Arquivo de julho, 2011

Um pouco de Clarice…

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , on julho 28, 2011 by Psiquê

Eu, como uma apaixonada pela obra da Clarice Lispector não poderia deixar de citar dois xodós que compilam textos de suas contribuições para jornais:

  • Uma já citada aqui no blog é o Correio Feminino, de 2006. Consiste em uma seleção de textos extraída de suplementos femininos assinados sob pseudônimos por Clarice Lispector nos jornais Correio da Manhã e O Comício, e como ghost-writer de Ilka Soares no Diário da Noite. Segundo a organizadora Aparecida Nunes, a divisão do livro em cinco blocos “caracteriza o percurso de Clarice no ofício de falar para mulheres em linguagem acessível e sobre assuntos que interessam à natureza feminina”. Mostrando-se mobilizada pela questão da emancipação da mulher, a colunista une entretenimento à informação, dá conselhos sobre beleza, culinária, moda e medicina, e ainda incita mudanças no comportamento das leitoras. É um retrato de hábitos e tendências da mulher brasileira nas décadas de 1950 e 1960.

“As pessoas que se comprazem no sofrimento, que gostam de sentir-se infelizes e fazer aos outros infelizes, jamais poderão orgulhar-se de sua beleza. O mau humor, o sentimento de frustração, a amargura marcam a fisionomia, apagam o brilho dos olhos, cavam sulcos na face mais jovem, enfeiam qualquer rosto. Essa é a razão porque a mulher, que cultiva a beleza, deve esforçar-se para ser feliz. Felicidade é estado de alma, é atmosfera, não depende de fatos ou circunstâncias externas.

  • O outro que ainda não tenho em casa, mas já folheei, o Só para mulheres, de 2008. A publicação dá prosseguimento ao resgate da obra jornalística de Clarice Lispector, iniciado em 2006, com o livro Correio feminino. Esta nova coletânea – organizada por Aparecida Maria Nunes, doutora em literatura brasileira pela USP – recupera as colunas femininas assinadas pela escritora sob os pseudônimos de Tereza Quadros e Helen Palmer, e como ghost-writer da atriz Ilka Soares, para o tablóide Comício e os jornais Correio da Manhã e Diário da Noite, nas décadas de 50 e 60. São mais de 290 textos inéditos, com a elegância característica de Clarice e organizados na forma de conselhos, receitas e segredos, tratando com habilidade e leveza os assuntos prosaicos do cotidiano de todas as mulheres. Uma verdadeira viagem ao tempo em que o dito “sexo frágil” tinha como sua única função ser a “rainha do lar”.

“Sejam vocês mesmas! Estudem cuidadosamente o que há de positivo ou negativo na sua pessoa e tirem partido disso. A mulher inteligente tira partido até dos pontos negativos. Uma boca demasiadamente rasgada, uns olhos pequenos, um nariz não muito correto podem servir para marcar o seu tipo e torná-lo mais atraente.
Desde que seja seu mesmo.” (Helen Palmer)

São leituras curtas, gostosas e superatuais que nos atraem e permitem releituras constantes. No momento estou me dedicando à leitura da biografia dela (por Benjamin Mozer) e me apaixonando pelo livro! Depois que acabar eu conto como foi esta viagem, que por enquanto tem se revelado uma delícia. Não dá vontade de parar de ler.

As voltas que a vida dá

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , on julho 26, 2011 by Psiquê

Anne Hathaway

Volta e meia me pego fazendo planos, pensando no futuro, esquematizando meus passos e tentando entender o que a vida reserva para mim. Ocorre que (felizmente), embora angustiante de certa maneira, a vida não pode ser programada. Não temos certeza de nada do que nossas próximas horas, dias, semanas, anos nos reservam. De uma hora para a outra tudo pode mudar, podemos ser promovidos, demitidos, adoecermos, morrermos, mudar de bairro, cidade,  estado, país…

Muitas vezes, passamos anos pensando em seguir um rumo e de repente, somos forçados pela vida a mudar a trajetória. É por essas e outras que viver se torna uma experiência única e maravilhosa. E a despeito de toda a minha ânsia de querer saber o que o futuro me reserva, a verdade é que somente o agora importa e que, Graças a Deus, o agora é o momento mais feliz que temos para viver, pois é o único que realmente temos.

Aproveitem e amem suas vidas, suas realizações, as possibilidades que já estamos vivendo e as expectativas de dias cada vez melhores!!!

Fator de descarte

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 17, 2011 by Psiquê

 

Estava lendo a coluna de Martha Medeiros e resolvi partilhar com vocês essa ideia do excesso de exigências em relação aos gostos da pessoas que queremos ao nosso lado. É claro que devemos ter critérios de escolha, mas as diferenças, muitas vezes enriquecem as relações.

