Arquivo para moral

O papel das mulheres e do feminismo

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 17, 2015 by Psiquê

Hoje conheci o blog Não me Khalo, que achei o máximo. Parabéns meninas pelo projeto e iniciativa.

Algumas ideias pendem para um feminismo mais radical e militante, o que OBVIAMENTE não está errado, mas que pode gerar controvérsias e um incômodo nos mais conservadores…

Nós mulheres – algumas inseridas em uma criação machista – temos o dever de sempre e cotidianamente reafirmar a luta por igualdade de gêneros e pela denúncia em relação aos absurdos a que somos submetidas diariamente, seja através de uma piadinha, cantada não desejada ou apropriada, assédio sexual, moral, etc. Seja através do boicote a uma promoção no trabalho, a um posto ou curso no trabalho, etc.

Gostaria de compartilhar um vídeo que descobri através de um fragmento compartilhado no blog, mas que divido com vocês aqui na íntegra. Ouçam um pouco do que a minha querida filósofa e professora de filosofia Márcia Tiburi tem a dizer:

Fiquem bem. Uma ótima semana a todos.

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Puro preconceito

Posted in Comportamento, Curiosidades, Profissão, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 27, 2015 by Psiquê

678727_35Talvez minhas ideias neste post causem mal estar, mas há algo que preciso compartilhar aqui e considero nada mais do que puro preconceito, enraigado em uma sociedade extremamente machista, preconceituosa e (muitas vezes, hipócrita).

No Saia Justa Verão da semana passada, os meninos lançaram o tema prostituição, enquanto negócio, na pauta de discussão. Na ocasião, Léo Jaime relatou uma experiência pela qual passou em Amsterdam, em que passava pelo Red Light District, uma área onde a prostituição é comum (e legalizada): uma das profissionais saiu de uma casa de prostituição e seu marido/namorado/parceiro a esperava na porta, vindo do trabalho, com uniforme da companhia de luz. Ao vê-la, deu um selinho e seguiu de mãos dadas para casa. Na sequência, ele indaga aos demais apresentadores se eles lidariam bem com a possibilidade de sua esposa trabalhar como prostituta.

Certa vez, também conversando com uma psicóloga que gosto muito falei sobre este tema e ela destacou as dificuldades pelas quais passam as pessoas que trabalham se prostituindo e quando querem assumir um relacionamento estável ou ter filhos, sofrem preconceito de seus parceiros ou da sociedade.

Foi então que comecei a pensar que tudo isso só existe porque vivemos em uma sociedade absurdamente machista e preconceituosa, na qual os homens se gabam por pagar pelo sexo, mas consideram inferiores as mulheres (ou homens) que vendem o serviço.

Se a prostituição fosse realmente encarada como um profissão, na qual a pessoa vende um serviço e fora do trabalho vive como outra pessoa que exerça uma profissão qualquer, não haveria sentido algum em olhar torto, fazer piadinha, tratar mal  ou condenar aqueles que fazem desta uma profissão. Mas estamos muito distantes de uma sociedade que consiga deixar o preconceito de lado e respeitar o outro se a sua prática ou suas escolhas forem de encontro ao que se pensa ser certo ou moral.

Na minha opinião esta discussão demonstra o mais puro preconceito e machismo (no caso da experiência brasileira). Mas isso é só uma opinião…que não podia deixar de compartilhar com vocês.

Fiquem bem e respeitem o outro, sempre, independente das escolhas dele.

Falam de tudo

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , on julho 16, 2013 by Psiquê

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“Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.” Nelson Rodrigues

Via Bar Bukowski – facebook

Estamos perdendo a capacidade de amar?

Posted in Curiosidades, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 20, 2008 by Psiquê

by Steffen Martin Moller

Neste sábado (19/07) o caderno Ela, d’ O Globo publicou uma entrevista com o filósofo espanhol José Antonio Marina em que ele trata da sexualidade, sexo e amor. O autor lançou recentemente o livro: “O Quebra-cabeça da sexualidade” ( Editora Guarda-Chuva). Ainda não o li, mas diante dos temas que discute na entrevista parece ser interessante.

O autor, que não troca as salas de aulas em colégios, pelas das universidades protesta “nossa sociedade hiper sexualizada é muito nociva às meninas”

Quando indagado sobre a proposição de uma segunda revolução sexual Marina responde: que a nova revolução sexual será tentar reintegrar o afeto dentro do campo da sexualidade . O sexo é um acontecimento fisiológico e biológico e a sexualidade é todo um mundo simbólico, metafórico, afetivo, moral, que vai sendo construído ao redor do sexo. Durante muitos séculos, em todo o âmbito da cultura ocidental, houve uma sobrecarga de moralidade na sexualidade. E a primeira revolução sexual tentou eliminar todos os significados repressivos e excessivamente moralizantes que tinham sido relacionados com o sexo. Mas, ao tentar purificar ou tornar as relações sexuais mais naturais, acabou excluindo a afetividade, que era uma parte muito positiva da sexualidade.”

Marina ainda destaca que estamos perdendo a capacidade de amar, uma vez que separamos o campo da satisfação sexual do campo da satisfação amorosa. Segundo o autor, os gregos já tinham passado por isso, ao tentarem distinguir eros – o impulso sexual- da filia – o amor -, digamos de amizade. “ A questão era unificar o amor-erótico ao amor-amigo. Este é o nosso problema atual”, explica. Na entrevista, Marina também é questionado se é essa desconexão que causa instabilidade entre os casais.

E ao responder, destaca que “tentamos inventar os sentimentos necessários para que as relações de casal se mantenham com certa estabilidade. Mais de 93% das mulheres e dos homens gostariam de ter companheiro (a) estável, mas o que acontece é que não acreditam que possam consegui-lo. Ou seja, há um sentimento de fracasso pré tentativa.

O autor também defende que a sentimentalização sexual, incluindo o erotismo é um invento feminino. “O sentimento amoroso é muito inovador porque, nele, a minha felicidade, que é egoísta, depende da felicidade de outra pessoa, e por isso, é generosa. E então perguntamos, é egoísta ou é generosa? Porque teoricamente não poderia ser ambas as coisas. Mas na relação amorosa a felicidade é egoísta e é generosa. A primeira manifestação deste tipo de sentimento se produz com a maternidade. Nenhuma mãe gosta de acordar de madrugada, mas se é para atender seu filho isso não significa uma infelicidade, embora não seja cômodo. Seu projeto de felicidade está vinculado a outra pessoa, pela qual sente ternura. A grande invenção feminina foi trasladar a ternura para a sexualidade. O homem, de fato, é mais elementar.