Arquivo para intimidade

O que realmente querem as mulheres?

Posted in Comportamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 24, 2013 by Psiquê

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No programa Saia Justa da semana passada, Daniel Bergner, autor do livro O que realmente querem as mulheres?, foi entrevistado.

Não sei se o livro responde às perguntas cientificamente, mas pela abordagem feita no programa, parece que o estudo é sério. O autor defende que a monogamia feminina foi conveniente para a nossa sociedade. Na pesquisa, as mulheres, ao contrário do que declaram, reagem muito mais do que dizem a estímulos com pornografia, revela o autor. Sei que estou bastante curiosa em ler o livro, caso já tenham lido, compartilhem conosco sua opinião.

Sinopse: “Quando se trata de sexo, a sabedoria comum diz que os homens vagueiam enquanto as mulheres anseiam por proximidade e compromisso. Mas neste provocante livro, Daniel Bergner transforma tudo o que pensávamos que sabíamos sobre a excitação e o desejo feminino. Baseando-se em uma extensa pesquisa e entrevistas com renomados cientistas comportamentais, sexólogos, psicólogos e mulheres, ele nos obriga a reconsiderar noções de longa data sobre a sexualidade feminina. Esta viagem ousada e cativante para o mundo do desejo feminino explora respostas a questões instigantes como: • Será que as mulheres são naturalmente monogâmicas? • Será que elas realmente desejam intimidade e conexão emocional? • As mulheres estão mais dispostas ao sexo com estranhos do que a ciência ou a sociedade já deixou transparecer? • O “sexo frágil”, na verdade, mais sexualmente agressivo e anárquico do que os homens?”

Hipocrisia e imaturidade

Posted in Comportamento, Curiosidades, Desrespeito, Erotismo, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 13, 2013 by Psiquê

Quero compartilhar aqui um texto do site LOL, que achei de uma lucidez fenomenal. Muitas vezes, não nos damos conta de que nossa sociedade liberal, conhecida por seus ícones erotizados, é tão hipócrita e conservadora, competindo, por vezes, com a norte-americana.

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A HIPOCRISIA BRASILEIRA OU COMO O BRASILEIRO AMA CONDENAR O MATERIAL QUE CONSOME

Outro dia mesmo eu falava no Twitter sobre o estranho comportamento brasileiro.

(Abro parênteses para reconhecer o óbvio: não é algo exclusivo do brasileiro. Há casos nos EUA de jovens que se mataram por sofrerem bullying após “cairem na net”. Falo do brasileiro porque é sob essa perspectiva que vivo e vejo pessoas serem afetadas e porque, no Brasil, esse comportamento parece se manifestar em massa e não como exceção.)

O Brasil é amante de bunda, de carnaval, de putaria. São alguns de nossos cartões de visitas e sabemos que não é falsa impressão. Aqui se pratica e se aprecia a putaria. Aliás, isso não é nossa exclusividade. Toda cultura aprecia putaria. Mesmo as mais fechadas. Mas aqui a gente a aprecia publicamente. Temos Carnaval, temos panicats. Grandes marcas de cerveja usam bundas para se venderem.  Gostamos de mulheres nuas e sensuais. Gostamos de sacanagem. Mas não gostamos das mulheres que as proporcionam.

O brasileiro parece ter fetiche pela mulher anônima. Apoia e incentiva a nudez, a orgia, a sacanagem (vejam a nossa Galeria da Fama), mas abominam a mulher que se deixa descobrir. A “diva”, o “sonho de consumo” se transforma imediatamente na “vadia” ou, condescendentemente, na “burra e inocente que se deixou filmar” quando descoberta.  Me lembra uma cena de “A Máfia no Divã” em que Robert de Niro fala sobre sexo oral com seu analista. Ele diz que adora receber e, quando o analista lhe pergunta se a mulher dele o chupa, ele responde indignado “Claro que não! Com a mesma boca que ela beija nossos filhos?”.

Essa DOENÇA SOCIAL do brasileiro se manifesta mesmo aqui, no LOL, um site que, supostamente, atrai um público mais mente aberta e liberal. Reparem bem. Sites gringos do mesmo gênero estão repletos de fotos de garotas nuas mostrando o rosto com orgulho. Não é que a culpa seja das brasileiras. Como as gringas, elas gostam de se exibir, ter o corpo apreciado, comentado, de ser um estímulo intocável para uma multidão de homens. Que ser humano não quer se sentir desejado? Mas, diferente das gringas, a brasileira vive sob uma realidade diferente. É obrigada a esconder o rosto como se fosse criminosa pois sabe que seria condenada como tal pela sociedade IMBECIL em que vive.

