Arquivo para insegurança

Relações líquidas

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 20, 2014 by Psiquê

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Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base a ideia de líquido, característica presente nas relações humanas atuais, inspirado na obra “Amor Líquido” – sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zygmunt Bauman. As relações se misturam e condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja real ou virtual.

Publicado no portal Obvious, pela autora Giseli Betsy, o texto que aqui compartilho, fala um pouco sobre nossos relacionamentos nos dias de hoje, sua fragilidade, fugacidade e falta de comprometimento. Acho bastante válida a reflexão.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos seus livros publicados venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles “Amor líquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade líquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.

Ele tenta nos mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva. Todos querem relacionar-se, mas chega na hora, não conseguem. Seja por medo ou insegurança. Bauman cita como exemplo um vaso de cristal, na primeira queda, quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.

É um mundo de incertezas. E cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual, e com a facilidade de se “desconectar” as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, caso haja defeito, descarta-se ou até mesmo troca-se por versões mais atualizadas.

O romantismo do amor parece estar fora de moda. O amor de verdade foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, na qual se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de estar amando, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem sabem direito seu real significado.

Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Zygmunt Bauman fala da “ Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável é aquilo que não nos dá escolha

A afinidade é, ao contrário do parentesco, voluntária. A afinidade é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo em uma sociedade de total “descartabilidade” até as afinidades estão se tornando raras.

Bauman fala também sobre o amor próprio. Afirma que as pessoas precisam se sentir amadas, ouvidas, amparadas ou que sintam sua falta. Segundo ele ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, o que fazemos é aceitar essa classificação. Mas com tantas incertezas, relações sem forma, líquidas, na qual o amor nos é negado como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos muito instáveis. E assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina, sem a certeza de nada. É uma descrição poética da situação.

“Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis […] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. […] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo”. Bauman

 

S: sedução, sexy, sensualidade, segurança…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 10, 2013 by Psiquê

Kimberly

Estava assistindo a uma entrevista na Globonews, no Programa Almanaque, feita ao cartunista Lan – italiano, mais brasileiro que existe, casado com uma brasileira mulata -!. Lan é conhecido por suas mulatas com bastante curvas e ele descreve o processo dizendo que começa com o traçado de um S. E, ao explicar, ele fala que o S tem peito e tem bunda, e várias palavras se iniciam com S: sensualidade, sedução, sexy, até sacanagem começa com S, reforçando esse movimento sensual de suas charges. Achei o trocadilho bem legal para dar início a este post.

Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual deixou a charge política para se especializar em charges sobre a cena carioca, ele diz que foi o mal humor que passava a ter quando retratava temas políticos. Dando continuidade à deixa do S do Lan, eu venho falar sobre Segurança. A foto deste post me inspirou para continuar este texto abordando este tema.

Nós seres humanos somos naturalmente competitivos e, por vezes, nos deixamos abater por momentos de insegurança. Claro que quando estes momentos beiram a patologia, eles precisam ser revistos com apoio profissional. Mas o importante é termos consciência de quem somos, o que queremos e como queremos chegar lá. A insegurança nos faz agir sem pensar e colocar os pés pelas mãos. S de segurança, em doses equilibradas, também – nos tornam ainda mais sexies, sensuais, sedutores, sacanas, safados, sensíveis…

Vaidade

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 25, 2013 by Psiquê

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Resolvi escrever este post, escolhendo primeiramente o título e depois a imagem. Normalmente, eu escrevo o texto e deixo a definição do título e da imagem para o final. Desta vez resolvi seguir ordem contrária, pois esta semana me serviu de mais uma oportunidade de aprendizado. Algumas atitudes me chocam ainda hoje…

Para começo de conversa, vamos definir a palavra vaidade…

VAIDADE

s.f. Desejo imoderado de chamar atenção, ou de receber elogios.
Ideia exageradamente positiva que alguém faz de si próprio; presunção, fatuidade, gabo: não teria a vaidade de intitular-se sábio.
Coisa vã, fútil; futilidade.
Alarde, ostentação, vanglória.

Definições a parte, eu sei que todos nós podemos vez ou outra sermos inseguros e demonstrar presunção para que aos olhos dos outros nossas fraquezas não sejam reconhecidas. Ocorre que há situações em que as atitudes das pessoas nos chocam, não pela arrogância e prepotência, mas pela falta de ‘nobreza e classe’ que alguns atos podem revelar, marcando e manchando várias das atitudes positivas que o mesmo tenha feito anteriormente.

