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Ficar sozinho

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 30, 2016 by Psiquê

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As pessoas em geral, têm dificuldade de ficar sozinhas, em sua própria companhia. Evidentemente que, muitas vezes, o ambiente nos dificulta a parar e prestar atenção em si próprio, mas considero que essa oportunidade é, na verdade, uma questão de escolha…

Em muitas situações somos obrigados, ou buscamos inconscientemente, ocupar nossa mente com tudo, menos com a atenção ao que queremos, pensamos, desejamos, gostamos. Nos últimos tempos tenho aproveitado muito os momentos de deslocamento, no transporte, na rua, entre uma atividade e outra para estar comigo, ou ao menos tentar prestar mais atenção em mim. Isso é muito importante, pois vivemos em uma realidade que supervaloriza as situações em que se tem mais interação, conectividade, barulho e desconexão com si próprio. Resgatar um pouco do valor de se estar sozinho, chega a ser um desafio.

É tão importante prestarmos atenção em nós mesmos. É tão sábio buscar se entender para poder interagir e compartilhar com o outro de forma mais consciente e intensa…

Se todos tivessem consciência da importância de olhar para si mesmo, ouvir seus desejos, medos, anseios, dúvidas e vontades, tudo seria mais fácil.

Que tal experimentar e aproveitar os momentos de transição, deslocamento, passagem para ficar um pouco com você mesmo? É tão importante e nutritivo. Diria que até bastante importante para melhorar a interação com o outro.

Uma ótima semana a todos.

Sororidade

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , on junho 29, 2016 by Psiquê

Em tempos em que as lutas pelos direitos das mulheres estão em alta, tristemente pela gritante violação destes direitos, uma discussão tem sido bastante recorrente: a questão da amizade e da união entre mulheres.

Desde pequenas ouvimos a falácia, e muitas vezes, acreditamos nela, de que as mulheres estão sempre competindo entre si e invejando umas as outras. Por algumas vezes, reforçamos esse discurso reproduzindo atitudes de competição e intolerância para com nossas companheiras de trabalho, de curso, etc. Mas o fato é que na verdade isso tudo é um mito construído para reforçar uma prática que naturalmente não seria assim. Há muita solidariedade e empatia entre as mulheres em suas lutas diárias.

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Compartilho mais um texto bem legal sobre o tema, publicado pela Revista Capitolina:

“Nenhum fator natural e biológico impede as mulheres de serem amigas, se amarem e de criarem laços, mas quando passamos a vida inteira ouvindo e acreditando nisso criamos esse obstáculos nas nossas relações. Desde pequenas, fomos ensinadas que as mulheres não podem ser gentis umas com as outras, que devemos sempre competir e que as mulheres são interesseiras, invejosas e falsas. O que não passa de um monte de mentiras.

Esse discurso da rivalidade feminina é passado para nós como se fosse uma condição intrínseca às mulheres e é algo tão enraizado, que muitas vezes não notamos. Isso não passa de um mito em que somos ensinadas a achar que não temos motivos para nos unirmos e que, mesmo se quisermos, não seria possível, já que, somos mulheres e apenas os homens são capazes de criar laços verdadeiros.

As mulheres, só por nascerem, já têm menos direitos, menos liberdade e mais deveres do que os homens. E pensar que não conseguimos olhar para outra mulher que é desfavorecida socialmente – em menor ou maior grau a depender de outros recortes sociais – e sentir amor, amizade e companheirismo só ajuda a sociedade patriarcal a nos dividir e permanecer. Assim como qualquer pessoa, as mulheres experimentam todos os tipos de sentimentos, sejam eles bons ou ruins, de amor ou ódio. Vamos fazer um exercício: pense em alguém que estaria ao seu lado em um momento difícil de sua vida. Qual a possibilidade de ser uma mãe, uma irmã, uma amiga, uma mulher?

A probabilidade de uma mulher ser a pessoa que vai te apoiar, te entender e estar ao seu lado em um momento difícil é grande e tem relação com um conceito conhecido e bastante falado no mundo web e no movimento feminista , a sororidade.

S.O.R.O.R.I.D.A.D.E

A origem da palavra está no latim sóror (irmã), ou seja, um grupo de irmãs, irmandade. E significa a união e aliança entre mulheres na busca por uma sociedade mais igualitária.

Essa palavra meio difícil, bonita e representativa veio para quebrar uma das ideias mais fortes do patriarcado: a rivalidade entre mulheres. Essa ideia funciona praticamente como um escudo contra o verdadeiro opressor, que nos faz lutar uma contra as outras enquanto ele é que tem que ser destruído. Ela vem trazer a ideia de que juntas somos mais fortes.

