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Posted in Cultura e Arte, Curiosidades with tags , , , , , , , , , on setembro 2, 2014 by Psiquê

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Andei comprando muitos livros legais, difícil é conseguir dar conta de ler todos eles na mesma velocidade com que compro…comecei a ler ontem o História das Relações de Gênero, de Peter N. Stearns.

Nele o autor traça um panorama do relacionamento entre homens e mulheres em diversas sociedades isoladamente e entre si…

…da reação de uma com a outra, a fusão de alguns costumes, da dificuldade de entendimento de padrões mais igualitários e libertários de algumas perante outras mais restritivas e preconceituosas. 

“O que acontece quando uma sociedade que enfatiza a obrigação de as mulheres acatarem a vontade dos homens encontra pessoas de outra sociedade que acredita que mulheres são, por natureza, moralmente superiores aos homens?” O livro fala sobre as interações entre as definições de masculino e feminino e dos papéis designados para cada um deles em diversas culturas que acabam em algum momento interagindo.

Bem interessante a leitura…fica a dica!

Boas dicas!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 31, 2014 by Psiquê

O projeto Yoga na Laje foi criado em julho de 2012 e tem por objetivo levar a prática do yoga às comunidades pacificadas da cidade do Rio de Janeiro. A primeira unidade está em funcionamento na Rocinha, São Conrado – Rio de Janeiro. Ontem, conheci o projeto pelo facebook e gostei muito da ideia. Espero que ela seja ampliada para outras áreas.

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Resolvi compartilhar, aqui, algumas boas dicas, escritas no perfil do projeto no facebook. Vejam a seguir:

Saúde:

1. Pratique Yoga;
2. Durma 8 horas por dia;
3. Coma o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4. Viva com os 3 E’s: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5. Ande mais a pé e de bicicleta;
6. Brinque com seus irmãos, filhos e netos;
7. Leia mais livros do que leu em 2013;
8. Sente-se em silêncio pelo menos 15 minutos por dia;
9. Arranje tempo para orar;
10. Beba muita água, menos açúcar, menos sal.

Personalidade:

11. Não compare a sua vida a dos outros. Ninguém faz ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tem controle;
13. Não exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14. Não se torne demasiadamente sério;
15. Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16. Sonhe mais e faça planos;
17. Inveja é uma perda de tempo;
18. Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19. Não odeie;
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. Tenha consciência que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte do curriculum, que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;

Sociedade:

25. Entre mais em contato com sua família e amigos;
26. Dê algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoe a todos por tudo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia; até os seus colegas de trabalho;
30. Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho é UMA parte da sua vida;

A Vida:

32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34. Agradeça sempre;
35. Por muito boa ou má que a situação seja…. Ela mudará;
36. Olhe-se nos espelho e diga: – Eu posso !!!!
37. O melhor ainda está para vir;
38. Assim que acordar espreguice, estique o corpo e tenha um pensamento positivo;
39. Mantenha seu coração sempre feliz.

Achei as dicas excelentes, compartilhe. E se tiverem outras, estamos abertos a ouvi-los.

Seja a mulher que seu ex vai sentir falta

Posted in Comportamento, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 16, 2014 by Psiquê

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Hoje, por acaso, descobri um blog muito legal, o MPJ – Mariliz Pereira Jorge, ou seja, são as iniciais de sua autora, uma jornalista que vive no Rio e hoje atua como editora na TV Globo para o programa Encontro com Fátima Bernardes. Eu adorei o texto que compartilho aqui com vocês, de autoria da Mariliz.

“Já faz algum tempo, recebi uma mensagem de um ex-namorado, que dizia: “vou passar o resto da vida me perguntando por que não deu certo”. Eu tinha todas as respostas, mas achei que nem era mais hora de falar.

Depois de oito anos de namoro, ele ficou em dúvida. Sofri com a dúvida dele. Mas a dúvida dele acendeu um ponto de interrogação dentro de mim. Terminei o namoro e não olhei pra trás. Nunca olho.

