Arquivo para solidão

A mulher no amor depois dos 40

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 26, 2016 by Psiquê

Este belo texto, publicado originalmente no A Mente é Maravilhosa, apesar de ainda não ter chegado aos 40, essa é uma reflexão importante para todas nós.

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A mulher no amor depois dos 40

“Quando uma mulher toma a decisão de abandonar o sofrimento, a mentira e a submissão. Quando uma mulher diz do fundo de seu coração: ‘Basta, cheguei até aqui ’. Nem mil exércitos de ego e nem todas as armadilhas da ilusão poderão detê-la na busca de sua própria verdade.

Aí se abrem as portas de sua própria alma e começa o processo de cura. O processo que a devolverá pouco a pouco a si mesma, a sua verdadeira vida. E ninguém disse que esse caminho seria fácil, mas é ‘o Caminho’. Essa decisão em si abre uma linha direta com sua natureza selvagem, e é aí onde começa o verdadeiro milagre”.

– Mulheres que Correm com os Lobos. Clarissa Pinkola-Estés. –

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A mente e a alma têm seus próprios ciclos e estações que percorrem diferentes estados de atividade e de solidão, de procurar e encontrar, de descansar, de pertencer e, inclusive, de desaparecer.

Quando uma mulher amadurece, as relações com ela são diferentes. Inclusive a relação que ela tem consigo mesma vai um passo mais à frente.

Digamos que é perto dos 40 que a mulher sente uma necessidade que não pode deixar de atender: a de retornar a si mesma. Este é o ponto emocional no qual aprendemos a saudar nossas lembranças no momento oportuno, a dançar e a nos acalmar com elas.

É o momento no qual se ama a alma além de nossos erros e do terreno. A partir dessa idade, amando os nossos semelhantes, descobrimos um coração sereno com sangue ardente que nos ajuda a compreender que tipo de pessoa somos, com nossas forças e nossas fraquezas. Porque todos temos ambas e isso não é ruim, mas é precisamente o contrário.

A volta à casa da alma significa nos fazermos conscientes de tudo o que aconteceu em nossa vida anterior, e resolver aqueles conflitos criados nos ciclos prévios à maturidade.

O amor maduro

O amor maduro significa a união à condição de preservar a própria integridade, a própria individualidade.– Erich Fromm –

Não é fácil amadurecer no amor, mas quando conseguimos, nasce um grande amor por nós mesmos que se apoia na dignidade e no respeito. Esses valores, a partir de certa idade e certas vivências, costumam articular o restante dos afetos com os quais nutrimos nosso coração.

Uma mulher madura está mais à frente na sua capacidade de amor quando compreende que a verdadeira transcendência do sentir alheio se resume em como contempla a si mesma e as suas mudanças.

Com o passar do tempo, o mundo feminino irradia uma pureza que se vê ameaçada por uma sociedade corrupta que faz com que as mulheres corram para procurar um refúgio em si mesmas, não para fugir quando algo fica difícil, mas sim para enfrentar a dificuldade.

Então, elas percebem que sua verdadeira casa não está em nenhum lugar afastado do mundo, mas sim dentro delas mesmas. De alguma forma, o amor maduro é consequência de um processo de individualização que pode ser muito doloroso.

Pode ser que ele chegue antes ou depois, mas para todas nós é precedido de alguns anos de distração e falta de foco na nossa identidade emocional. Ou seja, esse “não saber onde estamos e qual é o nosso lugar no mundo” que todas conhecemos.

Seja por ingenuidade, por não prestar atenção ou por ignorância, o processo de maturidade nos faz perder uma pele que nos cobria, à qual nos aferrávamos com força.

Esse sofrimento pela perda de sua pele fez a mulher conviver durante um tempo com uma parte incompleta dela mesma, o que a ajuda a fortalecer a sua verdadeira cobertura emocional.

Quer dizer, este roubo se eleva em cada caso como a oportunidade de recuperar alguns tesouros tão únicos e próprios como são os dois pilares da liberação emocional: a determinação e o amor próprio.

Como resultado, a mulher alcança uma grande sabedoria que lhe faz viver e amar de maneira diferente, única e transcendente. De alguma forma, é capaz de se hidratar e de reconstruir a si mesma, se sentindo inteiramente completa no seu interior.