A união entre as mulheres é a melhor saída para combater a sociedade patriarcal, o machismo e o sexismo. Quando deixarmos de lado o papel de competidoras e assumirmos o de mulheres que geração após geração sofrem com os mesmos rótulos, com as mesmas imposições e com os mesmos jogos, vamos conseguir finalmente respira melhor, sabendo que não importa o que aconteça, teremos sempre umas às outras.

Enfim, nós precisamos nos amar, nos unir contra esse machismo e essas imposições de padrões. Respeite as escolhas das outras, olhe para as mulheres como suas irmãs de luta e sempre entenda que não deve julgá-las pela seu corpo, orientação sexual e comportamento. A sociedade já nos subestima e subjuga diariamente, não devemos fazer isso umas às outras. E lembrem-se sempre, em um mundo onde somos ensinadas desde pequenas a competir entre nós e nos dedicarmos aos homens, amar outra mulher é um ato revolucionário.”

Não naturalize as merdas que um homem faz

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 27, 2015 by Psiquê

Este texto que compartilho com vocês é de Stephanie Ribeiro e foi publicado no site Imprensa Feminista. Resolvi dividi-lo com vocês, pois chama a atenção para discussões superatuais sobre a naturalização de comportamentos preconceituosos e tendenciosos em relação às mulheres, que aos poucos estamos identificando e repudiando. 

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“NÃO NATURALIZE AS MERDAS QUE UM HOMEM FAZ

 25.12.2015, por Stephanie Ribeiro

Um texto para homens.

Então leiam até o fim.

Um dos grandes problemas na hora de se debater machismo, é que comportamentos machistas são vistos como normais e sendo assim atitudes naturais do seres humanos. E não isso não é verdade! No momento que você homem compactua com determinada ação de cunho machista, do seu pai, irmãos, amigos, etc. Está simplesmente dando a está ação o aval de algo normal, ou seja, você está contribuindo para a manutenção dessa opressão e do privilégio masculino na sociedade.

Mas como assim?

Meu pai abandonou minha mãe grávida da minha irmã, quando eu tinha apenas três anos. Sabe quantas pessoas deixaram de falar com meu pai no ciclo de amigos dele? Nenhuma. Sabe quantas pessoas cobraram que ele fosse uma pessoa presente nas nossas vidas? Nenhuma. Amigos dele inclusive sabiam que eu era filha dele, o que ele tinha feito e simplesmente lidavam com desdém comigo.

Afinal o patriarcado te ensina independente do seu gênero, a ter empatia com homens e odiar mulheres. E vocês seguem essa regra direitinho.

As pessoas ao longo do tempo naturalizaram o comportamento do meu pai, que é muito comum entre homens. Afinal todos disseram que ele não tinha maturidade para lidar com a questão. Maturidade essa que minha mãe também podia não ter na época, mas que não fez ela fugir das responsabilidades. Hoje somos duas mulheres criadas e educadas, que estamos colhendo frutos do esforço e doação dela.

Mas sempre peço que não romantizem essa história! Minha mãe abriu mão de sua vida por nós, e isso não é bonito ou justo. Inclusive ao contrário do meu pai, minha mãe foi cobrada! Cobrada pelos familiares, se afastou de amigos, deixou a diversão de lado, entre outras coisas que ela perdeu por ter que dar conta de educar duas filhas. E todo e qualquer erro/desvio que minha irmã e eu cometemos, cai nas costas dela.

Acho importante falar sobre isso num país onde homens assumem comportamentos machistas de forma tão natural, que se permitem chamar uma mulher de gostosa no meio da rua, assediar meninas no twitter, enganar as companheiras e mesmo assim se sentem no direito de compartilhar vídeos e postagens ofendendo Fabíola.

Homens que se dizem castrados por teorias feministas, porém continuam gozando do direito de trair suas companheiras numa mesa de bar. Até os que se dizem não serem desse “tipo”, numa situação dessas apenas olham e agem como se isso não fosse problema deles. Afinal, na educação machista brasileira não só o homem PODE errar, como seus erros sempre serão defendidos e naturalizados por outros homens. E até por mulheres que reproduzem machismo.

“Ele não sabe o que faz.”

“Ele é tão imaturo.”

“Eu não acho certo o comportamento dele, mas vou deixar de ser amigo do cara?”

Entretanto se fosse uma mulher vocês agiriam diferente!

