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Feminismo branco versus Feminismo negro

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 7, 2015 by Psiquê
By Michael Burke

By Michael Burke

(Algumas) Diferenças Entre Feminismo Branco e Feminismo Negro

VIOLÊNCIA

Feministas brancas lutam para terem a segurança de saírem às ruas sem sofrerem assédio e contra a violência doméstica. Feministas negras, especialmente as periféricas, sabem que seu corpo está duplamente objetificado, especialmente por conta da imagem de “mulata exportação” que sempre foi construída atribuindo à mulher negra a imagem de fêmea (no sentido bestial) sempre disposta a relações sexuais e sempre à disposição dos homens. Além disso, negras são vítimas de cerca de 60% dos assassinatos de mulheres no país. Dado que está ligado aos índices de pobreza.

ESTÉTICA

Mulheres brancas lutam pelo direito de saírem sem maquiagem sem serem julgadas. Mulheres negras ainda estão lutando pelo direito de serem vistas pelas marcas. Uma das faces do racismo está no fato de que as marcas de cosméticos simplesmente ignoram a mulher negra. Por exemplo, enquanto a MAC apresenta quase 30 tons de base, uma Avon da vida tem no máximo 5. Isto é exclusão. Parte do princípio de que mulher negra não merece atenção enquanto consumidora. Além da hierarquia de textura capilar e a ideia de que cabelo bom é cabelo liso. As mulheres brancas querem liberdade pra não usarem maquiagem. Mulheres negras querem o direito de decidir sobre sua própria imagem. A indústria cosmética dita o feio e o belo, e usa a imagem da mulher branca como exemplo para o belo.

GRAVIDEZ E MATERNIDADE

Mulheres brancas lutam pelo direito ao aborto seguro e sua descriminalização. Mulheres brancas lutam para poderem cuidar de seus filhos e lutam contra opressão da tripla jornada (filho-casa-trabalho). Mulheres negras morrem em açougues porque não podem pagar as clínicas “menos perigosas”. Mulheres negras lutam para que seus filhos não sejam mortos na mão do Estado por serem negros e pobres. Mulheres negras não tem babás ou qualquer outra pessoa de confiança, ou acesso a creches pra cuidarem de seus filhos enquanto elas vão trabalhar.

AMOR E RELACIONAMENTOS

Mulheres brancas lutam contra a opressão da monogamia. Mulheres negras ainda são preteridas e objetificadas por homens brancos e negros e até um relacionamento monogâmico respeitoso é difícil. Poliamor e Relações Livres ainda passam longe, mas MUITO longe da realidade de mulheres negras.
Mulheres brancas e negras lutam contra relações abusivas, mas mulheres negras além disso ainda precisam lutar contra a opressão de serem vendidas como fantoches sexuais. Mulheres negras ainda vivem muitas relações às escondidas por conta de homens que não as assumem.

ESTUDOS E MERCADO DE TRABALHO

Mulheres brancas lutam contra o machismo na universidade e para terem salários iguais aos de colegas homens que ocupam os mesmos cargos que elas nas empresas. Mulheres negras lutam para conseguir terminar o ensino médio e entrar na faculdade, geralmente cumprindo uma jornada dupla de trabalho + estudo. Mulheres negras lutam para terem mais opções de trabalho além do emprego doméstico onde servirá a mulher branca, e onde não raro sofrem abusos morais e muita violência psicológica. Mulheres negras ainda são minoria nas universidades e empresas.

Por que essa breve explicação?

Porque eu tô até hoje engasgada com um post de uma página feminista que dizia: “Preciso do feminismo pra jogar vídeo game sem ouvir dizerem que jogo feito uma mocinha.”
Prioridades, prioridades.

Este texto foi escrito por Gabriela Moura e originalmente publicado no blog Não me Kahlo

Influência política de amantes e cortesãs

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 16, 2015 by Psiquê

Vários líderes da história tiveram relações extraconjugais e deram a suas amantes poder e influência sobre suas decisões e sobre o cenário político. Este texto que compartilho com vocês, traz um pouco destes casos em que amantes e cortesãs atuavam como figuras fundamentais na condução de tarefas políticas e até estratégicas.

