Arquivo para pai

Ninfomaníaca – Vol. I

Posted in Comportamento, Cultura e Arte, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 15, 2014 by Psiquê

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Ontem assisti ao filme Ninfomaníaca, do cineasta Lars von Trier, mesmo que fez dois outros filmes que gostei: Dogville e Melancolia. Eu confesso que queria que os dois volumes do filme fossem lançados simultaneamente, mas se não tem jeito. Espero apenas que a segunda parte supere a primeira que já foi bem interessante.

A análise de Thiago Siqueira, para o portal Cinema com Rapadura, é bastante coerente com minha impressão do filme

Ao contrário de outras espécies, os humanos racionalizam o ato do coito. O que é um mero instinto para a maioria dos animais, ganha contornos emocionais para as pessoas, que atribuem ao sexo um valor moral pela cultura na qual o indivíduo se insere, seja ela mais liberal ou conservadora. O cinema de Lars von Trier lida com as angústias humanas (focando mais recentemente em comportamentos depressivos e autodestrutivos), o que torna este “Ninfomaníaca – Vol. I” um passo lógico na filmografia do cineasta.

A despeito de toda a polêmica que cercou sua produção, o público não encontrará, ao menos nesta primeira metade da obra (dividida em dois volumes), nada que o ser humano ocidental médio maior de idade não tenha dito ou feito em sua privacidade. Há uma franqueza ao se tratar de sexo no cinema que o grande público pode não estar  acostumado, mas nada excessivamente chocante. Filmes como“Azul é a Cor Mais Quente” ou “9 Canções” foram muito mais ousados e explícitos, do ponto de vista visual.

O fato é que a narrativa proposta por Trier não foi comprometida por eventuais cortes requisitados por produtores. A produção não é um espetáculo pornográfico. Sim, o sexo é uma pedra fundamental na jornada mostrada na tela, mas o ato em si não é o fim, mas sim um meio para a narrativa ser exposta.

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Na trama, Seligman (Stellan Skarsgård) encontra uma mulher machucada e inconsciente em um beco e a leva para sua casa até que ela se recupere. Ela, Joe (Charlotte Gainsbourg), passa então a narrar para o seu benfeitor sua história, e continuamente afirma que seu comportamento sexual fez com que merecesse o espancamento do qual fora vítima. A partir daí, Trier adota sua típica estrutura de capítulos a partir dos eventos narrados por Joe, cuja versão mais moça é vivida pela estreante Stacy Martin.

O filme deixa bem claro que o visual dentro das histórias é provido pela imaginação de Seligman, alimentada pela narrativa de Joe. Isso permite que Trier justifique inclusive a inserção de elementos gráficos (como o“3+5”, a sequência com a “educação” de Joe ou o momento em que ela estaciona um carro) ou mesmo modifique radicalmente a fotografia em determinados momentos da projeção, algo que ocorre de maneira mais prolongada durante o triste capítulo “Delírio”, quando um melancólico preto e branco toma conta da tela.

A relação da protagonista com o sexo é o centro do roteiro e do arco de Joe, que busca “sentir algo”, por mais passageiro que seja. Com raras exceções, Joe se mostra incapaz de ter sentimentos para com aqueles que a rodeiam, tentando preencher esse vazio com o gozo, usando homens por quem ela pode sentir até repulsa como paliativos para isso. Neste sentido, Joe tem muito em comum com o Brandon de Michael Fassbender, personagem principal de “Shame”.

O coração fechado da mulher só encontra espaço para amar seu pai (Christian Slater) e Jerome (Shia LaBeouf), o rapaz que tirou sua virgindade de maneira humilhante. A rivalidade que ela tem para com a mãe (Connie Nielsen) se traduz quase que em ódio, com o pai no centro desta disputa, que indica uma relação incestuosa (consumada ou não) entre Joe e seu progenitor, com uma solitária gota traduzindo isso para a realidade (Complexo de Electra).

A corajosa interpretação de Stacy Martin carrega todo o longa. A atriz estreante, que possui uma beleza pura, quase angelical, se entrega de corpo e alma e hipnotiza o público em cena com seu desapego, mostrando a evolução de Joe da sua timidez inicial, passando pelo seu apogeu sexual, até o momento que serve como cliffhanger no fim desta primeira parte. As cenas que se passam no quarto capítulo, emocionalmente carregadas, só funcionam graças ao talento da moça.

