Arquivo de espartilho

Universo…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , on agosto 1, 2016 by Psiquê

Sempre me surpreendo quando algumas coisas nos acontecem, sem que façamos ideia de que elas estão pra acontecer. Muitas vezes desejamos algumas coisas ou precisamos que algo nos aconteça e quando menos esperamos, o universo conspira a nosso favor. 

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Cada um vai nomear esse fenômeno como melhor lhe convier, mas a verdade é que há coisas que fogem ao nosso controle e só podemos determinar qual será a nossa atitude perante aquilo que o universo nos apresenta.

Recentemente recebi uma recordação de um post que escrevi  em 2011, ‘As voltas que a vida dá’, pensei em repostá-lo, mas achei melhor fazer uma nova publicação e citá-lo. Algumas coisas que achamos estarem mortas, ou sermos incapazes de conquistar, ressurgem como opções de caminhos para nossa vida. Ou quando queremos muito que algo aconteça, ainda que não façamos planos, aparecem indícios que nem imaginávamos.

Sou defensora de que vivamos o presente sempre com o melhor que temos, porque o passado não existe mais e o futuro pode sequer existir. Viver assim, nos permite ter controle sobre nosso momento e diminuir os índices de depressão e ansiedade. Claro que isso não é simples, mas parte de um exercício de consciência diário.

Eu agradeço ao universo pelas oportunidades que ele me oferece e peço sabedoria para sempre saber a melhor atitude a tomar.

Namastê! Boa semana!

Ficar sozinho

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 30, 2016 by Psiquê

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As pessoas em geral, têm dificuldade de ficar sozinhas, em sua própria companhia. Evidentemente que, muitas vezes, o ambiente nos dificulta a parar e prestar atenção em si próprio, mas considero que essa oportunidade é, na verdade, uma questão de escolha…

Em muitas situações somos obrigados, ou buscamos inconscientemente, ocupar nossa mente com tudo, menos com a atenção ao que queremos, pensamos, desejamos, gostamos. Nos últimos tempos tenho aproveitado muito os momentos de deslocamento, no transporte, na rua, entre uma atividade e outra para estar comigo, ou ao menos tentar prestar mais atenção em mim. Isso é muito importante, pois vivemos em uma realidade que supervaloriza as situações em que se tem mais interação, conectividade, barulho e desconexão com si próprio. Resgatar um pouco do valor de se estar sozinho, chega a ser um desafio.

É tão importante prestarmos atenção em nós mesmos. É tão sábio buscar se entender para poder interagir e compartilhar com o outro de forma mais consciente e intensa…

Se todos tivessem consciência da importância de olhar para si mesmo, ouvir seus desejos, medos, anseios, dúvidas e vontades, tudo seria mais fácil.

Que tal experimentar e aproveitar os momentos de transição, deslocamento, passagem para ficar um pouco com você mesmo? É tão importante e nutritivo. Diria que até bastante importante para melhorar a interação com o outro.

Uma ótima semana a todos.

Silêncio

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on julho 24, 2016 by Psiquê

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Vivemos uma vida extremamente barulhenta não apenas externa como também internamente. E silenciar, além de um desafio, é uma necessidade, difícil, mas fundamental. 

Ando precisando muito ‘estar comigo’, ainda que a decisão de estar comigo seja a princípio para lidar com os barulhos da minha mente, com as falas internas, as dúvidas, as confusões, os medos, as angústias.

Nem sempre é possível parar para estar consigo mesma…

O mundo anda conectado, ligado, agitado e em muitos momentos não conseguimos essa ‘solidão’. Parece incoerente, pois, no fundo, estamos sempre sozinhos, mas digo do ponto de vista de prestar atenção em si mesmo, se ouvir, se escutar, se respeitar…

Às vezes ouço as pessoas dizerem que não conseguem ter um tempo para si, é realmente difícil, mas podemos prestar atenção em nós mesmos em momentos simples como  durante o trajeto para um lugar, na hora do exercício ou caminhada, momentos antes de dormir, durante o banho…

Precisamos silenciar para dar um pouco de atenção ao nosso eu. É uma questão de sobrevivência e tenho buscado bastante isso, não sem dificuldades, mas com o coração aberto.

