Arquivo para agosto, 2015

Tempo

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 30, 2015 by Psiquê

Tomasz Dziubinsk 6

Recentemente alguns amigos têm falado muito sobre envelhecer, embora ainda estejam na flor da idade. E isso tudo tem me feito pensar na importância de se viver bem cada minuto, valorizar as coisas que realmente importam e, essencialmente, ser grato pela oportunidade de viver cada dia.

Evidentemente, sinto-me privilegiada em vários pontos: ter saúde, me achar uma pessoa bonita, interessada e interessante, amar a minha vida, querer sempre mais, buscar ter uma vida com hábitos saudáveis, ser respeitosa para com o outro, lutar pela igualdade e respeito ao próximo, procurar sempre conhecer mais coisas, lugares e pessoas.

Não consigo entender como as pessoas optam por perder tempo, pensando em não deixar o tempo passar ou lamentando por sua passagem.

Nossa vida, em termos relativos, é muito curta e não faz nenhum sentido, deixar esse pouco tempo passar reclamando, lamentando ou vivendo infeliz. Quantas coisas boas podemos fazer com nossa vida. Mesmo que nem tudo dependa de nossa vontade, é de nossa inteira responsabilidade a maneira como escolhemos viver cada segundo e encarar as experiências pelas quais passamos. Podemos viver bem ou perder tempo sofrendo por não gostar das escolhas que fazemos diariamente. Para mim, definitivamente, viver assim é uma perda de tempo.

Assuma as rédeas de sua vida e seja grato pela oportunidade de viver cada novo dia, como uma nova oportunidade de viver melhor.

Let’s be grateful! Namastê.

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Preconceito e intolerância!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 24, 2015 by Psiquê
Marc Lagrange

Marc Lagrange

Em tempos de muita intolerância e violência tenho me deparado com episódios bastante repetitivos e surpreendentes de preconceito contra mulheres. Infelizmente, dos “machistas” e “reacionários”, não esperamos muita coisa, mas ultimamente tenho testemunhado pessoas que admiro e respeito por sua coragem de assumir uma vida homossexual e defender os direitos dos gays, fazerem piadas e comentários misóginos. Não sei se a nossa sociedade tem se dado conta de que, nas entrelinhas e até explicitamente, tem propagado a misoginia de maneira epidêmica.

Esses episódios vão desde comentários machistas em relação a mulheres que ocupam cargos decisórios, de chefia ou liderança que são inferiorizadas por serem mulheres; por gays que comentam pejorativamente que tem medo de mulheres homossexuais; piadinhas machistas querendo sensualizar palavras, atitudes e decisões tomadas por mulheres, no sentido de acusar um comportamento mais incisivo e sério como “falta de feminilidade, sensualidade, sexualidade”.

Será que nossa sociedade não enxerga a propagação absurda deste movimento? Claro que, considerando a sociedade extremamente machista em que vivemos, onde muitas mulheres são as primeiras a difundir e reforçar comportamentos machistas, toda essa misoginia demonstrada em piadinhas, charges, textos grosseiros e vergonhosamente escritos por pessoas inescrupulosas no intuito de desmoralizar as mulheres, pelo simples fato de serem mulheres, é inadmissível. Precisamos acordar para essa realidade e combater ferrenhamente tamanha falta de limites.

O que mais me choca é que muitos grupos de minorias, que também sofrem preconceitos e marginalização não se colocam no lugar do outro de maneira empática, solidarizando-se pela luta por igualdade. Como você pode lutar por igualdade de uma causa que é sua, compactuando com o preconceito quando é o outro quem o sofre?

Desculpem, mas eu não entendo e não posso me calar.

Respeito é bom e todo mundo merece.

Registro aqui também meu repúdio a uma crônica publicada recentemente por um pseudo jornalista em uma pseudo revista que expôs ideias extremamente misóginas, machistas e preconceituosas contra uma mulher que hoje ocupa a presidência da república do Brasil. Não importa se concordamos ou não com suas decisões, misoginia NÃO.

Não ao racismo, não à homofobia, não à misoginia, não ao preconceito, não à hipocrisia.

