Arquivo para olhar

Ficar sozinho

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 30, 2016 by Psiquê

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As pessoas em geral, têm dificuldade de ficar sozinhas, em sua própria companhia. Evidentemente que, muitas vezes, o ambiente nos dificulta a parar e prestar atenção em si próprio, mas considero que essa oportunidade é, na verdade, uma questão de escolha…

Em muitas situações somos obrigados, ou buscamos inconscientemente, ocupar nossa mente com tudo, menos com a atenção ao que queremos, pensamos, desejamos, gostamos. Nos últimos tempos tenho aproveitado muito os momentos de deslocamento, no transporte, na rua, entre uma atividade e outra para estar comigo, ou ao menos tentar prestar mais atenção em mim. Isso é muito importante, pois vivemos em uma realidade que supervaloriza as situações em que se tem mais interação, conectividade, barulho e desconexão com si próprio. Resgatar um pouco do valor de se estar sozinho, chega a ser um desafio.

É tão importante prestarmos atenção em nós mesmos. É tão sábio buscar se entender para poder interagir e compartilhar com o outro de forma mais consciente e intensa…

Se todos tivessem consciência da importância de olhar para si mesmo, ouvir seus desejos, medos, anseios, dúvidas e vontades, tudo seria mais fácil.

Que tal experimentar e aproveitar os momentos de transição, deslocamento, passagem para ficar um pouco com você mesmo? É tão importante e nutritivo. Diria que até bastante importante para melhorar a interação com o outro.

Uma ótima semana a todos.

A química do desejo

Posted in Poesia Erótica, Relacionamento, Sexo, Sexualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , on junho 5, 2016 by Psiquê

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A química do desejo não tem uma fórmula certa. Muitas vezes o desejo é despertado dentro de nós a partir dos estímulos mais inusitados: um beijo, um toque, uma cena de sexo, um romance, um cheiro, uma taça de vinho, uma música, um ritmo, um gosto, um olhar, um pensamento, uma proibição

Não há como prever o que e quando nosso desejo pode ser despertado e as experiências são individuais. Algumas pessoas são mais sensíveis e suscetíveis à eferverscência do desejo, outras menos, mas ele sempre existe em algum lugar dento de cada um de nós.

O importante é deixá-lo se manifestar com cuidado e desfrute, sem se censurar demais, mas ao mesmo tempo sabendo vivê-lo da melhor forma. O desejo nos nutre e sabendo fazer um bom proveito dele, a vida ganha um colorido gostoso e importante.

Aproveite, observe-se e vivencie.

Boa semana!

 

Olhos felinos

Posted in Cultura e Arte, esoterismo, Estética e Beleza with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 26, 2014 by Psiquê

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Hoje estava navegando por algumas páginas sobre o feminino e me deparei com um texto bem legal. Na hora comentei com uma amiga uma ideia que volta e meia me vem à cabeça: se eu fosse espírita/espiritualista e acreditasse em reencarnação, diria que se tivesse vivido na época da Inquisição, teria sido condenada à fogueira, pois poderia ter sido considerada uma bruxa. Digo isso porque me encanta tanto o feminino, a arte, o corpo, a força da natureza, os astros, as estrelas, a possibilidade de cuidar disso tudo e defender o direito de todas nós mulheres termos o direito de cuidar de nós mesmas com o encantamento e a sensualidade do feminino…

E o texto de Rose Kareemi Ponce, que compartilho abaixo, me inspirou…

Então, ele se deu conta que ela era uma bruxa.
Não uma bruxa dessas de contos de fadas, com verrugas e mãos tortas. Uma bruxa com intensos olhos felinos, que o faziam ficar sempre atento, como se ela à espreita, fosse dar o bote a qualquer instante, tomando seu coração em suas garras e se alimentando de sua alma.
Uma bruxa que caminhava suavemente, sem deixar marcas pelo chão, porém deixando pegadas em seu coração.
Ele percebeu a sutileza de seu toque, a suavidade de suas palavras e se viu preso sem amarras aquela mulher, que livre, também o libertava. Que doce, o acalentava.
E ali estava perdido entre o irreal que se mostrava nítido sob a luz de seu olhar, e o real que se desfazia e escorria pelas mãos, como areia, como água que flui. Como ela, que passeava livre por seus lençóis e desaparecia nas manhãs.
Feito lua, iluminava suas noites.
Feito estrela, brilhava em suas mãos.
Feito o vento, voava e saía pelas janelas antes mesmo que pudesse prendê-la!
Feito ar, alimentava seus pulmões de vida!
Feito fogo, queimava sua pele e sua alma.
Feito menina, encantava.
Feito mulher, seduzia.
Sendo dele, era livre.
Sendo livre, nunca fora tão intensamente de alguém!