Até porque, eu tenho plena consciência que o chato é ser amigo/namorado/parente da moça feminista. O legal é compartilhar momentos e vivências com o machista. E assim seguimos vivendo o mundo onde gritamos com as mulheres chatas e dividimos bebida com os machistas que são nossos amigos.

Uma mulher que comete os mesmos erros de um homem. Recebe conselhos que seriam basicamente: Você não se valoriza e ninguém vai te valorizar.

Mas o que os homens fazem que merecem tanto serem valorizados? Que merecem sempre uma segunda chance?

Eu realmente não defendo que a gente traia parceiros. O problema é que enquanto homens forem livres para serem verdadeiros escrotos sem cobrança nenhuma, ninguém poderá sair atirando pedras em nós mulheres. O seu amigo pode trair a companheira uma noite antes do casamento com algumas prostitutas, que você vai continuar chamando ele de irmão. E ainda exibirá fotos chorando no dia do casamento, nas redes sociais.

Tudo porque, você é tão machista quanto ele! E naturaliza essas ações, sendo apenas empático com HOMENS (cis e hétero).

A falta de respeito com uma mulher é totalmente admitida. Inclusive homens que se dizem pró feministas circulam nesses meios, sabem dessas histórias, e preferem lidar como se isso não fosse problema deles. É muito fácil se dizer apoiador de feminismo na frente de mulheres para parecer uma boa transa, um bom cara. Sendo passivo ao comportamento misógino de seus conhecidos.

Na sociedade onde ainda é permitido homens agredirem as parceiras, serem abusivos com elas na frente de seus filhos e irresponsáveis dentro de seus relacionamentos. E os amigos, irmãos, e até cunhados continuarem fazendo vista grossa, a gente vai precisar de muitas hashtags #meuamigosecreto. Porque homens precisam ser incomodados e tirados do seu lugar de privilégio, onde ser cretino é normal e natural. Pior, onde eles nunca vivência a SOLIDÃO pelo que são.

Quando não se isola o agressor, se isola a vítima.

Uma das maiores vinganças da sociedade com nós mulheres, é que ela faz de tudo para que sejamos exiladas. Não é uma escolha por ser só, é uma imposição. Ninguém têm um tempo e palavra de apoio para quem é agredida, cria filhos sozinha e/ou é traída.

Não existem compaixão. Só nós culpam.

“Ahhh porque você casou com ele?”

“Você não se dá o respeito!!!”

“O seu casamento não está dando certo, por sua culpa.”

“Você tem que ver problema em tudo?”

Sim eu tenho que ver problema em tudo, pois nada está normal para mim. A corda está arrebentando só do meu lado. E por isso eu vou ser sempre a pessoa não desejada nas mesas de cerveja, no ciclo de amigos e no final de semana em família. Afinal, vivemos num mar de solidão e cobranças, da sociedade onde se sabe que estamos abraçando um machista, enquanto sua mulher chora escondido em algum canto, e quem se importa com isso é chamada de chata.

Sejamos todas feministas chatas num mundo onde cretino é sinônimo de homem. E para muitos isso é natural.”

Cultura machista

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 31, 2015 by Psiquê

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Apesar das características essencialmente machistas que a sociedade brasileira carrega em muitas das situações diárias que vivenciamos, nos últimos dias percebemos um certo arrefecimento das discussões acerca de coisas consideradas “normais” e “aceitáveis” até bem pouco tempo: como o assédio constante das mulheres em diversas situações cotidianas, o tratamento da mulher com uma aura de inferioridade, violência, etc.

A presença de trecho da obra “Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir e da persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira como tema de redação do último Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em 2015, no Brasil, ajudou a acalorar a discussão sobre e a repercussão do assunto.

Um recente episódio de assédio com inspiração pedófila a uma menina de 12 anos que participou de um programa de TV no Brasil, incitou uma campanha interessante através da propagação da #primeiroassedio, levando uma série de mulheres a falar sobre o tema.

A triste verdade é que somos assediadas cotidianamente, ao andar na rua, no ambiente de trabalho, pela roupa que usamos ou deixamos de usar. Situações que infelizmente desde pequenas nos “acostumamos” a passar ou a fugir de, que sinceramente nunca tinha parado para pensar tão profundamente no quão absurdas e inadmissíveis são.

Tememos andar na rua, ir a determinados lugares, estar em alguns ambientes sem ter que passar pelo constrangimento de ouvir palavras de baixo calão ou invasivas sobre partes do nosso corpo, sobre nossa sexualidade, sobre sermos mulher. Parar para observar a sociedade brasileira por este prisma, nunca me fez me sentir tão triste. Claro que isso não é “privilégio nosso”, mas reflete o quanto ainda temos que crescer no respeito às mulheres, ao direito de ir e vir, de andarem com a roupa e do jeito que quiserem em segurança.