Água com limão

Posted in Curiosidades, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 18, 2015 by Psiquê
By Tomasz Dziubinski

By Tomasz Dziubinski

Não tenho conhecimento técnico-científico para saber se beber água com limão todos os dias traz todos estes benefícios, mas que o sabor compensa o teste e que algum bem deve trazer, eu aposto.

Compartilho então alguns dos benefícios que são atribuídos a este hábito, que a meu ver, pode valer a pena pagar para ver…

Adicionar limão à água não só sacia a sede melhor do que qualquer outra bebida, mas também nutre o nosso corpo com vitaminas, minerais e oligoelementos que são absolutamente indispensáveis. Limão com água pode ser considerado o melhor impulsionador de energia natural. Quando acordamos de manhã, nossos tecidos corporais são desidratados e necessitam de água para empurrar para fora as toxinas e rejuvenescer as células. Em outras palavras, esta “limonada caseira” ajuda a eliminar toxinas internas, regulação adequada dos rins e as funções do aparelho digestivo, forçando-os a trabalhar da forma mais tranquila possível.

  • Água com limão contém eletrólitos que hidratam o corpo. Como limões contêm boa quantidade de eletrólitos como potássio, cálcio e magnésio.
  • Água com limão é bom para as articulações, reduzindo a dor nas articulações e músculos.
  • A água morna com limão ajuda a digestão como limão contém ácido cítrico. Interage com outras enzimas e ácidos que facilmente estimulam a secreção de suco gástrico e digestão. O fígado produz mais enzimas com ajuda da água com limão do que de qualquer outro alimento.
  • Água com limão limpa o fígado. O suco de limão estimula o fígado a liberar toxinas.
  • Água com limão ajuda a combater infecções do trato respiratório, dores de garganta e inflamação das amígdalas. Isto é devido às propriedades anti-inflamatórias do limão.
  • A água morna com limão ajuda a regular o movimento natural do intestino.
  • Água com limão é indispensável para o trabalho normal do metabolismo. Desde limão é um poderoso antioxidante, que protege o corpo contra os radicais livres e fortalece o sistema imunológico.
  • Água com limão auxilia no bom funcionamento do sistema nervoso (limão tem um alto teor de potássio). Depressão e ansiedade muitas vezes são o resultado dos baixos níveis de potássio no sangue. O sistema nervoso necessita de uma quantidade suficiente de potássio para assegurar sinais sustentáveis para o coração.
  • Água com limão limpa seu sangue, vasos sanguíneos e artérias.
  • Água com limão pode ajudar a baixar a pressão arterial.
  • A ingestão diária de um limão pode reduzir a pressão sanguínea elevada em 10%.
  • Água com limão cria um efeito alcalinizante no corpo. Mesmo se você beber imediatamente antes de uma refeição, ele pode ajudar seu corpo a manter um alto nível de pH. Quanto mais alto o pH, mais o seu corpo é capaz de combater doenças.
  • Água com limão é bom para a pele. A vitamina C no limão, melhora a nossa pele , e ajuda no rejuvenescimento do corpo. Beber água com limão regularmente (a cada manhã) vai melhorar a condição de sua pele.
  • Água com limão ajuda a diluir o ácido úrico, que se acumulado causa dor nas articulações e gota.
  • Água com limão é benéfico para mulheres grávidas. Desde que limões são carregados com vitamina C, ele age como um adaptogênico ajudando o corpo a lidar com vírus tais como constipações. Além disso, a vitamina C ajuda a formação de tecido ósseo do feto. Ao mesmo tempo, devido ao seu elevado teor de potássio, uma mistura de água com limão ajuda a formar as células do cérebro e do sistema nervoso do bebe.
  • Água com limão alivia a azia. Para isso, misture uma colher de chá de suco de limão em meio copo de água.
  • Água com limão ajuda a dissolver os cálculos biliares, pedras nos rins, pedras pancreáticas, e depósitos de cálcio.
  • Água com limão ajuda na perda de peso. Limões contêm fibra pectina, que ajuda a suprimir ânsias de fome. Estudos têm comprovado pessoas com uma dieta alcalina melhor perderam peso mais rápido.
  • Água com limão ajuda com dor de dente e gengivite.
  • Água com limão previne o câncer. Isto é devido ao fato de que os limões são um alimento altamente alcalinos. Vários estudos descobriram que o câncer não pode prosperar em um ambiente alcalino.