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“Henrique VIII deixou a Igreja Católica para que a Inglaterra tivesse sua própria religião. Napoleão Bonaparte pôs a Europa de joelhos perante a França. Pedro I foi desafiado a transformar uma colônia no Império brasileiro. Homens de importância incontestável na trajetória de seus países, eles foram motivados a cumprir seus feitos não apenas por razões de Estado, mas também por quem dividiam a cama — e não em seus relacionamentos formais. Durante séculos, amantes e cortesãs eram figuras fáceis ao lado de monarcas de diversos países, relegando as rainhas à sombra e assumindo tarefas como a recepção de embaixadores e o patrocínio de artistas. Ganhavam castelos, joias e garantiam títulos de nobreza aos filhos bastardos.

A busca por outros rabos de saia era vista como uma consequência natural de como ocorriam os matrimônios reais. Os noivos eram escolhidos para assegurar a prosperidade e a paz entre seus impérios. Depois da troca de alianças, os reis sentiam-se à vontade para correr atrás de seus desejos.

— No casamento, as princesas eram simples moedas de troca usadas para fins políticos — conta a historiadora espanhola María Pilar Quesalt del Hierro, autora do livro recém-lançado “Rainhas na sombra” (Versal Editores). — Os monarcas, então, buscavam o amor fora do leito conjugal.

Alguns soberanos tomaram atitudes extremas para se livrarem das rainhas. No século XIV, por exemplo, o rei português Fernando I recorreu ao Papa para anular seu casamento com Constança de Castela. Alegou que ambos eram parentes. Era difícil comprovar o argumento, mas a compra de sacerdotes viabilizou o seu pedido. Solteiro, uniu-se oficialmente a Leonor de Meneses, que já frequentava seus lençóis. Mesmo sob a oposição da Corte, capitaneada por seu meio-irmão, Leonor posou como verdadeira governante, aproveitando-se da saúde frágil do marido.

Na Inglaterra dos anos 1500, Henrique VIII caiu de amores por Ana Bolena, que inicialmente fingiu não ter interesse no monarca. O rei absolutista estava tão apaixonado que ignorava um defeito grave de sua musa — tinha seis dedos na mão esquerda, o que era encarado como um sinal de bruxaria. O maior empecilho, no entanto, atendia por Catarina de Aragão. A mulher de Henrique recusou a anulação do casamento. Apoiado pelo povo, Henrique expulsou a Igreja Católica de seus domínios — e Catarina, por extensão.

A posição de amante do rei trazia uma série de privilégios — lembra a historiadora Mary del Priore, autora de mais de 40 livros sobre comportamento e sexualidade, entre eles “História do amor no Brasil” (editora Contexto). — Até o século XVIII, ter uma “favorita” era fundamental para construir a imagem viril do monarca.

Mas nem sempre a história terminava bem. O próprio Henrique VIII irritou-se com a dificuldade de Ana Bolena para dar à luz um varão. Já envolvido com outra jovem, o rei acusou sua mulher de adultério. Depois de um rápido julgamento, terminou decapitada.

A lista de affairs decepcionantes inclui outro rei conhecido por seu autoritarismo. Em 1667, o francês Luís XIV trocou a amante oficial, Madame de la Vaillère, por uma amiga íntima, Madame de Montespan. O “Rei Sol” acolheu seus sete filhos e lhes cedeu privilégios e títulos — um deles, por exemplo, já era coronel aos 5 anos. A relação ardente derreteu 12 anos depois, quando a polícia prendeu uma suposta vidente da amada, um tipo que anunciava publicamente seus dons para livrar os clientes de inimigos. No fim da investigação, conhecida como “caso dos venenos”, foram descobertas dezenas de pessoas que se apresentavam como magos, feiticeiros, alquimistas e envenenadores no submundo do Palácio de Versalhes.

Luís XIV queimou documentos que comprovariam o envolvimento de Madame de Montespan com a laia. A amante continuou hospedada na sede oficial do governo, mas foi deslocada para apartamentos menores e afastados do rei, que não lhe dirigia mais a palavra.

— Se a amante se mostrava ambiciosa e intrigante, capaz de prejudicar os interesses do reino, a rejeição do povo era total — ressalta María Pilar. — No entanto, em outras ocasiões, quando se acreditava que ela exerceria uma influência favorável, poderia ser tolerada e inclusive admirada. Foi o caso da Madame de Pompadour, amante do francês Luís XV, que atuou como mecenas de Voltaire e Diderot.