Stellan Skarsgård, como o pacato Seligman, faz às vezes do espectador, em um papel passivo, como o ouvinte da história de Joe que encontra paralelos nesta com sua própria vida. A despeito de não ser alguém exatamente puro e casto (afinal, é a imaginação dele que assume o caráter visual da película, o que ressalta seu papel como alter-ego do público), ele é o padre confessor, algo irônico considerando os fatores a seguir.

Primeiro, o fato de o personagem ser judeu, sacada genial de Trier considerando suas polêmicas declarações quando do lançamento de “Melancolia”. Segundo, Seligman faz de tudo para “absolver” Joe das condutas que ela considera como seus “pecados”, em uma clara culpa católica, cruz especialmente masoquista para alguém que renega todas as religiões carregar.

Nisso, vemos Charlotte Gainsbourg basicamente se autoimolando em cena, enquanto sua Joe narra para seu benfeitor fatos extremamente pessoais e dolorosos. Com este ato, ela não procura por paz ou absolvição (ela não se acha merecedora disso), mas os motivos para seus instintos se transformarem em uma compulsão, algo que a torna, em seu próprio ponto de vista, uma pessoa maligna.

No elenco de apoio, mesmo com o aposentado precoce Shia LaBeouf a esbanjar uma energia e força até então inéditas e Christian Slater encarnando uma figura serena digna do amor de Joe, quem rouba o filme é mesmo Uma Thurman, em um verdadeiro tour de force como a ensandecida Sra. H, mulher que, tomada pelo ciúme e pela dor, comete um ato indizível para tentar atingir o marido, que queria deixá-la por Joe. Com poucos minutos em cena, Thurman mostra o lado obscuro do amor possessivo, em um espetáculo que transita habilmente entre o trauma e o riso nervoso, naqueles que são os momentos mais tensos da película.

O texto de Trier falha apenas ao deixar claras as suas metáforas, dando pouco espaço para o espectador processar sozinho o que está vendo em um didatismo exacerbado, algo incomum para o cineasta, aliás. Existem ainda alguns jump cuts um tanto quanto estranhos, mas nada que comprometa a arrebatadora experiência de acompanhar mais esta incômoda obra de arte produzida pelo diretor, tão devastadora quanto a música da banda Rammstein que abre e encerra a película. Esperamos que o Volume II, cujo trailer está presente nos créditos finais, mantenha o nível aqui apresentado.

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Thiago Siqueira é crítico de cinema do CCR e participante fixo do RapaduraCast. Advogado por profissão e cinéfilo por natureza, é membro do CCR desde 2007. Formou-se em cursos de Crítica Cinematográfica e História e Estética do Cinema.

Um método perigoso – paciente, discípula e amante

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 17, 2013 by Psiquê

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Acabei de assistir ao filme Um método perigoso, um excelente filme (estrelado por Keira Knightley, Viggo Mortensen, Michael Fassbender e Vincent Cassel), que conta a história de Sabina Spielrein, uma paciente, depois médica e discípula tratada por Carl Jung que vira sua amante e seguidora.

A matéria publicada pela Revista Época, intitulada Paciente, discípula e amante resume bem a história contada no filme. Leia a seguir:

Genebra, outubro de 1977. Um maço de documentos resgatados nos porões do Palácio Wilson, que no passado abrigara o Instituto de Psicologia, trouxe à luz detalhes de uma das tramas mais fascinantes do período nascente da psicanálise. Foram encontradas 46 correspondências do psicólogo suíço Carl Jung, 21 do vienense Sigmund Freud e 12 da até então pouco conhecida Sabina Spielrein – além de partes de seu diário íntimo entre 1909 e 1912. Sabina era uma espevitada morena de porte mignon, que viria a participar do palco da nascente disciplina ao lado de seus dois principais expoentes.

Neta e bisneta de rabinos e filha de um bem-sucedido comerciante de Rostov-On-Don, Sabina, aos 19 anos, viajara para Zurique em 1904 para inscrever-se na faculdade de medicina. Em vez disso, foi internada no dia 17 de agosto no Hospital Burgholzli, acometida de um surto de histeria aguda. Passou a ser submetida a tratamento ministrado pelo jovem médico Carl Jung, de 29 anos, que a essa altura já se correspondia com Freud, então com 48. Num relatório a Freud, Jung afirmou que, quando criança, a paciente, que era assaltada por medos noturnos, se excitava sexualmente com as surras aplicadas pelo pai – um homem de humor instável, tirânico e depressivo, que em alguns momentos ameaçava suicidar-se. Bastava olhar para uma mão que lembrasse a do pai para que Sabina se masturbasse. Jung não deixou de notar a aguçada inteligência da paciente, que aos 7 anos já era fluente em francês e alemão e, mais tarde, inglês.