Como dizem, toda mulher respira uma vida secreta e uma força poderosa cheia de bons instintos, criatividade e sabedoria que encerra o grande poder de um território ainda sem explorar: o fantástico mundo da psicologia feminina.

 

Ficar sozinho

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 30, 2016 by Psiquê

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As pessoas em geral, têm dificuldade de ficar sozinhas, em sua própria companhia. Evidentemente que, muitas vezes, o ambiente nos dificulta a parar e prestar atenção em si próprio, mas considero que essa oportunidade é, na verdade, uma questão de escolha…

Em muitas situações somos obrigados, ou buscamos inconscientemente, ocupar nossa mente com tudo, menos com a atenção ao que queremos, pensamos, desejamos, gostamos. Nos últimos tempos tenho aproveitado muito os momentos de deslocamento, no transporte, na rua, entre uma atividade e outra para estar comigo, ou ao menos tentar prestar mais atenção em mim. Isso é muito importante, pois vivemos em uma realidade que supervaloriza as situações em que se tem mais interação, conectividade, barulho e desconexão com si próprio. Resgatar um pouco do valor de se estar sozinho, chega a ser um desafio.

É tão importante prestarmos atenção em nós mesmos. É tão sábio buscar se entender para poder interagir e compartilhar com o outro de forma mais consciente e intensa…

Se todos tivessem consciência da importância de olhar para si mesmo, ouvir seus desejos, medos, anseios, dúvidas e vontades, tudo seria mais fácil.

Que tal experimentar e aproveitar os momentos de transição, deslocamento, passagem para ficar um pouco com você mesmo? É tão importante e nutritivo. Diria que até bastante importante para melhorar a interação com o outro.

Uma ótima semana a todos.

Não naturalize as merdas que um homem faz

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 27, 2015 by Psiquê

Este texto que compartilho com vocês é de Stephanie Ribeiro e foi publicado no site Imprensa Feminista. Resolvi dividi-lo com vocês, pois chama a atenção para discussões superatuais sobre a naturalização de comportamentos preconceituosos e tendenciosos em relação às mulheres, que aos poucos estamos identificando e repudiando. 

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“NÃO NATURALIZE AS MERDAS QUE UM HOMEM FAZ

 25.12.2015, por Stephanie Ribeiro

Um texto para homens.

Então leiam até o fim.

Um dos grandes problemas na hora de se debater machismo, é que comportamentos machistas são vistos como normais e sendo assim atitudes naturais do seres humanos. E não isso não é verdade! No momento que você homem compactua com determinada ação de cunho machista, do seu pai, irmãos, amigos, etc. Está simplesmente dando a está ação o aval de algo normal, ou seja, você está contribuindo para a manutenção dessa opressão e do privilégio masculino na sociedade.

Mas como assim?

Meu pai abandonou minha mãe grávida da minha irmã, quando eu tinha apenas três anos. Sabe quantas pessoas deixaram de falar com meu pai no ciclo de amigos dele? Nenhuma. Sabe quantas pessoas cobraram que ele fosse uma pessoa presente nas nossas vidas? Nenhuma. Amigos dele inclusive sabiam que eu era filha dele, o que ele tinha feito e simplesmente lidavam com desdém comigo.

Afinal o patriarcado te ensina independente do seu gênero, a ter empatia com homens e odiar mulheres. E vocês seguem essa regra direitinho.

As pessoas ao longo do tempo naturalizaram o comportamento do meu pai, que é muito comum entre homens. Afinal todos disseram que ele não tinha maturidade para lidar com a questão. Maturidade essa que minha mãe também podia não ter na época, mas que não fez ela fugir das responsabilidades. Hoje somos duas mulheres criadas e educadas, que estamos colhendo frutos do esforço e doação dela.

Mas sempre peço que não romantizem essa história! Minha mãe abriu mão de sua vida por nós, e isso não é bonito ou justo. Inclusive ao contrário do meu pai, minha mãe foi cobrada! Cobrada pelos familiares, se afastou de amigos, deixou a diversão de lado, entre outras coisas que ela perdeu por ter que dar conta de educar duas filhas. E todo e qualquer erro/desvio que minha irmã e eu cometemos, cai nas costas dela.

Acho importante falar sobre isso num país onde homens assumem comportamentos machistas de forma tão natural, que se permitem chamar uma mulher de gostosa no meio da rua, assediar meninas no twitter, enganar as companheiras e mesmo assim se sentem no direito de compartilhar vídeos e postagens ofendendo Fabíola.