Espero que essas reflexões nos levem ao amadurecimento de nossa sociedade e pelo respeito mútuo. A luta apenas começou…

Combata a misoginia, o assédio, a violência e o desrespeito.

Namastê.

Um beijo enorme, Psiquê.

Respeito às diferenças

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , on junho 21, 2015 by Psiquê

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Recentemente temos visto no Brasil e no mundo vários acontecimentos tristes que nos levam a questionar o que motiva o ser humano a ter atitudes intransigentes perante às opções religiosas, sexuais, sociais e até à aparência física do outro. Vários episódios de agressividade e intolerância, revelam que não melhoramos com o tempo, mas infelizmente, alimentamos em pequenos comportamentos diários, uma visão intolerante, agressiva e preconceituosa. 😦

A onda neoconservadora atinge todos os países do mundo, refletindo-se na eleição de pessoas que defendem esta linha e adotam medidas preconceituosas e segregadoras em suas políticas e discursos, arrastam uma massa de eleitores desinformados que repetem suas ideias retrógradas. Evidentemente que isso não é regra, mas temos visto discursos extremamente agressivos e as estatísticas da violência trazem casos de agressões motivados por questões de gênero, raça, opção religiosa e sexual, etc. Tal retrocesso, embora sempre tenha existido, choca. Infelizmente, sociedades que não tinham esse padrão, agora passam a engrossar as estatísticas da violência…

Precisamos, urgentemente, rever nossas atitudes, nossa percepção do outro e passar a praticar mais amor ao próximo. Precisamos pensar mais ‘empaticamente’ no que podemos fazer para viver em mais harmonia, considerando o bem estar do meu próximo e respeitando suas diferenças. Cada um de nós é responsável por sua própria mudança…

Não vamos permitir que nossa sociedade recrudesça atitudes egoístas e violentas.

Por um dia a dia com mais amor e respeito.

Namastê! Tenham uma ótima semana.

Individualidade e coerência

Posted in Comportamento, Estética e Beleza, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 29, 2014 by Psiquê

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Eu malho para comer…

Foi com essa frase que Thalita Rebouças me motivou a escrever este post. O depoimento foi dado no programa Superbonita do GNT desta semana (no do episódio 23/2014), em que se tratou do tema: envelhecendo bem. Eu gostei muito das ideias de Thalita Rebouças e de Luiza Brunet (cuja postura já destaquei aqui em outro post) sobre como envelhecer bem. Saber envelhecer é uma arte e cuidar de sua autoestima, respeitando seus limites, seu corpo e seu biotipo é fundamental para estar bem e fazer o que mais tem a ver com você.

Thalita disse que está superfeliz com a proximidade dos 40 anos e que ao virar balzaca (fazer 30 anos) ela se sentiu superfeliz, mas hoje se sente ainda mais feliz com 39 anos e acha que esta década entre os 30 e 40 anos foi a mais feliz de sua vida…ela se diz mais madura, mas segura, mais realizada. Ela confessa que não liga muito para doce, mas adora uma empada, por isso malha para poder comer…

Por que não buscamos o que nos faz bem, procurando ter mais saúde, cuidar do bem-estar, sem exceder os limites e sendo feliz? Para que viver aprisionada em busca de padrões corporais determinados pela sociedade, malhando feito louca, se privando de alimentos, para tentar alcançar um biotipo que não é o seu? Olha que eu não me prendo a desejos gastronômicos tão específicos como o da Thalita, mas o equilíbrio é fundamental em tudo…

Já Luiza Brunet, além de lindíssima e supercoerente em relação às mudanças que a idade nos exige para que saibamos nos vestir e nos cuidar com sabedoria e sem modismos, dá dicas fundamentais para estar sempre bela. Para que um look exagerado em relação à procedimentos que exageram e estragam a sua fisionomia? Para que usar uma roupa que não condiz com seu biotipo e sua idade. Usar mini-saia, por exemplo, na concepção dela é para mulheres com pernas bonitas, magras e altas…com o passar do tempo, uma saia lápis, mais compridinha com uma blusa fica mais elegante e adequado para o seu biotipo aos 52 anos e por que não se adequar a isso e ficar ainda mais bela?

