Arquivo para limites

Somos todas vadias?

Posted in Comportamento, Sexualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 26, 2016 by Psiquê

Hoje me deparei com vários textos legais originalmente publicados na Revista Capitolina. Este que compartilho com vocês hoje é de 2015, mas bastante atual.

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Somos todas vadias?

Muito se fala sobre o que parece ser a maior conquista das mulheres pós-sufrágio feminino: a liberdade sexual. Mas será que ela é real mesmo?

Antes de começar e para evitar falsas polêmicas, já adianto aqui que o objetivo do texto é fazer algumas considerações sobre problemas que acredito que existam no discurso da liberdade sexual – não é julgar quem se sente empoderada e feliz e realizada com isso, ok?

Para então discutir o tema, vamos por partes:

A conquista da liberdade sexual – A liberdade sexual foi, de fato, uma conquista do movimento feminista lá pelos anos 1960 e 1970 – é dessa época que data também a conquista do anticoncepcional. Houve, neste período, uma maior liberalização das condutas sexuais das mulheres, que, em geral, ““““deixaram”””” de ser julgadas por serem sexualmente ativas.

Ativas e não livres – Isso nos leva a um dos pontos problemáticos do discurso da liberdade sexual nos dias de hoje: vende-se a ideia de que as mulheres são sim muito mais livres e empoderadas sexualmente do que as nossas avós, mas será mesmo? É claro que vivenciamos mudanças, e há quem diga que mudanças para melhor, mas é preciso se perguntar se a “liberdade” que temos hoje é real.

As milhões de aspas são para reforçar que, apesar de uma relativa evolução, as mulheres ainda são muito julgadas pela sua sexualidade – principalmente quando esta sexualidade não está de acordo com a norma heterossexual.

Recortes são necessários – Quero dizer que as mulheres não são julgadas por sua conduta sexual, desde que sua sexualidade sirva ao consumo masculino, ou seja, que seja heterossexual, branca, magra, rica e linda. Mulheres negras, lésbicas, gordas, pobres ainda sofrem sim muito julgamento pela sua conduta sexual.

É preciso problematizar – Não nego que o discurso da liberdade sexual foi uma bandeira bastante importante para o feminismo de gerações passadas, mas não é por isso que não se pode problematizá-lo. Não podemos alcançar marginalmente uma conquista e nos sentirmos satisfeitas, é preciso ir além. É preciso alcançar liberdade real, disputar o discurso com o patriarcado, que, aliado ao capitalismo, hoje reverte as conquistas sociais em mercadoria.

Pressão social e dominação – É frustrante como o patriarcado conseguiu se apropriar desse discurso tão importante para as mulheres e hoje o reproduz como mais uma forma de dominação. Existe uma pressão enorme pela sexualização precoce, pela liberação sexual que, ao invés de empoderar, traz mais vantagens para os homens, que cada vez são mais isentos de responsabilidade afetiva e até de respeito com suas parceiras.

Ressignificação dos símbolos – Um dos movimentos que mais agrega mulheres e que mais têm visibilidade na mídia nos dias de hoje é a Marcha das Vadias, que ocorre em diversas cidades do país e do mundo. A ideia central é que “se ser vadia é ser livre, somos todas vadias”. O que está por trás desse slogan é a tentativa de ressignificar o termo “vadia”, que hoje, segundo o coletivo, é usado para designar mulheres livres sexualmente.

Mas será que é possível ressignificar os símbolos usados pelo patriarcado para nos oprimir? Muitos outros movimentos e coletivos criticam a atuação da Marcha das Vadias porque o termo “vadia” tem pesos diferentes para mulheres diferentes – novamente há a necessidade de se fazer recortes. E então deixo um trecho de Audre Lorde que exemplifica a problemática da tentativa de ressignificação dos signos patriarcais:

“As ferramentas do mestre nunca vão desmantelar a casa do mestre”

*****

É claro que muitas mulheres são empoderadas o suficiente para exercer sua liberdade sexual, mas é preciso estar atentas para relações onde este poder é ilusório. A liberdade sexual ainda hoje se depara com limites e uma liberdade com limites não é liberdade real.”