Tenho muitas amigas solteiras que exigem muita coisa: faixa etária, faixa salarial, bairro em que reside, gostos musicais, padrão de consumo, etc. Tudo precisa ser dosado e é importante avaliar quais desses critérios são realmente importantes para não correr o risco de:  sua longa lista de “isso não tolero” ser o seu passaporte para a solidão.

“Estávamos, eu e uma amiga, conversando sobre antigos namorados, quando ela me contou uma história engraçada que havia acontecido com ela há muito tempo. Estava saindo com um cara que já demonstrara não ser exatamente um príncipe encantado, mas vá lá, ela seguia tentando, até que um dia estavam dentro do carro e o rádio começou a tocar uma música do Tom Jobim. Ele disse: “Não suporto esse xarope” e trocou de estação. Ela não teve dúvida: trocou de namorado. Não gostar de Tom Jobim foi o que ela chama de “fator de descarte”. Me assegurou que todos nós, homens e mulheres, temos pelo menos um fator que faz com que paremos de investir numa paquera. Um fator que é intransponível. E então ela me perguntou: qual é o teu?

Fiz um rápido retrospecto da minha vida amorosa – rápido mesmo, porque o elenco é pequeno – e cheguei à conclusão de que meu único fator de descarte seria a violência e a canalhice. Eu não me relacionaria com ninguém que ameaçasse minha integridade física e também com ninguém que não tivesse princípios éticos. Fora isso, não me importo que o candidato a príncipe não goste de Tom Jobim ou que seja gremista, baixinho, caolho e manque de uma perna, desde que possua o meu “fator de exigência”, que é único, subjetivo e não vou revelar qual é. Essa história de “fator de descarte” explica a existência de tantos desencontros amorosos, de tanta gente continuar comendo mosca quando poderia estar vivendo uma relação, no mínimo, surpreendente. A longa lista de “isso não tolero” é praticamente um passaporte para a solidão. As pessoas não dão chance para os diferentes, para os que não têm o mesmo nível cultural ou o mesmo padrão econômico. Desejam alguém que pense igual, se comporte igual, tenha os mesmos gostos, o mesmo tipo de amigos, preferências idênticas. No entanto, quem garante que um fã de Tom Jobim não possa ser um buldogue no convívio diário? E quem garante que um fã do padre Fábio de Melo não possa levar uma mulher às alturas? Hosana nas alturas!

Eu prefiro Tom Jobim a qualquer padre, pagodeiro ou sertanejo, e acredito que ter afinidades é decisivo para o sucesso de uma relação a dois, mas às vezes um prefere Paris e outro prefere acampar em Rolante, e aí, como faz?

Relacionar-se é a oportunidade suprema de invadir universos desconhecidos e extrair diversão das indiadas. Claro que há grande chance de virar um deus nos acuda, mas não se pode cultivar ideias imutáveis, tipo “jamais trocarei uma noite no Cafe de la Musique por um churrasquinho de gato na Lomba do Pinheiro”.

Exagerei, né? Churrasquinho de gato na Lomba do Pinheiro, francamente. Só se o cara – ou a fulana – cumprir muito à risca seu fator de exigência. No que diz respeito ao meu, é algo subjetivo, já falei. Altamente psicológico. Pense naquilo que é imprescindível para justificar que você se envolva com outra pessoa a ponto de abrir mão da sua liberdade. Pois então: eis o seu fator de exigência. É isso que importa. De resto, deixe pra ouvir Garota de Ipanema em casa, Tom Jobim não vai fugir.”

Visões de mim!

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 10, 2011 by Psiquê

Carla Ossa - via Things That Excite Me

Hoje navegando pelo Facebook, me deparei com a seguinte mensagem: Insista, persista, mas nunca desista que um dia você conquista! A seguir vinha a seguinte recomendação:

“Desligue o seu piloto automático… Planeje melhor e procure viver com mais intensidade pois a vida é feita de momentos e estes devem ser os melhores de usa vida!”

Também na última semana recebi, por email, um jogo em que a mensagem pedia ao destinatário que me descrevesse em apenas uma palavra. Achei tão interessante perceber a diversidade de definições que nossos amigos podem ter de nós mesmos. Aqueles que não são muy amigos sequer responderam, outros não o fizeram por não gostarem de jogos, mas os que o fizeram me deixaram muito feliz. Vejam algumas das respostas:

“Muito legal saber que as pessoas nos veem de maneira tão diferente. Veja algumas das respostas que recebi: persistente, perseverante, coragem, responsável, sexy, linda, multitasking, iluminada, família, ansiosa, transparente, inteligente, admirável… Todas elas se complementam de alguma forma.

Esta é mais uma oportunidade de auto-reflexão!