Todas essas ideias, mereceram o meu destaque aqui, pois vivemos sendo pressionadas em relação à adequação a biotipos que, muitas vezes, não são os nossos…

Na minha opinião, e isso já disse outras vezes, quando respeitamos o nosso próprio biotipo, escolhendo a roupa mais adequada a ele, as cores que mais combinam com o nosso tom de pele, o tipo de vestimenta que valoriza o nosso corpo, a atividade física, os cuidados com saúde e os tipos de alimentação que se nos fazem bem, tudo se torna muito mais prazeroso e simples.

Procure viver bem, adotando atividades físicas que te satisfazem, alimentando-se com consciência de que bons alimentos nos fazem funcionar mais harmonicamente e procurando se afastar de situações angustiantes, estressantes e desequilibrantes.

Namastê!

Gêneros

Posted in Cultura e Arte, Curiosidades with tags , , , , , , , , , on setembro 2, 2014 by Psiquê

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Andei comprando muitos livros legais, difícil é conseguir dar conta de ler todos eles na mesma velocidade com que compro…comecei a ler ontem o História das Relações de Gênero, de Peter N. Stearns.

Nele o autor traça um panorama do relacionamento entre homens e mulheres em diversas sociedades isoladamente e entre si…

…da reação de uma com a outra, a fusão de alguns costumes, da dificuldade de entendimento de padrões mais igualitários e libertários de algumas perante outras mais restritivas e preconceituosas. 

“O que acontece quando uma sociedade que enfatiza a obrigação de as mulheres acatarem a vontade dos homens encontra pessoas de outra sociedade que acredita que mulheres são, por natureza, moralmente superiores aos homens?” O livro fala sobre as interações entre as definições de masculino e feminino e dos papéis designados para cada um deles em diversas culturas que acabam em algum momento interagindo.

Bem interessante a leitura…fica a dica!

Parto normal humanizado

Posted in Comportamento, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 20, 2014 by Psiquê

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Muitos médicos (se não a maioria deles) defendem a cesariana no Brasil por pura conveniência. De repente, quase todos os partos viraram de risco, quase todas as posições impedem o bebê de nascer por parto normal, ora é o cordão que está enrolado no pescoço (a amiga que teve mais recentemente disse que essa foi a justificativa para o médico agendar a cesariana) ora ele está fora da posição.

Nosso país é campeão de cesarianas e a meu ver, muitas vezes por comodismo, praticidade, facilidade de acoplar a uma agenda cada vez mais cheia de alguns médicos, facilidade de não ter que ficar à mercê da natureza…as mães, por outro lado, que consideram a opinião de seu obstetra a mais pura e perfeita verdade, sem procurar se informar a respeito das opções disponíveis na medicina e por medo, aceitam sempre a desculpa de que não dá para ser normal. O estranho é que é cada vez maior o número de cesarianas, modalidade recomendada em caso de risco para a mãe ou o bebê. Será que todas as cesarianas feitas em nosso país são mesmo resultado de uma avaliação de todos os riscos? Ou comodismo, praticidade, vício?

Segundo a matéria do GNT Mães,  de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é campeão mundial de cesarianas. Enquanto o percentual recomendado pela autoridade é de 15%, a média nacional, de acordo com o Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, é de 52,2%. E as autoridades são uníssonas quando o assunto é a melhor maneira de ter o bebê: parto normal é, sem dúvidas, a melhor opção.

Isso porque a cesariana é um procedimento cirúrgico e indicado apenas quando a mãe ou o bebê corre algum risco: desproporção céfalo-pélvica (quando a cabeça do bebê é maior do que a passagem da mãe); hemorragias no final da gestação; ocorrência de doenças hipertensivas na mãe específicas da gravidez; bebê transverso (atravessado); e sofrimento fetal. A ocorrência de diabete gestacional, a ruptura prematura da bolsa e o bebê com trabalho de parto prolongado também são consideradas indicações relativas para a cesariana.

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Uma postagem  hoje chamou minha atenção para uma questão que defendo ferrenhamente, mas nunca encontro grandes ecos entre amigas grávidas. O caso da mãe Ana Lemos Rosa (e pai Arthur Rosa), cuja filhinha Clara nasceu lindamente de um parto cheio de amor e respeito.  O momento foi registrado em uma linda imagem feita por Débora Amorim. A Clara (bebê que veio ao mundo, nesta foto),  estava com 3 circulares de cordão umbilical! Quem disse que isso é indicação de cesárea? É com o consentimento da Ana que posto essa foto.

Duas outras grandes mulheres que trabalham por incentivar essa modalidade de parto são citadas pela Débora e deixo aqui minha homenagem:  Melissa Martinelli e Joana Andrade.

