Arquivo para estética

O machismo revestido de cavalheirismo

Posted in Comportamento, Curiosidades, Desrespeito with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 2, 2015 by Psiquê

Recentemente a página Não me Kahlo publicou um texto que reflete muito algumas conversas que já tive com meu marido em que ele sempre defendeu que cavalheirismo é uma forma de machismo e que algumas mulheres resistem a repreender alguns “cavalheirismos” por pura conveniência e não por convicção.

Eis que me deparo com o texto desta página que adoro e acompanho frequentemente. Compartilho com vocês o texto.

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O texto ‘O machismo revestido de cavalheirismo‘, foi publicado no último dia 31.08.2015 e é de autoria de Ana Pompeu.

“A Câmara dos Deputados é, em número de frequentadores, uma cidade. Com tamanha circulação de pessoas, é comum que a espera por elevadores forme filas. Há cerca de duas semanas, dos seis elevadores disponíveis, um estava em manutenção, dois são exclusivos para parlamentares, um preferencialmente de serviço, os outros para uso comum. Em uma quarta-feira, dia de trabalho intenso no Congresso, uma grande fila se formou num dos andares do anexo IV da Casa. Um deputado chegou, chamou o elevador pelo interfone e fez o anúncio: “quem quiser me acompanhar, venha comigo! Mas só as mulheres hein?”, e riu. Boa parte das mulheres da fila se sentiu lisonjeada e o acompanhou.

O episódio virou uma discussão com os colegas de trabalho. Um dizia que era um absurdo, machismo travestido de cortesia. “Faltou dizer que só as bonitas poderiam seguir com ele. Ele chamaria as da limpeza pra ir junto?”. Outro questionou se não era exagero. “Só foi gentil. Hoje, quem é gentil recebe respostas atravessadas de mulheres que entendem como machismo”, lamentou o colega realmente sempre muito cortês.

O Congresso Nacional, como um retrato da política brasileira, é dominado por homens, brancos e engravatados. Cada ato dito gentil, como o do deputado em questão, reforça o papel das mulheres na Casa — bem como na política, nas esferas de decisão e poder do país. A nossa função é estética, acessória. Somos bibelôs para mera apreciação masculina. Com educação, o recado é dado.

Gentileza não faz distinção de sexo, raça, classe, estética. E, se mulheres cansadas da convivência diária com agressões variadas, não aceitam aquelas gentilezas pretensiosas revestidas de fingida inocência, são taxadas de exageradas. “O feminismo decretou o fim do romantismo e da cortesia”. O que me parece óbvio, no entanto, é que o cavalheirismo jamais teria tido espaço em uma sociedade em que homens e mulheres estivessem em posições iguais.

Mesmo sem a intenção para tal, a ideia por trás da conta paga no restaurante, da porta do carro aberta, mesmo do casaco cedido no frio é a da fragilidade da mulher. Mulheres são cidadãs de segunda classe que precisam da tutela masculina em cada setor da vida. Mas não todas as mulheres. O cavalheirismo não se repete com a empregada que carrega várias sacolas de compras nas mãos. A porta não é aberta para ela com a mesma frequência que para a patroa.

Certa vez, a psicanalista Regina Navarro Lins, questionando o cavalheirismo em um de seus textos, pontuou:

Que tipo de homem deseja proteger uma mulher? Certamente não seria um que a vê como uma igual, que a encara como um par. Mas aquele que se sente superior a ela. E como disse a atriz americana Mae West em um dos seus filmes: “Todo homem que encontro quer me proteger… não posso imaginar do quê”.

A gentileza pode vir, o homem pode se portar como um cavalheiro, mas a conta não deixa de aparecer. Ela sempre chega. O braço masculino está sempre presente. Não necessariamente grosseiro e pesado. Ele pode ser delicado nesses momentos. Mas, dentro de uma rotina, as flores podem se tornar desculpa ou recompensa para outro tipo de comportamento.

A solicitude também pode facilmente se transformar em descrédito. E isso aparece em situações das mais diversas. A mulher não tem condições de entrar em discussões profundas sobre política. A mulher não tem condições de entender o problema do próprio carro na oficina mecânica. A mulher não consegue fazer a própria declaração de imposto de renda. Logo nenhuma opinião feminina tem valor.

