Arquivo para Maternidade

O papel das mulheres e do feminismo

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 17, 2015 by Psiquê

Hoje conheci o blog Não me Khalo, que achei o máximo. Parabéns meninas pelo projeto e iniciativa.

Algumas ideias pendem para um feminismo mais radical e militante, o que OBVIAMENTE não está errado, mas que pode gerar controvérsias e um incômodo nos mais conservadores…

Nós mulheres – algumas inseridas em uma criação machista – temos o dever de sempre e cotidianamente reafirmar a luta por igualdade de gêneros e pela denúncia em relação aos absurdos a que somos submetidas diariamente, seja através de uma piadinha, cantada não desejada ou apropriada, assédio sexual, moral, etc. Seja através do boicote a uma promoção no trabalho, a um posto ou curso no trabalho, etc.

Gostaria de compartilhar um vídeo que descobri através de um fragmento compartilhado no blog, mas que divido com vocês aqui na íntegra. Ouçam um pouco do que a minha querida filósofa e professora de filosofia Márcia Tiburi tem a dizer:

Fiquem bem. Uma ótima semana a todos.

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Gravidez – Parto Domiciliar

Posted in Gravidez, Maternidade, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 23, 2015 by Psiquê

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O portal Mulher Uol publicou uma matéria interessante sobre parto domiciliar, seus prós e contras, além de quem pode optar por ele sem riscos. Há muita dificuldade de encontrar profissionais dispostos a dar informações e assumir o risco desta escolha. As mães que optam por seguir esta linha precisam de informação e muitas vezes se sentem desamparadas e inseguras. O Brasil é campeão em partos por cesária, pratica algo em torno de 80% dos partos por esta modalidade enquanto a OMS recomenda que este seja praticado apenas em caso de risco e se limite a cerca de 15% dos partos.

  • No parto em casa, a mulher escolhe a forma como quer dar à luz e tem o apoio do parceiro

Ana Cristina Duarte é uma parteira. Mas não daquelas do tempo de nossas avós. Ela é ativista de um movimento que defende a opção pelo parto domiciliar planejado. Nele, mulheres em gravidez de baixo risco dão à luz em casa, na companhia de quem escolher. Não é utilizado nenhum tipo de medicamento para diminuir a dor, a não ser métodos naturais de analgesia, como água quente, massagens e técnicas de relaxamento e de respiração. O parto também não é induzido com a administração do hormônio ocitocina –e, por isso, dura entre oito e 12 horas em mães de primeira viagem. Tudo fora do ambiente hospitalar.

É exatamente o fato de não acontecer em um hospital que colocou a classe médica contra a prática. Enfermeiros e obstetras são legalmente habilitados para assistir partos em casa, mas o Conselho Federal de Medicina considera mais seguro que ele seja feito no hospital. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) chegou a vetar que médicos no Estado assistissem partos domiciliares e a pedir à entidade paulista –o Cremesp– a punição do médico obstetra Jorge Francisco Kuhn, que defendeu a opção pelo parto em casa em entrevista ao programa “Fantástico” (Globo), em junho. A instrução do Cremerj contra o parto domiciliar foi derrubada pela Justiça do Rio de Janeiro e levou ativistas a marchas em 16 pontos do país.

“Nossa visão é a de que o parto domiciliar não é aconselhável”, diz o obstetra Mário Macoto, do Hospital das Clínicas da USP. “Isso porque existem alguns imprevistos. Por exemplo, o prolapso do cordão (quando o cordão sai antes), um período expulsivo muito prolongado, a retenção de placenta, um sangramento importante. E quando a mulher chega a nós, chegam duas vidas que precisam ser cuidadas. A da mãe e a do bebê”, diz Macoto.

Kuhn não concorda que haja perigo aumentado nos casos de gravidez de baixo risco. “Assisti cerca de 100 partos domiciliares e nunca houve um caso de emergência como prolapso do cordão ou descolamento da placenta”, diz Kuhn, que se tornou um “vaginalista” convicto após um período de estudos e plantões na Universidade Livre de Berlim, entre 1990 e 1991.

“Em 15 desses casos, houve remoção para hospital. Mas isso aconteceu pelo desejo da mulher, seja porque o trabalho estava muito estafante, seja porque pediu para ser anestesiada. Em nenhum deles houve cesária”. Segundo Kuhn, casos de emergência são de apenas 1%.