Sofro como um cachorro por um amor que quero que dê certo, mas quando desisto, deixo de lado como meia lata de cerveja quente. Você sabe que era bom, mas jamais será novamente.

Nem vem ao caso se sou ou não uma namorada inesquecível, mas fiquei pensando o que faz uma mulher se tornar assim tão singular para um homem. E nem estou falando de homens atormentados, daqueles que gostam de sofrer nas mãos de mulheres malvadas, aquelas que gostam somente delas e nada além delas mesmas. Homens se deixam seduzir por criaturas assim. Bem, quem não deixa?

Mas, então, me lembrei de um amigo que, depois de anos de libertinagem barata, começou a namorar. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, um dos maiores baladeiros e pegadores que já conheci na noite paulistana. “Ela não é a mulher que mais amei, mas é a que me faz mais feliz. Vou casar”, me disse.

Ela me ama; ri das merdas que eu falo; não é linda, mas se cuida; tem um cheiro gostoso; cuida da vida dela; é independente, mas me pede ajuda pra usar um pendrive; está sempre ocupada, mas nunca deixa de atender quando eu ligo; é parceira, descolada, maluquete; aguenta meus ataques de mau humor; quer sexo sempre; é ciumenta, mas até acho graça, eu era um galinha. “Sabe como é, mulher tá fácil hoje, mas dessas que fazem a gente feliz mais do que uma semana… encontrei poucas.”

Sempre penso no que faz uma história dar certo ou não. E, no fundo, acho uma bobagem quando dizem que melhor do que ser amado, é amar. Não tem nada melhor na vida do que sentir, ver, ouvir, ler, que alguém perde seu precioso tempo pensando, querendo, gastando, amando você.

Mas é verdade que amar alguém é uma arte. Quem ama abre mão de si mesmo muitas vezes. Esquece convicções. Pede desculpas mesmo quando acha que está certo. Sofre de saudade. Morre de ciúme. Parcela passagem em 12 vezes. Sorri quando o telefone toca. Tem dor de barriga quando ele lê sua mensagem no whatsapp – e não responde. A gente fica praticamente ridícula.

Mas o outro, que também ama (e essa é a melhor parte), acha a gente, que no fundo é ridícula, o último biscoito do pacote, a última cerveja gelada do deserto, os últimos 5% de bateria no celular.

Amor é isso.

O importante é que a gente nunca seja mais ou menos. Que a gente faça tudo mesmo por amor. Que seja especial. Que seja inesquecível. Seja o tipo de mulher, que os nossos ex-namorados vão sempre lembrar e pensar: que pena que não deu certo.”

Um beijo a todos os meus queridos seguidores do Espartilho.

Amem muito, leiam muito, vejam muitos filmes maravilhosos, pois a vida é enriquecida cada vez que abrimos nossos corações para novas experiências, novas sensações, novas maneiras de olhar.

 

Literatura erótica

Posted in Comportamento, Erotismo, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 24, 2013 by Psiquê

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Finalmente encontrei um texto que resumiu muito bem a minha percepção sobre esta nova onda de literatura erótica ou pseudoerótica que tomou conta de várias rodinhas de mulheres, que querem expor para pessoas com as quais sequer tem intimidade, ideias para as quais ainda carregam uma série de pudores e tabus. Eu ainda não conheço todas estas obras, mas confesso que me interessei por ir aos poucos conhecendo.

Tive contato com o texto abaixo através do site Papo de Homem, sob o título Literatura erótica para sua mulher gozar sem você, achei as dicas muito legais e a escrita muito bem feita. Interessante é que a autoria é de uma mulher, a Francesinha, cujo blog não conhecia, mas linkei aqui: Para pensar em  sexo. Vejam no final deste post, algumas informações sobre ela.