Compartilho também o depoimento da Mariana Antoun: “É que acompanhei essa história desde o comecinho e tenho um orgulho imenso da mulher empoderada que minha amiga se tornou. Descobrimos juntas a Matrix do parto no Brasil e ela se apropriou com tanta sabedoria de toda a informação que consumimos que para parir a Clarinha, o fez quebrando tabu. Clara nasceu em casa. Mas acho que o mais “assustador” deles é a falácia do cordão. Você aí, lendo esse texto, tenho certeza que conhece uma história de um bebê nascido de cesária porque tinha voltas de cordão. Eu conheço. Tá aí: Clarinha linda, saudável, nascida com 3 voltinhas, sambando na cara da sociedade. Eu, Ana e tantas outras tivemos informação e condição de ter um parto natural, humano e respeitoso. Mas nem todas têm essa opção. É preciso que as pessoas entendam o que isso significa, para que todas as brasileiras tenham o mesmo DIREITO. Escolha a pílula vermelha!”

Vamos procurar informações amigas grávidas, perguntar, navegar, pedir opinião de outras mamães…

Há várias técnicas que podem fazer parte do seu pré-natal, facilitando e preparando seu corpo para receber o bebê de maneira saudável e segura.

Eu como adoro fazer yoga, busquei alguns benefícios da prática da yoga durante a gravidez …

  • Favorecimento da circulação sanguínea amenizando inchaços, dormências e varizes
  • Ampliação na respiração materna oxigenando melhor a mãe e o bebê
  • Fortalecimento do assoalho pélvico, preparando o períneo para o parto
  • Alívio e prevenção de dores nas costas
  • Recuperação mais rápida no pós-parto
  • Alívio na prisão de ventre
  • Favorecimento da comunicação mãe – bebe
  • Maior equilíbrio nas flutuações de humor
  • Redução da ansiedade

Outras fontes para ler a respeito:

Yoga e apoio à gestante:

Parabéns Ana Lemos por sua coragem e seu exemplo, que sirva de incentivo e inspiração a outras mães.

Marquesa de Santos

Posted in Cultura e Arte, Curiosidades, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 24, 2014 by Psiquê

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Ontem, assistindo a alguns vídeos históricos sobre mulheres que viveram no Brasil, deparei-me com a história de duas mulheres, a D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil e da Marquesa de Santos, que foi amante de D. Pedro I e bastante influente durante o período. Ambas foram grandes mulheres, envolvidas ativamente no pensamento político do país, mas nesta postagem, resolvi compartilhar com vocês um pouco da história da Marquesa.

“Durante o século XIX, a condição da mulher era cercada por rígidos padrões morais que determinavam o seu lugar em uma sociedade dominada por homens. No entanto, as exigências de recato e subserviência nem sempre acabavam por selar o destino de todas as mulheres do Brasil Imperial. Escapando dos valores da época, é possível encontrar várias histórias em que mulheres extrapolaram seus limites estabelecidos para viver outra espécie de destino.

Entre esse singular tipo de mulher, podemos enquadrar a bela e jovem Domitila de Castro Canto e Melo. Nascida em São Paulo de Piratininga, em 27 de dezembro de 1797, a filha do coronel reforma João de Castro Cantão e Melo e de Escolástica Bonifácio de Toledo Ribas, marcou os primeiros e conturbados anos do Brasil Império. Um pouco antes disso, já congregando fervorosos admiradores na juventude, ela se casou com apenas quinze anos de idade.

Esse primeiro casamento acabou em rápida separação, o que levou a jovem retornar à fazenda dos pais. No decisivo ano de 1822, quando a independência seria consumada, foi que a bela jovem paulistana teria o seu primeiro encontro com Dom Pedro I. Deixando à parte os detalhes do primeiro encontro (sobre o qual existem diferentes versões) vemos que o enlace do casal, logo impeliu nosso jovem imperador a colocar a bela Domitila mais próxima de seus olhos.

No ano de 1823, ela se mudava para a cidade do Rio de Janeiro, onde residiu inicialmente na Quinta da Boa Vista. Casado com Leopoldina de Habsburgo, Dom Pedro I chocava a sociedade da época ao sustentar seu caso extraconjugal sem a mínima preocupação de encobrir a amante ou sustentar a imagem de uma autoridade respeitável. Ao tornar a amante primeira-dama da imperatriz e assumir a paternidade de Isabel Maria, primeira filha com Domitila, D. Pedro I inquietava a opinião pública.