Foi exatamente uma cesária desnecessária que levou Ana Cristina Duarte ao movimento pelo parto domiciliar planejado. “O médico era um figurão da USP, mas não tinha tempo para um parto normal”,  diz Duarte. Na segunda gravidez, ela procurou algum médico conhecido por fazer parto normal. Mas isso não é fácil no Brasil, o país com a maior porcentagem de cesárias no mundo, segundo a Unicef. Segundo dados do DataSUS, o número de cesáreas ultrapassou em 2009 o de partos normais –enquanto a OMS aconselhe que ocorra em apenas 15% dos casos.

Quando Ana Cristina teve um parto natural, ele aconteceu em um hospital –um ambiente em que disse ter-se sentido sozinha, desamparada. Foi por isso que em 1999 começou a estudar e militar pelo parto humanizado. Tornou-se doula (uma pessoa que dá apoio emocional e físico para a parturiente) –e em 2008 se formou no curso de obstetrícia da Escola de Artes e Ciências Humanas da USP. Então, passou a assistir partos domiciliares e a enfrentar a oposição de parte da classe médica.

Meio-termo

Parto normal, natural, humanizado e domiciliar planejado. Todos esses tipos de parto são vaginais, e, como não envolvem uma cirurgia, têm risco de infecção hospitalar menor e recuperação mais rápida da mulher em relação à cesariana. Qual então a diferença entre eles?

O parto normal significa basicamente que é vaginal. Isso, no entanto, não significa que não haja intervenções médicas. Se a mulher sentir dores intensas, é aplicada anestesia. Para acelerar o parto, são administrados hormônios. Também é feita a episiotomia, caso necessário. Por outro lado, no parto natural, o papel do médico se resume a acompanhar o parto, e não induzi-lo.

Já o parto humanizado não é em si uma técnica, mas o controle das decisões sobre o parto pela mulher, e não pela equipe médica. Isso inclui a presença de acompanhantes, a escolha da posição em que se sentir mais confortável, a presença do bebê logo após o parto. Para isso acontecer sem pressão de tempo nem desconforto pelo ambiente hospitalar, alguns hospitais privados têm suítes de parto, e o SUS, as casas de parto.

Para Mário Macoto, o problema não é o “parto humanizado”, mas o fato de o parto domiciliar não acontecer no hospital. “Nas condições em que vivemos, dificilmente a parturiente terá acesso da casa à sala do hospital em 10 ou 20 minutos.”

Mas entre a ideia de um parto hospitalar humanizado e a prática existe ainda um abismo. São poucas as suítes de parto em hospitais privados e as casas de parto cobertas pelo SUS –em São Paulo são três na capital e nenhuma no interior.

Enquanto isso, discussão contra e a favor o parto domiciliar só esquenta. “Quando o médico se opõe ao parto domiciliar, baseia-se apenas em sua opinião, não em evidências científicas. O fato é que o médico é apenas um dos atores envolvidos no nascimento. Um ator com formação voltada à doença, não para a normalidade”, diz Ana Cristina Duarte.

Mas, afinal, como é um parto domiciliar planejado, em quais casos equipes de saúde o realizam e quais os seus riscos? Especialistas ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos respondem essas e outras perguntas a seguir.

A escolha

Uma vez interessada em um parto domiciliar planejado, a gestante e seu parceiro têm de procurar profissionais que ofereçam esse tipo de serviço: um obstetra ou enfermeiro obstetra, todos com qualificação formal para atender partos de baixo risco. Essa será a mesma pessoa que acompanhará o casal, desde o pré-natal até o pós-parto. Embora seja raro, médicos obstetras também podem fazer o parto domiciliar.

Para que possa atender em casa, esse profissional de saúde precisa ter bastante experiência acumulada. “Quando se formam, enfermeiras e obstetras ainda não estão preparados para assistir um parto domiciliar. Precisam obter muita experiência, o que ocorre integrando uma equipe ou trabalhando em hospital”, diz Nádia Narchi, coordenadora e professora do curso de obstetrícia da EACH-USP.

Segundo a enfermeira obstetra Priscila Colacioppo, no primeiro encontro, que dura por volta de duas horas, é explicado o que é o parto domiciliar planejado e suas condições. “É comum o parceiro estar meio ressabiado, mas o fato é que o homem é o nosso maior aliado no parto, quem mais compartilha. É o casal que dá à luz.”

Não sei como ela consegue

Posted in Casamento, Comportamento, Maternidade, Profissão, Relacionamento, Romance with tags , , , , , , , , , on dezembro 25, 2011 by Psiquê

O filme Não sei como ela consegue estrelado por Sarah Jessica Parker trata dos dilemas da mulher moderna que tentar conciliar beleza, forma física, casamento, trabalho e filhos. Confesso que esses são alguns dos dilemas que afligem não apenas a minha vida, mas a de várias amigas e olha que eu não tenho filhos e tenho dúvidas de como poderia lidar bem com a decisão de conciliar todas essas coisas.