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A relação entre Jung e Sabina evoluiu à medida que o tratamento avançava. Primeiro, ela o ajudou a monitorar os testes de associação de palavras, um dos experimentos iniciais de Jung no campo de sua futura psicologia analítica. “É difícil formular um parecer sobre o estado mental de Sabina Spielrein”, escreveu o psicólogo italiano Aldo Carotenuto, autor de Diário de uma secreta simetria, obra em que se debruça sobre a correspondência. “A hipótese mais provável é que ela tenha tido um surto psicótico rapidamente controlado pela intervenção de Jung.”

Ao entrar para a faculdade de medicina, Sabina mudou-se para um apartamento nas proximidades. A relação com seu terapeuta converteu-se em amizade com coloração romântica até se tornarem amantes. Em passeios de barco e longas caminhadas pelos jardins de Zurique, Jung lhe confidenciava seus temores e expectativas em relação às metas de sua vida e às oportunidades que se descortinavam à comunidade internacional de analistas. “Naquela época, não haviam sido dados limites ainda”, afirma Deirdre Bair, biógrafa de Jung. “Os maridos analisavam as mulheres, analistas e pacientes se envolviam livremente em relações sociais e sexuais.” Qualquer apressado julgamento moralista desses “affaires” deve considerar que, àquela altura, a psique ainda era um território desconhecido para os próprios pioneiros da psicanálise.

Ao contrário de Freud, que aos 40 anos já se conformara em “esperar a morte”, Jung, casado com uma herdeira milionária, ansiava por uma amante que pudesse aceitar que o amor “fosse seu próprio fim, em vez de um meio para um fim”. Paul Stern, outro biógrafo, relatou o magnetismo de Jung por todo tipo de mulheres neuróticas, que se sentiam incompreendidas. Não demorou muito para que o caso com Sabina viesse a público, na forma de um escândalo amplificado pelas fofocas dos estudantes de medicina.

Sabina proclamava seus sentimentos a quem quisesse ouvir e, provavelmente após uma briga com Jung ou durante uma de suas crises, acusava-o de se recusar a ser pai de seu futuro filho, embora não estivesse grávida. Como se não bastasse, chegou à senhora Spielrein, a mãe de Sabina, uma carta anônima pedindo que viesse resgatar a filha antes que Jung a arruinasse. Segundo a biógrafa Deirdre, as suspeitas a respeito de quem enviou a carta recaem sobre Emma, mulher de Jung, que sempre recusou uma aproximação com Sabina e em várias ocasiões esteve perto de pedir o divórcio ao marido infiel. A senhora Spielrein cobrou satisfação de Jung, a quem considerava o salvador da filha. Por carta, ele se limitou a explicar que, na relação de amizade entre homem e mulher, existia sempre a possibilidade de algo mais ocorrer.

Esse enredo que associa um folhetim de paixão, traição e escândalo à nascente psicanálise e seus protagonistas foi explorado pelo cineasta canadense David Cronenberg em Um método perigoso. Com Keira Knightley encarnando uma histriônica Sabina, Viggo Mortensen no papel de Freud e Michael Fassbender como um charmoso Jung, o roteiro segue com fidelidade biográfica os passos de seus personagens. Os lances que se desdobram à descoberta do romance formam uma cadeia de reações perfeitamente humanas, o que confere ao caso ensinamentos preciosos sobre o fenômeno da transferência e contratransferência envolvendo analisando e analista, e que Freud dizia ser um dos perigos da atividade psicanalítica. Por transferência, entendam-se as imagens e os afetos inconscientes que o paciente projeta no analista ao longo da análise, capazes de gerar vínculos emocionais positivos ou negativos. Contratransferência é o mesmo fenômeno que ocorre com o analista em relação ao paciente.

