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Pessoas felizes fazem diferente

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 20, 2013 by Psiquê

Hoje li um post bastante interessante no blog Agora Sim, falando de 22 coisas que pessoas felizes fazem diferente. Coisas simples, mas que cabem em nossa reflexão. Trata-se de uma tradução do texto de Chiara Fucarino, originalmente publicado em Successify.net.

São dicas simples, mas às quais devemos observar e valorizar diariamente.

Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem ser felizes e aquelas que optam por ser infelizes. Ao contrário da crença popular, a felicidade não vem da fama, da fortuna ou de bens materiais. Ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode estar miseravelmente infeliz, enquanto um sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes o são porque se fazem felizes. Elas têm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmas. 

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A questão é: como elas fazem isso?

É muito simples. As pessoas felizes têm  hábitos que melhoram suas vidas e se comportam de maneira diferente. Pergunte a uma pessoa feliz e ela vai dizer:

1. Não guarde rancor.
As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer que deixar que sentimentos negativos as dominem. Guardar rancor é prejudicial e pode causar depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar que uma ofensa de alguém exerça algum poder sobre você? Se você esquecer os seus rancores, vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.

 

2. Trate a todos com bondade.

Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Ser altruísta faz seu cérebro produzir serotonina, um hormônio que diminui a tensão e eleva o seu espírito. Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito permite que você construa relacionamentos mais fortes.

3. Veja os problemas como desafios. 

A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema, na maioria das vezes, é visto como uma desvantagem, uma luta ou uma situação difícil. Mas quando encarado como um desafio, pode se transformar em algo positivo, como uma oportunidade. Sempre que você enfrentar um obstáculo, pense-o um desafio.

4. Expresse gratidão pelo que já tem.

Há um ditado popular que diz: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm.” Você terá um sentido mais profundo de contentamento se contar suas bênçãos em vez de ansiar pelo que você não tem .

5. Sonhe grande.

As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai assumir uma atitude focada e positiva.

6. Não se preocupe com as pequenas coisas.

As pessoas felizes se perguntam: “Será que este problema terá a mesma importância daqui a um ano?” Elas entendem que a vida é muito curta para se preocupar com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai, definitivamente, deixar você à vontade para desfrutar de coisas mais importantes.

7. Fale bem dos outros.

Ser bom é melhor que ser mau. Fofocar pode até ser divertido, mas, geralmente, deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as pessoas leva você a pensar positivo e a não se preocupar em julgá-las.

8. Não procure culpados.

Pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazê-lo, mudar para melhor.

9. Viva o presente.

Pessoas felizes não vivem do passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Se envolvem em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.

10. Acorde no mesmo horário todos os dias.

Você já reparou que muitas pessoas bem-sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade e nos coloca em um estado calmo e centrado.

11. Não se compare aos outros.

Todos têm seu próprio ritmo. Então, por que se comparar aos outros? Pensar ser melhor que outra pessoa leva a um sentimento de superioridade não muito saudável e, se pensar o contrário, acabará se sentindo inferior. Então, concentre-se em seu próprio progresso.

12. Escolha seus amigos sabiamente. 

A miséria adora companhia. Por isso, é importante cercar-se de pessoas otimistas que vão incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva em torno de você, melhor vai se sentir.

13. Não busque a aprovação dos outros.

As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los, e entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca busque a aprovação de ninguém.

14. Aproveite seu tempo para ouvir.

Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais você ouve, mais conteúdo você absorve.

15. Cultive relacionamentos sociais.

Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. Pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.

16. Medite.

Ficar no silêncio ajuda você a encontrar sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes, em qualquer hora e lugar, para se acalmar.

17. Coma bem.

Tudo o que você come afeta diretamente a capacidade de seu corpo produzir hormônios, o que vai definir seu humor, energia e enfoque mental. Certifique-se de comer alimentos que vão manter seu corpo saudável e em boa forma e sua mente mais tranquila.

18. Faça exercícios.

Estudos têm mostrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade e autoestima e produz a sensação de autorrealização.

19. Viva com o que é realmente importante. 

As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que excessos as deixam sobrecarregadas e estressadas. Estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes que os americanos, porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples e possuem menos itens.

20. Diga a verdade. 

Mentir corrói a sua autoestima e o torna antipático. A verdade sempre liberta. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro e nunca se desculpe por isso.

 21. Estabeleça o controle pessoal.

As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e aumenta a autoestima.