No filme, Kate Reddy (Sarah Jessica Parker) é o modelo de mulher moderna. Divide habilmente seu tempo entre os afazeres domésticos como mãe de família e os profissionais, decorrentes de seu trabalho como analista financeira. Quando a grande oportunidade de ascender na carreira aparece, vê sua vida virar do avesso por causa das inúmeras viagens que têm de fazer ao lado de Jack Abelhammer (Pierce Brosnan), charmoso banqueiro com quem passa a desenvolver um projeto. Kate se vê, então, diante de um dilema: como conciliar amor, trabalho e família e não sucumbir aos encantos do colega de trabalho bonitão?

Meninas, vale a pena assistir!

Comemore seu aniversário

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 16, 2010 by Psiquê

Essa semana atentei para um detalhe importante da data em que celebramos aniversário. Quando comemoramos nosso primeiro ano de vida, por exemplo, chegamos ao final desse primeiro ciclo, trata-se do último dia do primeiro ano de vida. Com isso, ao celebrar 30 anos, estarei vivendo o último dia do 30º ano e iniciando o 31º. Na verdade, somos um ano mais velhos do que pensamos rs. Que coisa horrível.

Como eu adoro comemorar meu aniversário, estou desde de o começo do ano planejando como comemomarei este meu 30º aniversário, sem saber que já estava vivendo o meu trigésimo ano. Confesso que isso me deixou meio encucada rs! Mas como disse meu irmão, o que importa é sabermos viver bem os anos com saúde e buscando fazer o que gosta e ser feliz.

E o que quer dizer aniversário? “Aniversário é uma palavra latina que significa  “aquilo que volta todos os anos”.

Anniversarius vem de annus (ano) e vertere (voltar), ou seja, aquilo que se faz ou que volta todos os anos. 

A cada ano que vivemos, passamos por novas experiências e precisamos ter sabedoria para desenvolver nosso autoconhecimento. Triste de quem não sabe celebrar a vida a cada minuto, a cada dia e a cada ano que passa. Temos a cada dia um presente de Deus e com o passar dos anos nos conhecemos melhor e sabemos lidar melhor com nossos defeitos e qualidades. Celebre a vida, pois essa celebração é fundamental enquanto estamos aqui, independente da crença que tenha em relação à vida e à morte.

Desde o começo deste ano iniciei um ciclo de pensamentos e reflexões a respeito de como celebraria meus 30 anos. Já pensei na crise dos 30, nas reflexões a respeito do meu desenvolvimento profissional, minhas conquistas pessoais e econômicas, minha formação acadêmica, minha forma física, minha decisão em relação à maternidade, etc. São muitas as questões e muitas as dúvidas, mas me sinto uma pessoa feliz e realizada em muitos aspectos e também com outros a realizar. O mais importante e que carrego comigo desde sempre é que: o mais importante é AGRADECER e CELEBRAR a vida!!!

Celebre a sua todos os dias e mais ainda no dia do seu aniversário.

Maternidade: quando?

Posted in Maternidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 8, 2009 by Psiquê
Кирилл Змурчук
Кирилл Змурчук

Há mais ou menos três anos, meus amigos entraram no ciclo dos casamentos. Entre 2006 e 2009, muitos deles casaram. Era casamento atrás de casamentos. Em janeiro deste ano foi a minha vez…

Agora, muitas das minhas amigas entraram no ciclo da maternidade. Entre 2006 e 2009 foram cerca de 15 gestações e atualmente 6 amigas estão grávidas, algumas do segundo filho, outras do primeiro. Parte desse grupo tem apenas um ou dois anos de casado. Até aí, nada demais. Porém quando todo mundo começa a só falar em gravidez, a cobrar a gravidez dos outros eu me pergunto: será a hora certa de ser mãe?

Será que existe hora certa? Se existe ou não eu não sei, mas no momento eu não sinto que deva ser mãe. Ainda tenho que realizar coisas na minha profissão, curtir alguns aninhos de casada ao lado do meu husband, poder viajar por aí, mas o que me incomoda é que algumas pessoas só falam nisso.