Originalmente publicado aqui.

Uma orgia para ir em cadeira de rodas

Posted in Comportamento, Relacionamento, Sexo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 16, 2015 by Psiquê

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Definitivamente eu amei a abordagem deste tema e resolvi trazer para o Espartilho.

O documentário Yes, We Fuck! nos mostrou que pessoas com deficiência podem ter uma vida sexual ativa e satisfatória. No dia 14 de agosto, uma iniciativa em Toronto, no Canadá mostrou ao mundo que elas também podem participar de orgias, mesmo em uma cadeira de rodas. Nesse dia foi realizado em Toronto a primeira festa do sexo mundial, criada especialmente para esse grupo. O evento Deliciously Disabled, claro, é aberto a todos e não apenas àqueles com algum tipo de deficiência.

O evento foi descrito por uma de suas organizadoras, Stella Palikarova, modelo que sofre de atrofia muscular espinhal, como “a queda do Muro de Berlim para a sexualidade das pessoas com deficiência“. A ideia de organizar a festa foi de Stella, como resultado de uma antiga insatisfação, ao constatar a concepção da sociedade de que a libido de uma pessoa que não pode andar não deve estar muito bem, mas como ela mesma disse ao jornal Toronto Sun “muitos que estão em cadeiras de rodas podem ter uma sexualidade satisfatória, até melhor do que muitas pessoas normais. Ao tornar esse evento acessível a pessoas com deficiência, estamos dizendo abertamente que também são seres sexuais”.

Andrew Morrison-Gurza, consultor de pessoas com deficiência, também está entre os organizadores e emprestou sua imagem —nu em uma cadeira de rodas— para o cartaz do evento. Morrison comentava ao jornal britânico Daily Mail: “Queremos dar às pessoas com deficiência a oportunidade de ser protagonistas de uma festa sexual e positiva — algo jamais visto antes—, mas também ensinar àqueles que não têm nenhuma deficiência todas essas delícias. Esse evento foi criado para mostrar que deficiência e sexualidade são acessíveis a todos”. Fátima Mechtab, outra encarregada dos preparativos, disse à S Moda que “a festa está aberta a todos os tipos de corpo, habilidades e orientações sexuais” e vai contar com assistentes sexuais, intérpretes para surdos e todos os tipos de elevadores, rampas e sistemas para facilitar a circulação do grupo que protagoniza a festança.

A sexualidade das pessoas com mobilidade reduzida tem chamado a atenção do público recentemente. O filme As Sessões (2012) já abordava a polêmica questão dos assistentes sexuais em uma história na qual um jornalista e poeta tetraplégico com um pulmão artificial, interpretado por John Hawkes, decide perder sua virgindade nas mãos de sua terapeuta sexual, interpretada por Helen Hunt. Há alguns meses também estreou Yes, We Fuck!, que tentou responder à pergunta que muitos fazem sempre que veem alguém com algum tipo de deficiência. O filme não só demonstrou que esse grupo tem relações sexuais, mas que também se masturba e explora cada centímetro de pele em busca de sensações. Muitos deles têm uma sexualidade complexa, curiosa e aventureira. O documentário faz sucesso na América do Sul e em outras partes do mundo, embora nem tanto nos EUA. “Nosso objetivo era visualizar em imagens o âmbito da sexualidade dessas pessoas, algo que desconhecemos, como seus corpos”, diz Raúl de la Morena, diretor do filme em parceria com Antonio Centeno. “No entanto”, continua, “também quisemos mostrar não só o que a experiência da sexualidade pode fazer pelas pessoas com deficiência, mas também o que a realidade desse grupo pode acrescentar à sexualidade humana. No meu caso, serviu para aprender muitas coisas sobre minha própria sexualidade”.