Homens que se dizem castrados por teorias feministas, porém continuam gozando do direito de trair suas companheiras numa mesa de bar. Até os que se dizem não serem desse “tipo”, numa situação dessas apenas olham e agem como se isso não fosse problema deles. Afinal, na educação machista brasileira não só o homem PODE errar, como seus erros sempre serão defendidos e naturalizados por outros homens. E até por mulheres que reproduzem machismo.

“Ele não sabe o que faz.”

“Ele é tão imaturo.”

“Eu não acho certo o comportamento dele, mas vou deixar de ser amigo do cara?”

Entretanto se fosse uma mulher vocês agiriam diferente!

Até porque, eu tenho plena consciência que o chato é ser amigo/namorado/parente da moça feminista. O legal é compartilhar momentos e vivências com o machista. E assim seguimos vivendo o mundo onde gritamos com as mulheres chatas e dividimos bebida com os machistas que são nossos amigos.

Uma mulher que comete os mesmos erros de um homem. Recebe conselhos que seriam basicamente: Você não se valoriza e ninguém vai te valorizar.

Mas o que os homens fazem que merecem tanto serem valorizados? Que merecem sempre uma segunda chance?

Eu realmente não defendo que a gente traia parceiros. O problema é que enquanto homens forem livres para serem verdadeiros escrotos sem cobrança nenhuma, ninguém poderá sair atirando pedras em nós mulheres. O seu amigo pode trair a companheira uma noite antes do casamento com algumas prostitutas, que você vai continuar chamando ele de irmão. E ainda exibirá fotos chorando no dia do casamento, nas redes sociais.

Tudo porque, você é tão machista quanto ele! E naturaliza essas ações, sendo apenas empático com HOMENS (cis e hétero).

A falta de respeito com uma mulher é totalmente admitida. Inclusive homens que se dizem pró feministas circulam nesses meios, sabem dessas histórias, e preferem lidar como se isso não fosse problema deles. É muito fácil se dizer apoiador de feminismo na frente de mulheres para parecer uma boa transa, um bom cara. Sendo passivo ao comportamento misógino de seus conhecidos.

Na sociedade onde ainda é permitido homens agredirem as parceiras, serem abusivos com elas na frente de seus filhos e irresponsáveis dentro de seus relacionamentos. E os amigos, irmãos, e até cunhados continuarem fazendo vista grossa, a gente vai precisar de muitas hashtags #meuamigosecreto. Porque homens precisam ser incomodados e tirados do seu lugar de privilégio, onde ser cretino é normal e natural. Pior, onde eles nunca vivência a SOLIDÃO pelo que são.

Quando não se isola o agressor, se isola a vítima.

Uma das maiores vinganças da sociedade com nós mulheres, é que ela faz de tudo para que sejamos exiladas. Não é uma escolha por ser só, é uma imposição. Ninguém têm um tempo e palavra de apoio para quem é agredida, cria filhos sozinha e/ou é traída.

Não existem compaixão. Só nós culpam.

“Ahhh porque você casou com ele?”

“Você não se dá o respeito!!!”

“O seu casamento não está dando certo, por sua culpa.”

“Você tem que ver problema em tudo?”

Sim eu tenho que ver problema em tudo, pois nada está normal para mim. A corda está arrebentando só do meu lado. E por isso eu vou ser sempre a pessoa não desejada nas mesas de cerveja, no ciclo de amigos e no final de semana em família. Afinal, vivemos num mar de solidão e cobranças, da sociedade onde se sabe que estamos abraçando um machista, enquanto sua mulher chora escondido em algum canto, e quem se importa com isso é chamada de chata.

Sejamos todas feministas chatas num mundo onde cretino é sinônimo de homem. E para muitos isso é natural.”

Ansiedade

Posted in Comportamento, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 14, 2014 by Psiquê

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Às vezes parece que vou explodir por dentro! Quero chegar mais longe, quero dar um passo a mais, quero respostas imediatas, quero soluções repentinas, quero sumir, quero me esconder, fugir…

Há momentos em que quero desaparecer, ser transparente e só observar, assistir, visualizar. Outras quero falar, subir no palco, me exibir…

Nasce algo dentro de mim, que parece incontrolável, parece me consumir, parece me corroer…uma força difícil que é a ansiedade. E quanto mais a temos, mais parece que nos frustramos, pois a velocidade do mundo, das coisas, das pessoas, não necessariamente acompanham nossa ansiedade…

“O estresse pode ser causado por qualquer situação ou sensação que o faz se sentir frustrado, irritado ou ansioso. O que é estressante para uma pessoa pode não o ser para outra.