22. Aceite o que não pode ser alterado. 

Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Portanto, concentre-se apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.

Cautela, uma virtude?

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 17, 2013 by Psiquê

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Hoje, li uma reflexão do médico-psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate, que achei bem coerente e interessante:

A cautela nas relações interpessoais implica estar sempre atento ao efeito das ações sobre os outros e não crer apenas nas boas intenções.

Alguns crêem que, por agirem com boa intenção, sempre farão o bem: preocupam-se mais com seus gestos do que com a repercussão sobre o outro.

A pessoa generosa que dá muito de si a outra mais egoísta pode achar que, agindo assim, estará sendo um bom exemplo e ajudando. Não é fato!

Alguns estão tão convencidos que a generosidade é uma virtude que se o egoísta fizer uso nefasto da ajuda que recebe isso será problema dele.

Se pensarmos apenas no aspecto pessoal, a generosidade será sempre virtude; mas em termos interpessoais, vai depender do que causar no outro.

Se a generosidade reforçar a pior parte da alma de um interlocutor mais egoísta, ela será nociva: pensando assim, ela nem sempre é virtude!

A reflexão é uma espécie de degustação de uma análise mais ampla que o autor faz na obra O MAL, O BEM E MAIS ALÉM – EGOÍSTAS, GENEROSOS E JUSTOS

Fiquem bem!

Buscar o autoconhecimento…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 23, 2013 by Psiquê

Autoconhecimento

A matéria do portal Uol: Investir no autoconhecimento é abrir as portas para a evolução pessoal pareceu de grande valia para pensarmos um pouco sobre a busca do autoconhecimento que tanto me atrai e julgo necessária a todos os seres humanos. O texto é assinado por Rosana Faria de Freitas e traz dicas superlegais para pensarmos um pouco. Claro que cada um vai buscar seu próprio caminho, na meditação, na dança, na ioga, na natação, na terapia, uma leitura, uma viagem, um curso, mas existem ações combinadas que podem ajudar muito. Eu venho experimentando canais diversos, para buscar me conhecer melhor. Leia a matéria que compartilho abaixo e tente identificar o que mais funciona para você. No link acima, você também encontra um teste com 25 perguntas que vale a pena responder.

“Os tempos modernos trouxeram alguns termos para a ordem do dia, como qualidade de vida, sustentabilidade e autoconhecimento. Esta última palavrinha reflete a intenção do homem de buscar, no seu interior, respostas e entendimentos para várias questões de si mesmo e da vida – e, dessa forma, evoluir.

O processo é mais do que válido, na opinião de médicos e terapeutas. “Quem conhece a si mesmo tende a valorizar mais a própria vida e fortalecer sua autoestima. Consequentemente, fica mais confiante e estável emocionalmente”, acredita Juliana Bento, psicóloga da Clínica de Especialidades Integrada, em São Paulo. O crescimento pessoal permite, ainda, que se tenha mais consciência em relação às vivências e, nesse aspecto, a pessoa se frustra menos e se torna pouco vulnerável e sujeita a manipulações.

Mas, atenção: é preciso buscar conhecer não apenas nossas qualidades, para que possamos valorizá-las e desenvolvê-las, como também nossos defeitos. Assim, será possível avaliar o que incomoda e precisa ser alterado ou transformado.

“É essencial encarar limitações, medos, inseguranças. Saber a respeito de si mesmo ajuda a superar dificuldades. E, mais que isso, favorece a tomada de decisões, sejam afetivas, profissionais ou até de questões simples como planejar uma viagem, decidir o que fazer no fim de semana, que livro ler”, salienta Cynthia Boscovich, psicóloga clínica e psicanalista.

O mundo de hoje, ela explica, requer que façamos escolhas o tempo todo e muito rapidamente. A própria globalização e a forma como as mudanças ocorrem leva a isso. “Quem não está preparado, sofre com ansiedade, angústia e até depressão.”

Coragem bem-vinda

É fato: se você se conhece, tem maior controle sobre suas ações e emoções. O resultado disso é mais equilíbrio e tranquilidade no cotidiano, o que traz benefícios em todos os sentidos – na vida pessoal e profissional, no convívio em sociedade. Mas investir no autoconhecimento exige disponibilidade para enfrentar tal processo, o que nem sempre é fácil.

“Às vezes, é penoso descobrir suas fraquezas, superar seus medos, desvendar seus defeitos. Aceitar o que é mais íntimo e, propositalmente, está ali esquecido, escondido”, reflete Marcella de Carvalho Almeida, com especialização em psicologia clínica e hospitalar, que atende profissionais de saúde do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e do Hospital do Servidor Público, também em São Paulo.