Carlos de la Cruz é sexólogo, diretor do mestrado de sexologia da Universidade Camilo José Cela e vice-presidente da Associação Sexualidade e Deficiência, que visa melhorar a qualidade de vida de pessoas com todos os tipos de deficiência, com especial ênfase em educar e prestar apoio à sexualidade desse grupo. O especialista vê com bons olhos a realização da festa em Toronto, embora dependa do objetivo de cada um. “Se alguém entra pela porta do desejo, vai acabar se divertindo; mas se entra pela porta da obrigação, o resultado pode ser um pouco diferente, porque às vezes há muito esforço para que as pessoas com deficiência consigam tudo, e o que importa é propiciar. Há um ditado bem conhecido desse grupo que diz: ‘Para que serve uma rampa?’. A maioria das pessoas responde subir escadas. Não, uma rampa é usada para decidir se quero subir a escada ou não”.

A partir dessa associação sabem que melhorar a vida sexual de pessoas com algum tipo de deficiência tem um impacto significativo sobre sua qualidade de vida, mas as barreiras não são sempre físicas nem arquitetônicas; as mentais são as mais difíceis de superar. “O problema é que ainda se confunde sexualidade com relação sexual, e uma pessoa com deficiência pode nunca ter relações sexuais, por isso começa a ser percebida como assexuada. Essa mentalidade, essa ideia errônea sobre sexualidade que ainda persiste, se torna muito clara quando diferenciamos deficiências adquiridas ou de nascença e a maneira de encará-las. Se eu pensar, por exemplo, que minha sensibilidade está no pênis e de repente ele desaparece, eu desabo; mas se eu tiver outra ideia do sexo, busco outras possibilidades e tento sentir outras partes do corpo. Quanto mais próxima a pessoa estiver do modelo padrão de relações sexuais e este for quebrado de repente, mais se sofre. É o que acontece com muitos homens que tiveram lesões na coluna vertebral e estavam acostumados a adotar um papel muito ativo e genital. As pessoas com diversidade funcional que pedem a construção de rampas ou táxis adaptados para transportar cadeiras de rodas não pedem só para elas, também fazem isso para facilitar a vida daqueles que os levam. Deveria ocorrer o mesmo com a sexualidade. Mudar nosso conceito tradicional de sexualidade não é bom apenas para aqueles que têm deficiências, mas para todos.”

Dentro do grupo de pessoas com deficiência, as pessoas com algum problema intelectual são os párias dessa casta, já que, de acordo com De la Cruz, “é necessário que outra pessoa aceite entender suas necessidades sexuais. Me refiro aos cuidadores ou aos pais, que também precisam ser educados. E nem todos são a favor que seu filho se masturbe ou tenha a porta do quarto fechada. Na associação, tentamos tocar vários pontos: oferecer informações, embora não a peçam, e incentivar o desenvolvimento pessoal, porque se a rejeição é ruim, a superproteção também é. Muitas vezes, os corpos dessas pessoas, as que precisam ser vestidas ou ajudadas a se mover, perdem sua privacidade e se tornam corpos tocados por qualquer pessoa. Reivindicamos o direito à intimidade, que possam ser chamados [atrás] das portas, que estas possam permanecer fechadas às vezes. E, finalmente, acredito que as redes sociais de garotos e garotas desse grupo deveriam ser melhoradas, mas não só entre eles, que possam interagir com outras pessoas. Não devemos criar guetos”.