Numa carta a Freud, sem citar o nome de Sabina, Jung se queixa de uma paciente que “acabara de profanar a amizade da maneira mais mortificante”. Sabina passa a escrever cartas a Freud em que expõe sua versão do tumultuado relacionamento. Freud foi informado que certa vez, numa discussão, Sabina agarrou uma faca, Jung a desarmou e ela o esbofeteou. Desde o início, ele se recusou a atuar como mediador das desavenças do casal. Aconselhou Sabina a suprimir sentimentos negativos a respeito de seu relacionamento próximo com Jung. Naquele período, Freud ainda via Jung como um promissor colaborador, espécie de futuro príncipe da psicanálise. Anos depois os dois romperiam, um tanto por divergências científicas, outro por incompatibilidade de gênios. Jung não queria encarnar o papel de discípulo conformado. É interessante observar que, enquanto Freud viveu cercado por uma confraria de discípulos vienenses, a maioria de ascendência judaica, Jung encontrou nas mulheres companhia para sua viagem ao inconsciente. Toni Wolff, a amante que sucedeu Sabina, Barbara Hannah, Aniela Jaffe, Yolanda Jaccobi, Marie-Louise von Franz e Emma Jung, com quem se casou, perfilam-se na linha de frente da corte junguiana.

A aproximação de Sabina com Freud deu-se depois que ela se graduou na faculdade de medicina, em 1911, com uma tese intitulada O conteúdo psicológico de um caso de esquizofrenia, sob orientação de Jung. Sabina se mudou de Zurique para Viena, onde conheceu Freud e passou a participar dos seminários de quarta-feira, debates em que impressionou o mestre e seus discípulos. O segundo trabalho de Sabina, A destruição como causa do nascimento, influenciou um dos focos centrais de Freud e fez Sabina ser lembrada como precursora do instinto de morte. “Nesse segundo texto, ela antecipava, quase palavra por palavra, os princípios de Freud em Para além do princípio do prazer, afirma Carotenuto. Sua influência sobre Jung foi muito além da teoria. Em suas memórias, Jung descreve seu confronto com o inconsciente e a certa altura refere-se à voz de uma paciente, “uma inteligente psicopata que tinha por mim uma forte transferência e que estava impressa em minha mente como uma figura viva”. O caso também é citado em A psicologia da transferência.

No início da década de 1920, casada com um médico, Sabina retornou a sua cidade natal na Rússia. Ali, se juntou ao movimento da psicanálise, ajudando a difundir a nova disciplina até 1936, quando ela foi posta na ilegalidade pelos bolcheviques. Entre as poucas informações obtidas sobre Sabina no período há o fato de que ela organizou um jardim de infância com a intenção de oferecer uma vida melhor às crianças com problemas em seus lares. Em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, Sabina e suas duas filhas foram mortas por nazistas. O psicólogo e escritor austríaco Bruno Bettelheim foi quem provavelmente melhor sintetizou o papel exercido por Sabina Spielrein em relação à dupla de monstros sagrados da psicologia do século XX: “Enquanto Freud e Jung permitiram que seus impulsos destrutivos os afastassem um do outro, Spielrein defendeu até o fim o impulso criativo que, ela esperava, uniria os dois em um empreendimento comum”.

Dia Internacional da Mulher

Posted in Comportamento, Curiosidades, Geral with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 10, 2010 by Psiquê

Via Aliciante

No dia Internacional da Mulher deste ano, 08 de março de 2010, meu amado esposo foi convocado para falar algumas palavras sobre as mulheres ou o mundo feminino. E ao me apresentar suas ideias do “discurso” eu me encantei com o que tinha preparado. Gostei tanto que não apenas falei com todas as mulheres que encontrei no dia, como também pedi para colocar o texto aqui. Vejam só:

“Muitas são as qualidades das mulheres. Elas conseguem distinguir cores que não existem para os olhos masculinos e conseguem combiná-las com perfeição estratégica de um jogador de xadrez. Além disto, todas as mulheres nascem com conhecimentos avançados de química e farmácia. Quando morava sozinho, tinha no máximo uns três produtos no armário do meu banheiro. Hoje são mais de trinta. E, outro dia, provoquei minha esposa, para saber se ela realmente sabia a função de cada um. Recebi uma aula, não só a função, mas dos diversos usos e aplicações daqueles produtos e de outros, incluindo as  lojas em que eu poderia achar. Fenomenal.

Entre as variadas qualidades das mulheres a que mais aprecio e até invejo é o tempo. Para nós homens o dia tem vinte-quatro horas e só. Estas horas passam de maneira linear. Acaba um dia e começa outro. Simples.

Para as mulheres o tempo é totalmente diferente. O dia de uma mulher tem 48 horas ou mais. Além de sua vida, as mulheres cuidam de várias tarefas, todas, ao mesmo tempo e com desenvoltura em todas elas.