E isso não é o pior! A síndrome de protetor da moral é tão grande que, mesmo as meninas cujos vídeos PESSOAIS foram parar na internet contra sua vontade, são taxadas de “vagabundas” e condenadas ao ostracismo social. É um sintoma muito grave e triste da sociedade em que vivemos. Tudo é permitido, desde que escondido. Se seu vídeo transando com seu marido ou namorado for parar na internet, você se converterá imediatamente em vagabunda, puta ou meretriz. E, pior. Os mesmos que te condenam, são os mesmos que baixam seu vídeo para se masturbarem.

É uma sociedade nojenta e apavorada consigo mesma, que se julga no direito de infernizar a vida de uma mulher só porque um vídeo dela em um momento íntimo caiu na internet. Como se fosse ANORMAL chupar o pau do marido ou pedir para ser comida de quatro.

O brasileiro é um viciado em CRACK que detesta o traficante. Ama o vício, mas se recusa a se sentar à mesa com o fornecedor. É um homem inseguro. Defensor de uma moralidade falsa que não pratica. É o cara que fica até mais tarde no trabalho para transar com um travesti na rua e fazer com ele aquilo que acha impensável fazer com a própria esposa.

É um homem infeliz, infantil, falso-moralista e injusto. E digo “homem” aqui no sentido mais amplo. Porque as mesmas mulheres que condenam fulana por terem cometido o CRIME de ser filmada transando com alguém perdem o sono pelo desejo de serem comidas como mulheres de verdade e não como santas.

Temos uma curiosidade mórbida,  um desejo incontrolável e nocivo de divulgar,condenar e propagar o que não é diferente do que fazemos em particular.

UPDATE: No furor da escrita da madrugada (vinho), me esqueci de mencionar outro sintoma do grave machismo e misoginia de que padece o brasileiro.  Em quase todos os casos de “caiu na net” é possível observar um padrão. Um casal, em um momento íntimo decide filmar sua transa. Pode ser por insistência do parceiro ou por pedido da própria mulher. O importante é que ambos concordaram em registrar aquele momento íntimo para verem depois. É uma comunhão de vontades. É um passo adicional de intimidade. Algum tempo depois o vídeo vai parar na internet porque o homem resolveu mostrar para um amigo (atitude completamente infantil e doentia) ou botou online de propósito. Em uma sociedade normal, que pensasse racionalmente, o homem seria execrado pela covardia e injustiça que cometeu. Seria punido legal e moralmente. Perderia amigos, afinal, quem quer ser amigo de alguém que trai a confiança dos outros tão flagrantemente?

Mas não é isso que vemos acontecer. O homem que jogo o vídeo na internet desaparece dos comentários. Como vetor de todo o problema ele é ignorado. Todos os comentários se focam na mulher que, de vítima, se transforma em ré. É ela a vagabunda que se deixou filmar. É ela a burra que confiou nele, como se ele não pudesse ser condenado por suas ações. É uma inversão doentia. É a lógica de culpar a vítima pelo estupro.

Há casais que curtem se filmar para ver depois. Eu curto. Muitas de minhas namoradas curtiam. O problema não está aí. É tão grave assim o ato de se deixar filmar que transforme um boquete inocente em ato merecedor de punição? Se eu fosse um babaca inseguro ou amargurado e resolvesse jogar algum desses vídeos na internet a culpa seria de algum delas? NÃO! Seria minha, e só minha.

Dito isso, dou-me a liberdade de reproduzir um texto que li no Pimentaria. Reproduzo na íntegra (e já peço perdão à autora), porque considero amostra clara de como esse moralismo barato e gratuito pode destruir a vida de alguém que é exatamente como eu ou você.

“Fran,

Meu celular acabou de apitar avisando uma mensagem nova no Whatsapp. Era um vídeo de 13 segundos em que você aparece fazendo um boquete e perguntando ao câmera: “quer meu c*zinho apertadinho?” – fazendo um sinal de OK. Eu deveria ter achado graça, caído na gargalhada e compartilhado com outros contatos. Porque, afinal, é só mais uma “vagabunda que se deixou filmar” e cujas imagens acabaram vazando para milhares (milhões?) de desconhecidos. Como se nenhuma moça “direita” pudesse chupar um pau ou ficar de quatro. Como se ninguém falasse baixarias a dois. Como se fosse absurdo realizar a fantasia de ser filmada enquanto transa.