Vamos ao texto e às indicações:

“Toda mulher gosta de uma historinha. O recente fenômeno editorial da trilogia dos Cinquenta tons mostrou o quanto as moças andavam ávidas por palavras que as fizessem tremer, sonhar, imaginar, fantasiar e, quiçá, gozar em segredo. Mas os livros de soft porn da dona de casa britânica estão mais para contos de fadas do que para literatura erótica de gente grande.

Existem obras muito mais interessantes e excitantes, capazes de despertar a capacidade multiorgástica feminina apenas com parágrafos.

A literatura erótica não precisa ser exclusivamente feminina para agradar às mulheres. Muitos autores homens também conseguem provocar o desejo com suas narrativas, geralmente, mais explícitas e diretas. A linguagem erótica sem eufemismos às vezes assusta as menos habituadas a esse tipo de leitura, porém depois de alguns capítulos deixa de incomodar e passa a desencadear reações bem diferentes. O novo vocabulário pode até ajudar no repertório de sacanagens para usar durante o sexo, que nem sempre sai com facilidade da boca das mulheres.

Ler pornografia, de preferência de boa qualidade, ajuda a estimular a libido e as fantasias. O efeito da literatura erótica nas mulheres pode ser comparado ao da pornografia da internet nos homens, pelo menos enquanto não houver oferta suficiente de putaria visual ao gosto feminino. Para namorados, maridos, amantes, ficantes e afins, incentivar esse tipo de literatura não é um tiro no pé. A mulher até pode querer gozar sozinha, livre para se encaixar na história como bem entender, mas certamente vai sobrar bastante apetite para completar muito mais páginas.

Selecionei alguns livros, de diversas épocas e estilos, de literatura erótica para valer, sem muitos disfarces. Escolhi obras bem diferentes, para ter mais chance de agradar aos mais variados paladares femininos. Os livros estão em ordem aleatória de tesão, com trechos destacados que dão uma ideia do que esperar da leitura.

A vida sexual de Catherine M., de Catherine Millet

É um livro de memórias da autora, uma crítica de arte francesa bastante conhecida no meio, que resolveu escancarar sua vida sexual sem pudores, de forma crua e libertária. Catherine Millet se entrega ao sexo sem restrições, com homens, mulheres, feios, sujos; a dois, a três, a quatro, a muitos, deixando-se levar sem resistência. A francesa não economiza detalhes na descrição de suas experiências transgressoras.

Trecho:

“Eu era manipulada por partes; uma mão estimulava a parte mais acessível de meu púbis com movimentos circulares, outra roçava meu dorso ou esfregava meus mamilos…Mais até do que as penetrações, as carícias me proporcionavam muito prazer, principalmente as picas que passeavam na superfície do meu rosto ou as glandes esfregadas nos meus seios. Eu adorava segurar de passagem uma com a boca, fazê-la ir e vir entre meus lábios enquanto outra reclamava minha boca do outro lado, roçando em meu pescoço esticado para, logo depois, virar a cabeça e pegar a recém-chegada.”

Mulheres, de Charles Bukowski

Terceiro romance do velho safado, como também é conhecido, foi publicado em 1978. Bukowski nasceu na Alemanha, mas morou a maior parte de sua vida nos Estados Unidos. O livro narra as estripulias do alter ego do autor, Henry Chinaski, com mulheres insanas e reais. Escritor, alcoólatra e quebrado, o personagem seduz de jovens a balzacas, com as quais geralmente faz sexo quando não bebe demais e dorme. Apesar de tarado, Chinaski também é romântico e não resiste a um beijo.

Trecho:

Mercedes virou seu rosto para mim. Beijei-a. Beijar é mais íntimo que trepar. Por isso eu odiava saber que as minhas mulheres andavam beijando outros homens. Preferia que só trepassem com eles. Continuei beijando Mercedes. E já que beijar era tão importante para mim, tesei de novo. Montei nela, sôfrego, aos beijos, como se vivesse minha última hora na terra. Meu pau deslizou dentro dela. Agora eu sabia que ia dar certo. O milagre seria refeito. Ia gozar na buceta daquela cadela. Ia inundá-la com meu sumo e nada que ela fizesse poderia me deter. Era minha. Eu era um exército conquistador, um estuprador, o senhor dela. Eu era a morte.”

