde, nos artifícios da trama, outras mulheres se reconhecem no drama existencial de cada uma das personagens, humanizando assim o lado da ficção. Uma mulher que gostaria de ser uma personagem de um romance, uma que o escreve (a própria Virgínia Woolf), outra que o vive.

laura

Acompanhamos, dessa forma, um dia na vida dessas três mulheres. São três histórias em espaços temporais distintos, mas intercaladas na narrativa. Virginia Woolf é a escritora do livro, que afastada da vida agitada de Londres por seu marido, a conselho médico, percebe-se a cada dia, mais infeliz e amargurada. A mesma, é retratada na altura em que escreve o livro em questão, onde seus conflitos internos são repassados para a obra, inclusive o suicídio. A segunda mulher é Laura, dona de casa, esposa e mãe. Laura encontra-se desesperada dentro de um casamento onde os sentimentos são artificiais, pois embora viva num ambiente de tranquilidade e aparente felicidade, se sente vazia e cogita a morte para escapar da realidade da sua vida medíocre; ela está a ler o livro de Virgínia Woolf, o qual reforça sua ideia de evasão e suicídio. A terceira é Clarissa, uma bem sucedida editora, mulher cosmopolita do século XXI, vive um relacionamento lésbico de longa data e se identifica paradoxalmente com Mrs. Dalloway. Tudo o que Clarissa deseja no momento é que sua festa em comemoração a atribuição de um importante prêmio à obra poética de Richard, seu melhor amigo e ex-amante dê certo. Richard encontra-se debilitado pela AIDS e vive fechado em um apartamento frio e sujo. No meio dos preparativos, Clarissa pressente o vazio daquela arrumação fútil e o peso das horas.

123.tif

Uma das cenas iniciais do filme mostra as três mulheres se levantando ao amanhecer, concomitantemente, quando Virgínia escreve, Laura lê e Clarissa fala a mesma frase: “acho que eu mesma vou comprar as flores”, e uma outra cena onde vemos o suicídio de Virgínia, retratado de forma simbólica, mas muito forte. Com isso, percebemos que “cria-se logo no início da narrativa de Wollf, um paralelismo entre Celebração e desencanto, festa e morte” (AZEREDO, 2004).

O desespero das três mulheres vai crescendo com o passar das horas, horas sempre iguais, horas sem nenhuma esperança de mudança, sem nenhuma ansiedade, só a ansiedade provocada pelo nada. Solidão, infelicidade, doença, identidade e realização sexual (nas três tramas as personagens beijam outra mulher na boca), e principalmente a morte.

As lutas e sofrimentos vivenciados pelas três mulheres são universais. As horas… os momentos… as decisões que tomamos. Talvez nos encontremos nas situações extremas de cada uma das personagens; cada uma delas lutando para dar um sentido à suas existências e ser simplesmente feliz. Três mulheres presas no tempo e no espaço, nos seus próprios espaços, nas suas vidas. Ao ser levantado o tema da morte, das escolhas, da sexualidade, das decisões, vemos que as personagens descobrem que nem sempre a vida é aquela que esperamos, nem sempre as horas são diferentes. O que são essas horas até perceberem que as perderam para sempre?

A emoção limite, que nos leva a tomar decisões e fazer escolhas que modificam a nossa vida para sempre. Vale a pena assistir!

O valor das coisas…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 8, 2013 by Psiquê

Michaelb Burke 7

Tenho andado, como devem imaginar, tão cheia de trabalho que quase não tenho tido tempo de fazer uma das coisas que mais gosto…

…atualizar meu querido blog Espartilho. Os dias de trabalho tem sido bastante intensos, com jornadas diárias superiores a 11 horas, porém as atividades envolvem também treinos funcionais às 6h da manhã, curso, yoga, encontro com amigos, shows, ou seja…algumas coisas muito boas, outras nem tanto assim, mas todas extremamente importantes para a minha vida, para a minha formação, meu crescimento…

Confesso que inverteria um pouco a ordem das horas de dedicação às várias atividades às quais me dedico atualmente para poder incluir um pouco mais de lazer, cinema, teatro, arte, dança, viagensssssssssssssssss, mas tudo tem seu tempo, nada é por acaso, e  tudo faz parte de nossa evolução…

Enfim…tenho muito a agradecer por tudo o que vivo e experimento e peço ao universo que continue conspirando a meu favor para que eu tenha sempre mais a agradecer.

Obrigada por me acompanharem nesta caminhada. Continuem sempre visitando, seguindo, comentando no Espartilho e expondo suas opiniões ao que coloco aqui, afinal, como sempre digo: o Espartilho também é seu.

Falta de tempo, mas sobra amor!

Posted in Comportamento, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , on março 1, 2013 by Psiquê

2833095

Gostaria de aproveitar o ensejo para declarar mais uma vez, meu grande amor pelo Espartilho e me desculpar com meus fiéis leitores pela minha ausência. Tenho tido semanas muito pesadas de trabalho, com um trânsito cada dia pior, perdendo em média 3 horas por dia em deslocamentos, isso quando não levo 4 ou 5 horas…
Mas minha vontade de partilhar ideias com vocês e ilustrar meu amado blog com imagens lindas e posts interessantes é enorme.
Obrigada a todos que continuam visitando, fiquem à vontade em ler, indicar, comentar, criticar.
Beijos e um excelente final de semana.