A ansiedade é uma sensação de apreensão, nervosismo ou medo. A origem desse desconforto nem sempre é identificada ou reconhecida, o que pode piorar a angústia que você sente. Os fatores biológicos e genéticos podem se combinar com o estresse e produzir sintomas psicológicos.”

Segundo o Dr. Drauzio Varella, a ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado,  favorece sua adaptação às novas condições de vida.

Algumas técnicas de meditação, relaxamento e yoga, servem para acalmar e me acalmam, o problema é que tenho tido pouco tempo de praticar…e isso é urgente na vida de qualquer pessoa.

O portal MdeMulher, apresentou algumas dicas para controlar a ansiedade, vejam algumas:

1. Reserve espaço na correria diária para fazer o que você realmente gosta e se dedique mais a essas atividades. Penso no seu projeto pessoal, como voltar a estudar, e se programe para realizá-lo;

2. Organize-se. Faça uma agenda semanal de tarefas, anotando o tempo necessário para cumprir cada item, e deixe tempo para imprevistos, o que impede que a rotina se embole demais;

3. Não encare o tempo no trânsito como desperdício. Aproveite para refletir;

4. Marque um almoço para colocar a conversa em dia com as amigas. Pessoas solitárias são mais propensas à hipertensão do que aquelas que convivem com gente querida;

5. Faça uma coisa por vez e foque no que está fazendo hoje sem se preocupar com o amanhã. Você só tem dois braços e um cérebro;

6. Relaxe a musculatura. Quando estamos tensas, contraímos tudo e depois ficamos com dores pelo corpo. Solte em especial a musculatura dos ombros e do pescoço com movimentos giratórios bem lentos. Além de relaxar, faça meia hora de atividade física três vezes por semana. Essa quantidade de exercício físico aumenta a oxigenação no cérebro e protege o sistema nervoso. Que tal começar hoje? ;

7. Sorria mais. Esse hábito reduz o estresse e a ansiedade, e contagia quem convive com você;

8. Não leve a ansiedade para a cama. Faça algo relaxante antes de se deitar. Sexo é sempre uma boa pedida!

9. Pingue cinco gotas de óleo de lavanda numa bacia com água morna e aproxime a cabeça coberta com toalha por cinco minutos. O aroma é mágico! Óleos essenciais de tangerina e camomila também relaxam;

10. Chás quentes relaxantes, como camomila e erva-cidreira, podem ajudar. Prepare uma xícara todas as noites. Por estar quente, ele nos obriga a beber em pequenos goles e desaceleramos à força. Torradas ou pão integral também chamam o sono. O carboidrato deles induz o cérebro ao relaxamento;

11. Tenha interesse só seus e se cuide. A insegurança com a aparência é uma das principais fontes de ansiedade no relacionamento;

12. Use a linguagem do toque. Beije na boca e encoste os pés nos dele ao dormir. Isso dá segurança e relaxa. E reserve um dia para passear a sós com seu amor. Esqueça suas preocupações nesse período;

13. Ganhou bebê há pouco tempo? Peça ajuda. A chegada de um filho faz com que a mulher tenha menos tempo para si mesma e para o parceiro;

14. Não desconte na comida. Ansiosas, comemos mais e sem necessidade! Está insatisfeita? Resolva o problema em vez de buscar alívio num doce ;

15. Mas tudo bem contar com a ajuda de alguns alimentos que reduzem a ansiedade, como lentilha, arroz integral, sementes de girassol, abacate, banana e vegetais escuros. Leite, queijo, carnes, ovos e alimentos ricos em fibras, como frutas e grãos integrais e, adivinha! O chocolate, favorecem a serotonina, o hormônio do bem-estar. Invista!