O amante, de Marguerite Duras

É uma obra de arte sensual e poética. Funciona melhor se lida em voz alta. A autora usa frases curtas, quase telegráficas, porém sempre carregadas de significado. “Muito cedo na minha vida ficou tarde demais” aparece na primeira página. O romance, que seria a narração de um episódio autobiográfico, centra-se na história de amor, desejo e melancolia entre uma jovem de 15 anos e um chinês rico de Saigon, na Indochina, onde a autora viveu. Ganhou o Prêmio Goncourt de 1984 e também virou filme.

Trecho:

“Ela lhe diz: preferiria que você não me amasse. Ou, mesmo me amando, que se comportasse como se comporta com as outras mulheres. Olha para ela espantado e pergunta: é o que você quer? Responde que sim. Ele começou a sofrer lá, naquele quarto, pela primeira vez, não nega isso. Diz que sabe que ela jamais o amará. Ela o deixa falar. (…) Ele lhe arranca o vestido, joga-o longe, arranca a calcinha branca de algodão e a leva nua para a cama. Então, vira-se para o outro lado e chora.”

A casa dos budas ditosos (Luxúria), de João Ubaldo Ribeiro

João Ubaldo escolheu usar uma protagonista mulher, uma senhora de 68 anos, para contar suas memórias libertinas nesse romance feito por encomenda para a coleção Plenos Pecados. De tão obscena, a velhinha quase parece um homem, mas é incrivelmente divertida e excitante do mesmo jeito. Para ela, tudo é natural no sexo e as taras mais escabrosas, incluindo o incesto, são descritas em um só fôlego, sem máscaras nem preliminares.

Trecho:

“Imediatamente, já possessa e numa ânsia que me fazia fibrilar o corpo todo, resolvi que tinha que montar na cara dele, cavalgar mesmo, cavalgar, cavalgar e aí gozei mais não sei quantas vezes, na boca, no nariz, nos olhos, na língua, na cabeça, gozei nele todo e então desci e chupei ele, engolindo tanto daquela viga tesa quanto podia engolir, depois sentindo o cheiro das virilhas, depois lambendo o saco, depois me enroscando nele e esperando ele gozar na minha boca, embora ninguém antes me tivesse dito como realmente era isso, só que ele não gozou na minha boca, acabou esguichando meu rosto e eu esfreguei tudo em nós dois.”

Pequenos pássaros, Anais Nïn

Anais Nïn foi uma vanguardista do feminismo e da revolução sexual. Os contos eróticos escritos na década de 40 foram publicados nesse livro somente na década de 1970, depois da morte da autora, nascida na França. Anais foi amante do escritor Henry Miller e retratou detalhes da sua vida dupla em diários, editados somente após a morte de seu marido. Seus textos retratam bastante o perfil da mulher na época, cheia de desejos e repressões.

Trecho:

“Depois, me tocava devagar, como se não quisesse me despertar, até que eu ficava molhada. Ai, seus dedos passavam a se mover mais depressa. Ficávamos com as bocas coladas, as línguas se acariciando. Aprendi a pôr o pênis dele em minha boca, o que o excitava terrivelmente. Ele perdia toda a delicadeza, empurrava o pênis e eu ficava com medo de me engasgar. Uma vez eu o mordi, o machuquei, mas ele não se incomodou. Engoli a espuma branca. Quando ele me beijou, nossos rostos ficaram cobertos com ela. O cheiro maravilhoso de sexo impregnou meus dedos. Eu não quis lavar as mãos.” (O modelo)

Hell, de Lolita Pille

Relato revoltadinho de uma patricinha de Paris, que vive rodeada de amigos fúteis, em uma vida que gira em torno de roupas de grife, bares, bebidas, sexo, álcool e drogas. Sem muita autocomiseração, Hell, pseudônimo da autora na história, define-se como uma putinha insuportável e consumista. Ao mesmo tempo que retrata o seu cotidiano e cita uma penca de marcas famosas, a personagem não deixa de ser a própria crítica à essa sociedade rica e vazia de afeto.