É o chamado machismo benevolente. Aquele que pressupõe que mulheres são seres inferiores. Tão inferiores que, num tempo não tão distante do nosso, em 1929, o Canadá ainda não considerava mulheres como… pessoas! Como diz o agora saudoso Eduardo Galeano no livro Os Filhos dos Dias, elas até se achavam pessoas, mas a lei não tinha a mesma opinião. O movimento de mulheres da época precisou se articular para vencer a Suprema Corte de Justiça para, a partir do dia 18 de outubro, serem, aos olhos da lei, pessoas!

Talvez não seja exagero imaginar que a luta feminista se arraste tão lentamente nas esferas macro por uma percepção de inferioridade feminina ainda tão arraigada no cotidiano das nossas relações. E o cavalheirismo é mais uma faceta, ardilosa, por se passar por gentileza. Por anos, a visão de que as mulheres não conseguem ser independentes e precisam do apoio masculino para as tarefas mais triviais fixou no inconsciente coletivo que, por consequência, não seriam merecedoras de direitos civis e políticos. É o subsídio cultural para as exclusões nos outros campos.

Não peço pelo fim da gentileza. Nada mais elegante que gentileza. Um ato cortês pode mudar o dia de alguém. Mas como não refletir, como não ponderar e como não ficar reticente e mesmo contrária ao cavalheirismo, aquele que só se apresenta de um gênero ao outro? Se quisermos ter voz na política, na academia, na família, temos de dar nossos próprios passos sozinhas. E sermos consideradas capazes para tal. Sem presença ou amparo masculino.

*Ana Pompeu é natural de Uberlândia, entende quando falam em tradicional família mineira. Em Brasília, a capital das linhas planejadas e do céu infinito, se tornou jornalista pela Universidade de Brasília (UnB). E também feminista. Os dois perfis eternamente em construção.

Feminismo branco versus Feminismo negro

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 7, 2015 by Psiquê
By Michael Burke

By Michael Burke

(Algumas) Diferenças Entre Feminismo Branco e Feminismo Negro

VIOLÊNCIA

Feministas brancas lutam para terem a segurança de saírem às ruas sem sofrerem assédio e contra a violência doméstica. Feministas negras, especialmente as periféricas, sabem que seu corpo está duplamente objetificado, especialmente por conta da imagem de “mulata exportação” que sempre foi construída atribuindo à mulher negra a imagem de fêmea (no sentido bestial) sempre disposta a relações sexuais e sempre à disposição dos homens. Além disso, negras são vítimas de cerca de 60% dos assassinatos de mulheres no país. Dado que está ligado aos índices de pobreza.

ESTÉTICA

Mulheres brancas lutam pelo direito de saírem sem maquiagem sem serem julgadas. Mulheres negras ainda estão lutando pelo direito de serem vistas pelas marcas. Uma das faces do racismo está no fato de que as marcas de cosméticos simplesmente ignoram a mulher negra. Por exemplo, enquanto a MAC apresenta quase 30 tons de base, uma Avon da vida tem no máximo 5. Isto é exclusão. Parte do princípio de que mulher negra não merece atenção enquanto consumidora. Além da hierarquia de textura capilar e a ideia de que cabelo bom é cabelo liso. As mulheres brancas querem liberdade pra não usarem maquiagem. Mulheres negras querem o direito de decidir sobre sua própria imagem. A indústria cosmética dita o feio e o belo, e usa a imagem da mulher branca como exemplo para o belo.

GRAVIDEZ E MATERNIDADE

Mulheres brancas lutam pelo direito ao aborto seguro e sua descriminalização. Mulheres brancas lutam para poderem cuidar de seus filhos e lutam contra opressão da tripla jornada (filho-casa-trabalho). Mulheres negras morrem em açougues porque não podem pagar as clínicas “menos perigosas”. Mulheres negras lutam para que seus filhos não sejam mortos na mão do Estado por serem negros e pobres. Mulheres negras não tem babás ou qualquer outra pessoa de confiança, ou acesso a creches pra cuidarem de seus filhos enquanto elas vão trabalhar.