O que me impressiona é que muitas vezes a grosseria é gratuita e desnecessária, pois as qualidades que o inseguro resolve impor pela força, muitas vezes, não precisam ser impostas, mas sim reconhecidas…

Ser arrogante só afasta a admiração natural que podemos sentir por pessoas que podem até exercer papel de líder, por pura insegurança daquele que não se enxerga como tal.

Não há dinheiro que pague esses valores… Agraciado é aquele que consegue ser humilde a ponto de se reconhecer humano, mortal e igual a qualquer outro semelhante. Sem procurar se impor humilhando o outro.

Fica a dica!

Viver ultrapassa qualquer entendimento…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 23, 2013 by Psiquê

Autoestima

É muito difícil encontrar fidelidade nas citações da internet…

Eu gostei muito do trecho que cito entre aspas a seguir, porém encontrei atribuições a Clarice Lispector e a Bob Marley. Na minha opinião ele não pertence integralmente a nem um nem outro. Mas foi feito um mix de frases de vários autores. É triste que as citações não tenham sua autoria preservada, mas eu achei as palavras, tão bem escolhidas que resolvi partilhar aqui com vocês.

“Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. São poucas as pessoas pra quem eu me explico…”

“Correr atrás daquilo que realmente queremos é uma obrigação nossa!! Viva.. ame.. pense.. erre.. e depois do erro corra atrás de refazer o seu acerto.. nada é pra vida toda… O importante é ser feliz sempre! Não pense no mal, pense apenas no bem, que assim a felicidade um dia vem.. Renda-se, como eu me rendi… Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei…”

“Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento – esta frase com certeza é da Clarice.”

Desejo a todos uma excelente semana!

Essa tal de ansiedade…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 26, 2010 by Psiquê

Le Corset

Hoje compartilho com vocês algumas reflexões a respeito da ansiedade, uma vez que estou numa busca pessoal pelo controle e limitação das minhas ansiedades. O texto é do psiquiatra Isaac Efraim.

Para se livrar da ansiedade, primeiro é preciso entendê-la. A ansiedade é o resultado de um processo de aceleração da mente. Ela é desencadeada pelo contato com o novo, com o desconhecido que, geralmente, representa uma ameaça à nossa estabilidade. Ao preferir o conhecido, a mente cria a ilusão de que temos de controlar tudo. Inflige-nos a obrigação de antecipar os acontecimentos, como se isso fosse nos livrar de todos os males. Quando as sensações de instabilidade e de insegurança são classificadas na mente como algo desagradável, das quais temos que nos livrar, começam a surgir os quadros ansiosos.

Pensamentos negativos, associados à sensação de perigo iminente, agitação e inquietação, são algumas  das tensões psíquicas. Há também sintomas físicos: sudorese, boca seca, dores de cabeça, sensação de desmaio, aumento da intensidade e freqüência dos batimentos cardíacos, entre outros.

Imaginemos uma pessoa que vai fazer uma entrevista para um novo emprego. Ela não conhece o entrevistador, nem a empresa, não sabe exatamente o que deve falar para obter o emprego, e nem tem como obter estes dados na véspera. A mente começa: o que devo falar? como será o entrevistador? Qual será o perfil da empresa? E começa a acelerar em busca das respostas que não tem. Dá-se o looping da ansiedade. Quanto mais a mente não acha respostas no pensamento, nas experiências anteriores, mais se acelera, mais busca o controle e mais se acentua a sensação de pressa. Assim, os sintomas da ansiedade vão se impregnando sobre o indivíduo e prejudicam seu rendimento na entrevista.

Como, então, diminuir ou eliminar os efeitos dilacerantes da ansiedade? É preciso diminuir a atividade mental, o que gera uma sensação de paz de espírito e de calma. Algumas dicas:

  • Respire fundo, lenta e compassadamente pelo maior tempo que for capaz. Isso ajuda a desacelerar fisiologicamente o cérebro e, por conseqüência, a mente.
  • Entenda que, diante de um problema novo, a solução não está na mente, no pensamento, mas no fato em si.
  • Quando for possível, procure entender o novo, aumente as suas informações e seu conhecimento sobre ele. Não busque referências anteriores, isto aumentará a ansiedade. Se não for possível olhar para o problema (como no exemplo da entrevista), procure não pensar nele, tente distrair a mente.
  • Aceite conviver com a insegurança quando ela surgir, não queira se livrar dela, não tenha pressa. Quanto mais você aceitar conviver com a insegurança, mais calmamente ela irá embora e mais a sua mente se acalmará. Quanto mais você tentar se livrar dela, mais ela se tornará ansiedade.
  • Não se deixe enganar pela mente. Quando ela ficar buzinando que o pior vai acontecer, use palavras mágicas: seja o que Deus quiser, dane-se.

