Arquivo para pintar

Unhas, pintura e sensações

Posted in Estética e Beleza with tags , , , , , , , , , , , on maio 25, 2016 by Psiquê

Pode parecer bobo e nem sempre lógico, até porque eu mesma fiquei muito tempo sem pintar as unhas por motivo de alergia, mas depois, com a possibilidade de usar esmaltes hipoalergênicos, tudo ficou mais fácil.

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Evidentemente que tudo isso que vou escrever aqui é extremamente subjetivo, mas não sei se você já parou para pensar na hora de escolher o esmalte, em como você está naquele momento. Que cor você quer naquele momento? Que cor tem a ver com seus sentimentos?  Sensações? Espírito naquele momento?

Tem dias que estou na vibe do preto, outro na do vermelho, ou do nude. Dependendo do momento, mesmo querendo colocar uma cor forte, algum evento ou compromisso exige de você um branquinho ou um clarinho.

Isso pode ser uma grande bobeira, mas você, que pinta unha, com certeza já pensou uma coisa ou outra em algum momento da vida. Isso pode acontecer com roupa, sapato, atividades em geral. Tudo isso pode fazer sentido quando paramos para ouvir um pouquinho do nosso momento atual, do nosso interior. E, ainda que seja apenas uma brincadeira, tem um fundo de razão.

Um ótimo feriado para você.

P.S. Minha semana está vermelha, bem vermelha, com unhas lindamente pintadas de Rouge!

 

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Eternamente, Frida Kahlo

Posted in Cultura e Arte, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 16, 2015 by Psiquê

“No tengo dolores. Solamente cansancio… y como es natural muchas veces desesperación. Una desesperación que ninguna palabra puede describir. Sin embargo tengo ganas de vivir.” Frida Kahlo

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Frida Kahlo é, para mim e para muitos, uma inspiração…um exemplo de superação, de luta pessoal e política. Deixou sua marca em várias gerações. Recentemente o Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, recebeu uma exposição com imagens dela, lamentavelmente não pude testemunhar, mas existem vários meios de reencontrar um pouco de sua história hoje. Se puderem assistir ao filme Frida, de 2002, parte de sua trajetória é retratada. Um pouco das tragédias pelas quais passou e superou, o relacionamento com Diego Rivera, o caso com Leon Trotsky, etc.

Eu declaro aqui minha enorme admiração por Frida.

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“Única e intensa, Frida Kahlo pode ser considerada uma mulher a frente de seu tempo e cheia de vida – mesmo com todas as dificuldades que precisou enfrentar, desde doenças a traições – e se tornou, ao longo dos anos e até depois de sua morte, um ícone das artes e do universo feminino. Veja a seguir algumas razões para admirar Frida:

1. Viu beleza nas tragédias – irremediáveis – da vida

A inspiração de Frida para suas pinturas e fotografias, vieram de suas angústias e dificuldades em lidar com sua própria condição. Quando criança, Frida contraiu poliomielite que deixou uma lesão no seu pé esquerdo, e ganhou o apelido de ‘Frida perna de pau’. Mais tarde, em 1925, a artista sofreu um acidente em que teve múltiplas fraturas e precisou fazer 35 cirurgias. Foi nesse período, em que ficou presa à sua cama e com problemas na coluna, que começou a pintar e retratar suas angústias e frustrações em suas criações. A biógrafa Hayden Herrera, no livro “Frida – A Biografia”, cita uma fala da artista que demonstra a vontade de viver:

“Por eu ser jovem”, ela disse, “o infortúnio não assumiu o caráter de tragédia: eu sentia que tinha energias suficientes para fazer qualquer coisa em vez de estudar para virar médica. E, sem prestar muita atenção, comecei a pintar.”

2.Transformou suas deficiências em estilo

Cheias de cores e ricas em elementos florais, as roupas de Frida Kahlo viraram tendência e ícones de estilo e até ganharam exposição e livro só para elas. Enquanto, na verdade, sua autenticidade era uma forma de esconder suas deficiências provocadas pelo acidente, em 1925, e pela poliomielite que teve quando pequena, que deixou sequelas em seu pé esquerdo. Seus sapatos, inclusive, eram adaptados exclusivamente para ela, com um salto maior do que o outro para nivelar sua altura. Seus ‘corpetes’, na verdade, eram coletes ortopédicos.