17. Tempere suas receitas com pimenta. Ela contém uma substância que estimula a produção de endorfinas e provoca sensação de euforia;

18. Nozes, castanhas e amêndoas contêm cobre e selênio, minerais que ajudam a reduzir o estresse. Fígado e soja são ricos em colina e lecitina, que evitam oscilações bruscas de humor. E salmão e sardinha são verdadeiras porções de alto-astral. Eles contêm selênio e vitamina B12, que combatem a ansiedade e o cansaço;

19. Quase metade dos consumidores vai às compras por estar triste ou ansiosa. Você não vai cair nessa, vai? Pense que as compras só aliviam momentaneamente a tensão. Depois ela volta e você ainda se sente culpada por ter gastado. Então faça um bom planejamento financeiro e deixe de passar noites em claro!

20. Pra começar, anote seus gastos fixos, reservando 10% dos seus ganhos para emergências, e descubra quanto sobra para comprinhas. Evite entrar no crediário porque as parcelas baixinhas acabam sendo uma armadilha. Se for difícil resistir diante de uma vitrine, deixe o cartão e o talão de cheques em casa e ande com pouca quantia na carteira;

21. Seu estado emocional influencia o dos seus filhos. Mantenha a ansiedade longe das crianças construindo um ambiente familiar baseado no afeto. Comece com eles bem pequeninos. Bebês que recebem massagens e carinhos nos primeiros meses choram menos e ter a atenção dos pais durante o banho e na hora de comer os acalma;

22. Se está endividada, faça uma lista das contas que devem ser pagas primeiro, levando em conta os juros de cada dívida ao decidir quais ficarão para depois. Se necessário, renegocie a dívida com o banco. Às vezes, vale a pena;

23. Reserve tempo para se divertir com os pequenos. Serve brincar, contar historinhas ou cantar, olhando sempre nos olhos da criança. Isso dá segurança;

24. Evite conflitos criando regras claras e válidas para todos. Tarefas e uma rotina com horários regulares transmite mais segurança. Por exemplo, não deixe as crianças irem dormir tarde. Crianças que dormem mal têm mais dificuldade para aprender e ficam irritadiças;

25. Mas não exagere no controle. O desejo de proteger os filhos de tudo e de todos pode deixar as mães muito ansiosas. Questione se a sua preocupação com os filhos tem interferido em outras tarefas suas do dia a dia, como o trabalho. Se o seu pensamento tem se concentrado só nos filhos, reavalie sua atitude. E você?

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , on outubro 8, 2012 by Psiquê

Luis Mendonça

Muitas pessoas não se sentem bem quando estão sozinhas, ou em silêncio, eu confesso que adoro ficar quietinha, sozinha, pensando na vida…

Hoje me identifiquei com uma frase atribuída a Nietzsche: ”Odeio quando ousam roubar minha solidão sem que sejam capazes de me oferecer real companhia.”

Pior do que lidar com pessoas que não curtem o prazer de estar um pouco consigo mesmas, quietas, é ter seu silêncio ou sua “solidão” interrompida por alguém que é incapaz de oferecer sua companhia como  contrapartida. Afinal, a pior de todas as experiências é estar só, quando acompanhadas. Nossa, essa sensação é muito ruim. Espero que paremos um pouquinho para refletir sobre as vantagens do silêncio e da reflexão que podemos vivenciar quando estamos sozinhos.

Meditação

Posted in Comportamento, Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , on outubro 22, 2011 by Psiquê

João Marcelo Oliveira Machado Olhares 8

Hoje, folheando o livro Osho – Meditação – a primeira e última liberdade -, me deparei com vários trechos que resumem ideias bastante interessantes e simples, porém grandiosas.

Uma delas é sobre a solidão: como natureza interior!

“A solidão é uma flor, um lótus florindo no seu coração.

A solidão é positiva, é saúde. É alegria de ser você mesmo. É a alegria de ter seu próprio espaço.” Muitas vezes eu não entendo, como a maioria das pessoas não consegue ficar em sua própria companhia, procurando sempre uma fuga de si mesmo, quando na verdade estar em sua própria companhia é fundamental para o processo de crescimento pessoal.

Outro ponto interessante do livro, é a “lição” de que meditação é muito mais simples do que se prega por aí: “Qualquer coisa pode ser meditação”

“Este é o segredo: desautomatize-se. Se podemos desautomatizar as nossas atividades, então tudo na vida se torna uma meditação. E aí qualquer coisa, por mais insignificante que seja, como tomar banho de chuveiro, fazer uma refeição ou conversar com um amigo, tudo se transforma em meditação. A meditação é um potencial, uma capacidade que temos e que pode ser projetada ou transferida para qualquer coisa. Não é uma ação específica. Há pessoas que pensam dessa forma, acreditando que a meditação seja um ato isolado em que você se senta de frente para o leste, repete determinados mantras, queima um pouco de incenso, faz isso e aquilo num determinado momento e de uma determinada maneira, acompanhados por determinados gestos. A meditação não tem nada a ver com isso. Todas essas são maneiras de automatizar a meditação e a meditação é contra a automatização. Portanto, enquanto estiver atento, qualquer atividade poderá ser uma meditação e você poderá aproveitar algum movimento imensamente.”

