Arquivo de maio, 2013

As experiências e o valor das coisas…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 31, 2013 by Psiquê
Yoga

Yoga

 

Não é novidade para quem me conhece que sou pouco deslumbrada em relação certas coisas. Claro que dou valor à alguns luxos, confortos, lugares, comidas, bebidas e opções de boa qualidade…gosto muito e sou bastante exigente em relação a boas escolhas…porém há coisas que deslumbram as pessoas que definitivamente não me enchem os olhos.

Na última semana passei por situações que, a princípio, podem ter sido mal interpretadas, mas que no final se revelaram coerentes com o contexto. Há pessoas de meu convívio que acreditam e defendem que “fama”, “mídia”, “status”, “dinheiro” são suficientes para preencher seus vazios existenciais. A meu  ver esses elementos são tão fugazes, quanto a sensação de prazer instantânea que sentimos ao comprar um objeto que desejamos.

Posso parecer sonhadora ou pedante demais, mas a meu ver nenhuma “celebridade”, “liderança”, “autoridade” ou “pessoa possuidora de mais posses” é melhor ou pior que outrem, pelo contrário, existem “riquezas não mensuráveis” que apreendemos quando conversamos, partilhamos experiências ou ao menos damos chance de conhecer o outro. É claro que nem todo mundo tem algo a acrescentar a nossas vidas, mas muitas vezes não cabe a nós julgar o porquê de uma pessoa ter ou não cruzado o nosso caminho. A minha experiência (e/ou meu modo de ver a vida) tem me mostrado que todas as experiências , sejam elas boas ou ruins, dignas de sorrisos ou lágrimas, tem sempre algo a nos ensinar…

Me entristece ver que ao meu redor existem pessoas que tratam as outras ou vivem sob influência do empobrecedor: “você sabe com quem está falando?”, resquício de nosso passado escravocrata, que foi objeto de tantas reflexões e análises ainda no tempo da minha faculdade…

Há pessoas, famosas ou não, lideranças ou não, exemplos ou não, que infelizmente se contentam em passar pela vida com este e outros modelos preconceituosos, limitados e pobres de ver o mundo, ao invés de agradecer e viver a oportunidade de crescer com as diferenças, as experiências, a diversidade cultural…quando enxergamos a riqueza da vida e da convivência com os outros e suas diferentes experiências, chegamos a lamentar a velocidade com que a vida passa e a demora com que enxergamos a possibilidade de, através dela, nos tornarmos seres melhores, mais evoluídos e mais felizes.

Namastê!

Exagero

Posted in Estética e Beleza, Saúde with tags , , , , , , , , , , , on maio 26, 2013 by Psiquê

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Há algum tempo eu não sou adepta a nenhum tipo de exagero que acabe funcionando como uma agressão ao meu corpo. Seja comendo além do necessário ou ingerindo alimentos que o meu organismo não costuma digerir e aceitar bem, seja bebendo em demasia, trabalhando exageradamente, exercitando-me sem cuidado, dormindo pouco, etc.

Este final de semana, mais precisamente, este domingo foi um tanto quanto exagerado do ponto gastronômico. Estive com amigos, em momentos muito agradáveis, porém o meu organismo gostaria de ter ingerido uma quantidade mais comedida de alimento. Não sou adepta de atitudes exageradas nem para intoxicar, nem para desintoxicar o organismo, logo, o que posso fazer, além de ter cuidado para não repetir a dose, é hidratar-me bastante e beber alguns chás, dos quais sou uma verdadeira apreciadora…

Eu realmente detesto sentir que exagerei na dose…mas agora que está feito, o importante é aprender e agir de outra maneira da próxima vez. O interessante desta experiência é perceber o quanto o nosso organismo se acostuma a bons hábitos, boas e saudáveis escolhas, sem exageros.

Amanhã, uma nova semana se inicia e o importante é voltar a respeitar os limites do corpo, da alimentação, dos exercícios, do descanso.

Tenha uma ótima jornada.

Yoga

Posted in Comportamento, Estética e Beleza, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 24, 2013 by Psiquê

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Iniciei há quase 1 mês a prática de Yoga e posso dizer que, apesar de ainda iniciante e não conhecedora dos detalhes que a prática envolve, estou amaaannndo!

Logo a seguir, comecei a procurar informações sobre a prática e descobri que existem várias modalidades. Não entrarei em detalhes neste post, mas a que estou frequentando chama-se Yoga Integral. Em uma dessas leituras me deparei com um texto sobre ansiedade que caiu como uma luva em muitas das minhas reflexões.