Mente acelerada é mente desequilibrada. Para livrar-nos da ansiedade, devemos aprender a escapar do seu domínio.

Isaac Efraim é psiquiatra especializado em consultoria comportamental, autor do livro “Tudo o Que a Grande Mente Capta”, em parceria com a jornalista Rosana Hermann, livro que analisa e dá possibilidades de modificações do comportamento. (Entrevista publicada na Isto é Gente)

Cuidado com os detonadores de auto-estima

Posted in Casamento, Comportamento, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , on março 24, 2008 by Psiquê

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Photo by Козина Юлианна

Esse post está sendo escrito por absoluta revolta. Revolta em relação a relatos que ouvi recentemente de que alguns maridos não admitem, nem aceitam que suas mulheres invistam em tratamento estético ou tratamento psicológico que lhes permita desenvolver sua auto-estima e feminilidade.

Se você já passou por isso escreva seu depoimento aqui ou mande por email. Não se preocupe, manteremos seu anonimato caso não queira se identificar.

O que pode estar por trás disso tudo é a insegurança do marido, que incapaz de desenvolver sua própria auto-estima investe em detonar a de sua esposa, com medo de deixá-la desenvolver o poder adormecido dentro dela. Segurança, auto-estima elevada, consciência de seu poder de sedução e sensualidade, ferramentas que podem melhorar a relação, muitas vezes são impedidas de serem desenvolvidas por pura insegurança de alguns homens. Não duvido que eles façam isso com suas esposas, mas valorizem em outras mulheres. Quanta ignorância!

Esses homens detonadores de auto-estima podem estar escondidos na função de maridos, amigos, pais, mas o que mais me preocupa são os maridos/namorados que fazem isso com suas parceiras. Para cuidar do corpo ou do psicológico elas precisam mentir para seus parceiros, inventar desculpas de que vão ao supermercado, ao médico, ao fisioterapeuta, à casa da mãe, mas não podem dizer que vão fazer tratamento estético, tratamento psicológico, curso de pompoarismo ou de strip-tease, irão ao sex shop, etc.

Meu Deus, estamos na idade das cavernas ou na idade do absoluto egoísmo e egocentrismo masculino. Esse tipo de homem se sente ameaçado por insegurança e medo. Não deixe isso acontecer. Mulheres se estão ao lado de um homem como este e não fazem nada vocês estão aceitando isso. Cabe a vocês impor limites a esses detonadores de auto-estima e se amarem de uma vez por todas. Vocês merecem o melhor, merecem ser amadas, respeitadas e acima de tudo admiradas. O desejo e o amor passam pela admiração e pelo respeito.

Aceitar-se e ser feliz!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , on novembro 16, 2007 by Psiquê

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A difícil arte de aceitar-se como é, valorizar suas qualidades físicas e comportamentais e colher os frutos de estar segura, com auto-estima em alta e satisfeita com seu potencial é um dilema que aflige todas as mulheres em algum momento de sua vida.

Às vezes, há oscilação entre momentos de segurança e insegurança. Comparar-se ao outro pode ser um perigo! Muitas vezes inspirar-se nos padrões de beleza e nos exemplos admiráveis de outras mulheres pode servir de incentivo à melhoria, mas tornar-se escravas de padrões pode ser uma verdadeira prisão.

Reconhecer os pontos fortes e valorizá-los é o segredo para estar segura e arrasar. Não adianta querer ser o que não se é. Claro que hoje com os recursos estéticos disponíveis e se esses estiverem ao nosso alcance, não há mal nenhum em usá-los, desde que isso não agrida nossa natureza. Quantas meninas lindas preferem curtir a infelicidade de não se aceitar e buscam sempre copiar padrões de beleza que estão além de suas possibilidades físicas.

Aceitar-se e trabalhar a auto-estima é o primeiro passo para ser feliz e não adianta tratar do corpo, sem pensar em considerar o cuidado com o psicológico. Recentemente, minha terapeuta organizou dois workshops um sobre Crescimento Emocional, outro sobre Sensualidade. Na ocasião, um grupo de mulheres se reuniu para ouvir e partilhar suas experiências. O grupo foi um sucesso e promete passar a ter uma edição semanal!

Leia mais sobre esse tema em: Bolsa de Mulher

Outras Matérias que envolvem auto-estima. Entre e fique à vontade!!!