Fator de descarte

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 17, 2011 by Psiquê

 

Estava lendo a coluna de Martha Medeiros e resolvi partilhar com vocês essa ideia do excesso de exigências em relação aos gostos da pessoas que queremos ao nosso lado. É claro que devemos ter critérios de escolha, mas as diferenças, muitas vezes enriquecem as relações.

Tenho muitas amigas solteiras que exigem muita coisa: faixa etária, faixa salarial, bairro em que reside, gostos musicais, padrão de consumo, etc. Tudo precisa ser dosado e é importante avaliar quais desses critérios são realmente importantes para não correr o risco de:  sua longa lista de “isso não tolero” ser o seu passaporte para a solidão.

“Estávamos, eu e uma amiga, conversando sobre antigos namorados, quando ela me contou uma história engraçada que havia acontecido com ela há muito tempo. Estava saindo com um cara que já demonstrara não ser exatamente um príncipe encantado, mas vá lá, ela seguia tentando, até que um dia estavam dentro do carro e o rádio começou a tocar uma música do Tom Jobim. Ele disse: “Não suporto esse xarope” e trocou de estação. Ela não teve dúvida: trocou de namorado. Não gostar de Tom Jobim foi o que ela chama de “fator de descarte”. Me assegurou que todos nós, homens e mulheres, temos pelo menos um fator que faz com que paremos de investir numa paquera. Um fator que é intransponível. E então ela me perguntou: qual é o teu?

Fiz um rápido retrospecto da minha vida amorosa – rápido mesmo, porque o elenco é pequeno – e cheguei à conclusão de que meu único fator de descarte seria a violência e a canalhice. Eu não me relacionaria com ninguém que ameaçasse minha integridade física e também com ninguém que não tivesse princípios éticos. Fora isso, não me importo que o candidato a príncipe não goste de Tom Jobim ou que seja gremista, baixinho, caolho e manque de uma perna, desde que possua o meu “fator de exigência”, que é único, subjetivo e não vou revelar qual é. Essa história de “fator de descarte” explica a existência de tantos desencontros amorosos, de tanta gente continuar comendo mosca quando poderia estar vivendo uma relação, no mínimo, surpreendente. A longa lista de “isso não tolero” é praticamente um passaporte para a solidão. As pessoas não dão chance para os diferentes, para os que não têm o mesmo nível cultural ou o mesmo padrão econômico. Desejam alguém que pense igual, se comporte igual, tenha os mesmos gostos, o mesmo tipo de amigos, preferências idênticas. No entanto, quem garante que um fã de Tom Jobim não possa ser um buldogue no convívio diário? E quem garante que um fã do padre Fábio de Melo não possa levar uma mulher às alturas? Hosana nas alturas!

Eu prefiro Tom Jobim a qualquer padre, pagodeiro ou sertanejo, e acredito que ter afinidades é decisivo para o sucesso de uma relação a dois, mas às vezes um prefere Paris e outro prefere acampar em Rolante, e aí, como faz?

Relacionar-se é a oportunidade suprema de invadir universos desconhecidos e extrair diversão das indiadas. Claro que há grande chance de virar um deus nos acuda, mas não se pode cultivar ideias imutáveis, tipo “jamais trocarei uma noite no Cafe de la Musique por um churrasquinho de gato na Lomba do Pinheiro”.

Exagerei, né? Churrasquinho de gato na Lomba do Pinheiro, francamente. Só se o cara – ou a fulana – cumprir muito à risca seu fator de exigência. No que diz respeito ao meu, é algo subjetivo, já falei. Altamente psicológico. Pense naquilo que é imprescindível para justificar que você se envolva com outra pessoa a ponto de abrir mão da sua liberdade. Pois então: eis o seu fator de exigência. É isso que importa. De resto, deixe pra ouvir Garota de Ipanema em casa, Tom Jobim não vai fugir.”