O texto de autoria de Pedro Kupfer, foi publicado no site Yoga.pro.br

“Um tempo atrás vi alguém usando uma camiseta com esta inscricão: whatever the answer, the question is the same: do Yoga (“seja qual for a pergunta, a resposta é a mesma: faça Yoga”). Às vezes, tenho a sensação de que essa afirmação determina minhas ações mais além do que admito para meus amigos não-praticantes de Yoga, por aquele receio (que deve ser familiar para muitos leitores), de ser taxado de radical ou obcecado com a prática.

Quando soube que um dos temas da presente edição seria como lidar com a ansiedade, pensei que esta era uma boa oportunidade para colocar no papel alguns truques que sempre foram usados no Yoga para manter sob controle essa velha e, para muitos, incómoda presença. Assim, depois de ter escolhido o assunto desta coluna, lembrei que a ansiedade é mais uma manifestação daquele problema básico, que é ver a si mesmo como alguém incompleto. Ou seja, volto à questão da frase daquela camiseta: “seja qual for a pergunta, a resposta é a mesma: faça Yoga”.

É um fato que, conforme transcorre essa jornada que é a vida, percebemos que alguns companheiros de viagem persistentes, com os quais precisamos conviver e negociar soluções. Um desses companheiros de jornada é justamente a ansiedade. Há outros, como a raiva, a tristeza, o medo ou o remorso. Digo que estes sentimentos são nossos companheiros de jornada, pois eles, intermitentemente, se manifestam, contra a nossa vontade de mantê-los longe. Às vezes, fico ansioso porque suponho que a prática de Yoga deveria curar a minha ansiedade, mas ela não passa. Embora seja aliviada, às vezes fica como que à espreita, latente, e me surpreende quando menos o espero.

Em relação ao Yoga, posso ficar ansioso porque tenho uma expectativa sobre algo que quero que aconteça, associada ainda com a tendência a antecipar o resultado da prática. Esse tipo de expectativas, sejam associadas com resultados como a melhoria do estado geral de saúde e bem-estar, o combate ao estresse ou até mesmo a busca dos estados de iluminação, podem se tornar importantes fontes de frustração.

Agitação, bloqueio e equilíbro: rajas, tamas e sattva.

Ansiedade é sofrer por antecipação ou preocupar-se desnecessariamente com coisas que ainda não aconteceram [abro colchetes: essa é uma frase que minha professora de Yoga usa, já na hora de induzir o relaxamento]. Nesse sentido, poderíamos dizer que a ansiedade é o oposto da depressão. Desde a visão védica, uma emoção ou um pensamento que nos leve à agitação ou à ansiedade são considerados rajásicos, enquanto que pensamentos paralisantes como aqueles que conduzem ao estado de depressão são considerados tamásicos. Respectivamente, as palavras rajas e tamas significam em sânscrito ação e imobilidade.

Se a ansiedade é a dificuldade para lidar com o excesso de aprêmios no cotidiano, a depressão é a falta mais absoluta de horizontes, estímulos ou inspiração para agir. Se você for ansioso, fique feliz, pois a presença da ansiedade indica que você está longe da depressão, já que estas duas situações, ansiedade e depressão, estão em extremos opostos dentro da ordem psíquica.

Assim, se quisermos ficar distantes desses dois extremos, devemos encontrar o caminho do meio entre um e o outro. Isso é chamado sattva. Esse termo quer dizer harmonia, equilíbrio e paz. Assim, devemos considerar que existe esse caminho do meio, o equilíbrio entre deixar-se arrastar pelos estímulos, ou tornarse absolutamente indiferente a eles. Assim, a ansiedade parece estar vinculada com algumas situações pontuais, como as seguintes:

1) a vontade de que o tempo pare, ou ande mais depressa, 2) a vontade de que as pessoas ajam de forma diferente, 3) a vontade de que as coisas aconteçam de maneira distinta e, 4) a impotência sentida ao perceber que não se está no controle.

Três passos para dizer adeus à ansiedade.

O primeiro passo para se livrar da ansiedade é assumir-se como alguém que tem ansiedade. De nada adianta ficar de costas para esse sentimento. Ignorá-lo equivale a varrer o problema para baixo do tapete, ou fingir que ele não existe. O segundo passo é deixar de considerar a ansiedade um problema! O terceiro e último passo é começar a olhar para si mesmo como alguém cuja tranquilidade e felicidade não dependem do resultado das ações e que, portanto, de nada adianta se preocupar antecipadamente com elas, assim como de nada serve se lamuriar quando os frutos delas ficam aquém dos nossos desejos.