Além das aristocratas, algumas mulheres que chegaram aos aposentos reais vieram das classes baixas. Em Veneza, a mais famosa delas era Verônica Franco. O nome da cortesã consta na edição de 1572 do catálogo “Tarriffa delle putane”, uma lista com o nome das 215 prostitutas mais prestigiadas da cidade. Estudante aplicada dos costumes sociais, recebeu em 1574 uma importante missão. Foi oferecida pelo governo por uma noite a Henrique III, futuro rei da França, que visitaria a cidade, ansiosa por uma aliança com os gauleses. Teve uma excelente performance — conseguiu agradar a um rei que preferia viajar com rapazes vestidos de mulheres.

Muitas pobres e famintas tinham de recorrer à prostituição. Tornar-se uma cortesã era como ganhar na loteria — compara a americana Susan Griffin, autora de “O livro das cortesãs: um catálogo das suas virtudes” (editora Rocco). — Eram mulheres excepcionais. Elas não tinham como apelo apenas a beleza física, mas também a sensualidade e a cultura. Precisavam aprender dotes como arrumar o cabelo e tocar piano, que faziam parte da educação das aristocratas. Elas precisavam ser muito diferentes do meio em que foram criadas.

CIÚME E CUMPLICIDADE

Segundo María Pilar, cada rainha reagia de uma forma à presença das “favoritas”.

— Algumas rainhas, para se sentirem livres, procuravam “distrações” para o marido. Foi o caso de Elisabeth II da Áustria, que propiciou a relação de seu marido, Francisco José I, com a atriz Katharina Schratt — destaca. — Outras eram terrivelmente ciumentas, como Catarina de Médici. Quando morreu seu marido, o rei francês Henrique II, ela apreendeu todas as posses de sua amante, Diana de Poitiers.

No Brasil, o imperador D. Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo protagonizaram o maior escândalo de infidelidade conjugal da monarquia.

Domitila tinha uma astúcia extraordinária — assinala Mary. — Pedro foi profundamente apaixonado por ela. Deu-lhe o título de marquesa e prometeu uma vida na Corte. Por influência de um professor do imperador, leram um livro sobre as amantes de Luís XIV. O imperador, então, tentou recriar a imagem da monarquia com as “favoritas”, o que era uma humilhação à imperatriz Leopoldina.

Segundo Mary, hoje, a história na monarquia é outra: ninguém fica casado se está infeliz. E a rede de alianças entre impérios e amores clandestinos ficou para trás.

Este texto foi escrito por Renato Grandelle e originalmente publicado em O Globo

Gravidez – Parto Domiciliar

Posted in Gravidez, Maternidade, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 23, 2015 by Psiquê

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O portal Mulher Uol publicou uma matéria interessante sobre parto domiciliar, seus prós e contras, além de quem pode optar por ele sem riscos. Há muita dificuldade de encontrar profissionais dispostos a dar informações e assumir o risco desta escolha. As mães que optam por seguir esta linha precisam de informação e muitas vezes se sentem desamparadas e inseguras. O Brasil é campeão em partos por cesária, pratica algo em torno de 80% dos partos por esta modalidade enquanto a OMS recomenda que este seja praticado apenas em caso de risco e se limite a cerca de 15% dos partos.

  • No parto em casa, a mulher escolhe a forma como quer dar à luz e tem o apoio do parceiro

Ana Cristina Duarte é uma parteira. Mas não daquelas do tempo de nossas avós. Ela é ativista de um movimento que defende a opção pelo parto domiciliar planejado. Nele, mulheres em gravidez de baixo risco dão à luz em casa, na companhia de quem escolher. Não é utilizado nenhum tipo de medicamento para diminuir a dor, a não ser métodos naturais de analgesia, como água quente, massagens e técnicas de relaxamento e de respiração. O parto também não é induzido com a administração do hormônio ocitocina –e, por isso, dura entre oito e 12 horas em mães de primeira viagem. Tudo fora do ambiente hospitalar.

É exatamente o fato de não acontecer em um hospital que colocou a classe médica contra a prática. Enfermeiros e obstetras são legalmente habilitados para assistir partos em casa, mas o Conselho Federal de Medicina considera mais seguro que ele seja feito no hospital. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) chegou a vetar que médicos no Estado assistissem partos domiciliares e a pedir à entidade paulista –o Cremesp– a punição do médico obstetra Jorge Francisco Kuhn, que defendeu a opção pelo parto em casa em entrevista ao programa “Fantástico” (Globo), em junho. A instrução do Cremerj contra o parto domiciliar foi derrubada pela Justiça do Rio de Janeiro e levou ativistas a marchas em 16 pontos do país.

