Arquivo para inquietação

Seja feliz…

Posted in Comportamento, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 20, 2011 by Psiquê

julian-kan - via Aliciante

Nesta semana eu me deparei com uma frase bem interessante:  “A felicidade é uma vocação, um jeito de encarar a vida e as situações cotidianas…”. Ela não é de minha autoria, mas me trouxe uma certa identificação.

Apesar de viver um dia a dia corrido, tenso e repleto de novos desafios constantes…

…de querer cada vez mais da vida…de sentir um certo arrepio pelo tempo que passa…alguma dose de nostalgia pelo tempo que deixei passar sem agradecer pelas minhas conquistas diárias…

…considero-me abençoada e privilegiada, por tudo o que Deus (ou quem quer que tenha poder sobre nós, dependendo de cada crença) me dá todos os dias. O mais importante é saber que cada dia é uma nova oportunidade de engrandecer ainda mais essas bençãos. E hoje devo admitir, vivo a melhor fase de minha vida, seja pela maturidade, pelo físico, pelas pessoas que me cercam, pelas experiências que vivo. Por isso, não permito mais viver momentos que me fazem sofrer, pura e simplesmente por deixar de buscar a felicidade. Eu definitivamente não entendo porque há pessoas que lamentam a vida o tempo todo e deixam os dias passarem sem enxergar a maravilha de viver cada momento, de curtir cada minuto, de gostar de si e do que se é.

Eu não sei que sensação é esta, nem de onde ela vem, não entendo nada, mas é muito boa…

Como disse Clarice Lispector:  “Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.”

Meus amores, permitam-se gostar de si mesmos, de suas vidas, daqueles que fazem parte de suas vidas, pois isso se multiplica. Afastem-se daquilo que os machuca, busquem a felicidade nas pequenas coisas. Apenas isso! Ouçam uma música, leiam um livro, andem ao ar livre, dêem um beijo, dêem um sorriso, um abraço…se dêem a chance de ser feliz.

Essa tal de ansiedade…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 26, 2010 by Psiquê

Le Corset

Hoje compartilho com vocês algumas reflexões a respeito da ansiedade, uma vez que estou numa busca pessoal pelo controle e limitação das minhas ansiedades. O texto é do psiquiatra Isaac Efraim.

Para se livrar da ansiedade, primeiro é preciso entendê-la. A ansiedade é o resultado de um processo de aceleração da mente. Ela é desencadeada pelo contato com o novo, com o desconhecido que, geralmente, representa uma ameaça à nossa estabilidade. Ao preferir o conhecido, a mente cria a ilusão de que temos de controlar tudo. Inflige-nos a obrigação de antecipar os acontecimentos, como se isso fosse nos livrar de todos os males. Quando as sensações de instabilidade e de insegurança são classificadas na mente como algo desagradável, das quais temos que nos livrar, começam a surgir os quadros ansiosos.

Pensamentos negativos, associados à sensação de perigo iminente, agitação e inquietação, são algumas  das tensões psíquicas. Há também sintomas físicos: sudorese, boca seca, dores de cabeça, sensação de desmaio, aumento da intensidade e freqüência dos batimentos cardíacos, entre outros.

Imaginemos uma pessoa que vai fazer uma entrevista para um novo emprego. Ela não conhece o entrevistador, nem a empresa, não sabe exatamente o que deve falar para obter o emprego, e nem tem como obter estes dados na véspera. A mente começa: o que devo falar? como será o entrevistador? Qual será o perfil da empresa? E começa a acelerar em busca das respostas que não tem. Dá-se o looping da ansiedade. Quanto mais a mente não acha respostas no pensamento, nas experiências anteriores, mais se acelera, mais busca o controle e mais se acentua a sensação de pressa. Assim, os sintomas da ansiedade vão se impregnando sobre o indivíduo e prejudicam seu rendimento na entrevista.

Como, então, diminuir ou eliminar os efeitos dilacerantes da ansiedade? É preciso diminuir a atividade mental, o que gera uma sensação de paz de espírito e de calma. Algumas dicas:

  • Respire fundo, lenta e compassadamente pelo maior tempo que for capaz. Isso ajuda a desacelerar fisiologicamente o cérebro e, por conseqüência, a mente.
  • Entenda que, diante de um problema novo, a solução não está na mente, no pensamento, mas no fato em si.
  • Quando for possível, procure entender o novo, aumente as suas informações e seu conhecimento sobre ele. Não busque referências anteriores, isto aumentará a ansiedade. Se não for possível olhar para o problema (como no exemplo da entrevista), procure não pensar nele, tente distrair a mente.
  • Aceite conviver com a insegurança quando ela surgir, não queira se livrar dela, não tenha pressa. Quanto mais você aceitar conviver com a insegurança, mais calmamente ela irá embora e mais a sua mente se acalmará. Quanto mais você tentar se livrar dela, mais ela se tornará ansiedade.
  • Não se deixe enganar pela mente. Quando ela ficar buzinando que o pior vai acontecer, use palavras mágicas: seja o que Deus quiser, dane-se.

Mente acelerada é mente desequilibrada. Para livrar-nos da ansiedade, devemos aprender a escapar do seu domínio.

Isaac Efraim é psiquiatra especializado em consultoria comportamental, autor do livro “Tudo o Que a Grande Mente Capta”, em parceria com a jornalista Rosana Hermann, livro que analisa e dá possibilidades de modificações do comportamento. (Entrevista publicada na Isto é Gente)