Juliana Bento concorda. “O caminho para a busca interior tem seu início no estudo da experiência humana e na ânsia por conhecimento. Essa ‘pesquisa’, no entanto, deve ser feita sem preconceitos ou limitações. É preciso abrir os olhos para se enxergar, reconhecer o que gosta e não gosta, e o que pretende mudar ou desenvolver em si próprio.”

O QUE O AUTOCONHECIMENTO TRAZ

  • Controle sobre as emoções. A pessoa entende o que está sentindo, por que teve aquela reação, o que tal comportamento lhe trará de resultados
  • Segurança. “A partir do momento em que compreendo a mim mesmo, sinto-me mais seguro diante de qualquer situação”, diz Juliana Bento
  • Independência. O indivíduo que reconhece suas habilidades e fraquezas sabe se defender melhor. E, em algumas situações, fica imune à opinião alheia e não se deixa manipular. “Como consequência, frustra-se menos e não depende da aprovação do outro para tomar decisões”, reforça Bento. Insegurança, perfeccionismo e competitividade, na opinião da psicóloga, estão relacionados à distância de si mesmo. “Quem tem dificuldade para identificar suas qualidades, vacila antes de escolher que caminho trilhar, não se acha capaz de realizar tarefas complexas e prioriza a aprovação das pessoas em tudo o que faz”
  • Possibilidade de fazer boas escolhas. Quem se conhece profundamente e controla seus sentimentos e suas atitudes, tem competência para realizar grandes conquistas
  • Autoestima. Da mesma forma que admite seus pontos negativos, quem investe no autoconhecimento também se conscientiza do que carrega de positivo
  • Tolerância e consideração às diferenças. A autoanálise leva à compreensão da diversidade e pluralidade humana – e, dessa forma, o indivíduo se torna mais condescendente em relação a amigos, familiares, colegas de trabalho. “Certamente, a pessoa adquire uma visão mais abrangente e generosa do mundo”, diz Marcella de Carvalho Almeida
  • Respeito aos próprios limites. Fica mais fácil saber até onde ir, acreditando em sua capacidade sem ultrapassar o que lhe é inaceitável em um relacionamento, por exemplo. “O sujeito se sente menos frágil e mais forte para lidar com suas particularidades”, diz Almeida
  • Postura positiva e otimismo. Sem dúvida, a autoconfiança vem a reboque do autoconhecimento. E, se a pessoa está bem consigo mesma, demonstra isso para os outros e o mundo por meio de suas atitudes positivas, sua satisfação própria, seu bem-estar geral. “Há mais paz, serenidade e alegria”, diz Almeida
  • Predisposição para mudar e evoluir. Quem está disposto a se encarar com verdade tem mais chance de não desculpar os próprios erros, e sim aprender com eles. A partir daí, busca as razões do tropeço, tenta decifrar os sentimentos que estavam por trás dele, deixa que a dor ensine
  • Qualidade de vida. “Saber trabalhar defeitos e qualidades é uma vantagem, pois criamos uma barreira que nos afasta do que não nos faz bem. E, assim, conseguimos levar a vida com mais leveza e felicidade”, finaliza a psicóloga do Instituto do Coração

Veja, agora, dicas para chegar lá.

O QUE FAZER PARA SE CONHECER MELHOR

 