O deus Krishna diz para o príncipe Arjuna, naquele diálogo imortal que é a Bhagavad Gita, que os problemas que tanto sofrimento lhe produzem são, em verdade, insignificantes. Porém, a situação de Arjuna é grave, por onde olharmos para ela: ele se vê na contingência de guerrerar contra a própria família. A enigmática e contundente resposta de Krishna ao desespero do príncipe é: “Estás te lamentando por quem não deves lamentar-te, embora tuas palavras sejam sábias. O homem realmente sábio não tem lágrimas, nem para os vivos, nem para os mortos” (II:11). O grande professor Hermógenes já disse o mesmo, com outras palavras: “Não se preocupe com ninharias. Tudo é ninharia!”

Seja qual for o caso, cabe lembrarmos que há coisas que, inevitavelmente, estão fora da nossa alçada, que não poderemos mudar, transformar ou melhorar, por maior que seja o esforço que façamos. Como diz aquele ditado português, aquilo que não tem remédio, remediado está. Por outro lado, algumas ações que realizamos no intuito de transformar ou melhorar alguma situação, nem sempre produzem os resultados esperados. Como diz aquele outro ditado, não adianta chorar sobre o leite derramado. Se o resultado ficou aquém das expectativas, pois relaxamos, respiramos fundo, viramos a página e começamos de novo.

Veja a ansiedade como uma aliada, não como um obstáculo.

Então, se tivesse que colocar a maneira de lidar com a ansiedade na forma de uma receita de bolo diria que, canalizada positivamente, a ansiedade pode ser uma importante força de realização, colocada à serviço do seu próprio crescimento pessoal. Podemos fazer com que ela trabalhe em nosso próprio benefício. Lembre que você não é a ansiedade, nem os pensamentos que a produzem, nem as emoções que a seguem. Lembre que você é tranquilidade e paz, independentemente de estar vivendo situações de instabilidade ou incerteza.

Talvez, o principal antídoto contra a ansiedade, afora os três passos acima mencionados, seja ver a si mesmo como alguém pleno e realizado, cuja felicidade não depende da execução de quaisquer ações ou da presença de quaisquer situações ou pessoas para ser feliz. Você não pode se tornar feliz ou pleno, pois você já é plenitude e felicidade! Se Krishna disse diálogo citado acima que o “sábio não tem lágrimas, nem para os vivos, nem para os mortos”, foi para lembrar a seu amigo e aluno que existe uma ordem, e que todos nós somos parte dela.

Não somos “uma porção” de plenitude, pois concluir isso é ilógico e incorreto. Somos a própria plenitude, àquela à qual nada pode ser acrescido, e da qual nada pode ser tirado. Quando olhamos dessa forma para nós mesmos, desaparece aquela pressão, aquela insegurança, aquela vontade de que o tempo voe ou pare, aquela vontade de controlar situações ou pessoas. Assim, aceitamos com gratidão o que recebemos e temos para viver a cada dia.

O autor destas linhas, por exemplo, sempre deixa a tarefa de escrever esta coluna para o último dia do prazo combinado com as editoras. Mas, ao invés de ficar me preocupando com o tema a ser abordado, ou com o fato de perceber que os dias vão passando e o texto não está pronto, simplesmente vou surfar e/ou faço meu trabalho, enquanto espero que a inspiração venha.

Às vezes, ela aparece num relâmpago e o texto fica pronto em meia hora. Outras vezes, fico até tarde na noite do último dia para terminar no prazo. Mas, em nenhum momento me estresso com isso. Hoje mesmo surfei por três horas antes de assumir que estava na hora de começar (e terminar!) este texto. E, agora, concluo calmamente, esperando que você, amigo leitor, o desfrute, da mesma forma que eu desfrutei ao escrevê-lo. Namaste!”

O valor das coisas…

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 8, 2013 by Psiquê

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Tenho andado, como devem imaginar, tão cheia de trabalho que quase não tenho tido tempo de fazer uma das coisas que mais gosto…

…atualizar meu querido blog Espartilho. Os dias de trabalho tem sido bastante intensos, com jornadas diárias superiores a 11 horas, porém as atividades envolvem também treinos funcionais às 6h da manhã, curso, yoga, encontro com amigos, shows, ou seja…algumas coisas muito boas, outras nem tanto assim, mas todas extremamente importantes para a minha vida, para a minha formação, meu crescimento…

Confesso que inverteria um pouco a ordem das horas de dedicação às várias atividades às quais me dedico atualmente para poder incluir um pouco mais de lazer, cinema, teatro, arte, dança, viagensssssssssssssssss, mas tudo tem seu tempo, nada é por acaso, e  tudo faz parte de nossa evolução…

Enfim…tenho muito a agradecer por tudo o que vivo e experimento e peço ao universo que continue conspirando a meu favor para que eu tenha sempre mais a agradecer.

Obrigada por me acompanharem nesta caminhada. Continuem sempre visitando, seguindo, comentando no Espartilho e expondo suas opiniões ao que coloco aqui, afinal, como sempre digo: o Espartilho também é seu.