Casa, trabalho, filhos, marido, mãe, pai, dinheiro, carro, academia, roupas, cosméticos, tratamentos, médicos e muitas outras coisas, que para um homem, só poderiam ser realizadas ao longo de anos, mas que as mulheres realizam em apenas um dia. E pensam, como pensam em tudo. Eu acredito que o cérebro feminino não descansa um único minuto sequer. Está sempre ligado, sempre pronto, sempre tinindo.

É claro que toda esta atividade não vem sem um preço. E o preço, aparentemente é a sensação de que sempre falta tempo para algo. As mulheres mais próximas a mim, apesar de serem eficientíssimas, beirando a perfeição, muito além do que seria possível para mim, parecem culpar-se por não serem ainda mais rápidas, mais fortes, mais alguma coisa, como se fosse possível.

Por isto, neste dia 8 de março desejo a vocês todas um dia das mulheres que seja verdadeiramente de vocês. Desejo que vocês consigam, pelo menos hoje, um tempo para desfrutar da certeza de que fizeram tudo da melhor maneira que era possível e que todos nós aplaudimos de pé.”

Chegou 2010!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 2, 2010 by Psiquê

Via Blogando por prazer

Começou mais um ano. E com ele, surgem esperanças renovadas, novos projetos e novas estratégias para alcançar todos os objetivos. 2009 foi maravilhoso e 2010 promete ser ainda melhor.

Quero falar um pouco sobre o significado do número 3, pois a soma de 2010 dá o número 3. E segundo a numerologia, esse é o número do crescimento.

Criatividade pessoal, Ação, Poder de persuasão, Iniciativa, Prestação de serviço. Simbolicamente o número TRÊS é a soma do UM com o DOIS, e é também o resultado harmonioso do efeito da união do UM sobre o aspecto da dualidade do DOIS. O ato criativo resolve o conflito da dualidade visto que o UM indica o “ser” e o DOIS representa o “ser ou não ser”, o número TRÊS vem caracterizar o “fazer”, quer se trate de criatividade pessoal, de ação, de iniciativa ou de prestação de serviço.

Há um sentido de plenitude no número TRÊS, onde quer que seja encontrado. Nas principais religiões mundiais, podemos encontrar Deus descrito de Três maneiras diferentes. Por exemplo, no Cristianismo o Pai, O Filho e o Espírito Santo – No hinduísmo o Brama (o Criador), Vixnu (o Defensor) e Xiva (o Destruidor). A criatividade pessoal é simbolizada pelo número TRÊS, e, quando existe um forte elemento deste número no nome de uma pessoa, pode esperar-se que ela realize e crie mais do que a média das pessoas. Como o número TRÊS simboliza a atividade em si, pode significar que uma pessoa com forte vibração deste número no nome atua em diversos campos. Normalmente estas pessoas tem dificuldade em exprimir-se e pode esperar-se dela atitudes agressivas, negativas e destrutivas.”  Veja mais aqui.

Também não poderia deixar de lado algumas previsões para meu tão querido signo de VIRGEM.

Características

As virginianas possuem uma capacidade instintiva de separar o útil do inútil. Críticas, gostam de colocar seus talentos a serviço dos outros. O problema é que focam tanto nos detalhes que podem se atrapalhar.

Regido por: Mercúrio
Pedras: Ágata amarela e citrino
Cores: Azul, preto e tons pastel
Flores: Açucena, cravo e jasmim
Perfumes: Lavanda e jasmim
Elemento: Terra

História

Deusa da colheita e da fertilidade, Deméter gostava de passear pela Terra. De um romance com Zeus ela teve uma filha, Perséfone. Certo dia, a moça chamou a atenção do senhor do subterrâneo, Hades, que a raptou. Furiosa, Deméter pediu a intervenção de Zeus. Este decidiu que Perséfone viveria nove meses com a mãe, na terra, e três meses com Hades, no reino dos mortos. A partir daí, quando sofre de saudade, Deméter não exerce sua influência sobre a natureza: é o inverno, época em que nada floresce.

Segundo o site MdeMulher, algumas previsões – coerentes, outras nem tanto – em diversas áreas dizem o seguinte:

Profissão

Você só se considera realizada quando se sente indispensável. Por isso, pode atuar como enfermeira ou terapeuta. Não deixe seu perfeccionismo prejudicá-la.

Se o chefe é virginiano: Se há um chefe paranóico por organização e a fim de saber tudo o que acontece ao seu redor, é esse. Quer aumento? Mande um e-mail enumerando pelo menos 12 motivos que provem seu merecimento. Provavelmente não funcionará na hora, mas ele vai adorar saber quanto é eficiente, detalhista e crítica. Quanto à sua criatividade, demonstre-a com modéstia, pois para ser reconhecida é mais importante ficar atenta aos pormenores. Ele não tolera descuido.