  • O autoconhecimento exige uma autoavaliação. Você precisa se voltar para si mesmo e perceber suas qualidades, seus defeitos, seus limites; o que o perturba, o que liga seu sinal de alerta, o que o deixa inseguro. Enfim, abrir as portas para fazer todas as perguntas possíveis e encarar todas as respostas
  • Caso sinta necessidade, vale recorrer a uma psicoterapia individual ou em grupo. “O processo analítico auxilia muito, pois permite perceber muito a respeito de si mesmo – o que talvez fosse mais demorado ou até impossível em uma tentativa solitária. A psicoterapia possibilita discutir as diversas situações da vida e relacioná-las à história pregressa de cada um, assim como planejar o futuro”, diz Cynthia Boscovich
  • Há diversos livros que facilitam abrir esse universo interno. Conversar com pessoas que, você acredita, estão no caminho certo, pode ser ótimo para obter dicas variadas, inclusive de que leituras priorizar
  • É possível fazer alguns exercícios para se ‘explorar’ melhor. “Pontuar suas características positivas, procurando desenvolvê-las, e também as negativas, para modificá-las, pode ser um bom começo”, sugere Juliana Bento
  • Integrar grupos de estudo focados no assunto também pode ser de grande valia. “Idem para iniciativas como meditação, ioga. Afinal, o autoconhecimento é fruto da introspecção”, considera Marcella de Carvalho Almeida
  • Qualquer experiência vivida pode ser enriquecedora e promover a autoanálise. Mas, para isso, é preciso estar com as antenas ligadas e receptivas. “Não importa o que a pessoa esteja fazendo: lendo um livro, praticando uma atividade física, encarando uma aventura radical: em toda situação, é possível crescer. Nas viagens, na paternidade e na maternidade, nos relacionamentos amorosos, frente a doenças, dores, angústias. Em resumo, em tudo que tiver relação com a vida”, atesta Cynthia Boscovich
  • Vale, ainda, se observar com verdade no dia a dia. Perceber sua atuação e seus sentimentos nas pequenas coisas, fuçando dentro de si mesmo e perscrutando cada detalhe de sua personalidade

Dilemas femininos…

Posted in Comportamento, Profissão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 31, 2011 by Psiquê

Via Aliciante

Nossa, eu estava buscando palavras adequadas que pudessem refletir aqui, uma certa inquietude que tem rondado meus pensamentos, quando encontrei no site da Consultoria Adigo, uma palestra sobe os dilemas da Mulher Executiva, da qual retiro um trecho para partilhar com vocês:

“Hoje o que mais caracteriza a mulher executiva são seus dilemas com relação ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Apesar de discursarmos a altos brados sobre a maior importância da qualidade do que da quantidade de tempo dedicado à família, no fundo nós mesmas, inconfessadamente, não nos convencemos disso e somos torturadas pelo maior dos males femininos – o sentimento de culpa. Criamos ao longo do histórico de conquistas femininas uma expertise em criar canais de alimentação da culpa.

A primeira fonte é o perfeccionismo, traço bastante comum às mulheres executivas. Com todos os testes implícitos e explícitos que enfrentamos na arena profissional, estabelecemos que precisamos ser nada mais do que perfeitas – como profissional, chefe, mãe, esposa, dona de casa, estudante, filha, nora, etc. Não nos contentamos com menos do que o melhor.

Desenvolvemos uma capacidade crítica apuradíssima, mas que se torna cruel quando se trata de nós mesmas. É dedicado muito menos tempo às pequenas e grandes vitórias do que à tortura do que percebemos como erro ou ponto de melhoria.

Ao perfeccionismo, atrelado à enorme capacidade de doação da mulher, leva a priorização do externo, dos outros, em detrimento a si mesma. O outro, a necessidade do outro é sempre prioridade e nos deixamos para trás.

Isso tudo, sem falar na priorização dos deveres em relação aos direitos, ou pior, do prazer. Primeiro atacar o que deve ser feito e depois, se sobrar tempo, o prazer. Até o tempo que, oficialmente, dedicamos a nós – fazer unhas, ginástica, terapia – muitas vezes carregam em si mais obrigações (com imagem, por exemplo) que prazeres…”

A difícil arte de conviver…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on abril 17, 2009 by Psiquê

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Photo by Klaus Kraiger

As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem“, Lilian Tonet

Só há amor quando não existe nenhuma autoridade“, Raúl Seixas.

Hoje passei por uma situação muito desagradável. Em nosso ambiente de trabalho precisamos ser bastante flexíveis e tolerantes. Claro que não há pretensão de ter amigos no trabalho. Se de uma convivência saudável, surgir uma amizade, ótimo, melhor ainda. Mas não são amizades que buscamos no trabalho e sim uma relação saudável que nos permita executar um bom trabalho.

Algumas pessoas, por mais que saibam que não é amizade que buscamos no trabalho, acabam por carregar para lá suas frustrações e seus problemas pessoais transformando o ambiente em um verdadeiro barril de pólvora.

Hoje passei por um momento em que houve quem chegasse ao extremo do descontrole pessoal, causando um mal estar geral na sala que criou um clima horroroso. O ambiente que já não era dos melhores ficou ainda mais delicado. E olha que tudo parecia estar melhorando nos últimos meses…doce ilusão.

Precisamos buscar nosso equilíbrio a cada dia. Buscar renovar nossas energias, nossas forças, pois o mundo está cheio de pessoas frustradas que estão sempre revoltadas com a vida.