Ah, a sensualidade…

Posted in Comportamento, Erotismo, Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 26, 2014 by Psiquê

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A sensualidade não tem uma fórmula, uma receita, uma técnica, um segredo…

Ela é…

Às vezes me perguntam como faço a escolha das fotos, das palavras, das ideias que divido aqui com vocês e eu simplesmente não consigo transmitir uma fórmula, pois envolve o gosto, a estética, aquilo que acho belo, que me toca, que me faz “falar” através das palavras e das imagens que escolho.

O que sempre repito é que muitas vezes a imagem vem antes do texto, ela que me inspira, que me move, que concretiza aquilo que estou pensando ou sentido.

Outras vezes, começo pelo texto, mas busco na imagem a concretização daquilo que quero compartilhar. É neste sentido que hoje venho dividir com vocês um pouquinho do que estas imagens me transmitem ou espelham aquilo que quero transmitir…

Quero falar hoje sobre a sensualidade….

Ela não está necessariamente na pose, na fórmula, no perfume….

…ela simplesmente é, seja pela olhar do admirador ou espectador, seja pela atração que o contemplador já sente. O cabelo pode estar despenteado, a camisola caindo, pode não haver roupa, pode ser uma roupinha velha e desengonçada, pode ser um batom nude ou vermelho, uma nuca de fora ou cabelo solto, uma lingerie sexy…

…não importa…

Pode ser tudo, ou pode ser nada, às vezes até o perfume em uma peça usada pode provocar aquela imagens de sensualidade que o outro evoca em você…

Enfim, tem a ver com química, com pele, com olhar, com energia, sei lá…

Sei que me impressiona e me alimenta.

Boa noite meus amores. Obrigada por virem aqui!

Nas pequenas coisas…

Posted in Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 28, 2014 by Psiquê

Hoje ao ler este texto do portal Obvious rememorei um belíssimo filme que fala sobre a beleza que pode constar na simplicidade das pequenas coisas: O fabuloso destino de Amélie Poulain. Recomendo fortemente para quem não assistiu e estou pensando seriamente em ver mais uma vez…

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FONTE: Imagem retirada da internet

Parabéns pelo texto, Prescila Rizzardi!

Um Guia para a felicidade

Talvez esse seja o mais clichê dos filmes considerados cult da atualidade nem tão atual assim, visto que ele foi produzido no ano de 2001 e lá se vão 13 anos já, mas ainda sim, é a obra-prima mais singela e inquietante que já vi. O roteiro de Guillaume Laurant e a direção de Jean-Pierre Jeunet agregados a expressividade do olhar da bela Audrey Tautou e a extasiante trilha sonora de Yann Tiersen, fizeram dessa obra a mais bela forma de demonstração de como a felicidade pode ser encontrada nas pequenas alegrias cotidianas da vida.

Quem de nós não tem alguma daquelas pequenas manias, que até então parecem ser insignificantes mas, que são capazes de proporcionar a nós portadores de uma insatisfação crônica, momentos de total plenitude, até por que eles são responsáveis por promover nossas alegrias diárias.

A doce e quase angelical Amélie cultiva alguns desses prazeres, e fico muito feliz por saber que compartilhamos alguns deles, como por exemplo, enfiar a mão bem fundo no saco de cereais, e sentir os grãos passarem por entre seus dedos.

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Ir ao cinema sozinha e observar os “estranhos” e olhar para traz, para ver suas reações ao filme, assim como usar sua capacidade ímpar para reparara nos pequenos detalhes do longa-metragem os quais somente ela era capaz de perceber.

006-O-Fabuloso-Destino-de-Amélie-Poulain-thumb-600x450-12649.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Quebrar a cobertura do “creme brúlee” com a colher, nessa por estarmos no Brasil fico de fora, mas raspar da panela o resto do brigadeiro com a colher, na minha humilde opinião pode ser equivalente a sensação sentida por Amélie.

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Ou colecionar pedras que encontra em seu caminho para joga-las no canal Saint Martim, além de toda sua forma de ver o mundo de maneira única ao se fazer perguntas as quais, provavelmente ninguém mais irá fazer, como a clássica “quantos casais…? ” Sim se você ainda não viu o filme essa é uma forma de instigar você a vê-lo, mas posso lhe adiantar a resposta, 15.

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Amélie com sua personalidade peculiar encanta a todos, mesmo quando tenta não chamar a atenção, pois boas ações não precisam ser anunciadas, e assim seu destino é traçado, pois ela é aquela que faz o bem sem se anunciar, o tipo mais raro de altruísmo já encontrado. Mas nem só de alegrias vive Amélie, pois até mesmo ela ou melhor principalmente ela, cresceu em uma bolha e por segurança manteve essa redoma na vida adulta, até que em um dia no café o qual trabalha lá está ele… bom o resto é a história, “pois o que importa é que sim, ainda há uma esperança para os sonhadores nos tempos de hoje”.