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Cena do filme Carne Trêmula

A polêmica figura do assistente sexual é outro dos temas abordados pelo documentário Yes, we fuck!Uma história protagonizada por Soledad Arnau Ripollés e Teo Valls. Soledad é filósofa, sexóloga, escritora de relatos eróticos, diretora e apresentadora do programa de rádio sobre sexo Acuéstate conmigo (“Durma comigo”) e atriz pós-pornô no curta Habitación (“Quarto”), além de ativista do fórum Vida Independente. Teo é assistente sexual. Soledad, como ela mesma confessou na entrevista coletiva da estreia do documentário, foi a única que não tirou a calcinha no filme, mas justificou em seu discurso, com a ajuda de Teo, já que ela nasceu com uma disfunção que a impede de mexer pernas e braços. A calcinha, para quem quiser saber, era vermelha. “Minha passagem pelo documentário, mostrar meu corpo nu”, conta Soledad, “ajudou-me a me sentir orgulhosa dele, a gostar mais de mim mesma. Existem tantas mensagens: você é defeituoso, assexuado, não é uma pessoa desejável nem sente desejos. A sexualidade está muito genitalizada e é heterossexual e binária. Toda pluralidade é excluída. Todos precisamos de uma boa educação sexual que inclua a diversidade. Não é um fracasso não haver genitais no ato sexual. E se você gosta de penetração e alguém não pode te penetrar com o pênis, pode fazer isso de muitas maneiras, com a língua, com a mão, com brinquedos eróticos.” Para Soledad, a figura do assistente sexual é imprescindível em certas pessoas com um determinado tipo de disfunção, já que sem ela não é possível ter atividade sexual. “Assim como uma pessoa com diversidade funcional precisa de alguém que a ajude a se lavar, a se vestir e a comer… Se quiser se masturbar, tocar-se ou ter sexo virtual, também precisa de assistência. Mas acho que o assistente sexual não é uma pessoa para transar, e sim alguém que te ajuda a transar. Quando você começa a assumir o controle da sua vida e a assumir responsabilidades, é também possível que comece a pensar e desejar experimentar com a sua sexualidade, mas precisará de alguém que tire sua roupa, que mexa suas mãos e as coloque onde você não pode colocar, porque o sexo é um direito, embora não um dever.

Teo Valls mora em Barcelona e chegou à assistência sexual naturalmente, como consequência de seu trabalho como assistente pessoal para pessoas com deficiência. Se para muitos é uma atividade com uma barreira difusa e desconfortável com o mundo da prostituição, para ele isso é muito claro. “Sempre digo que tenho um trabalho sexual e que recebe uma herança do mundo da prostituição, mas não é exatamente o mesmo, já que uma trabalhadora do sexo corre muito mais riscos do que eu. Meu trabalho é ajudar pessoas com algum tipo de diversidade funcional para que tenham sexo quando quiserem, mas não comigo. Posso ajudá-las a ter autoerotismo, a se masturbar, a guiar suas mãos, posso penetrá-las com um vibrador. Sou uma ponte entre o desejo e o prazer “. Teo é a favor que esse profissional seja legalizado, assim como na Alemanha, Bélgica, Suíça, Holanda e Dinamarca, onde também recebem ajuda financeira. “Gostaria que houvesse cobertura legal e que as pessoas com diversidade funcional, que pedissem, tivessem disponíveis algumas horas de assistência sexual.” O contato de Teo com diferentes sexualidades tem mostrado a importância de “aprender a jogar. As possibilidades de prazer são infinitas. A sexualidade tem mais a ver com estar aberto a desfrutá-la do que com a capacidade anatômica ou funcional.”

Morrison-Gurza escreveu um artigo no The Huffington Post intitulado Why Sex With Someone With a Disability is the Best Sex You Could Be Having (Por Que Ter Relações Sexuais Com Uma Pessoa Com Deficiência É o Melhor Sexo Que Você Poderia Ter), no qual destaca os aspectos positivos da sexualidade desse grupo. Entre eles, a necessidade incontornável de conversar e estabelecer acordos e a maior criatividade quando se trata de encontrar novos caminhos para o prazer. “Uma das razões pelas quais ter relações sexuais com alguém com deficiência pode ser melhor é porque você tem de se comunicar, e não quero dizer mais forte!, mais rápido!, Ooh querida!, embora isso também ajude. Quero dizer que você tem que desenhar o sexo, tem que sentar com seu parceiro e dizer o que funciona para você. Tem que falar sobre o que não pode ser feito, o que machuca, o que pode ser divertido ou incrível ou o que você quer provar.” E Andrew continua, “o que eu mais gosto sobre fazer sexo sendo uma pessoa com deficiência é saber que cada vez que faço algo estou redefinindo as normas sexuais e a ideologia do que é desejável dos meus parceiros. Posso excitá-los de maneiras tão diferentes que nunca haviam imaginado antes, com minhas palavras, pensamentos e meu corpo, e desafiar tudo o que achavam que sabiam. Faz com que as pessoas sejam genuínas, saiam do cenário que pensavam ser sexy e acreditem em algo novo em todos os momentos.”