E você? Quer compartilhar um pouquinho dessa experiência aqui?

Um beijo a todos e todas.

 

A química do desejo

Posted in Poesia Erótica, Relacionamento, Sexo, Sexualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , on junho 5, 2016 by Psiquê

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A química do desejo não tem uma fórmula certa. Muitas vezes o desejo é despertado dentro de nós a partir dos estímulos mais inusitados: um beijo, um toque, uma cena de sexo, um romance, um cheiro, uma taça de vinho, uma música, um ritmo, um gosto, um olhar, um pensamento, uma proibição

Não há como prever o que e quando nosso desejo pode ser despertado e as experiências são individuais. Algumas pessoas são mais sensíveis e suscetíveis à eferverscência do desejo, outras menos, mas ele sempre existe em algum lugar dento de cada um de nós.

O importante é deixá-lo se manifestar com cuidado e desfrute, sem se censurar demais, mas ao mesmo tempo sabendo vivê-lo da melhor forma. O desejo nos nutre e sabendo fazer um bom proveito dele, a vida ganha um colorido gostoso e importante.

Aproveite, observe-se e vivencie.

Boa semana!

 

Memória e cansaço

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , on maio 31, 2016 by Psiquê

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Cada dia que passa tenho mais certeza do quão importante é desacelerarmos das pressões e corre-corre do dia a dia para ouvir um pouquinho mais o nosso corpo. Se não o fizermos por bem, muitas vezes, acabamos por ser forçados a fazê-lo por mal.

O cansaço,  muitas vezes, atrapalha o próprio sono  e isso gera um efeito dominó, pois a falta de descanso na hora que certa, faz o corpo ficar cansado ao longo do dia e acaba comprometendo uma série de atividades, incluindo as capacidades da memória.

Temos que aprender a desacelerar essa correria e ouvir as demandas de descanso dos nossos corpos, principalmente quando já não somos mais tão novinhos.

Estou passando por isso agora e, embora tenha revisto meus conceitos em relação a muito do que faço com o meu tempo, alguns aprendizados ainda requerem uma prática de longo prazo. E você? O que faz para contornar isso?

Vamos aprender e praticar juntos e diariamente.

Um beijo e boa noite.

Luto pelo fim da cultura do estupro

Posted in Comportamento, Conscientização with tags , , , , , , , , , , , , , on maio 27, 2016 by Psiquê

Os últimos acontecimentos no país: o episódio de um estupro coletivo em 27 de maio de 2015, no estado do Piauí e o mais recente fato ocorrido em maio de 2016, quando uma menina de 16 anos foi desumanamente violentada por 30 monstros, chamam atenção para a urgência de combatermos a frequente tolerância para com o estupro e a violência contra a mulher em nossa sociedade.

Se você é mulher, certamente já parou para pensar na roupa que ia usar ou no trajeto que precisaria fazer e nas prevenções que precisaria tomar para evitar algum assédio ou investida na rua. Já temeu que algum homem no transporte coletivo encostasse em você, que em uma rua mais deserta, alguém te seguisse, que o comprimento de sua saia, o modelo do seu vestido ou o corte da sua blusa provocasse reações indesejadas no meio da rua. No Brasil, ser assediada na rua é muito frequente. Embora muitas dessas situações, sejam constantes e quase “inevitáveis” nas ruas do país, o medo é uma coisa que nos acompanha cotidianamente.

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É inacreditável que em pleno século XXI, as mulheres ainda precisem temer tanto por sua segurança. É inadmissível que muitas mulheres e homens em nossa sociedade continuem a culpar a vítima pelo ato de violência sofrido: seja pela vestimenta, pelas escolhas, pelas companhias, pelas atitudes. O respeito deve ser IMPERATIVO, ainda que uma mulher queira colocar uma roupa curta, sair para dançar, usar um batom vermelho, o que for, ela é livre e não pode ser atacada por ninguém. Se ela não quiser ter relações sexuais com quem quer que seja, não é lícito forçá-la, seja qual for a sua ideia em relação a ela.