Trecho:

“O que a gente chama de amor é apenas o álibi consolador da união de um perverso com uma puta, é somente o véu rosado que cobre o rosto assustador da solidão invencível. Vesti uma carapaça de cinismo, meu coração é castrado, sou a dependência lamentável, a zombaria do engodo universal; Eros com uma foice enfiada na sua aljava. Amor, isto é tudo que a gente encontrou para alienar a depressão pós-cópula, para justificar a fornicação, para consolidar o orgasmo. Ele é a quintessência do belo, do bem, do verdadeiro, que remodela a sua cara escrota, que sublima a sua existência mesquinha.”

A filosofia na alcova, de Marquês de Sade

Publicado em 1795, esse romance na forma de diálogos faz a maioria dos livros eróticos de hoje parecer literatura infantil. Em meio a orgias com intuito de educar sexualmente uma jovem, o autor critica os costumes burgueses e a religião. Logo no início faz um apelo aos libertinos e pede para que as “mulheres lúbricas” desprezem tudo que contrarie as leis do prazer. A linguagem erudita e arcaica não diminui o erotismo e a narrativa transgressora de Sade, com direito a ménages e sodomias homos e héteros.

Trecho:

“Dolmancé – Na posição em que me encontro, senhora, meu pau está bem perto de vossas mãos. Peço-vos a gentileza de agitá-lo, enquanto chupo este cu divino. Introduzi a língua mais fundo, senhora, não vos limiteis a sugar o clitóris…Fazei penetrar essa voluptuosa língua até a matriz: não há melhor meio de apressar a ejaculação da porra.

Eugénie, contraindo-se – Ah, não posso mais…Vou morrer! Não me abandoneis, meus amigos, estou quase desmaiando!…(Esporra entre os dois preceptores).

Saint-Ange – E então, minha amiga, o que achou do prazer que te proporcionamos?”

História do olho, Georges Bataille

Publicado em 1928, o primeiro livro de Bataille é um clássico do erotismo. A novela acompanha as aventuras sexuais de dois adolescentes, em passagens tão surreais que se assemelham a experiências oníricas. A obra, como o autor tenta explicar no final, funde imagens e episódios da infância com suas obsessões, que decidiu escrever por sugestão de seu psicanalista. A fixação pelo olho, que surge em metáforas como ovo e testículos, tem diversos significados, relacionando-se inclusive com as lembranças do autor acerca do pai cego.

Trecho:

“A partir dessa época, Simone adquiriu a mania de quebrar ovos com o cu. Para isso, colocava a cabeça no assento de uma poltrona, as costas coladas ao espaldar, as pernas dobradas na minha direção enquanto eu batia punheta para esporrar em seu rosto. Só então eu punha o ovo em cima do buraco: ela se deliciava a mexer com ele na rachadura profunda. No momento em que a porra jorrava, as nádegas quebravam o ovo, ela gozava, e eu, mergulhando o rosto no seu cu, me inundava com aquela imundície abundante.”

Sobre a autora: Francesinha é uma mulher que gosta de falar e escrever sobre sexo. Também adora contar suas experiências e aventuras. Depois que descobriu a masturbação, aos 19 anos, nunca mais parou. Para estimular a libido feminina, criou o blog Para Pensar em Sexo, que traz artigos, imagens e contos eróticos para ajudar a mulherada a aumentar a quantidade de pensamentos-em-sexo-por-minuto.

