Arquivo para sensibilidade

Mais amor, por favor!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , on abril 30, 2016 by Psiquê

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Em tempos de intolerância, impaciência e falta de empatia, as relações se tornam instáveis e frágeis. Perdemos a consciência de que o presente é a única coisa que realmente controlamos e temos para viver e que nossa vida tem começo, meio e fim…

Nossa sociedade tem se mostrado cada vez mais pautada no egocentrismo e a solidariedade e a empatia, com muita frequência,  só são manifestadas para com os nossos entes queridos, amigos, pessoas mais próximas, ou seja, um grupo seleto. De maneira geral, não nos sensibilizamos com aquele outro que está muito distante do nosso ‘núcleo duro’ pelo simples fato de sermos insensíveis ao seu sofrimento e sua dor.

De modo geral, também não queremos compartilhar com o outro: voz, participação política, bens e condições financeiras. Algo que está enraizado em nossa cultura e que, muitas vezes, sequer percebemos. Isso é muito perceptível quando observamos a falta de preocupação com a coletividade que o brasileiro, de modo geral e mais especificamente, o carioca fazem muito: comportar-se de maneira extremamente agressiva no trânsito, na rua, nos restaurantes, nos transportes coletivos…Observar esses pequenos gestos diários, nos permite visualizar a dimensão do nosso desafio social e cultural. É desafiador e, por vezes, desanimador…

Claro que essa tendência não tem se acentuado apenas aqui na nossa sociedade, a intolerância com o outro, o diferente, o externo tem aflorado e se intensificado no mundo inteiro: seja pela presença do refugiado, do pobre, do estrangeiro, do homossexual, da mulher que reivindica direitos iguais ou qualquer outro agente que rompa ou anseie pela alteração do status quo.

A meu ver você não precisa fazer parte de um desses grupos para lutar por um ambiente mais justo, menos cruel e mais humano.

  • A nossa humanidade já deveria aflorar quando vemos um outro humano em condições desumanas…
  • A nossa sensibilidade deveria aflorar quando vemos um outro ser vivo sendo agredido ou violentado…

O nosso ego deveria ser menos importante e nosso senso de coletividade mais forte para buscarmos o bem de todos nós…é por isso que a empatia, capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, nos é tão cara e importante.

Vamos amar mais! Mais amor, por favor!  Propaguem o amor, sejam bons, sejam sensíveis, pois amando conseguimos mais adeptos.

 

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Sensibilidade e recolhimento

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on maio 31, 2015 by Psiquê

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Muitas vezes, por nosso excesso de empatia, acabamos exagerando no zelo pelo outro…e com isso, ao tentar ajudar, o repelimos.

Tenho pensado bastante sobre isso e precisado ficar um pouco quieta…

…quando nos habituamos a pensar no outro primeiro, acabamos deixando de lado nossos próprios “quereres”, nossas vontades, necessidades, gostos…

Sempre que agimos desta maneira, acabamos por transmitir um sentimento oposto àquele que gostaríamos de evocar e o outro pode interpretar nossa atitude como insegura, sufocante, exagerada…

É muito tênue a linha entre estar atenta e disponível ao outro e acabar por invadir a individualidade dele, portanto, o silêncio, a observação, o recolhimento podem ajudar a ler a situação com mais cuidado e atenção. E com isso, podemos tentar evitar a atitude invasiva ou exagerada.

Não é fácil! Trata-se de um exercício difícil e, por vezes, custoso, mas muito saudável para todas as relações.

Isso tudo é parte do nosso processo de amadurecimento…

Tenham uma excelente semana!

Namastê.

Seja você…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 21, 2014 by Psiquê

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Posso dizer que simbolicamente, agora chegou 2014…

Chega, portanto, o momento de tomar decisões, corrigir rumos e pensar nos passos para este ano que será um ano agitado. Ao ler “prognósticos” a respeito do período, descubro que o momento será de realizações… previsões que não posso negar me enchem de esperança. Os frutos de trabalho árduo iniciado no passado, especialmente a partir de 2004, começam a ser colhidos. E isso, já é em tempo, não?

Algumas vezes, estamos tão obcecados em estar em outro lugar que não o que ocupamos neste momento, de alcançar posições que permeiam nossos sonhos, que acabamos não reconhecendo o que já conquistamos até aqui.