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O estupro é sempre culpa e responsabilidade do estuprador. A violência é sempre culpa e responsabilidade daquele que violenta. Homens e mulheres são iguais em deveres e direitos perante a lei, e nada justifica qualquer ato de violência sobre uma mulher que queira andar com pouca roupa ou quiçá nua. Os discursos legitimadores de atos violentos na boca de mulheres é mais assustador ainda.

Se você tem acompanhado as discussões dos últimos dias, reflita e se una a todas nós no combate a essa cultura do estupro tão comum em nossa sociedade.

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Aproveito para compartilhar a contribuição de Marina Ferreira em sua página no Facebook que reflete e refuta muito bem o discurso de alguns sobre o comportamento ideal das mulheres “não estupráveis”.

“Se ela estivesse estudando isso não aconteceria!”
Menina estuprada em escola de São Paulo reconhece agressores: http://glo.bo/1TZ6Ej0

“Se ela estivesse na igreja isso não aconteceria!”
Jovem é estuprada dentro de secretaria de igreja em Brasília: http://bit.ly/1NQpoVc

“Se ela estivesse em casa isso não aconteceria!”
Morre jovem encontrada com sinais de estupro dentro de casa na Zona Norte: http://bit.ly/1qMl4Lu

“Se ela estivesse trabalhando isso não aconteceria!”
Jovem é atacada e estuprada a caminho do trabalho: http://bit.ly/1P19Wpq

“Se ela tivesse um namorado fixo isso não aconteceria!”
‘Meu namorado me estuprou por um ano enquanto eu dormia’: http://bbc.in/27UhJvG

“Se ela fosse mais família isso não aconteceria!”
Adolescente com deficiência física é estuprada pelo tio em RR: http://glo.bo/1THnB47

“Se ela fosse menos ‘puta’ isso não aconteceria!”
Menina (de 1 ano e meio) morta em igreja foi violentada: http://bit.ly/1Z3LEM4

“Se ela tivesse mais cuidado isso não aconteceria!”
Jovem é estuprada em estação do Metrô de São Paulo: http://bit.ly/1WnjCgw

#nãoéculpadela #nãoéculpadavítima #pelofimdaculturadoestupro #espartilho #feminismosim #queroumdiasemestupro

Unhas, pintura e sensações

Posted in Estética e Beleza with tags , , , , , , , , , , , on maio 25, 2016 by Psiquê

Pode parecer bobo e nem sempre lógico, até porque eu mesma fiquei muito tempo sem pintar as unhas por motivo de alergia, mas depois, com a possibilidade de usar esmaltes hipoalergênicos, tudo ficou mais fácil.

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Evidentemente que tudo isso que vou escrever aqui é extremamente subjetivo, mas não sei se você já parou para pensar na hora de escolher o esmalte, em como você está naquele momento. Que cor você quer naquele momento? Que cor tem a ver com seus sentimentos?  Sensações? Espírito naquele momento?

Tem dias que estou na vibe do preto, outro na do vermelho, ou do nude. Dependendo do momento, mesmo querendo colocar uma cor forte, algum evento ou compromisso exige de você um branquinho ou um clarinho.

Isso pode ser uma grande bobeira, mas você, que pinta unha, com certeza já pensou uma coisa ou outra em algum momento da vida. Isso pode acontecer com roupa, sapato, atividades em geral. Tudo isso pode fazer sentido quando paramos para ouvir um pouquinho do nosso momento atual, do nosso interior. E, ainda que seja apenas uma brincadeira, tem um fundo de razão.

Um ótimo feriado para você.

P.S. Minha semana está vermelha, bem vermelha, com unhas lindamente pintadas de Rouge!