Casamento na Livraria…

Posted in Casamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 11, 2013 by Psiquê

Bouquet

Hoje descobri o blog Colher de Chá Noivas, escrito pela jornalista Manoela Cesar. Não precisa dizer que gostei tanto do blog dela que linkei antes mesmo de decidir que meu post de hoje seria inspirado nele. De cara me deparei com o post sobre o casamento do casal Laura e Marcos, que ocorreu na Livraria da Cultura de São Paulo. As fotos do bouquet, do estilo vintage dos noivos e do bolo, com vários detalhes preparados com folhas de livro me deslumbrou!!! Eu achei o máximo da criatividade e do bom gosto.

Nas palavras de Manoela: “Apaixonados um pelo outro e pela literatura, uniram estes dois amores em uma noite super charmosa, de um jeito bem descontraído. O romantismo e o lirismo da cerimônia puderam ser sentidos já na lista de presentes. Entre os presentes sugeridos pelos noivos, muitos livros para a biblioteca do casal. Tudo aconteceu de uma forma muito intimista, com a cara deles. O making of da noiva foi feito no próprio apartamento do casal e reuniu mãe, amigas e madrinhas, que ganharam de Laura um mimo para marcar a data: um colar e uma carta. O noivo, que se casou de chapéu, também fez questão de prestigiar os amigos e deu a cada padrinho um soldadinho que ganhou de seus avós na infância e uma carta de agradecimento. Em seguida, brindaram o grande dia com o pai de Laura.”

Para completar meu deslumbre, a noiva é fã da minha predileta, Clarice Lispector e trechos de suas obras foram lidos na cerimônia. Ai, ai…

Tenho certeza que a ideia também vai cair no gosto da minha amiga Mariana, cujo bouquet de broches e as madrinhas de negro com casquetes coloridas também foi o máximo!

Bolo

Vejam alguns detalhes que a Manoela Cesar amou e eu também:

  • A ideia de casar entre os livros, claro, a irreverência e a intimidade que este ambiente trouxe para a celebração.
  • O bouquet da Laura e a lapela do Marcos, em papel, feitos com páginas de livros (Amei!!!);
  • Todos os acessórios da noiva, especialmente o sapato, vermelho de corações, ousado e irreverente, e o voillete.
  • O noivo relendo a dedicatória do livro que a então amiga Laura lhe deu, em 2006!
  • Os soldadinhos que eram os tesouros da infância de Marcos sendo entregues aos padrinhos;
  • Os noivos terem entrado juntos;
  • O bolo e o topo do bolo, que seguiram a ideia das páginas de livros como destaque (Também amei!!!);
  • Ter uma banda de Jazz (tive no meu casamento e super recomendo ter uma banda instrumental dançante em sua festa, agrada a todos!)

Sapato

Segue a lista de fornecedores do casal Laura e Marcos:  Fotografia e Video: Mario Lima Fotografia | Flores: Open House | Celebrante: Amigos da noiva | Cartola do noivo: Plas | Cabelo e make: Keyla Issobe | Buffet: Banqueting | Bolo: Maria Bolo | Buquê: Etsy – Charlene Rucker | Música de entrada: Amigo dos noivos (marcha nupcial para os padrinhos e Wave do Tom Jobim para os noivos) | Identidade visual: Convite Draft FCB (presente da Cultura) | Vestido de Noiva: Comprado On Linear :)| Sapato: Sarah Chofakian | Acessórios: Scarpelli e Família da noiva | Assessoria: Open House | Produtor musical: Fernando Montanha | DJ: Daniel Cohen  | Banda: Frigazz

Parabéns Manoela pelo blog lindo e aos noivos pela ideia genial e criativa!

Não se controla a vida

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , on outubro 16, 2011 by Psiquê

João Marcelo Oliveira Machado - Olhares 28

Minha experiência de ontem, prova que nem sempre a espera em um salão de beleza remete a leituras fúteis…

Estava eu aguardando o atendimento, quando resolvi folhear a Revista Claudia, edição de aniversário, que trazia uma entrevista com  a escritora Siri Hustvedt. A entrevista me chamou bastante atenção e me despertou interesse por ler seus livros, o que ainda não tive a oportunidade de fazê-lo.