Uma dica interessante é: ficar atento ao networking, se fazer lembrar, sempre, chamando atenção para is mesmo e atraindo benefícios par ao seu lado…

Também é importante preservar os contatos e as relações que se conquista: “se cuidar bem dos seus contatos, terá sempre alguém a postos para ajudá-lo. Use sua intuição e sensibilidade para acionar a pessoa certa na hora certa”. Outra dica válida é personalizar e individualizar o que entrega como trabalho, assim, mais reconhecimento e valor se conquistará. “Lembre-se de que você não é só o que faz ou como faz, portanto, tem que aproveitar mais do que nunca que o momento é de ser valorizado também por quem você é”. Bingo! Adorei!

Adaptado do livro: O livro da Lua 2014.

Apenas uma noite

Posted in Comportamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 9, 2013 by Psiquê

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No último final de semana assisti ao filme, Apenas uma noite, o qual foi objeto da conversa no meu almoço de ontem. Eu gostei do filme e a despeito de algumas críticas negativas que encontrei, compartilho com vocês uma crítica que se aproxima bem mais da minha percepção. O que mais gostei no filme, foi o fato de apesar dos conflitos que os dois carregam, as reflexões morais não conduzem o filme para um lado ou para o outro…

“Apenas uma Noite é a estreia da iraniana Massy Tadjedin na direção, e com certeza merece um olhar todo especial. Tendo sido “A” sensação do Sundance Film Festival, o filme retrata o declínio de um casamento, tendo como base a suspeita de uma traição e um amor inesquecível. O casal protagonista formado por Keira Knightley e Sam Worthinton esbanja simpatia, e a história assinada pela própria diretora é muitíssimo bem contada.

Os filmes que trabalham conflitos amorosos do passado geralmente optam por problematizar eticamente a traição, a separação, e geralmente a ideologia da família nuclear se fixa como válida, dando o tom clichê da obra em questão. No caso de Apenas um Noite, para além das preocupações morais e impasses éticos, Joanna e Michael são tratados como seres humanos passíveis de sentimentos duvidosos em relação ao seu estado civil, embora ainda exista amor entre os dois. A chegada do ex-namorado de Joanna e a viagem de Michael com a secretária divide o foco das atenções, e a incrível montagem paralela de Susan E. Morse (editora dos filmes de Woody Allen de 1979 a 1998), não permite que o marasmo ou a perda do ritmo narrativo aconteça um único momento.

A fotografia urbana e escura do ótimo Peter Deming transmite às imagens a frieza que toma conta do relacionamento principal, que já abalado, aparece em conflito com novos objetos de desejo pelo meio do caminho. O mesmo vale para a trilha sonora precisa e pontual, marcada pela sensibilidade das cenas, optando por uma propícia variação musical ao piano. As atuações são um caso à parte. Keira Knightley está mediana, mas vale dizer que nesse filme, faz um trabalho muito interessante. Sua personagem ultrapassa poucos centímetros a linha de mudança, e a atriz consegue transmiti-la para o espectador com muita competência e carisma. Sam Worthinton não tem espaço para mostrar muita coisa, de modo que sua atuação aqui pode passar desapercebida. Quem realmente brilha é o francês Guillaume Canet e o novaiorquino Griffin Dunne, duas personagens muitíssimo bem construídas e com atuações deliciosas. Eva Mendes é a bela amante de Michael, mas não se destaca além da média.

Sem pretensões cult e com um final sugestivo, Apenas uma Noite é um desses filmes para uma sessão a dois, ou mesmo para uma sessão solitária, numa tarde chuvosa ou fria. Trata-se de um filme tecnicamente muito bem executado, e que concentra um nível mínimo de erros cênicos e narrativos. Não temos uma inovação nos dramas românticos ou uma proposta diferente no que se refere a um casal preso ao passado – ou a algo do presente que não pertença ao casamento; mas mesmo assim, a película se destaca com facilidade em meio à enxurrada de produções chochas e apagadas que insistem em trabalhar as questões matrimoniais.” Fonte: Plano Crítico

Apenas uma Noite (Last Night, EUA, França, 2010)
Direção: Massy Tadjedin
Roteiro: Massy Tadjedin
Elenco: Keira Knightley, Sam Worthinton, Anson Mount, Eva Mendes, Guillaume Canet, Griffin Dunne, Stephanie Romanov, Scott Adsit, Daniel Eric Gold
Duração: 90min.

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E chegou setembro

Posted in Comportamento, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 4, 2010 by Psiquê

Audrey Hepburn

Chegou setembro, o mês que eu mais gosto no ano.

Mês das flores, mês da primavera gostosa, mês do meu aniversário e, neste ano, completo 30 primaveras.

A natureza se apresenta com mais alegria, as caminhadas matutinas são retomadas, o inverno se despede, mas ainda refresca a temporada. Tudo em setembro é mais gostoso

O mês já começa com as ideias para comemorar mais um aniversário e, assim, celebrar  a vida… Eu amo setembro!