“Nossa visão é a de que o parto domiciliar não é aconselhável”, diz o obstetra Mário Macoto, do Hospital das Clínicas da USP. “Isso porque existem alguns imprevistos. Por exemplo, o prolapso do cordão (quando o cordão sai antes), um período expulsivo muito prolongado, a retenção de placenta, um sangramento importante. E quando a mulher chega a nós, chegam duas vidas que precisam ser cuidadas. A da mãe e a do bebê”, diz Macoto.

Kuhn não concorda que haja perigo aumentado nos casos de gravidez de baixo risco. “Assisti cerca de 100 partos domiciliares e nunca houve um caso de emergência como prolapso do cordão ou descolamento da placenta”, diz Kuhn, que se tornou um “vaginalista” convicto após um período de estudos e plantões na Universidade Livre de Berlim, entre 1990 e 1991.

“Em 15 desses casos, houve remoção para hospital. Mas isso aconteceu pelo desejo da mulher, seja porque o trabalho estava muito estafante, seja porque pediu para ser anestesiada. Em nenhum deles houve cesária”. Segundo Kuhn, casos de emergência são de apenas 1%.

Foi exatamente uma cesária desnecessária que levou Ana Cristina Duarte ao movimento pelo parto domiciliar planejado. “O médico era um figurão da USP, mas não tinha tempo para um parto normal”,  diz Duarte. Na segunda gravidez, ela procurou algum médico conhecido por fazer parto normal. Mas isso não é fácil no Brasil, o país com a maior porcentagem de cesárias no mundo, segundo a Unicef. Segundo dados do DataSUS, o número de cesáreas ultrapassou em 2009 o de partos normais –enquanto a OMS aconselhe que ocorra em apenas 15% dos casos.

Quando Ana Cristina teve um parto natural, ele aconteceu em um hospital –um ambiente em que disse ter-se sentido sozinha, desamparada. Foi por isso que em 1999 começou a estudar e militar pelo parto humanizado. Tornou-se doula (uma pessoa que dá apoio emocional e físico para a parturiente) –e em 2008 se formou no curso de obstetrícia da Escola de Artes e Ciências Humanas da USP. Então, passou a assistir partos domiciliares e a enfrentar a oposição de parte da classe médica.

Meio-termo

Parto normal, natural, humanizado e domiciliar planejado. Todos esses tipos de parto são vaginais, e, como não envolvem uma cirurgia, têm risco de infecção hospitalar menor e recuperação mais rápida da mulher em relação à cesariana. Qual então a diferença entre eles?

O parto normal significa basicamente que é vaginal. Isso, no entanto, não significa que não haja intervenções médicas. Se a mulher sentir dores intensas, é aplicada anestesia. Para acelerar o parto, são administrados hormônios. Também é feita a episiotomia, caso necessário. Por outro lado, no parto natural, o papel do médico se resume a acompanhar o parto, e não induzi-lo.

Já o parto humanizado não é em si uma técnica, mas o controle das decisões sobre o parto pela mulher, e não pela equipe médica. Isso inclui a presença de acompanhantes, a escolha da posição em que se sentir mais confortável, a presença do bebê logo após o parto. Para isso acontecer sem pressão de tempo nem desconforto pelo ambiente hospitalar, alguns hospitais privados têm suítes de parto, e o SUS, as casas de parto.

Para Mário Macoto, o problema não é o “parto humanizado”, mas o fato de o parto domiciliar não acontecer no hospital. “Nas condições em que vivemos, dificilmente a parturiente terá acesso da casa à sala do hospital em 10 ou 20 minutos.”

Mas entre a ideia de um parto hospitalar humanizado e a prática existe ainda um abismo. São poucas as suítes de parto em hospitais privados e as casas de parto cobertas pelo SUS –em São Paulo são três na capital e nenhuma no interior.

Enquanto isso, discussão contra e a favor o parto domiciliar só esquenta. “Quando o médico se opõe ao parto domiciliar, baseia-se apenas em sua opinião, não em evidências científicas. O fato é que o médico é apenas um dos atores envolvidos no nascimento. Um ator com formação voltada à doença, não para a normalidade”, diz Ana Cristina Duarte.

Mas, afinal, como é um parto domiciliar planejado, em quais casos equipes de saúde o realizam e quais os seus riscos? Especialistas ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos respondem essas e outras perguntas a seguir.