– Gabriella Beira

 

Individualidade e coerência

Posted in Comportamento, Estética e Beleza, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 29, 2014 by Psiquê

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Eu malho para comer…

Foi com essa frase que Thalita Rebouças me motivou a escrever este post. O depoimento foi dado no programa Superbonita do GNT desta semana (no do episódio 23/2014), em que se tratou do tema: envelhecendo bem. Eu gostei muito das ideias de Thalita Rebouças e de Luiza Brunet (cuja postura já destaquei aqui em outro post) sobre como envelhecer bem. Saber envelhecer é uma arte e cuidar de sua autoestima, respeitando seus limites, seu corpo e seu biotipo é fundamental para estar bem e fazer o que mais tem a ver com você.

Thalita disse que está superfeliz com a proximidade dos 40 anos e que ao virar balzaca (fazer 30 anos) ela se sentiu superfeliz, mas hoje se sente ainda mais feliz com 39 anos e acha que esta década entre os 30 e 40 anos foi a mais feliz de sua vida…ela se diz mais madura, mas segura, mais realizada. Ela confessa que não liga muito para doce, mas adora uma empada, por isso malha para poder comer…

Por que não buscamos o que nos faz bem, procurando ter mais saúde, cuidar do bem-estar, sem exceder os limites e sendo feliz? Para que viver aprisionada em busca de padrões corporais determinados pela sociedade, malhando feito louca, se privando de alimentos, para tentar alcançar um biotipo que não é o seu? Olha que eu não me prendo a desejos gastronômicos tão específicos como o da Thalita, mas o equilíbrio é fundamental em tudo…

Já Luiza Brunet, além de lindíssima e supercoerente em relação às mudanças que a idade nos exige para que saibamos nos vestir e nos cuidar com sabedoria e sem modismos, dá dicas fundamentais para estar sempre bela. Para que um look exagerado em relação à procedimentos que exageram e estragam a sua fisionomia? Para que usar uma roupa que não condiz com seu biotipo e sua idade. Usar mini-saia, por exemplo, na concepção dela é para mulheres com pernas bonitas, magras e altas…com o passar do tempo, uma saia lápis, mais compridinha com uma blusa fica mais elegante e adequado para o seu biotipo aos 52 anos e por que não se adequar a isso e ficar ainda mais bela?

Todas essas ideias, mereceram o meu destaque aqui, pois vivemos sendo pressionadas em relação à adequação a biotipos que, muitas vezes, não são os nossos…

Na minha opinião, e isso já disse outras vezes, quando respeitamos o nosso próprio biotipo, escolhendo a roupa mais adequada a ele, as cores que mais combinam com o nosso tom de pele, o tipo de vestimenta que valoriza o nosso corpo, a atividade física, os cuidados com saúde e os tipos de alimentação que se nos fazem bem, tudo se torna muito mais prazeroso e simples.

Procure viver bem, adotando atividades físicas que te satisfazem, alimentando-se com consciência de que bons alimentos nos fazem funcionar mais harmonicamente e procurando se afastar de situações angustiantes, estressantes e desequilibrantes.

Namastê!

Compartilhar

Posted in Comportamento, Conscientização, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 27, 2014 by Psiquê

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Quando escolho uma prática que me faz bem, sinto um ímpeto por compartilhar com aqueles que gosto. Muitas vezes eu só o faço se houver algum estímulo ou interesse daqueles que me cercam, no intuito de não parecer inconveniente ou pedante…

Estava pensando em um tema para uma apresentação que preciso fazer para um curso e fui orientada a escolher um tema que goste bastante. Pensei em escrever sobre o yoga, mas como no meu dia a dia, em uma conversa ou outra acabo compartilhando os benefícios que esta prática trouxe para minha vida, fiquei com receio de ser repetitiva ou invasiva…

Compartilhar ideias, práticas e interesses que nos fazem bem, pode trazer ajudar a quem ouve, mas pode também parecer inapropriado se a pessoa não quer ou não acredita naquela prática. Por isso, que dentro de certos limites, podemos e devemos compartilhar sempre, respeitando o interesse do outro em ouvir – ou seja, sem imposições – e também o seu próprio tempo. Pode ser que plantemos a semente e o outro, naquele momento, não acredite ou não queira adotar aquela prática.