Eu não te conheço, mas descobri que você é uma universitária de 19 anos e mora em Goiânia. Não sei quem era o cara do vídeo nem a relação que você tinha com ele. Se era amante, namorado, marido, affair de uma noite. Se você foi “ingênua” ou “safada”, se tem uma índole boa ou ruim. Simplesmente não interessa. Nada disso justifica o massacre contra você e sua família. Qual o tamanho da sua dor agora? Soube que você não está frequentando as aulas e foi afastada da loja de roupas em que trabalhava por causa do assédio. A delegada que cuida do seu caso disse que você disfarçou a aparência para não ser reconhecida, que está abatida de tão triste.
Lamento muito por todos os comentários grotescos e ofensivos que têm circulado na internet. Eles foram feitos pelas mesmas pessoas que acreditam que, se estava de saia curta na rua, pediu para ser estuprada. Tipo: não queria ser exposta, então não deveria ter se deixado filmar. É uma lógica machista que inverte os valores. Você é puta – e não o cara, um mau-caráter. Querida, nossa sociedade está mergulhada nos próprios pudores. Não há nada de errado no que você fez. A cretinice da história toda pertence somente àquele(a) que primeiro repassou o vídeo de um celular privado para uma rede infinitamente invisível.

Espero que você tenha visto a página Apoio à Fran, já com quase 2 mil apoiadores no Facebook: “ela é a vítima”. Sabe, em 2006, uma jornalista que eu venero contou uma história parecida com a sua. Fotos de uma garota de 20 anos transando com dois caras foram parar no Orkut. Ela e a família precisaram mudar de cidade para recomeçar a vida publicamente destroçada. Eu desejo que você consiga se perdoar. Posso imaginar a culpa e a vergonha que você está sentindo. E torço para que os leitores dessa carta sejam mais humanos e menos hipócritas do que eu tenho visto por aí. A foto desse post é o abraço que eu gostaria de te dar.

Nathalia Ziemkiewicz, jornalista e autora do site Pimentaria”.

UPTADE: Uma amiga de Fran me contou que ela só sai de casa para ir aos advogados e à delegacia. Está em pânico, morre de medo de ser reconhecida.

Casamento na Livraria…

Posted in Casamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 11, 2013 by Psiquê

Bouquet

Hoje descobri o blog Colher de Chá Noivas, escrito pela jornalista Manoela Cesar. Não precisa dizer que gostei tanto do blog dela que linkei antes mesmo de decidir que meu post de hoje seria inspirado nele. De cara me deparei com o post sobre o casamento do casal Laura e Marcos, que ocorreu na Livraria da Cultura de São Paulo. As fotos do bouquet, do estilo vintage dos noivos e do bolo, com vários detalhes preparados com folhas de livro me deslumbrou!!! Eu achei o máximo da criatividade e do bom gosto.

Nas palavras de Manoela: “Apaixonados um pelo outro e pela literatura, uniram estes dois amores em uma noite super charmosa, de um jeito bem descontraído. O romantismo e o lirismo da cerimônia puderam ser sentidos já na lista de presentes. Entre os presentes sugeridos pelos noivos, muitos livros para a biblioteca do casal. Tudo aconteceu de uma forma muito intimista, com a cara deles. O making of da noiva foi feito no próprio apartamento do casal e reuniu mãe, amigas e madrinhas, que ganharam de Laura um mimo para marcar a data: um colar e uma carta. O noivo, que se casou de chapéu, também fez questão de prestigiar os amigos e deu a cada padrinho um soldadinho que ganhou de seus avós na infância e uma carta de agradecimento. Em seguida, brindaram o grande dia com o pai de Laura.”

Para completar meu deslumbre, a noiva é fã da minha predileta, Clarice Lispector e trechos de suas obras foram lidos na cerimônia. Ai, ai…

Tenho certeza que a ideia também vai cair no gosto da minha amiga Mariana, cujo bouquet de broches e as madrinhas de negro com casquetes coloridas também foi o máximo!

Bolo

Vejam alguns detalhes que a Manoela Cesar amou e eu também:

  • A ideia de casar entre os livros, claro, a irreverência e a intimidade que este ambiente trouxe para a celebração.
  • O bouquet da Laura e a lapela do Marcos, em papel, feitos com páginas de livros (Amei!!!);
  • Todos os acessórios da noiva, especialmente o sapato, vermelho de corações, ousado e irreverente, e o voillete.
  • O noivo relendo a dedicatória do livro que a então amiga Laura lhe deu, em 2006!
  • Os soldadinhos que eram os tesouros da infância de Marcos sendo entregues aos padrinhos;
  • Os noivos terem entrado juntos;
  • O bolo e o topo do bolo, que seguiram a ideia das páginas de livros como destaque (Também amei!!!);
  • Ter uma banda de Jazz (tive no meu casamento e super recomendo ter uma banda instrumental dançante em sua festa, agrada a todos!)