Com a seguida morte da imperatriz, os ataques ao romance intensificavam-se ainda mais. Vários ministros renegavam o poder de influência e as aspirações de uma mulher que tanto chamava a atenção do imperador do Brasil. Em diferentes ocasiões, D. Pedro I demitiu esses ministros e outros funcionários que discordavam de sua aventura amorosa. À medida que a paixão se ampliava, o imperador concedeu os títulos de viscondessa e marquesa de Santos para sua amante.

Para muitos, a ação daquela mulher moldava o comportamento político do imperador e sua grande ambição seria ocupar a condição de Imperatriz do Brasil. Entretanto, contrariando às expectativas, Dom Pedro I acabou escolhendo Amélia Beauharnais, a Duquesa de Leuchtenberg, como mulher de posição mais adequada para estar ao seu lado no governo imperial. Mediante o novo e inesperado matrimônio real, o relacionamento entre o imperador e a marquesa de Santos chegava ao seu fim.

Voltando grávida de seu último filho com D. Pedro I à São Paulo, a marquesa de Santos resolveu domiciliar-se na chácara de Francisco Ignácio de Souza Queiroz. Nesse tempo, passou a constituir uma nova relação com o coronel Rafael Tobias de Aguiar, com quem se casou em 1842. Teve seis filhos com esse seu novo marido, passou a ajudar pobres, doentes e estudantes, e ficou viúva em 1857. Dez anos mais tarde, aos setenta nos de idade, ela veio a falecer deixando um vasto patrimônio.

Autoria de Rainer Sousa (Graduado em História), Equipe Brasil Escola

A paixão e a influência:

“Durante sete anos, de 1822 a 1829, viveria o maior e mais longo escândalo sexual do Brasil. Amante de d. Pedro I, este a fará Dama Camarista da Imperatriz, cargo que a colocava acima das demais damas do paço e na escala dos semanários, ou seja, ao menos uma vez por mês moraria junto com os imperadores.

D. Pedro, jovem e no auge do poder, pouco fez para esconder o caso, o que lhe dificultaria muito na Europa a busca de uma nova esposa após a morte de d. Leopoldina, em dezembro de 1826. Jornais na Europa chegariam até a culpar d. Pedro e Domitila da morte da imperatriz. O nome da Marquesa de Santos foi constante nos relatórios dos diplomatas estrangeiros no Rio de Janeiro. Sua proximidade com o imperador atraía para si desde comerciantes estrangeiros querendo a liberação de uma carga no porto até o enviado de Sua Majestade Britânica, Sir Charles Stuart, encarregado das negociações do reconhecimento da independência do Brasil com Portugal.

Após quase um ano de negociações, finalmente surgiu uma noiva, a princesa Amélia de Leuchtenberg, neta do rei da Baviera e da ex-imperatriz dos franceses, Josefina, esposa de Napoleão. Ela aceitou a proposta de d. Pedro, e assim Domitila foi substituída na cama e no coração do monarca por uma garota de 17 anos, que podia ser filha da Marquesa”.

Mais detalhes da história da Marquesa de Santos podem ser encontrados aqui.

A Casa da Marquesa em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, encontra-se em fase de restauro. Lá funciona o Museu da Moda Brasileira.

“Joia arquitetônica do Rio de Janeiro e do Brasil, a Casa da Marquesa de Santos foi presente do Imperador D. Pedro I para Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, em 1827. Raro exemplar arquitetônico do século XIX, é uma das primeiras edificações tombadas pelo IPHAN, em 1938. Projetada por Jean Pierre Pézerat, arquiteto do Imperador, é adornada com pinturas decorativas de Francisco Pedro do Amaral e trabalhos em estuque dos irmãos Ferrez. A Casa da Marquesa apresenta uma aura graciosa e romântica, mesclando temas do universo feminino com o universo neoclássico (…)O Museu da Moda Brasileira será o primeiro museu brasileiro dedicado ao universo dos costumes e da moda no Brasil. Em um conceito inclusivo e aberto, os acervos permanentes reunirão peças do cotidiano à alta costura, do passado ao futuro e da moda de todos nós. Além disso, o Museu promoverá exposições temporárias, itinerantes e receberá exposições internacionais.”

Livros que mencionam parte da história desta personagem:

A Carne e o Sangue, de Mary del Priore

A Marquesa de Santos – 1813 -1829, de Paulo Setúbal

Titília e Demonão, de Paulo Rezzutti

Domitila, A verdadeira história da Marquesa de Santos, de Paulo Rezzutti

Em 1984, a Rede Manchete veiculou a minissérie intitulada, Marquesa de Santos, baseada no livro de Setúbal e foi um verdadeiro sucesso.