Este texto foi publicado na íntegra e originalmente aqui.

Sexo depois dos 50, por Jane Fonda

Posted in Comportamento, Sexo with tags , , , , , on agosto 10, 2015 by Psiquê

Recentemente o Brasil Post republicou um texto originalmente publicado em The Huffington Post por Yagana Shah, falando sobre 7 coisas que Jane Fonda nos ensinou sobre sexo depois dos 50. Como ainda temos alguma estrada até lá, acho que se já nos anteciparmos, podemos viver melhor e desencanar sobre algumas questões.

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Jane Fonda sabe o que é sexo bom. E não apenas por causa de sua bem-sucedida (e de certa forma sexy) série de vídeos de ginástica. A atriz, de 77 anos, nunca evitou falar sobre sua vida sexual, especialmente à medida que foi ficando mais velha. Fonda disse que uma vida sexual satisfatória é uma das coisas mais importantes nessa fase da vida e até afirmou que quando está fazendo amor com seu parceiro, Richard Perry, pode imaginá-lo como ele era décadas atrás.”

Aqui estão algumas dicas de Fonda para ajudar a inspirá-la na cama.

  1. Se não usar, vai perder – “Se você quiser sexo, precisa ser flexível, permanecer saudável e tem de se sentir bem sobre si mesma”;
  2. Sexo pode ajudar a mantê-la jovem – “Como ainda tenho uma boa aparência? Devo 30% aos meus genes, 30% a uma boa vida sexual, 30% devido aos esportes e estilo de vida saudável com nutrição apropriada e os outros 10% tenho de agradecer ao meu cirurgião plástico”;
  3. Confiança é tudo – “É impossível ter uma verdadeira intimidade com alguém se não gostar de si mesma”;
  4. Os melhores dias de sua vida sexual ainda podem estar por vir – “Aos 74, minha vida sexual nunca tinha sido tão satisfatória. Quando era jovem tinha muitas inibições – não sabia o que queria”;
  5. Pessoas mais velhas fazem sexo. Supere isso – “Acho que à medida que a população em geral envelhecer, o tabu sobre o sexo em idade mais avançada será menor. Porque os baby boomers [geração nascida após a Segunda Guerra, entre 1946 e 1964] pensam que inventaram o sexo, sabe? Seus joelhos e quadris vão cair antes de seu desejo sexual”;
  6. Pare de se preocupar com sua aparência… e comece a ter relações sexuais em vez disso – “Vejo pessoas que não são tradicionalmente bonitas, mas quando têm uma boa vida sexual, isso fica evidente”;
  7. Pegue leve – “Se você passou por um longo período de celibato e depois começar um caso amoroso, saiba que sua vagina provavelmente vai precisar de atenção.”

Amor e arte

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 9, 2015 by Psiquê

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O sonho de quase todo mundo é viver daquilo que ama, daquilo que faz sem sentir nenhum sacrifício, daquilo que nutre. Eu não sou diferente disso, e também gostaria de ganhar a vida fazendo apenas aquilo que me nutre. Claro que isso não é simples, pois antes de definir o que gostamos de fazer ou o que nos nutre, é fundamental olhar para dentro, buscando o autoconhecimento.

Entendo que a arte consegue despertar em mim, um amor pela vida, um prazer pelos dias de trabalho para que eles fluam sem nenhum sacrifício, mas com muita alegria e satisfação. E isso é possível, quando olhamos para dentro de nós mesmos e entendemos o que nos dá prazer e o que nos faz feliz. Há várias coisas me trazem esta sensação: cinema, arte, pintura, leituras, boas conversas, dança, teatro, fotografia, moda e o Espartilho, claro. Espero estar por aqui mais vezes por semana. Em busca da liberdade e do equilíbrio para construir uma vida melhor e compartilhar o que há de melhor com vocês.