AMOR E RELACIONAMENTOS

Mulheres brancas lutam contra a opressão da monogamia. Mulheres negras ainda são preteridas e objetificadas por homens brancos e negros e até um relacionamento monogâmico respeitoso é difícil. Poliamor e Relações Livres ainda passam longe, mas MUITO longe da realidade de mulheres negras.
Mulheres brancas e negras lutam contra relações abusivas, mas mulheres negras além disso ainda precisam lutar contra a opressão de serem vendidas como fantoches sexuais. Mulheres negras ainda vivem muitas relações às escondidas por conta de homens que não as assumem.

ESTUDOS E MERCADO DE TRABALHO

Mulheres brancas lutam contra o machismo na universidade e para terem salários iguais aos de colegas homens que ocupam os mesmos cargos que elas nas empresas. Mulheres negras lutam para conseguir terminar o ensino médio e entrar na faculdade, geralmente cumprindo uma jornada dupla de trabalho + estudo. Mulheres negras lutam para terem mais opções de trabalho além do emprego doméstico onde servirá a mulher branca, e onde não raro sofrem abusos morais e muita violência psicológica. Mulheres negras ainda são minoria nas universidades e empresas.

Por que essa breve explicação?

Porque eu tô até hoje engasgada com um post de uma página feminista que dizia: “Preciso do feminismo pra jogar vídeo game sem ouvir dizerem que jogo feito uma mocinha.”
Prioridades, prioridades.

Este texto foi escrito por Gabriela Moura e originalmente publicado no blog Não me Kahlo

O papel das mulheres e do feminismo

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 17, 2015 by Psiquê

Hoje conheci o blog Não me Khalo, que achei o máximo. Parabéns meninas pelo projeto e iniciativa.

Algumas ideias pendem para um feminismo mais radical e militante, o que OBVIAMENTE não está errado, mas que pode gerar controvérsias e um incômodo nos mais conservadores…

Nós mulheres – algumas inseridas em uma criação machista – temos o dever de sempre e cotidianamente reafirmar a luta por igualdade de gêneros e pela denúncia em relação aos absurdos a que somos submetidas diariamente, seja através de uma piadinha, cantada não desejada ou apropriada, assédio sexual, moral, etc. Seja através do boicote a uma promoção no trabalho, a um posto ou curso no trabalho, etc.

Gostaria de compartilhar um vídeo que descobri através de um fragmento compartilhado no blog, mas que divido com vocês aqui na íntegra. Ouçam um pouco do que a minha querida filósofa e professora de filosofia Márcia Tiburi tem a dizer:

Fiquem bem. Uma ótima semana a todos.

Termogênicos naturais

Posted in Estética e Beleza, Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 30, 2013 by Psiquê

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Eu sou adepta de formas naturais de emagrecimento: alimentação balanceada, exercícios físicos, ingestão de bastante água, tratamentos estéticos como drenagem linfática, etc. Mas recentemente fui questionada sobre quais são os alimentos que funcionam naturalmente como termogênicos sem que se ameace a saúde e o bom funcionamento do organismo.

Dois portais apresentaram uma lista de termogênicos, digamos, mais naturais. A revista Corpo a Corpo na matéria 5kg em 1 mês e o Guia de Dieta com a matéria ‘Conheça sete alimentos termogênicos que te ajudam a emagrecer’.

Alimentos termogênicos exigem que o metabolismo trabalhe em um ritmo acelerado, facilitando a queima das gorduras indesejadas. A Corpo a Corpo fez uma lista desses alimentos que te ajudarão a ativar o metabolismo e abandonar a canga no próximo verão

Os alimentos termogênicos despendem mais energia do corpo para serem digeridos. Por isso, estimulam o metabolismo a trabalhar em ritmo acelerado e aumentam a temperatura corporal, facilitando a queima de gordura”, explica Daniela Hueb, nutróloga (SP). veja abaixo uma  lista recheada de termogênicos que te ajudarão no combate aos indesejáveis pneuzinhos. Confira!