A escolha

Uma vez interessada em um parto domiciliar planejado, a gestante e seu parceiro têm de procurar profissionais que ofereçam esse tipo de serviço: um obstetra ou enfermeiro obstetra, todos com qualificação formal para atender partos de baixo risco. Essa será a mesma pessoa que acompanhará o casal, desde o pré-natal até o pós-parto. Embora seja raro, médicos obstetras também podem fazer o parto domiciliar.

Para que possa atender em casa, esse profissional de saúde precisa ter bastante experiência acumulada. “Quando se formam, enfermeiras e obstetras ainda não estão preparados para assistir um parto domiciliar. Precisam obter muita experiência, o que ocorre integrando uma equipe ou trabalhando em hospital”, diz Nádia Narchi, coordenadora e professora do curso de obstetrícia da EACH-USP.

Segundo a enfermeira obstetra Priscila Colacioppo, no primeiro encontro, que dura por volta de duas horas, é explicado o que é o parto domiciliar planejado e suas condições. “É comum o parceiro estar meio ressabiado, mas o fato é que o homem é o nosso maior aliado no parto, quem mais compartilha. É o casal que dá à luz.”

Liberdade…

Posted in Comportamento, Curiosidades, Desrespeito with tags , , , , , , , , , , , , on maio 12, 2014 by Psiquê

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Tenho lido textos sobre comportamento (feminino) tanto na esfera individual quanto social, bem como, imposições e costumes que envolvam a postura das mulheres. Como elas se sentem, o quão livres elas acham que são, como os padrões e os costumes cerceiam suas escolhas, etc. Nossa sociedade ocidental de 2014, já vive em sua essência (desconsiderando grupos conservadores, segmentos religiosos ou machistas) uma liberdade tão grande que costuma olhar para o outro com um ar de superioridade ou pensando-se majoritária. Se olharmos com mais critério, percebemos que nem sempre esta visão livre, igualitária e respeitosa atinge a maioria.

Isso é um fator real e bastante preocupante, pois inclusive, nós, mulheres, muitas vezes nos agirmos de modo a reforçar comportamentos machistas e preconceituosos. Eu diria que, lamentavelmente, grande parte dos discursos e das atitudes machistas e sexistas partem de mulheres, sejam mães que criam seus filhos com uma visão equivocada e preconceituosa em relação à igualdade de gêneros, seja por mulheres que defendem os “privilégios” de fazer parte de uma estrutura que as vêem como indefesas, fracas, inocentes, inferiores, criaturas que precisam ser protegidas.

Obviamente que as mulheres, em geral, são fisicamente menos fortes do que os homens, logo, existe sim um cuidado a ser tomado, mas que não as impede, de jeito algum, de serem tão ou mais fortes, tento, legítima e total capacidade de serem tratadas e respeitadas em níveis de igualdade com qualquer homem.

Sobre a igualdade de gêneros, vale a pena ler aqui

Marquesa de Santos

Posted in Cultura e Arte, Curiosidades, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 24, 2014 by Psiquê

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Ontem, assistindo a alguns vídeos históricos sobre mulheres que viveram no Brasil, deparei-me com a história de duas mulheres, a D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil e da Marquesa de Santos, que foi amante de D. Pedro I e bastante influente durante o período. Ambas foram grandes mulheres, envolvidas ativamente no pensamento político do país, mas nesta postagem, resolvi compartilhar com vocês um pouco da história da Marquesa.

“Durante o século XIX, a condição da mulher era cercada por rígidos padrões morais que determinavam o seu lugar em uma sociedade dominada por homens. No entanto, as exigências de recato e subserviência nem sempre acabavam por selar o destino de todas as mulheres do Brasil Imperial. Escapando dos valores da época, é possível encontrar várias histórias em que mulheres extrapolaram seus limites estabelecidos para viver outra espécie de destino.

Entre esse singular tipo de mulher, podemos enquadrar a bela e jovem Domitila de Castro Canto e Melo. Nascida em São Paulo de Piratininga, em 27 de dezembro de 1797, a filha do coronel reforma João de Castro Cantão e Melo e de Escolástica Bonifácio de Toledo Ribas, marcou os primeiros e conturbados anos do Brasil Império. Um pouco antes disso, já congregando fervorosos admiradores na juventude, ela se casou com apenas quinze anos de idade.