Sapato

Segue a lista de fornecedores do casal Laura e Marcos:  Fotografia e Video: Mario Lima Fotografia | Flores: Open House | Celebrante: Amigos da noiva | Cartola do noivo: Plas | Cabelo e make: Keyla Issobe | Buffet: Banqueting | Bolo: Maria Bolo | Buquê: Etsy – Charlene Rucker | Música de entrada: Amigo dos noivos (marcha nupcial para os padrinhos e Wave do Tom Jobim para os noivos) | Identidade visual: Convite Draft FCB (presente da Cultura) | Vestido de Noiva: Comprado On Linear :)| Sapato: Sarah Chofakian | Acessórios: Scarpelli e Família da noiva | Assessoria: Open House | Produtor musical: Fernando Montanha | DJ: Daniel Cohen  | Banda: Frigazz

Parabéns Manoela pelo blog lindo e aos noivos pela ideia genial e criativa!

Amizade e Mulheres

Posted in Comportamento, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , on março 30, 2008 by Psiquê

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Esta semana recebi a mensagem abaixo de uma amiga que me é muito querida, a Graziella. Primeiro partilhei a mesma com algumas outras amigas também especiais. Hoje resolvo partilhar com vocês. O que mais me chamou a atenção é que ela fala de todos os tipos de amigas que temos, até aquelas que vacilam quando mais precisamos. Por isso achei tão rica a mensagem.

Há quem diga que mulheres, quando são amigas, ficam insuportáveis…

…Porque concordam sempre uma com a outra e não se desgrudam.

A vida nos apresenta milhares de pessoas. E cada uma delas vem cumprir um papel em nossa vida.Todas elas ficam na nossa memória, nos nossos hábitos, nas nossas fotos, nos nossos guardados…Eu tenho saudade de todas as amigas que já tive na vida.

Tem as amigas da família, as primas, irmãs e tias, que sempre estão indo e vindo da sua vida, provando que o tempo passa, mas certas coisas nunca mudam. Aquela amiga desbocada que só fala palavrão e se mete em encrenca, mas faz você rir muito. Tem aquela com quem você anda de braços dados pra todo canto. Aquela pra quem você contou sobre o primeiro garoto que você gostou. Aquela que te dá toques sobre roupas, pessoas, corte de cabelo e comportamento.

Tem aquela outra que é chorona, aquela que critica você a cada cinco minutos, aquela “Nerd” e “CDF” que sabe de tudo, e aquela melosa, que gosta de abraçar e mandar recadinhos de amor. E aquela com quem você dividiu a cama naquela viagem que foi
o maior programa de índio da sua vida. Aquela pra quem você conta absolutamente tudo, e que você sente que foi entendida.

Aquela que te dá broncas e manda você parar de roer as unhas. Aquela que não tem vergonha de dizer que te ama. Aquela que apresenta os melhores caras. Aquela que passa com você o momento mais difícil da sua vida. Aquela que te liga todo dia. Aquela intelectual, que te ensina milhares de coisas. Aquela que abraçou em silêncio e sentiu você chorar e aquela que virou as costas quando você mais precisou. Aquela que faz tudo que você pede, e aquela egoísta. Aquela que ouve quando você está apaixonada e passa horas falando do mesmo assunto. E aquela que entende quando você a deixou pra ficar com seu namorado. E aquela outra que exige a sua atenção.

Tem também aquela idealista, com que você discute horas, os problemas existenciais da humanidade. Aquela que só liga no dia do seu aniversário, e que mesmo assim você adora. Aquela que parece sua mãe, e vive pra te dar conselho. Aquela de quem você sente muito ciúme. Aquela que você invejou secretamente.

Tem também aquela, por quem você sente um carinho enorme desde a primeira vez que viu. Aquela que pede a Deus por você, quando ora. Aquela que você magoou porque a trocou por outra que não valia nada. Aquela que te deu o conselho certo, mas que você não ouviu. E aquela única, com quem você divide o que tem de mais precioso…

Aquela que paga coisas para você, quando você está sem grana. Aquela que você arrumou o véu, antes dela entrar na igreja pra se casar. Aquela que era a mais chegada, mas sumiu e você nunca mais soube. E aquela que é uma irmã pra você. Tem quem não possui tantas amigas assim, mas tem aquela que vale por todas!!! Aquela que é sempre uma companhia gostosa, mesmo que o programa seja: ”não ter nada pra fazer”…

E tem também a melhor amiga. Aquela que é simplesmente “aquela”. Claro, os homens também sabem ser bons amigos. Também deixam ótimas lembranças. Mas nada é igual à amizade entre duas mulheres. Um grande beijo para as amigas que vierem a ler isso, para as que não vão ler, para aquelas que estão perto e longe de mim, para aquelas que eu lembro a todo minuto e para aquelas que eu esqueci. Digo sem piscar que a amizade vale a pena. E quem me ensinou isso, foi você!