Mas o simples compartilhar já pode representar uma sementinha…

Eu quero compartilhar minha gratidão, por conseguir hoje, fazer escolhas mais saudáveis, mais tranquilas, mais energizantes. Eu quero agradecer pela oportunidade de me alimentar bem, de respeitar meu corpo, meus limites, meus gostos. Quero fugir de discursos que me aprisionem na ideia de que tenho que seguir padrões de comportamento e de beleza que não condizem com o meu bem-estar. Quero, ainda, refutar qualquer possibilidade de adotar hábitos que me firam e que possam ir contra aquilo que acredito ser o melhor para mim. Quero manter a fé na vida e a gratidão por tudo o que tenho e vivo, desejar sempre mais da vida, saber que meu corpo é meu templo e que tenho que amá-lo e respeitar meus limites, alimentar-me saudavelmente, ingerindo alimentos que me fazem bem, exercitar-me todos os dias – ou sempre que possível -, praticar yoga pelo menos 3 vezes por semana, beber muita água, hidratar o meu corpo, meditar, dormir bem, sorrir, amar…

Estas são algumas das minhas resoluções para este ano que finda e para os próximos…

Compartilho aqui com vocês a gratidão por estas práticas e descobertas.

2014 foi um excelente ano de mudanças.

Namastê!

Foco e persistência

Posted in Comportamento, Estética e Beleza, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 18, 2014 by Psiquê

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Já compartilhei algumas vezes com vocês o quanto o treino funcional diário me faz bem, agindo em mim como uma espécie de terapia. Através do treino, consigo manter bons hábitos de saúde, boa forma e meu humor em equilíbrio…

O treino passou a ser parte da minha vida! O mais importante de um programa de transformação na vida com adoção de hábitos saudáveis é não incluir mudanças que fogem à sua natureza ou que sacrificam o organismo de maneira muito radical. Mais importante do que viver de dieta e mudar completamente os hábitos prejudiciais, adotando costumes e hábitos saudáveis que, aos poucos, tornam-se parte de nós: exercícios físicos regulares, alimentação diversificada, magra e saudável, ingestão de bastante água e pouco álcool e refrigerante, adoção de atividades relaxantes e que nos fazem bem como massagens, terapias, yoga, pilates, pintura, desenho, escultura e tudo o mais que agradar a cada um agregam valor a essa busca pelo bem estar.

Eu quero chegar a uma meta, a um corpo magro e forte, saudável e bonito, mas sem paranoias ou desespero. Para isso, muitas vezes tenho que vencer o cansaço, ter foco e persistência para mesmo querendo dormir, ir para o treino, evitar comidas gordurosas, excesso de doces, etc.

É sempre bom procurar uma atividade que te faça feliz, sem grandes sacrifícios ou, cujos benefícios de praticá-la, compensem os “sacrifícios” que as vezes exigem de nós. Cada meta conquistada, cada grama perdido, cada centímetro reduzido aumenta a disposição e nos ajuda a continuar em busca de uma vida mais saudável e feliz. Procure respeitar seu limite e aquilo que te faz bem, sem se impressionar com o que outras pessoas fazem. O estímulo é bom para se espelhar, mas sempre dentro dos nossos próprios limites!

Qual atividade que você mais curte? Tem dicas de hábitos saudáveis? Querem compartilhar?

Sinta-se à vontade em compartilhar conosco.

Boas dicas!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 31, 2014 by Psiquê

O projeto Yoga na Laje foi criado em julho de 2012 e tem por objetivo levar a prática do yoga às comunidades pacificadas da cidade do Rio de Janeiro. A primeira unidade está em funcionamento na Rocinha, São Conrado – Rio de Janeiro. Ontem, conheci o projeto pelo facebook e gostei muito da ideia. Espero que ela seja ampliada para outras áreas.

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Resolvi compartilhar, aqui, algumas boas dicas, escritas no perfil do projeto no facebook. Vejam a seguir:

Saúde:

1. Pratique Yoga;
2. Durma 8 horas por dia;
3. Coma o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4. Viva com os 3 E’s: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5. Ande mais a pé e de bicicleta;
6. Brinque com seus irmãos, filhos e netos;
7. Leia mais livros do que leu em 2013;
8. Sente-se em silêncio pelo menos 15 minutos por dia;
9. Arranje tempo para orar;
10. Beba muita água, menos açúcar, menos sal.

