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Que venha 2013!!!

Posted in Comportamento, Geral with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 28, 2012 by Psiquê

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Essa semana que fiz uma brincadeira no trabalho. Tirei o calendário de 2012 da minha mesa, coloquei o de 2013 e atirei o deste ano na lixeira, dizendo assim: cansei! Chega deste ano, que venha 2013!
Claro que isso foi uma brincadeira, mas já estou me abrindo para o novo ano. Ainda faltam 3 dias inteiros de 2012 para vivermos e nestes dias é importante AGRADECER por tudo que passamos no ano que finda.
Todas as experiências, boas ou más fazem parte do nosso processo de amadurecimento e nos tornam pessoas mais fortes.

Por isso devemos sempre agradecer.

Agradecer por…
… cada dia;
… por cada um que conhecemos;
… cada pessoa que chegou e partiu, aquelas que ainda permanecem;
… cada minuto vivido;
… cada sorriso estampado;
… cada lágrima escorrida;
… por todas, todas as experiências…
Afinal, mudamos o tempo todo a partir daquilo que experimentamos na vida e esta oportunidade é única e fantástica!

Antes de começar a traçar suas metas para 2013, o que também é muito importante, pare um minutinho durante estes três dias para agradecer!!!
Que todos nós tenhamos um excelente 2013!

Apetite sem Esperança

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 29, 2009 by Psiquê

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Apetite sem Esperança
(Elisa Lucinda)

Mãe eu tô com fome
eu dizia eu gritava eu mugia
minha vó zangada respondia
você não está morrendo e nem tem fome
Você tem é apetite
Você sabe que vai comer, aonde comer, o quê vai comer.
Fome não! A fome, minha neta,
a fome, meu irmão,
a fome, minha criança,
é um apetite sem esperança.
Quando há certeza de cereais, toalhas americanas,
guardanapos e alegrias da coca-colândia
não há fome de verdade.
Minha vó já dizia pra mim um futuro de Brasil.
Minha vó nem viu edifício crescer no lugar de pão
no lugar de trigo
nem viu criança com infância de semáforo
vendendo mariola barata, criança que mata
porque seu quintal tá sempre no vermelho
criança cujo ralado de joelho
dói menos do que o não morar, não existir, não contar
com a fome tenaz
Não há tenaz na escola
há só a cola de cheirar a dor doída
de um monstro estômago a roncar
um animal doído dentro do corpo a uivar
todo dia, sem boa vista, sem quinta zoológica onde morar
Com a fome das crianças brasileiras
forra-se a mesa, arma-se o banquete
dos que sempre tiveram apenas apetite.
A faminta criança foi apenas o álibi, o cardápio, o convite.
Desmamada ela cresce procurando o peito da pátria amada
uma banana, uma manga, uma feijoada
e a mãe pátria diz nada.
Tem ela apenas o horror, o descalor, a calçada
um ódio a todos os tênis dos meninos nutridos
um ódio a mochilas, a saudáveis barrigas
com contínuo furor de assaltar os relógios
um deter o tempo que é o seu verdadeiro balão
um cai-cai balão que só cai à mão armada.
A fome gera a cilada de uma pátria de não irmãos.
A gente podia ter gripe, asma, catapora, bronquite
A gente podia ter apetite mas fome não.
Minha vó bem que dizia sem errança:
fome é um apetite sem esperança.

(Escrito especialmente para a Campanha Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida/ Betinho / 93. Encenado pela Cia. Teatral do Movimento sob a direção de Ana Kfouri)