3. Escolheu viver com intensidade um amor cheio de defeitos

Na maioria de suas obras, Frida se autorretratou: as angústias, as vivências, os medos e principalmente o amor incondicional que sentia pelo marido, o pintor e muralista mexicano mais importante do século 20 Diego Rivera, com quem se casou em 1929. Mesmo com uma relação complicada enquanto casal e rodeada de traições de ambas as partes, foi ele que ajudou Frida a revelar-se como artista.

4. Sofreu três abortos

Após muitos altos e baixos na carreira e na vida com Diego Rivera, Frida sofreu três abortos, enquanto tinha a esperança de ser mãe e constituir uma família completa ao lado do marido.

5. Teve uma perna amputada

Com o tempo, Frida foi ficando mais sensível e seu estado de saúde também. Em 1950, em decorrência da poliomielite que teve na infância, os médicos diagnosticaram a amputação da de sua perna esquerda, o que a fez entrar em depressão. Mesmo assim, a artista continuou a pintar: uma de suas últimas obras foi “Natureza Morta (Viva a Vida)”.

6. Viveu um romance escondido com Leon Trotsky

Amigos de revolucionários da época, Frida e Diego chegaram a abrigar um dos ícones da revolução russa em casa: Leon Trotsky, sua mulher e netos foram acolhidos pelo casal. O que é menos sabido é que Trotsky e Frida tiveram um romance que durou quase um ano e havia recém terminado quando Rivera o descobriu.

7. Era para ter se formado médica

Frida tinha um destino traçado: antes de começar sua carreira nas artes, ela cursava faculdade de medicina no México. Mas sua relação com as artes vinha desde pequena, quando, seu pai, Guillermo Kahlo, fazia pinturas autorais para passar o tempo.

8. Morreu aos 47 anos

Na madrugada do dia 13 de julho de 1954, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi encontrada morta dentro de casa. Ela tinha 47 anos. As últimas palavras foram encontradas em seu diário: “Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais”. O caderno com diversas anotações secretas da artista virou livro.

9. Foi capa da revista Vogue

Em 2012, A Vogue México deixou de lado as modelos para sua capa de novembro e estampou a publicação com ninguém menos que a pintora Frida Kahlo (1907-1954). Quase 60 anos após a morte da artista mexicana, com imagem feita pelo fotógrafo Nickolas Muray, Frida estampa pela primeira vez a capa de uma revista de moda.

10.Mexer nos pertences de Diego e Frida era proibido

Após a morte da pintora, Diego Rivera exigiu 15 anos de segredo para os pertences do casal. No entanto, ele morreu três anos depois e deixou Dolores Olmedo, uma colecionadora de arte, como administradora de seu acervo e ela se recusou a dar acesso às peças até para o Museu Frida Kahlo. Somente após sua morte, em 2004, os objetos foram desbloqueados e formaram a exposição sobre as roupas e pertences de Frida nunca antes vistos pelo público.

Este texto foi escrito com base no original de divulgação da exposição no museu Niemeyer, veja aqui.

Um beijo e boa leitura.

Ócio criativo

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , , , , , , on março 16, 2013 by Psiquê

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O nome de um livro escrito por Domenico De Masi, Ócio Criativo, serviu de inspiração para este post, mas o assunto veio à tona depois da leitura da seção da Revista Lola, initulada Corpore Sano – Sexo|Saúde|Bem-estar|Nutrição, que fala sobre as delícias de se fazer o que se gosta…

Nas palavras da revista…

“Ter sempre mil coisas para fazer pode até ser tendência, mas não é bom para o corpo, muito menos para o cérebro…

Ele precisa de ócio para funcionar bem. ‘O lobo frontal é um gerenciador dos recursos cognitivo-emocionais e sua principal tarefa é a soluções de problemas’, explica a psicóloga Ana Paula Cuocolo Macchia. É nessa região que acontecem de alerta, atenção, inibição. Quando fica sobrecarregada  por tarefas em excesso, dá tilt. Os sintomas dessa overdose variam: fadiga, mau humor, baixa autoestima, falta de paciência. ‘O ócio é importantíssimo. Ele protege o sistema desse desgaste’, diz a psicóloga. Mas não pense que ócio é ficar sem fazer nada. É experimentar aquilo que faz a pessoa se sentir autêntica, sem pressão. Pode ser caminhar, pintar, preparar uma comida diferente, ver um filme e até rir com os amigos. (quem assina a coluna é  Ana Gonzaga).

Fica aqui a dica de leitura e de comportamento!