Dinheiro

Não costuma arriscar seu dinheiro. Separa uma parte do salário para não ser pega de surpresa. Ótimos parceiros: Leão, Peixes e Libra. Fuja: Touro e Virgem.

Família

A mãe virginiana considera que o erro faz parte do aprendizado. Tudo que você quer é que seu filho seja uma pessoa melhor. Mas evite impor tantas regras.

Mãe: Cumpre as obrigações e espera que os filhos cumpram as deles. Quanto mais organizados eles forem, melhor. Prestativa (às vezes em excesso), não sabe dizer “não” e fica triste quando não é reconhecida. Não há problema, dos filhos ou seus, que não tenha solução rápida. É prática para lidar com tudo. Tem tolerância de sobra, mas faz exigências e críticas com muita freqüência. Filhos criados? Dever cumprido. Um pouco mais de toque físico pode ser um passo para maior aconchego entre todos.

Saúde

Você se cobra demais e isso gera uma indisposição. Permita-se relaxar para prevenir uma gastrite.

Beleza

Gosta de manter um visual impecável, de quem acabou de sair do banho. Invista em uma boa limpeza de pele para ter um rosto de bebê.

Exercícios indicados: Preocupada, deve buscar atividades que gastem energia mas também relaxem, como ioga, tai chi chuan ou hidroginástica.

Dieta: Disciplinada e atenta, você pode – e deve – investir em uma reeducação alimentar.

Dicas: Como gosta da rotina, fica mais fácil cuidar da pele e dos cabelos se estipular dia e hora para passar hidratante, fazer tratamentos, etc. Atenção especial aos cabelos, que devem estar sempre limpos e brilhantes.

Cuidado: Beba muita água, especialmente para o intestino funcionar bem.

Agora que 2010 chegou, é tempo de pegar meu caderninho e listar todas as minhas metas para esse ano, lendo e relendo diariamente, buscando os meios de realizar todos os planos traçados. Sejam felizes e tenham muito sucesso neste novo ano!

Cortejo na cerimônia…

Posted in Casamento, Comportamento, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , on junho 19, 2008 by Psiquê

Acabei de ler no Dicas para Casamento uma curiosidade bastante interessante: por que a noiva fica do lado esquerdo do noivo?

“A razão da noiva ficar sempre do lado esquerdo do seu noivo tem sua origem entre os anglo-saxões. O noivo temendo um ataque dos dragões e outras ameaças, deixava sempre o braço direito livre para sacar a sua espada. 

Por isso a noiva entra sempre do lado direito do seu pai, e na frente, faz a troca do buquê da mão direita para a mão esquerda e se posiciona para o lado esquerdo, pois o noivo a espera do lado direito do altar.”

A ordem de entrada na Igreja pode variar, em alguns casos o noivo entra antes de todos, em outros entra por último, fecham-se as portas para esperar a entrada da noiva. Vejam abaixo uma ordem de entrada:

O noivo com a mãe, seguidos da mãe da noiva com o pai do noivo e pelos padrinhos. Um casal de padrinhos do noivo, seguidos de um casal de padrinhos da noiva. (Isso hoje é meio proforma quando o casal mistura amigos de um com de outro). No altar os padrinhos do noivo ocupam o lado direito e os da noiva o lado esquerdo.

No cortejo as madrinhas ficam do lado  esquerdo dos padrinhos. A seguir entram as damas e pajens, meninas à esquerda dos meninos.

Por fim, chegam a noiva e seu pai. Ela é a ÚNICA a entrar do lado direito; na falta do pai ela pode entrar sozinha, ou com um irmão. Quando os dois chegam ao altar, o noivo deve se dirigir à noiva, cumprimentar o pai dela ou quem a acompanhar até o altar) com um aperto de mão e estender a mão à noiva. Ao receber a mão da noiva, o casal se dirige ao altar e o pai da noiva se dirige para o lado esquerdo, junto à mãe da noiva. Ao final da cerimônia, o noivo oferece seu braço direito à noiva, saindo pelo corredor central, seguidos das damas e pajens, pais da noiva e do noivo e casais de padrinhos intercalados.

Alternativas para damas e pajens:

Podem entrar junto da noiva (antes dela) ou antes da benção das alianças. Alguns fotógrafos pedem que eles não fiquem exatamente na frente da noiva, pois atrapalham na fotografia.

Outras curiosidades, clique aqui.