Principais Alimentos Termogênicos:

  1. Pimenta Vermelha: ela é a rainha entre os termogênicos. Com apenas 3 gramas desse legume por dia, haverá um aumento de até 20% das funções metabólicas. E como é rica em capsaicina, aumenta a quebra de gordura e do tecido adiposo. Pode ser consumida em pratos quentes e em saladas. uma das substâncias presentes no fruto, a capsaicina, tem ação termogênica comprovada e é considerada um dos melhores auxiliares no controle de peso. Também contribui para a retirada de gorduras das artérias. No entanto, tome cuidado: o ingrediente é contraindicado para quem sofre de gastrite ou hemorroida.
  2. Chá Verde: do mesmo modo que a pimenta vermelha, promove a aceleração do metabolismo e a queima de gordura para transformá-la em energia. 5 xícaras por dia são o suficiente para conhecer os seus resultados, mas cuidado para não ingeri-las à noite, caso sofra de insônia, porque são ricas em cafeína.
  3. Canela: além de aumentar consideravelmente o metabolismo, a canela tem cálcio mineral, que também ajuda no emagrecimento. Além da ação estimulante, age como facilitadora da digestão e combate a flatulência. “Também auxilia o tratamento de problemas de pele”, acrescenta Daniela Hueb. Pode ser consumida em pó ou em forma de chá, no caso da canela em pau.
  4. Gengibre: o gasto calórico com essa raiz pode aumentar em até 10% com apenas 2 fatias pequenas, que podem ser acrescentadas a cozidos ou bebidas como chá. O gengibre rambém melhora a digestão.
  5. Chá de Hibisco: durante a digestão, ele aumenta a temperatura do corpo e também, do metabolismo. Sendo assim, é preciso beber 1 litro de chá feito com 1 colher de sopa dessa flor.
  6. Café: contém cafeína, estimulante e termogênico natural, que te auxilia a se manter em estado de alerta. Mas nada de exagerar na dose, ou você pode sofrer com problemas do estômago, insônia e ansiedade. O ideal é consumir até 3 xícaras por dia.
  7. Cacau: possui propriedades estimulantes e antioxidantes devido ao seu teor de cafeína e polifenóis. A combinação dessas substâncias faz bem ao coração, à circulação sanguínea e contém atividade antialérgica, antiviral e anti-inflamatória.
  8. Mate: um estudo desenvolvido por pesquisadores do curso de nutrição da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) apontou que o consumo de erva-mate ajuda na perda de peso, no aumento da taxa de HDL (bom colesterol) e na diminuição da taxa de glicemia.
  9. Linhaça: no quesito controle de peso, oferece dois grandes auxílios: acelera a queima calórica e regulariza o intestino. E não para por aí: ela também proporciona o aumento da defesa orgânica e reduz o ritmo de envelhecimento celular, prevenindo várias doenças.
  10. Óleo de coco: estimula o metabolismo, atua na redução do colesterol ruim e melhora a função intestinal. “Esse tipo de gordura potencializa a absorção de nutrientes”, afirma Daniela Hueb. Uma boa opção é alternar seu uso com o do azeite de oliva, pois seu sabor é mais suave.

CONTRA INDICAÇÕES: Apesar de seus benefícios, os termogênicos devem ser evitados por quem sofre de hipertireoidismo porque esse grupo já tem o metabolismo elevado, o que levaria à queima de massa muscular ao invés de gordura.

Gestantes, hipertensos, cardiopatas, crianças e pessoas com alergias e úlceras não devem consumi-los em excesso, visto que podem causar nelas hipoglicemia, nervosismo, taquicardia, insônia e aumento de pressão arterial.

Fica a dica, mas é sempre fundamental, procurar um médico ou nutricionista para que este avalie cada caso separadamente e recomende o melhor meio de estimular a queima calórica.

Um demaquilante para chamar de seu…

Posted in Estética e Beleza with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 31, 2013 by Psiquê

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Toda mulher que ama se maquiar sabe muito bem que um bom demaquilante é o segredo de uma mulher maquiada e feliz rsrsrs! Eu, que particularmente amo um olhar bem destacado, os olhos bem maquiados e sedutores, preciso de um bom demaquilante que permita retirar todos os resquícios da maquiagem, depois de terminada a festa e antes de dormir. Afinal, não adianta ficar linda maquiada e acabar com a pele, não é mesmo?

Cada uma sabe ou deve procurar encontrar um demaquilante que atenda às suas expectativas. Eu que tenho uma certa sensibilidade, experimentei um, há mais ou menos 2 anos e me apaixonei!

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O meu eleito, do qual não consigo me separar, pois remove com muita suavidade a mais exagerada produção, retira qualquer máscara, eliminando as mais poderosas sombras e os mais resistentes delineadores, é o Super démaquillant yeux waterproof (l’ennemi juré des mascaras), da Sephora. Já tentei diversas outras marcas, mas até agora, nenhum dos que comprei remove tão bem e com tanta facilidade quanto este.