Amélie-Poulain2.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Espero que esse breve resumo do que é esse filme, seja suficiente para despertar sua curiosidade, garanto que não será tempo perdido, e sim tempo de vida ganho, pois nele você encontrará se não o caminho, ao menos boas dicas de como a felicidade é simples e fácil de ser encontrada, basta olharmos do jeito certo.

“Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida…”

publicado em cinema por 

 

 

Boudoir

Posted in Comportamento, Erotismo, Moda with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 19, 2012 by Psiquê

Hoje, por acaso, fui apresentada ao ensaio boudoir ao conhecer o trabalho do fotógrafo Raoní Aguiar*, apesar de já ser uma grande admiradora dos ensaios sensuais. E como tem tudo a ver com o Espartilho, não poderia deixar de partilhar esse encanto com vocês.

O termo francês Boudoir (buduár) tem por definição toucador; quarto  de vestir adornado com requinte. O termo remonta o século XIV como um dos cômodos da suíte de uma dama em que ela se banhava e vestia. Era um ambiente privado e muito íntimo, composto de elementos femininos decorados ao gosto da mulher.

Era um local proibido para homens, e isso despertava a curiosidade e a fantasia quanto ao que acontecia ali dentro, consequentemente isso criava um certo ar de erotismo e sensualidade. Surgindo dai a fantasia e a magia que envolvem o termo boudoir, que carrega consigo a intimidade e a feminilidade.

O olhar boudoir, consiste em um estilo artístico de fotografar que retrata  momentos pessoais e íntimos onde a sensualidade, o romantismo e o glamour são a  tônica. Não importa a idade ou o tipo de corpo que você tem, o estilo boudoir é para todas as mulheres. É mais do que apenas um ensaio sensual, é uma experiência de auto-descoberta.

Quem mais já falou sobre e praticou:

Olhar de Boudoir

Raoní Aguiar

Loulou’s Boudoir

Boudoir Floripa

Fernanda Marques

La Papeterie Diva

* Raoní Aguiar, entretanto, não se limita a fotografar ensaios sensuais. Ele também faz fotografias de casamento e lançou uma promoção para dar um ensaio de casal ou boudoir. Minha torcida é que ele dê dois: um ensaio casal para minha querida prima e um ensaio boudoir adivinhe para quem? Mas como sorte não depende muito da nossa vontade, vou partilhar aqui para quem quiser concorrer.

Pecadora

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 23, 2011 by Psiquê

Pecadora

Tinha no olhar cetíneo, aveludado,
A chama cruel que arrasta os corações,
Os seios rijos eram dois brasões
Onde fulgia o simb’lo do Pecado.

Bela, divina, o porte emoldurado
No mármore sublime dos contornos,
Os seios brancos, palpitantes, mornos,
Dançavam-lhe no colo perfumado.

No entanto, esta mulher de grã beleza,
Moldada pela mão da Natureza,
Tornou-se a pecadora vil. Do fado,

Do destino fatal, presa, morria
Uma noute entre as vascas da agonia
Tendo no corpo o verme do pecado!

Autoria:  Augusto dos Anjos

Minha Mulher

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 17, 2009 by Psiquê

Frivolités de Philtre 9Photo by Frivolités de Philtre

Minha mulher

A minha mulher
tem mistério insondável,
recato impenetrável
aos olhos voyeurs.

A minha mulher,
tem uma nudez invisível
e um olhar transparente
só para o que quer.

A minha mulher
tem o encanto das fadas
e a magia das bruxas
quando estamos em nós.

Ela sabe fazer-se inteira
nunca está em pedaços
sabe todas perícias
atar e soltar nossos nós.

Nela, o meu corpo presente
é mais do que tudo,
do eterno, um estudo,
quando estamos a sós.

Ela tem a magia dos celtas,
obtém a têmpera correta,
de traz-nos o instante
de toda eternidade.

Ela tem o erotismo dos anjos
o silêncio dos sábios
ao dizer o que é
ser a minha mulher.

(Autor: Calex Fagundes)

A uma mulher amada

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , , , , on agosto 27, 2008 by Psiquê

Via Amante das Imagens

A uma mulher amada

Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.

Sinto um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem-querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.

Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala… eu quase morro … eu tremo.

(Safo)

(de “Clássicos do erotismo, vol. 2”)

O amor, quando se revela…

Posted in Poesia Erótica with tags , , , , , , , , , on agosto 10, 2008 by Psiquê

Claudia F. by Daniel Otten

O amor, quando se revela…

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

(Fernando Pessoa)