Voltei do almoço e me presenteei com uma bonequinha linda, que me dizia o seguinte: você é especial! E para completar escolhi a cor vermelha que para o Feng Shui é uma cor que pode estimular as áreas de relacionamento afetivo, sucesso, auto-estima, fama e prosperidade.

Administrando o tempo

Posted in Comportamento, Geral with tags , , , , , , , , on julho 14, 2008 by Psiquê

Via Amante das Imagens

Depois de uma semana hard core, com noites de apenas 4/5h de sono, corre-corre e ansiedade, muita ansiedade: quase tudo resolvido. Ainda falta muito chão pela frente, mas ao final de cada trajeto o alívio sempre surge. Essa semana que passou foi crucial, pois diante de pouco tempo, greve dos correios, orientadora viajando, finalmente minha dissertação foi entregue à banca. Mas tamanha adrenalina me levou a refletir sobre o tema: administrando o tempo.

Em matéria publicada na Você S.A., por Mauro Silveira, refletiu-se sobre a falta de tempo e a necessidade de planejamento.

“Eis o primeiro e decisivo passo para começar a mudar essa realidade: “Administrar o tempo é fazer com que as pessoas busquem o que mais importa na vida delas“, afirma o consultor Paulo Kretly, diretor-geral da consultoria Franklin Covey no Brasil. Em outras palavras: é preciso definir o que é realmente importante para você, e jamais perder esse foco. “Divirta-se com o que você faz e aproveite a vida”, diz a professora Karen Haley Allen, da Dominican University of California, nos Estados Unidos. “Você dá um grande passo nesse sentido quando consegue uma boa combinação entre o que deseja para sua vida, a contribuição que pretende dar à sociedade e a sua atividade profissional. Essa é a essência da administração do tempo eficiente, pois você estará sempre dando o melhor de si mesmo na execução das atividades.”Digamos que você tenha como prioridade o desenvolvimento profissional, mas as funções que vem desempenhando na empresa não contribuam para esse fim. Conclusão: você está empregando mal o seu tempo. Se você valoriza os papéis de marido e pai e só desempenha o de executivo, também vem perdendo a corrida contra o relógio.

Mas quem disse que administrar bem o tempo é uma tarefa simples?

Exige que você conheça muito bem a si mesmo. Conheça-se. Pergunte-se:

  • Quais projetos gostaria de ter realizado ao longo de todos esses anos?
  • Que pessoas desejaria ver a seu lado?
  • De quais feitos se orgulharia de contar aos filhos e netos?
  • Agora reflita e responda com sinceridade: as atividades atuais que tomam seu tempo estão contribuindo para que você atinja esses objetivos e sonhos? Se a resposta for negativa, significa que está empregando seu tempo para fazer tarefas que não são prioritárias.

Em resumo: você está mais para escravo do que para senhor do tempo. Defina, portanto, suas prioridades.

Grande número de atividades

Agenda, palm, computador e caderno passam a ser bastante úteis a partir de agora. Utilize a ferramenta que achar mais adequada para fazer sua lista de atividades. Defina quais as prioridades do dia e concentre-se nelas. Procure manter o foco. Não perca tempo com coisas que não são importantes e cuidado para não se deixar levar pela ansiedade. Vá riscando tudo aquilo que for executando. Isso é fundamental, pois o deixará estimulado e dará a sensação de que está realmente solucionando os problemas. Se precisar trabalhar mais horas que o normal num determinado período do mês, prefira chegar mais cedo ao escritório a sair mais tarde.

E-mail

Abra-os, no máximo, duas vezes ao dia. “Quem fica o tempo todo olhando seu correio eletrônico geralmente tem o perfil de uma pessoa ansiosa”, diz Sandro Vieira, da Escola de Líderes. Contenha-se. Quando abri-los, no entanto, responda-os no mesmo instante. Coloque os que necessitam de maior atenção e demandam mais tempo na sua lista de prioridades.

Excesso de informações

Mesmo que você tenha uma capacidade acima da média para absorver informações, jamais conseguirá assimilar tudo o que deseja. Você precisa desenvolver um senso crítico em relação ao que deve ou não ler, e saber se uma determinada informação será útil para o seu trabalho. As pessoas perdem muito tempo lendo informações que são interessantes mas não importantes. Para desenvolver uma disciplina, estabeleça um número de páginas para ler diariamente. Ou então determine um tempo fixo: 30 minutos, 45 minutos, uma hora. Evite também deixar papéis com anotações soltos em sua mesa. O ideal é colocar todas elas num único lugar (caderno, agenda, palm etc.). De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Franklin Covey, perdemos em média 28 minutos por dia tentando encontrar em nossa mesa as informações de que tanto necessitamos.