Dentre suas colocações, estavam: ” Gosto de causar um pouco de confusão e questionamento, porque muito do que vemos, lemos ou escutamos é clichê. ”

Hustvedt diz que livros de auto-ajuda são uma apelação ao narcisismo humano. E que “não temos controle total da vida. Somos vítimas dos acontecimentos (…) Buscamos soluções fáceis, queremos instruções de como é certo viver, mas essas respostas não existem. ”

Ao falar sobre seu último livro The summer without men, Hustvedt chama atenção para as mulheres: “A solução para sermos mulheres mais fortes e poderosas é a educação. Os pais precisam passar às filhas a lição de que elas são capazes de tudo o que desejarem e que o futuro não está predeterminado“.

Dentre as obras da autora estão:

  • The summer without men;
  • The Shaking Woman or a History of My Nerves (2010);
  • The Sorrows of an American (2008) – Elegia para um americano (mais);
  • What I Loved (2003) – Aquilo que eu Amava (mais);
  • The Blindfold (1992) – De Olhos Vendados (mais);
  • The Enchantment of Lily Dahl (1996) – Fantasias de uma Mulher (mais).

Veja esta entrevista de Siri Hustvedt durante a Semana de Escritores em Adelaide, Austrália.

Veja também a página oficial da autora.

O segredo das francesas

Posted in Comportamento, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 31, 2010 by Psiquê

Via Chantal Thomass

Meu marido me mandou um link de uma matéria muito legal, que acabou inspirando este post. Na verdade, era uma entrevista com a escritora americana Debra Ollivier, autora do livro “O Que as Mulheres Francesas Sabem” (Editora Planeta) no qual explica o que é esse tal de “je ne sais quoi” que as francesas têm.

Dentre outras coisas a autora defende que a sensualidade e beleza da mulher francesa está na sua falta do puritanismo americano, na naturalidade de suas convicções e posturas, bem como na sua aceitação de si mesmas.

Segundo a autora, que viveu 10 anos na França e é casada com um francês, a autoestima francesa acaba por ser maior, pois elas se assumem e valorizam seus pontos fortes a despeito de seus pontos fracos.

A autora da referida matéria é Alline Cury, que também escreveu no seu blog sobre o tema. Muitas de nós brasileiras estamos ainda muito presas à ditadura da perfeição estética. E como já disse outras vezes aqui no Espartilho, o segredo está justamente em saber valorizar seus pontos fortes e fazer uso deles. Valorize-se, você tem charme, sensualidade e ebeleza de sobra. Só precisa enxergá-los e exibi-los com segurança e convicção.

Reproduzo abaixo, 10 coisas que as mulheres francesas sabem sobre amor, sexo e atração, que a matéria partilha conosco.

1. As mulheres francesas não acham que as coisas se encaixem perfeitamente, como em uma caixa. Possibilidades românticas não têm que ser corretas e seguras. O desejo pode ser mais importante do que útil. A experiência pode ser mais importante do que o desfecho.

2. As mulheres francesas preferem reciprocidade e complementaridade, mais que igualitarismo.

3. Na França, as mulheres não brincam com flores ponderando o amor em “bem-me-quer, mal-me-quer”. Elas pensam em graus de paixão, não no amor absoluto, e preferem avaliar: ele me ama pouco; muito; apaixonadamente; loucamente; nem um pouco…

4. A francesa não se importa em ser amada como todas as outras mulheres. Elas têm o desejo de “tudo para todos” e conhecem a arte de não dar a mínima para o que os outros pensam.

5. As mulheres francesas abraçam as contradições. Elas podem ser femininas e feministas, sensuais e tradicionais, clássicas e libertinas, submissas e fortes, compatíveis e desafiadoras.

6. São adultas e não acreditam na juventude eterna. Você nunca verá uma francesa vestindo uma camiseta que diz “A vida começa aos setenta anos”, simplesmente porque não começa.