Esse primeiro casamento acabou em rápida separação, o que levou a jovem retornar à fazenda dos pais. No decisivo ano de 1822, quando a independência seria consumada, foi que a bela jovem paulistana teria o seu primeiro encontro com Dom Pedro I. Deixando à parte os detalhes do primeiro encontro (sobre o qual existem diferentes versões) vemos que o enlace do casal, logo impeliu nosso jovem imperador a colocar a bela Domitila mais próxima de seus olhos.

No ano de 1823, ela se mudava para a cidade do Rio de Janeiro, onde residiu inicialmente na Quinta da Boa Vista. Casado com Leopoldina de Habsburgo, Dom Pedro I chocava a sociedade da época ao sustentar seu caso extraconjugal sem a mínima preocupação de encobrir a amante ou sustentar a imagem de uma autoridade respeitável. Ao tornar a amante primeira-dama da imperatriz e assumir a paternidade de Isabel Maria, primeira filha com Domitila, D. Pedro I inquietava a opinião pública.

Com a seguida morte da imperatriz, os ataques ao romance intensificavam-se ainda mais. Vários ministros renegavam o poder de influência e as aspirações de uma mulher que tanto chamava a atenção do imperador do Brasil. Em diferentes ocasiões, D. Pedro I demitiu esses ministros e outros funcionários que discordavam de sua aventura amorosa. À medida que a paixão se ampliava, o imperador concedeu os títulos de viscondessa e marquesa de Santos para sua amante.

Para muitos, a ação daquela mulher moldava o comportamento político do imperador e sua grande ambição seria ocupar a condição de Imperatriz do Brasil. Entretanto, contrariando às expectativas, Dom Pedro I acabou escolhendo Amélia Beauharnais, a Duquesa de Leuchtenberg, como mulher de posição mais adequada para estar ao seu lado no governo imperial. Mediante o novo e inesperado matrimônio real, o relacionamento entre o imperador e a marquesa de Santos chegava ao seu fim.

Voltando grávida de seu último filho com D. Pedro I à São Paulo, a marquesa de Santos resolveu domiciliar-se na chácara de Francisco Ignácio de Souza Queiroz. Nesse tempo, passou a constituir uma nova relação com o coronel Rafael Tobias de Aguiar, com quem se casou em 1842. Teve seis filhos com esse seu novo marido, passou a ajudar pobres, doentes e estudantes, e ficou viúva em 1857. Dez anos mais tarde, aos setenta nos de idade, ela veio a falecer deixando um vasto patrimônio.

Autoria de Rainer Sousa (Graduado em História), Equipe Brasil Escola

A paixão e a influência:

“Durante sete anos, de 1822 a 1829, viveria o maior e mais longo escândalo sexual do Brasil. Amante de d. Pedro I, este a fará Dama Camarista da Imperatriz, cargo que a colocava acima das demais damas do paço e na escala dos semanários, ou seja, ao menos uma vez por mês moraria junto com os imperadores.

D. Pedro, jovem e no auge do poder, pouco fez para esconder o caso, o que lhe dificultaria muito na Europa a busca de uma nova esposa após a morte de d. Leopoldina, em dezembro de 1826. Jornais na Europa chegariam até a culpar d. Pedro e Domitila da morte da imperatriz. O nome da Marquesa de Santos foi constante nos relatórios dos diplomatas estrangeiros no Rio de Janeiro. Sua proximidade com o imperador atraía para si desde comerciantes estrangeiros querendo a liberação de uma carga no porto até o enviado de Sua Majestade Britânica, Sir Charles Stuart, encarregado das negociações do reconhecimento da independência do Brasil com Portugal.

Após quase um ano de negociações, finalmente surgiu uma noiva, a princesa Amélia de Leuchtenberg, neta do rei da Baviera e da ex-imperatriz dos franceses, Josefina, esposa de Napoleão. Ela aceitou a proposta de d. Pedro, e assim Domitila foi substituída na cama e no coração do monarca por uma garota de 17 anos, que podia ser filha da Marquesa”.

Mais detalhes da história da Marquesa de Santos podem ser encontrados aqui.

A Casa da Marquesa em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, encontra-se em fase de restauro. Lá funciona o Museu da Moda Brasileira.