A meu ver: decidindo ser mãe agora ou não a escolha é de cada um e devemos respeitar…

Hoje cada vez mais mulheres engravidam com mais idade, seja por causa da carreira e da busca de alguma estabilidade financeira, seja por não se sentir madura antes dessa idade, ou por não ter encontrado o parceiro ideal para fazê-la se sentir pronta. Há inclusive, quem decida ser mãe indepedentemente de parceiro.

Segundo o portal Mais Vida não há idade certa para ser mãe e existem prós e contras em todas as faixas etárias. A matéria fala da tendência das mulheres europeias e brasileiras de engravidar cada vez mais tarde:

“Na Inglaterra, por exemplo, o número de mulheres que se tornam mães pela primeira vez entre os 40 a 44 anos aumentou em 50% na última década, aponta o Departamento de Estatísticas Nacionais do Reino Unido. No Brasil, de acordo com o IBGE, as mães pela primeira vez entre 40 a 49 anos têm aumentado especialmente nos grandes centros urbanos. São mulheres de um segmento populacional com alta escolaridade (59,1% tem oito anos ou mais de estudo) e de alto poder aquisitivo ( 25,7% com rendimento mensal familiar de mais de 10 salários mínimos).

O portal Bebe.com também fala sobre a tendência das mulheres que trabalham de engravidar cada vez mais tarde.

O portal da Revista Vida Simples, trouxe a matéria Filhos na hora certa que trata também do dilema das mulheres na sociedade atual, que por motivos diversos, adiam cada vez mais o momento de ser mãe.

Segundo a reportagem,  o problema é que essa liberdade de escolhas está ligada a algo muito atraente, mas perigoso como dinamite: o sonho (de homens e mulheres) de que se pode ter tudo na vida ao mesmo tempo. “Atualmente a mulher quer ser mãe, profissional de sucesso, boa esposa e ótima amante. O homem quer ser pai e marido presente, profissional empenhado na carreira e ainda ter tempo suficiente para praticar hobbies, viajar e aproveitar a vida. Na prática, isso é difícil. Quase insustentável”, diz o filósofo Renato Janine Ribeiro (Em entrevista à Revista Vida Simples).

A matéria continua: “O preço desse sonho inatingível é muita angústia e ansiedade. Se a mulher escolhe a carreira, sabe que tem um reloginho interno biológico que lhe diz que pode estar passando a melhor época para ter filhos sem maiores riscos…”. E vai além: “Para ter filhos, é preciso já ter encontrado seu lugar no mundo”, diz Beatriz Vidigal, psicóloga especializada em terapia de casais. Em outras palavras, é saudável, sim, buscar uma base firme antes de ter filhos, embora seja provável que uma boa estrutura só seja alcançada depois dos 30 ou mesmo a caminho dos 40 anos. Mas também é prudente admitir que perfeição não existe e que não é preciso esperar por uma situação superideal para se ter uma criança.

Outras dicas interessantes:

Existe hora certa para ser mãe?

Acompanhe a gravidez mês a mês

O corpo da mulher na gravidez

Perguntas e Respostas sobre o parto

Sexo na gravidez: posições confortáveis e prazeirosas

Estrias: como prevenir?

Alimentação na gravidez

Seis razões para tentar parto normal

Receitas para grávidas

Exercícios de Pilates para grávidas

Comendo certo na gestação

A hora certa de ter filhos, para a revista Crescer

Escalda-pés

Guia da futura mamãe

A hora certa para ser mãe…

Posted in Comportamento, Maternidade with tags , , , , , , , on junho 12, 2008 by Psiquê

Photo by Nadya Kulagina

Atualmente é cada vez mais freqüente o adiamento da maternidade entre as mulheres que ocupam o mercado de trabalho. A decisão de ter filhos é cada vez mais, adiada, quando não, anulada.

Estar preparada ou não para que uma gravidez aconteça nos próximos meses ou anos envolve muitos fatores, como objetivos de vida, situação financeira, planos de carreira, “tempo” e disponibilidade. E quando a mulher opta por desenvolver uma vida profissional, começa a pesar também a idade, o tal “relógio biológico”.

O Portal Feminino da Pifzer apresentou uma série de matérias sobre maternidade e uma delas trata do dilema de ser mãe e profissional. O impasse se dá porque as mulheres no mercado de trabalho, com 30, 40 anos, são pessoas que cresceram ouvindo falar sobre profissão, o que não existia antes. É uma mudança de expectativa social.

As vantagens dos dias de hoje é que há uma disponibilidade muito maior de informação em relação à gestação. Porém, “a informação é legal, mas pode ser um fator problemático quando o casal não tem como segui-la fielmente. É preciso aplicar um filtro pessoal, criar distanciamentos de algumas situações ou pessoas. Não é necessário acatar nem atacar”, diz a psicóloga do Instituto Mãe Pessoa, Sheila Skitnevsky-Finger.