7. Elas entendem que sexo seguro é possível, mas amor seguro, não!

8. As mulheres francesas não acreditam em experts, gurus do amor, livros e técnicas para encontrar o amor. Elas não gostam de regras.

9. Para as francesas, as expressões “alma gêmea” e “felizes para sempre” não existem.

10. Elas sabem cultivar seus jardins e acreditam nos atributos sedutores do “eu interior“. Para elas, ser inteligente é sexy.

Conflitos da vida moderna …

Posted in Casamento, Comportamento, Estética e Beleza, Saúde, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 20, 2008 by Psiquê

Photo by Britta Meyerling

Às vezes me pergunto por que a vida moderna consegue ser tão atraente e tão cruel conosco. Não sei se ser mulher é mais difícil ou se a velocidade da vida na era tecnológica tem sido pesada e dura com todos os seres humanos. Continuo pensando que, com as mulheres, a coisa ainda é mais desafiadora, interessante, empolgante, mas também cruel e pesada.

Acho que estou numa fase de muito cansaço, muito trabalho e muitas pendências. Claro que isso acompanhado de muitas conquistas também, mas…quando bate a canseira.

Ser mulher é ótimo, mas é difícil aliar e conseguir levar todos os sonhos juntos:

  1. ser uma profissional de sucesso;
  2. uma mulher linda, sexy e atraente;
  3. ter saúde e beleza;
  4. manter a pele jovem e sedosa;
  5. cabelos brilhantes;
  6. manter as unhas bem feitas
  7. ser articulada e inteligente;
  8. construir um relacionamento gostoso, prazeroso e saudável;
  9. ser mãe dedicada;
  10. saber envelhecer;
  11. ter momentos de lazer;
  12. conseguir dar conta do trabalho e ainda escrever, publicar, se lançar no mercado;
  13. construir um casamento gostoso e feliz;
  14. conseguir dormir ao menos 8 horas por dia;
  15. acordar bem disposta e descansada;
  16. dar conta de alimentar meu blog;
  17. escrever artigos;
  18. estudar;
  19. fazer pós-graduação;
  20. entregar trabalhos no prazo;
  21. fazer cursos de atualização;
  22. manter-me tecnologicamente atualizada;
  23. comer bem;
  24. beber muita água;
  25. manter meu intestino funcionando;
  26. menstruar todo mês;
  27. entender que meu corpo tem limites;
  28. aceitar o cansaço mesmo quando preciso de mais força;
  29. superar as alergias e as conseqüências do estresse;
  30. conseguir ler todos os livros que quero;
  31. conseguir ler todas as revistas que quero;
  32. dar conta de ler os jornais;
  33. ter tempo para conversar com meus pais;
  34. ter tempo de andar no shopping;
  35. ter tempo de ir à praia e andar descalço na areia;
  36. ser feliz;
  37. ai, ai… e tudo o mais que envolve nosso mundo feminino!

Meme sobre livros

Posted in Geral, Selos, Memes, Mimos e Prêmios with tags , , on maio 6, 2008 by Psiquê

Recebi um meme sobre livros da Patrícia Gomes, do Blog do Estado de Lítio a quem agradeço a lembrança e a ingrata tarefa de limitar em cinco livros minhas predileções.
O meme consiste em listar os 5 melhores livros da estante e aquele que é o pior de todos. Vamos à lista:

The best ones:

1: O alienista – Machado de Assis

2: O Senhor dos Anéis – J.R.R. Tolkien

3: Correio Feminino – Clarice Lispector

4: O Cortiço – Aluísio de Azevedo

5: História da Sexualidade – Michel Foucault

Ainda faltam tantos. Se considerar que adoro livros e de vários estilos!!!

The worst:

Além de quem somos nós? – Alexandre Bruce

Transfiro agora a mesma ingrata tarefa para:

Jorge Alberto, do Recanto das Palavras

Sônia Regly do Compartilhando as Letras

Alec, do INFACES