Arquivo para Vincent Van Gogh

Impressionismo: Paris e a Modernidade

Posted in Cultura e Arte, Curiosidades, Geral with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 23, 2012 by Psiquê

Eu ainda não fui ver, mas estou ‘namorando’ esta exposição antes mesmo de ela chegar ao Brasil…a abertura no Rio de Janeiro foi ontem e estou contando os dias para ir lá visitar.

Depois ter sido apresentada em São Paulo, uma seleção de 85 obras-primas do acervo do Museu d’Orsay de Paris, um dos mais visitados museus do mundo, dedicado à arte do século XIX e detentor da mais importante coleção de impressionistas, chega ao Rio de Janeiro.

Le Bain, Alfred Stevens (1867)

Le Bain, Alfred Stevens (1867)

A mostra reflete a história da pintura ocidental no período que compreende a segunda metade do século XIX e início do século XX e é dividida em seis módulos“Paris: a cidade moderna”, “A Vida Urbana e Seus Autores” e “Paris É Uma Festa”, “Fugir da Cidade”, “Convite à Viagem” e “A Vida Silenciosa”, com obras de Camille Pissaro, Claude Monet, Edgar Degas, Edouard Manet, Gustave Coubert, Carot, Henri Toulosse-Lautrec, Jules Lefebvre, Paul Cézanne, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir e Vincent Van Gogh, entre outros mestres.

No dia 23, às 19h, haverá uma mesa-redonda com a participação dos curadores, Guy Cogeval (presidente do Museu d’Orsay), Caroline Mathieu (conservadora-chefe do Museu d’Orsay) e Pablo Jimenez Burillo (diretor-geral da Fundación Mapfre). O evento é gratuito, com senhas distribuídas uma hora antes do início da palestra. Durante todo o período da exposição, o Programa Educativo desenvolverá ações que acontecerão ao longo do dia em vários espaços do CCBB.

Exposição: Impressionismo: Paris e a Modernidade

De 23 de outubro de 2012 a 13 de janeiro de 2013

Local: CCBB

1º e 2º andar | Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h

Felicidade demais faz mal. Será?

Posted in Comportamento, Curiosidades, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on março 4, 2008 by Psiquê

nu-photo-indman.jpg

 Photo By Indman

A revelação foi feita pelo doutor Edward Diener (o doutor Felicidade) que reviu recentemente sua tese sobre os efeitos da felicidade: “Ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis e menos atentas aos riscos”. Segundo o psicólogo, uma margem de insatisfação evita a letargia.

A indústria da felicidade cobra que sejamos felizes o tempo todo e isso acaba levando a um fenômeno comum hoje que é o consumo excessivo de antidepressivos, conforme revela a matéria O valor da tristeza, da Revista Época dessa semana.

O consumo de antidepressivos no Brasil saltou de 20,6 mi em 2005 para 24,4 mi em 2007. Apesar de serem um avanço extraordinário, a prescrição de antidepressivos requer uma avaliação longa e precisa e muitos diagnósticos estão cada vez mais superficiais, revela o psiquiatra Renato Del Sant, Diretor doHospital Dia, o Instituto de Psiquiatria do hospital das Clínicas de São Paulo.

Muitas pessoas querem que você seja mais e mais feliz. Cedo ou tarde atentamos para o fato de que a felicidade completa é irrealizável. E completa o escritor italiano Primo Levy, sobrevivente do holocausto: “Poucos atentam para a reflexão oposta: que a infelicidade completa também é irrealizável”. Outro ponto importante, só conseguimos a percepção de um sentimento em comparação com os outros estados de ânimo.

A importância dos obstáculos já foi defendida também por Nietzsche: O que não me mata me torna mais forte”. Muitas vezes ao passar por um trauma ou uma infelicidade, as pessoas passam a valorizar o que realmente importa. Há quem defenda que as fases de depressão levam a questionamentos que despertam a criatividade. A matéria ainda destaca nomes de personalidades que passaram pela fase depressiva: Ludwig Van Beethoven, Friedrich Nietzsche, Vincent Van Gogh, Edvard Munch, Alberto Santos Dumont, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Elis Regina, Janis Joplin, Wood Allen.

Particularmente acredito muito no pensamento positivo, mas também admito que o descontentamento com algo pode ser uma forma muito eficaz de se lutar para melhorar. Uma espécie de incentivo à mudança e aos novos desafios. Cabe a cada um de nós saber identificar essas oportunidades.

Cuidado para não se tornar refém da felicidade, da mesma forma como hoje as pessoas se tornaram reféns dos padrões de beleza. Todos nós deveríamos fazer terapia em algum momento da vida para tentar nos conhecermos melhor.