Estejam sempre presentes em minha vida.

Namastê!

Feminismo branco versus Feminismo negro

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 7, 2015 by Psiquê
By Michael Burke

By Michael Burke

(Algumas) Diferenças Entre Feminismo Branco e Feminismo Negro

VIOLÊNCIA

Feministas brancas lutam para terem a segurança de saírem às ruas sem sofrerem assédio e contra a violência doméstica. Feministas negras, especialmente as periféricas, sabem que seu corpo está duplamente objetificado, especialmente por conta da imagem de “mulata exportação” que sempre foi construída atribuindo à mulher negra a imagem de fêmea (no sentido bestial) sempre disposta a relações sexuais e sempre à disposição dos homens. Além disso, negras são vítimas de cerca de 60% dos assassinatos de mulheres no país. Dado que está ligado aos índices de pobreza.

ESTÉTICA

Mulheres brancas lutam pelo direito de saírem sem maquiagem sem serem julgadas. Mulheres negras ainda estão lutando pelo direito de serem vistas pelas marcas. Uma das faces do racismo está no fato de que as marcas de cosméticos simplesmente ignoram a mulher negra. Por exemplo, enquanto a MAC apresenta quase 30 tons de base, uma Avon da vida tem no máximo 5. Isto é exclusão. Parte do princípio de que mulher negra não merece atenção enquanto consumidora. Além da hierarquia de textura capilar e a ideia de que cabelo bom é cabelo liso. As mulheres brancas querem liberdade pra não usarem maquiagem. Mulheres negras querem o direito de decidir sobre sua própria imagem. A indústria cosmética dita o feio e o belo, e usa a imagem da mulher branca como exemplo para o belo.

GRAVIDEZ E MATERNIDADE

Mulheres brancas lutam pelo direito ao aborto seguro e sua descriminalização. Mulheres brancas lutam para poderem cuidar de seus filhos e lutam contra opressão da tripla jornada (filho-casa-trabalho). Mulheres negras morrem em açougues porque não podem pagar as clínicas “menos perigosas”. Mulheres negras lutam para que seus filhos não sejam mortos na mão do Estado por serem negros e pobres. Mulheres negras não tem babás ou qualquer outra pessoa de confiança, ou acesso a creches pra cuidarem de seus filhos enquanto elas vão trabalhar.

AMOR E RELACIONAMENTOS

Mulheres brancas lutam contra a opressão da monogamia. Mulheres negras ainda são preteridas e objetificadas por homens brancos e negros e até um relacionamento monogâmico respeitoso é difícil. Poliamor e Relações Livres ainda passam longe, mas MUITO longe da realidade de mulheres negras.
Mulheres brancas e negras lutam contra relações abusivas, mas mulheres negras além disso ainda precisam lutar contra a opressão de serem vendidas como fantoches sexuais. Mulheres negras ainda vivem muitas relações às escondidas por conta de homens que não as assumem.

ESTUDOS E MERCADO DE TRABALHO

Mulheres brancas lutam contra o machismo na universidade e para terem salários iguais aos de colegas homens que ocupam os mesmos cargos que elas nas empresas. Mulheres negras lutam para conseguir terminar o ensino médio e entrar na faculdade, geralmente cumprindo uma jornada dupla de trabalho + estudo. Mulheres negras lutam para terem mais opções de trabalho além do emprego doméstico onde servirá a mulher branca, e onde não raro sofrem abusos morais e muita violência psicológica. Mulheres negras ainda são minoria nas universidades e empresas.

Por que essa breve explicação?

Porque eu tô até hoje engasgada com um post de uma página feminista que dizia: “Preciso do feminismo pra jogar vídeo game sem ouvir dizerem que jogo feito uma mocinha.”
Prioridades, prioridades.

Este texto foi escrito por Gabriela Moura e originalmente publicado no blog Não me Kahlo