Mais detalhes que Paulo Rezzutti releva, leia aqui.

Outro texto bem legal sobre o relacionamento entre a Marquesa e D. Pedro I, é o intitulado Paixão e sexo na corte brasileira: D. Pedro I e a marquesa de Santos, de Renato Drummond Tapioca Neto. Leia, vale a pena conferir.

 

A Duquesa

Posted in Comportamento, Cultura e Arte, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 26, 2013 by Psiquê

Duquesa 1

No último final de semana assisti ao filme A Duquesa – The Duchess no original. O filme é baseado no livro de Amanda Foreman, intitulado Georgiana: Duquesa de Devonshire, conta a história de Georgiana Spencer (Keira Knightley), que casou-se aos 17 anos com William Cavendish, o Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), que queria a todo custo ter um filho.

Com o título de Duquesa de Devonshire, Georgiana logo demonstrou sua inteligência e perspicácia perante a corte inglesa. Entretanto, ela não conseguia dar ao duque um filho, com todas as suas tentativas de ficar grávida resultando em abortos ou em filhas. Isto faz com que o relacionamento entre eles se deteriore, pouco a pouco…

Lady Georgiana Spencer era a filha mais velha de John Spencer, 1º Conde Spencer, um bisneto de John Churchill, 1.° Duque de Marlborough, e de sua esposa, Margaret Georgiana Poyntz. Lady Caroline Lamb, amante de Lord Byron, foi sua sobrinha. Outra mulher famosa da mesma família da Duquesa foi Diana, Princesa de Gales (1961-1997), uma descendente direta do irmão de Georgiana, George Spencer, 2º Conde Spencer.

Thomas Gainsborough - Lady Georgiana Cavendish_ Duchess of Devonshire

A jovem rapidamente cai nas graças do povo inglês. É adorada, seus vestidos e chapéus ditam moda e, como conseqüência, ela conquista poder e influência política. O único que parece não sucumbir aos encantos de Georgiana é seu próprio marido, que desde muito cedo flerta sem distinção, com empregadas e damas da sociedade. A duquesa, que a princípio se revolta, termina convencida por sua mãe de que o melhor seria aceitar e torcer para que logo dê à luz um filho homem. Assim, William não apenas se sentiria satisfeito com a esposa como a situação do casamento se estabilizaria.

Antes de sua primeira gravidez, Georgiana já se depara com o primeiro grande desafio de sua vida: é apresentada pelo marido a uma criança, obviamente filha dele com outra mulher, de quem ela deveria cuidar. Apesar de decepcionada,  a duquesa acaba educando a jovem menina como sua própria filha. A situação entre o casal piora quando nasce o primeiro fruto de seu casamento com William: outra menina.

Georgiana demonstrou sua inteligência e perspicácia perante a corte inglesa.  Vivendo a indiferença do marido, que colecionava amantes, associada à dificuldade de conceber um herdeiro homem, como o duque queria…

Foi a própria Georgiana quem apresentou o Duque de Devonshire à sua amante e futura segunda esposa, Lady Elizabeth Foster, filha do 4.° Conde de Bristol. “Bess” era a melhor amiga de Georgiana, que tolerou a traição por muitos anos…

Em dado momento, Georgiana cede aos encantos de Charles Grey e eles se apaixonam, um homem destemido, romântico e liberal. Os dois tiveram um envolvimento amoroso, mas o Duque de Devonshire, interviu no relacionamento, afirmando que se a Duquesa não deixasse Charles, seria impedida de ver seus 4 filhos. A Duquesa escolhe seus filhos, deixa Charles e descobre que está grávida de Charles Grey, uma menina, Eliza, depois retirada a força da mãe logo após o nascimento da criança e entregue ao tio de Grey.

Meses depois Georgiana reencontra Charles, descobrindo que ele estava noivo. A Duquesa passou uma vida amada por seus filhos. Ela se tornou uma das mulheres mais influentes da época.

Confesso que estou curiosíssima para ler o livro e quem sabe, também as cartas, escritas pela própria Georgiana, mostradas nos extras do DVD. Fiquei encantada com a biografia de Georgiana Cavendish, não é à toa que a Lady Di, descendente de sua família também tenha sido uma mulher encantadora.

“A história dessas duas mulheres tem muito em comum: ambas pensaram se casar por amor, mas viveram um casamento infeliz de conveniências presas a formalismos da sociedade. Foram mulheres à frente de seu tempo, feministas e conhecidas por seu apego ao povo – mais do que aos maridos infiéis.” (Trecho retirado do Portal Terra)