Encontrei um texto sobre setembro, do prof. Luiz Marins, bem bonitinho.

Setembro chegou. Ligue a sua sensibilidade.

“Setembro é um mês especial. O inverno vai acabar. Os dias vão se tornar mais longos e as noites mais curtas. A natureza começará a mostrar sua face mais bonita e exuberante. As sementes escondidas pelo inverno brotarão numa explosão de vida.

Não deixe que este mês seja para você uma simples continuação do inverno. Aproveite setembro para aumentar sua sensibilidade em relação às pessoas, em relação à natureza, em relação à vida. Aproveite setembro para pensar mais, rever suas emoções, desabrochar sua criatividade, ser mais gentil, mais polido, mais gente.

Aproveite as tardes de setembro para caminhar, cismar, jogar conversa fora, visitar parentes e amigos esquecidos pela correria, pelos afazeres, pelos invernos da vida que nos fazem recolhidos pelo frio da insensibilidade e do egoísmo.

Aproveite setembro para desenvolver em seu trabalho um clima de amizade, cordialidade, espírito de time, de união. Proponha atividades de integração e de expressão artística que aumentem a sensibilidade de todos em relação aos clientes, fornecedores, comunidade. Setembro é muito propício para iniciar trabalhos com a comunidade que poderão se desenvolver até a grande confraternização do Natal.

Enfim, não deixe setembro passar em branco. Pinte o seu setembro das cores que a natureza oferece. Abra seus olhos para ver o verde, as flores a beleza da botânica de nossos trópicos. Abra seus ouvidos para ouvir o assanhamento dos pássaros ao entardecer. Redescubra em você a sensibilidade. Lembre-se que você é gente. Você não é uma máquina a serviço da sociedade de consumo que só vê prazeres nos bens materiais e se esqueceu das pessoas, da família e começa a perder o sentido da própria vida. Faça neste setembro um exercício de desembrutecimento.

Viva setembro! E viva com toda a força do verbo viver!”

Vamos então curtir cada dia de setembro felizes e esperançosos.

Aproveite o seu setembro!

Um beijo!

Orgulho!

Posted in Casamento, Curiosidades with tags , , , , , on julho 24, 2008 by Psiquê

A beleza de um trabalho bem feito, feito com carinho, amor e competência são indescritíveis. Cada vez mais eu fico mais certa de que tomei a decisão certa ao escolher a Patrícia Figueira , minha fotógrafa. A foto abaixo resume a sensibilidade que essa linda e competentésima fotógrafa tem.

O casamento da foto foi de Valéria e Bruno, no dia 14/06/2008 e aconteceu na Capela Real Nossa Senhora das Graças, em Botafogo e no Paissandu Atlético Clube, no Leblon, RJ.

Respeito é bom e eu gosto!

Posted in Comportamento, Estética e Beleza with tags , , , , , , , , on março 28, 2008 by Psiquê

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Photo by Evgeniy Shaman

Recentemente ouvi uma amiga relatar que foi abordada por outrem que disse na lata: por que você está tão gorda, faça uso das ferramentas disponíveis no mercado para emagrecer. Diante de tamanha falta de educação ela ainda se deu ao trabalho de explicar que tem um problema de saúde incurável e que houve um tempo em que era tão preocupada com o corpo que era praticamente seca.

Certo dia o médico chegou para ela e disse gostaria que você deixasse de ser escrava do corpo, se preocupasse menos com a estética, para conseguir andar normalmente a te ver daqui a alguns anos magra e sem poder andar.

Anos mais tarde, fazendo fisioterapia, priorizou não a estética a todo custo, mas seu bem-estar físico. Uma coisa vem antes da outra, do contrário não teria nenhuma das duas. O que mais me admira é a insensibilidade de várias pessoas que nos cercam que preferem vomitar palavras duras e grosseiras. Depois dessa, a mulher ficou tão sem graça que deve ter se arrependido de abrir a boca. Já presenciei tantas situações similares. Pessoas que além de insensíveis, são mal-educadas e se dão ao direito de agir com uma intimidade que não têm, beirando a indiscrição.

Na minha opinião isso é uma questão de falta de respeito e falta de carinho pelo outro. As pessoas vivem pesadas, infelizes, insatisfeitas e saem soltando pedras sem pensar que ao seu lado existe uma outra pessoa que não tem nada a ver com os seus problemas e que também tem os dela. Se tivéssemos o costume de nos colocarmos no lugar do outro antes de agir, seríamos muito mais flexíveis, sensíveis e amorosos.