“Joia arquitetônica do Rio de Janeiro e do Brasil, a Casa da Marquesa de Santos foi presente do Imperador D. Pedro I para Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, em 1827. Raro exemplar arquitetônico do século XIX, é uma das primeiras edificações tombadas pelo IPHAN, em 1938. Projetada por Jean Pierre Pézerat, arquiteto do Imperador, é adornada com pinturas decorativas de Francisco Pedro do Amaral e trabalhos em estuque dos irmãos Ferrez. A Casa da Marquesa apresenta uma aura graciosa e romântica, mesclando temas do universo feminino com o universo neoclássico (…)O Museu da Moda Brasileira será o primeiro museu brasileiro dedicado ao universo dos costumes e da moda no Brasil. Em um conceito inclusivo e aberto, os acervos permanentes reunirão peças do cotidiano à alta costura, do passado ao futuro e da moda de todos nós. Além disso, o Museu promoverá exposições temporárias, itinerantes e receberá exposições internacionais.”

Livros que mencionam parte da história desta personagem:

A Carne e o Sangue, de Mary del Priore

A Marquesa de Santos – 1813 -1829, de Paulo Setúbal

Titília e Demonão, de Paulo Rezzutti

Domitila, A verdadeira história da Marquesa de Santos, de Paulo Rezzutti

Em 1984, a Rede Manchete veiculou a minissérie intitulada, Marquesa de Santos, baseada no livro de Setúbal e foi um verdadeiro sucesso.

Mais detalhes que Paulo Rezzutti releva, leia aqui.

Outro texto bem legal sobre o relacionamento entre a Marquesa e D. Pedro I, é o intitulado Paixão e sexo na corte brasileira: D. Pedro I e a marquesa de Santos, de Renato Drummond Tapioca Neto. Leia, vale a pena conferir.

 

Anticoncepcionais e gravidez

Posted in Comportamento, Fertilidade, Gravidez, Maternidade, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 1, 2013 by Psiquê

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Encontrei um texto bem interessante sobre gravidez e uso de anticoncepcional durante muitos anos, no blog Engravida. Não tenho conhecimento do assunto, mas a meu ver o tema deve ser considerado, pois muitas de nós mulheres passamos por essa questão hoje em dia, principalmente numa época em que adiamos cada vez mais a gravidez.

A grande pergunta é: será que o uso contínuo de pílula anticoncepcional provoca infertilidade? 

Diz o site, muitas mulheres acham que tomar a pílula anticoncepcional – ou até mesmo a pílula do dia seguinte – por muito tempo pode causar infertilidade, mas especialistas afirmam que medicamentos orais contraceptivos não interferem no processo de fertilidade do organismo, independente do tempo que você os usa.

O que causa essa dúvida é que algumas mulheres começam a tomar pílulas anticoncepcionais sem ter o conhecimento se são inférteis ou não e, após cortar o medicamento e não conseguir engravidar, associam o uso com a infertilidade do corpo.

O organismo leva um pequeno período até regularizar o ciclo menstrual, porém basta parar o medicamento e a mulher já está apta a engravidar. Geralmente, as funções reprodutivas voltam ao normal no mês seguinte à interrupção do medicamento. Para aquelas que usaram pílulas anticoncepcionais durante muitos anos, esse período pode variar de três e seis meses.

Quem quiser ler mais sobre o assunto, pode acessar o Engravida e também o Engravidar

Não sei como ela consegue

Posted in Casamento, Comportamento, Maternidade, Profissão, Relacionamento, Romance with tags , , , , , , , , , on dezembro 25, 2011 by Psiquê

O filme Não sei como ela consegue estrelado por Sarah Jessica Parker trata dos dilemas da mulher moderna que tentar conciliar beleza, forma física, casamento, trabalho e filhos. Confesso que esses são alguns dos dilemas que afligem não apenas a minha vida, mas a de várias amigas e olha que eu não tenho filhos e tenho dúvidas de como poderia lidar bem com a decisão de conciliar todas essas coisas.

No filme, Kate Reddy (Sarah Jessica Parker) é o modelo de mulher moderna. Divide habilmente seu tempo entre os afazeres domésticos como mãe de família e os profissionais, decorrentes de seu trabalho como analista financeira. Quando a grande oportunidade de ascender na carreira aparece, vê sua vida virar do avesso por causa das inúmeras viagens que têm de fazer ao lado de Jack Abelhammer (Pierce Brosnan), charmoso banqueiro com quem passa a desenvolver um projeto. Kate se vê, então, diante de um dilema: como conciliar amor, trabalho e família e não sucumbir aos encantos do colega de trabalho bonitão?

Meninas, vale a pena assistir!