Normalmente eu limpo meu rosto com o gel de limpeza facial Cleanance da Avène, outro achado pelo qual me apaixonei e não abro mão de passar ao menos duas vezes ao dia no rosto. Ele não resseca e deixa a pele limpa e cheirosa. Após a limpeza facial com o gel de limpeza, passo o demaquilante com lenços de limpeza, lenços umedecidos ou lenços comuns de papel.

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O mais importante é que você encontre o seu próprio produto de remoção de maquiagem e limpeza. Afinal, para uma pele bem cuidada e sempre linda, além de uma excelente maquiagem, precisamos de cuidados diários como uma boa limpeza e proteção solar. Espero que experimentem e gostem. Caso tenham outros produtos a indicar, fiquem à vontade, pois boas dicas são sempre muito bem vindas.

Uma ótima semana a todos.

Boudoir

Posted in Comportamento, Erotismo, Moda with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 19, 2012 by Psiquê

Hoje, por acaso, fui apresentada ao ensaio boudoir ao conhecer o trabalho do fotógrafo Raoní Aguiar*, apesar de já ser uma grande admiradora dos ensaios sensuais. E como tem tudo a ver com o Espartilho, não poderia deixar de partilhar esse encanto com vocês.

O termo francês Boudoir (buduár) tem por definição toucador; quarto  de vestir adornado com requinte. O termo remonta o século XIV como um dos cômodos da suíte de uma dama em que ela se banhava e vestia. Era um ambiente privado e muito íntimo, composto de elementos femininos decorados ao gosto da mulher.

Era um local proibido para homens, e isso despertava a curiosidade e a fantasia quanto ao que acontecia ali dentro, consequentemente isso criava um certo ar de erotismo e sensualidade. Surgindo dai a fantasia e a magia que envolvem o termo boudoir, que carrega consigo a intimidade e a feminilidade.

O olhar boudoir, consiste em um estilo artístico de fotografar que retrata  momentos pessoais e íntimos onde a sensualidade, o romantismo e o glamour são a  tônica. Não importa a idade ou o tipo de corpo que você tem, o estilo boudoir é para todas as mulheres. É mais do que apenas um ensaio sensual, é uma experiência de auto-descoberta.

Quem mais já falou sobre e praticou:

Olhar de Boudoir

Raoní Aguiar

Loulou’s Boudoir

Boudoir Floripa

Fernanda Marques

La Papeterie Diva

* Raoní Aguiar, entretanto, não se limita a fotografar ensaios sensuais. Ele também faz fotografias de casamento e lançou uma promoção para dar um ensaio de casal ou boudoir. Minha torcida é que ele dê dois: um ensaio casal para minha querida prima e um ensaio boudoir adivinhe para quem? Mas como sorte não depende muito da nossa vontade, vou partilhar aqui para quem quiser concorrer.

L’Apollonide

Posted in Comportamento, Erotismo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 9, 2012 by Psiquê

Eu estava há semanas na expectativa de ver L’Apollonide no cinema, mas uma série de desencontros quase me fez perder tal oportunidade… Ontem, quando já sem esperanças saía do Estação Sesc Rio, onde a sessão das 18h45 não existia mais, fui, apenas como por insistência, ao Estação Sesc Botafogo, e, eis que me deparo com ele lá, em cartaz às 19h40. Confesso que fiquei muito feliz e me dispus a esperar mais de 1 hora pela sessão.

Como amante da estética do final do século XIX e início dos anos XX, não podia deixar de assistir ao filme. As cenas são lindas, os espartilhos e roupas deslumbrantes, uma sensualidade a flor da pele. E aqui estou eu, admirada. Confesso que o filme me surpreendeu, não esperava que fosse uma análise social da prostituição e que além de encantar com suas imagens, faz uma crítica e uma abordagem fantástica. A começar pelo padrão com que as prostitutas se referem ao seu trabalho ao chamar os clientes: “Vamos fazer comércio?”.  Trata-se de uma relação econômica, com análise social sobre as perdas e ganhos de cada uma, bem como a visão delas sobre seus clientes e dos mesmos sobre elas. Recomendo!

Quem mais já falou sobre o filme:

Às Moscas

Festival Cannes

Trailer