Personalidade:

11. Não compare a sua vida a dos outros. Ninguém faz ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tem controle;
13. Não exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14. Não se torne demasiadamente sério;
15. Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16. Sonhe mais e faça planos;
17. Inveja é uma perda de tempo;
18. Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19. Não odeie;
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. Tenha consciência que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte do curriculum, que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;

Sociedade:

25. Entre mais em contato com sua família e amigos;
26. Dê algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoe a todos por tudo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia; até os seus colegas de trabalho;
30. Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho é UMA parte da sua vida;

A Vida:

32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34. Agradeça sempre;
35. Por muito boa ou má que a situação seja…. Ela mudará;
36. Olhe-se nos espelho e diga: – Eu posso !!!!
37. O melhor ainda está para vir;
38. Assim que acordar espreguice, estique o corpo e tenha um pensamento positivo;
39. Mantenha seu coração sempre feliz.

Achei as dicas excelentes, compartilhe. E se tiverem outras, estamos abertos a ouvi-los.

Livros e mais livros

Posted in Curiosidades, Geral, Profissão, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 21, 2010 by Psiquê

Tehanu's hands

Hoje entrei na livraria e peguei dois livros para ler. Foi uma escolha tão rápida que em 10 minutos estava no caixa comprando os dois. O primeiro tem um título engraçado: Os homens preferem mesmo as loiras? A ciência por trás do sexo, do amor e da atração.

Sinopse:  “Se você sempre quis saber por que fazer algo perigoso aumenta a atração, por que os homens ficam atrapalhados quando veem uma mulher bonita ou por que as pessoas parecem mais atraentes quando outras se interessam por elas, não pode deixar de ler Os homens preferem mesmo as loiras? Em cerca de 100 perguntas e respostas, Jenna Pincott explora a ciência por trás do sexo, do amor e da atração.

Para desvendar o que torna certas pessoas atraentes umas às outras, a autora percorreu campos tão diversos quanto a neurociência, a ciência cognitiva, a biologia e a psicologia evolutiva. Longe de tirar o mistério do amor e da atração, os estudos funcionam como uma pista e mostram que, embora cultura e experiência pessoal afetem as nossas decisões, forças ocultas do desejo nos influenciam de maneira incontrolável.”

O outro, que, por sinal peguei primeiro se intitula: O guia da mulher ousada para uma vida espetacular. O livro trata do seguinte dilema:

Sinopse: “Ao dar prioridade à rotina profissional e familiar, algumas mulheres acabam renunciando à realização pessoal e não criam projetos novos ou realizam antigos desejos. Em O guia da Mulher Ousada para uma vida espetacular, Natasha Kogan desafia as leitoras a se lançarem em uma vida mais divertida. Desde rir de si mesma de vez em quando até aprender a lidar com os próprios defeitos, as lições da autora mostram que atrevimento é a palavra-chave para quem quer ser uma verdadeira Mulher Ousada: alguém com força de vontade e sem medo de testar seus limites”.

Espero que essas leituras valham a pena, pois o último que comprei, Marketing de B.A.T.O.M, da Fádua Sleiman me decepcionou bastante.

Estado de Buda

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , on maio 13, 2009 by Psiquê

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Photo by Thomas Doering

O meu amigo Marco Casimiro me indicou o site Estado de Buda que traz uma visão bem palatável sobre alguns princípios do budismo, um dos sistemas éticos, religiosos e filosóficos mais interessantes que existem.

O site traz dicas superlegais e atuais, válidas para refletirmos em nosso dia a dia. No campo esquerdo superior, alguns textinhos mudam, com dicas do tipo:

  1. Reserve algum tempo e apenas fique sem fazer nada. Não pense, não contemple, não deseje mudanças;
  2. Lembre-se de olhar para o céu. Isso expande os limites da mente e nos recorda que somos apenas uma parte deste imenso Universo…
  3. Preste atenção em tudo o que fizer…
  4. Tenha um projeto de vida, mas esteja aberto a perceber as indicações do caminho…
  5. Ao falar use palavras de respeito e carinho, pois está diante de outro ser humano, seja quem for;
  6. No trabalho ao perceber uma situação de conflito ou receber uma provocação, não responda imediatamente. Pense…
  7. Leia sempre o provérbio chinês: os mestres abrem a porta, mas só você  pode entrar;
  8. Viva o momento presente, o passado já foi e o futuro ainda não existe;
  9. A respiração tem o poder de mudar o seu estado de alma;
  10. Em cada gesto simples do cotidiano, você pode perceber novos prazeres…