Telefone

É instantâneo: o telefone toca e você o atende, desviando sua atenção. Além de perder a concentração no que estava fazendo, você corre o risco de empregar seu tempo em algo sem muita importância (um amigo querendo bater papo, outro desejando consultá-lo sobre um problema dele e não seu etc.). Para filtrar as ligações, você pode orientar melhor sua secretária, usar uma caixa postal para receber e gravar as mensagens ou mesmo determinar um horário para atender às ligações. Nesse último caso, avise as pessoas sobre a hora em que estará disponível para os telefonemas e peça que procurem respeitá-la. Evite abrir exceções. Seja sempre claro e objetivo ao falar ao telefone no trabalho.

Reuniões

Alguns executivos, na tentativa de reduzir o tempo de duração das reuniões, adotam a estratégia de fazê-las em pé. Isso só funciona se o tema não exigir muita análise, reflexão e debate. Para tornar as reuniões produtivas, adote as seguintes medidas: agende a reunião com antecedência, defina a pauta alguns dias antes e comunique a todos, não convoque ninguém que não seja realmente necessário, controle as conversas paralelas e os que monopolizam o diálogo, e procure não sair da pauta. Reuniões com mais de uma hora de duração geralmente são menos produtivas e mais cansativas. Outra maneira eficiente de impedir que esses encontros se alonguem demais é agendá-los estrategicamente às 11h30 (próximo ao horário de almoço) ou às 4 horas de uma sexta-feira (quando todos já estarão pensando no fim de semana).

Acúmulo de tarefas

Geralmente é reflexo de centralização excessiva. Delegue as tarefas. Para fazê-lo de maneira eficiente, no entanto, você precisa conhecer bem sua equipe e distribuir as tarefas de acordo com o perfil e a capacidade de cada um. Se você delegou, é porque confia nas pessoas. Não fique, portanto, interferindo no trabalho dos subordinados como se fosse o único capaz de resolver o problema com eficiência e dentro do prazo programado.

Interrupções

Se você é daquelas pessoas que estão sempre disponíveis, então sabe o quanto as interrupções atrapalham o desenvolvimento do trabalho. Para evitar abusos, porém, você precisa aprender a dizer não e a ser firme. Não confunda boa educação com complacência. Diga à pessoa que o interrompeu que está ocupado. Se estiver escrevendo e alguém entrar em sua sala, não solte a caneta, caso contrário ele achará que você tem tempo de sobra para ouvi-lo. Peça para a secretária “filtrar” os que desejem falar com você. Outra armadilha na qual caímos com freqüência é a de colocar cadeiras estrategicamente em frente às nossas mesas para receber os visitantes. Isso, na verdade, acaba sendo uma espécie de convite para que as pessoas se sentem ali e fiquem longos minutos falando sobre assuntos que nem sempre estão relacionados ao trabalho. A saída é deixar as cadeiras num canto qualquer de sua sala. Se a pessoa, no entanto, merecer maior atenção, aí, sim, você deve se levantar e posicionar a cadeira diante da mesa.

Burocracia

É um mal crônico em muitas organizações. Que fazer? Simplifique o que for possível. Há um grande número de atividades que somos obrigados a cumprir e que não agregam nenhum tipo de valor à empresa, ao produto e ao trabalho. Então, por que continuar? Tente questionar as tarefas que contribuem para a manutenção da burocracia e eliminar as que estiverem dentro de sua alçada.

Celular

O recurso “olho mágico”, que identifica quem está chamando, é um grande aliado. Só atenda quando for alguém com quem você não pode deixar de falar. Retorne as outras ligações num horário que não prejudique o seu trabalho. Ter um segundo celular apenas para chamadas urgentes é uma alternativa. Isso só funcionará, claro, se você for bastante seletivo na hora de divulgar esse outro número.

Imprevistos

Não há como evitá-los. Mas uma maneira eficiente de impedir que os acontecimentos inesperados provoquem um caos no seu dia de trabalho é manter um espaço de tempo livre na agenda para cuidar desse tipo de problema. Dessa forma, o imprevisto estará relativamente previsto dentro de sua programação.

Enfim, há um velho ditado popular que diz que tempo é dinheiro. É um grande erro. Tempo é vida. Cuide bem dele.