Para algumas mulheres, a maternidade costuma servir de desculpa para abandonar uma carreira que, provavelmente, já não era satisfatória. “Ter um filho pode até influenciar na mudança de atividades, de profissão, criando novas oportunidades para a mãe que também é profissional”, revela Sheila. “Mulheres que se propõem a trabalhar em casa, por exemplo, se comprometem a fazer e terminar o trabalho”, completa.

As empresas deveriam reconhecer em muitas dessas mães-profissionais uma grande habilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Algumas optam por fazer home office e dão conta muito bem disso.

Muitas mães que trabalham – se não todas – se sentem culpadas por não ter tempo para ficar ao lado dos filhos. Eu tive essa experiência com minha mãe-profissional. Mas atenção: “A culpa das mulheres, de não poderem estar mais tempo com os filhos, só adiciona elementos negativos à vida deles. Se uma mãe fica 24 horas cuidando da criança, não desenvolve o lado pessoal, interesses, desejos, contato com amigas, marido e trabalho.”

Photo by Nadya Kulagina

Outro ponto fundamental salientado na matéria diz respeito à saúde do casamento antes, durante e após a maternidade. É preciso muito diálogo e compreensão dos dois.

“Após a maternidade, o casal precisa reinventar a relação, pois o que é prioritário hoje, pode deixar de ser após os filhos. Então, são necessárias outras invenções, viajar apenas os dois e deixar a criança sob os cuidados de outras pessoas, assistir a um vídeo quando o filho estiver dormindo, tomar um vinho, usar a criatividade”, aconselha Sheila. É importante que, após a maternidade, a mulher se lembre de resgatar a dimensão “pessoa” da mãe. É legal ser supermãe, sem esquecer de que também é mulher, que precisa se cuidar e fazer o que gosta.

Outras matérias interessantes no portal:

Boa Forma após o parto

Nada de comer por dois

Após o parto: alimentação e cuidados

Casal versus Filhos

Planejamento Familiar

Será mesmo o feminino mais dócil?

Posted in Comportamento, Geral, Maternidade, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , on fevereiro 16, 2008 by Psiquê

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Há pouco, quando escrevi sobre o possível domínio das mulheres no mundo, houve quem se manifestasse satisfatoriamente alegando que o mundo feminino seria mais pacífico. A justificativa para tal, seria a comum associação da docilidade, compreensão, maternidade, maleabilidade às mulheres.

Há também os que atribuem às mulheres o carinho para com as crianças e o desejo de ser mãe. Evidentemente, não há duvidas de que, seja por questões históricas ou não, a predominância feminina em várias esferas da vida é um fato. Mas questiono se isso tornaria o mundo mais dócil, mais amável, mais humano.

Afinal, em muitas posições hoje ocupadas por mulheres o que vemos é um comportamento tão agressivo, competitivo e violento quanto veríamos se fosse um homem a ocupar aquela posição. Talvez, por uma questão de sobrevivência ou de adaptação, a regra de que o “feminino” é mais amoroso não se aplique.

O mesmo ocorre quando uma mulher afirma que não tem vontade de ser mãe. A primeira reação é de choque, pois muitos atribuem à mulher – principalmente se ela for doce e gentil – o desejo intrínseco de ser mãe. Será que essa é uma regra do feminino, ou se olharmos em volta veremos que mais do que padrões pré-determinados de comportamento, as pessoas se comportam a partir de suas experiências, seus objetivos, anseios e até traumas?

“Na França, até a Revolução Francesa, as fidalgas consideravam a maternidade uma das mais desagradáveis incumbências. Sem o menor respeito ou amor pelas crianças, era moda abandonarem seus filhos, em lugares distantes, de preferência no campo, na companhia de empregados e amas. Lá, vivendo sem conforto e sem as regalias que seriam de esperar da riqueza dos pais, essas crianças ficavam até a idade de seis a oito anos, quando então iam conhecer sua mãe. Conta-se mesmo que os filhos de reis não fugiam às regras, e que o próprio Luiz XIV, em criança dormia numa velha cama de lençõis rasgados que mal o podiam cobrir.

Já os maometanos têm em tão alta conta a maternidade, que a mulher que morre de parto está dispensada de receber a extrema-unção. Para eles, a própria maternidade vale como uma santificação da mulher.” Clarice Lispector – Correio Feminino

Apenas uma reflexão…