Arquivo para empatia

Gratidão, empatia e descobertas

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , on julho 17, 2017 by Psiquê

Viver não é fácil, nem para mim, nem para você, mas uma coisa é certa: é uma oportunidade diária abrir os olhos todos os dias e ter a oportunidade de fazer algo com o dia que nos é dado.

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A maturidade nos traz alguns medos, é verdade, mas também consciência de que somos responsáveis pelas escolhas que fazemos e pela maneira como vivemos cada dia. Sou grata por todas as descobertas que fiz ao longos dos anos e pela certeza de que muitas outras ainda serão feitas.

Agradeço pela possibilidade de hoje ter consciência de que cada situação que vivemos, cada pessoa que conhecemos, cada experiência que nos permitimos viver, são ensinamentos com os quais podemos aprender, mudar, melhorar ou deixar passar. A escolha é nossa!

Quero ser capaz de fazer com o outro, aquilo que gostaria que fizessem comigo. Tenho muito apreço por minha privacidade. Gosto de estar sozinha, gosto de tentar me ouvir, me entender e confiar é algo muito difícil para mim. Quando compartilho ideias, sonhos, pensamentos, espero sempre que o outro – escolhido como ouvinte – saiba ouvir e respeitar o que ouve. Assim como gosto de ouvir as pessoas e que elas saibam que se precisarem de um ouvido, tentarei ao máximo fazê-lo sem julgar ou condenar.

Nem todo mundo é capaz de acolher ideias que não sejam condizentes com aquilo que se acredita. Aliás, eu diria que este é um enorme desafio para todo mundo. Esse é um processo de aprendizado que envolve empatia, amor e respeito. Claro que não dá para exigir do outro um comportamento ou um cuidado idêntico ao que você pode dar. O que podemos fazer é agir com esse cuidado,  tentando exercitar a empatia, o amor e o respeito pelas pessoas a despeito de suas diferenças e escolhas. Nada disso é fácil, mas é possível e depende muito de predisposição e de cuidado.

Exercitar empatia, respeito, carinho, amor pelo próximo é um processo difícil, que demanda cuidado diário, mas que faz muito bem tanto para quem pratica quanto para quem recebe.

Tudo o que vivi até aqui. Todas as experiências com yoga, terapia, arte, amizades, relacionamentos pelas quais passei foram fundamentais para a miscelânea que sou. E tenho muita gratidão por isso. O Universo é generoso comigo e cabe a mim fazer o melhor que posso com tudo isso.

Eu só quero e prezo muito esse cuidado e espero que eu possa sempre ser capaz de olhar o outro com cuidado para tentar plantar a semente da empatia e do amor, neste mundo que está tão intolerante e individualista.

Um ótimo dia para vocês.

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Mais amor, por favor!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , on abril 30, 2016 by Psiquê

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Em tempos de intolerância, impaciência e falta de empatia, as relações se tornam instáveis e frágeis. Perdemos a consciência de que o presente é a única coisa que realmente controlamos e temos para viver e que nossa vida tem começo, meio e fim…

Nossa sociedade tem se mostrado cada vez mais pautada no egocentrismo e a solidariedade e a empatia, com muita frequência,  só são manifestadas para com os nossos entes queridos, amigos, pessoas mais próximas, ou seja, um grupo seleto. De maneira geral, não nos sensibilizamos com aquele outro que está muito distante do nosso ‘núcleo duro’ pelo simples fato de sermos insensíveis ao seu sofrimento e sua dor.

De modo geral, também não queremos compartilhar com o outro: voz, participação política, bens e condições financeiras. Algo que está enraizado em nossa cultura e que, muitas vezes, sequer percebemos. Isso é muito perceptível quando observamos a falta de preocupação com a coletividade que o brasileiro, de modo geral e mais especificamente, o carioca fazem muito: comportar-se de maneira extremamente agressiva no trânsito, na rua, nos restaurantes, nos transportes coletivos…Observar esses pequenos gestos diários, nos permite visualizar a dimensão do nosso desafio social e cultural. É desafiador e, por vezes, desanimador…

Claro que essa tendência não tem se acentuado apenas aqui na nossa sociedade, a intolerância com o outro, o diferente, o externo tem aflorado e se intensificado no mundo inteiro: seja pela presença do refugiado, do pobre, do estrangeiro, do homossexual, da mulher que reivindica direitos iguais ou qualquer outro agente que rompa ou anseie pela alteração do status quo.

A meu ver você não precisa fazer parte de um desses grupos para lutar por um ambiente mais justo, menos cruel e mais humano.

  • A nossa humanidade já deveria aflorar quando vemos um outro humano em condições desumanas…
  • A nossa sensibilidade deveria aflorar quando vemos um outro ser vivo sendo agredido ou violentado…

O nosso ego deveria ser menos importante e nosso senso de coletividade mais forte para buscarmos o bem de todos nós…é por isso que a empatia, capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, nos é tão cara e importante.

Vamos amar mais! Mais amor, por favor!  Propaguem o amor, sejam bons, sejam sensíveis, pois amando conseguimos mais adeptos.

 

Sensibilidade e recolhimento

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on maio 31, 2015 by Psiquê

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Muitas vezes, por nosso excesso de empatia, acabamos exagerando no zelo pelo outro…e com isso, ao tentar ajudar, o repelimos.

Tenho pensado bastante sobre isso e precisado ficar um pouco quieta…

…quando nos habituamos a pensar no outro primeiro, acabamos deixando de lado nossos próprios “quereres”, nossas vontades, necessidades, gostos…

Sempre que agimos desta maneira, acabamos por transmitir um sentimento oposto àquele que gostaríamos de evocar e o outro pode interpretar nossa atitude como insegura, sufocante, exagerada…

É muito tênue a linha entre estar atenta e disponível ao outro e acabar por invadir a individualidade dele, portanto, o silêncio, a observação, o recolhimento podem ajudar a ler a situação com mais cuidado e atenção. E com isso, podemos tentar evitar a atitude invasiva ou exagerada.

Não é fácil! Trata-se de um exercício difícil e, por vezes, custoso, mas muito saudável para todas as relações.

Isso tudo é parte do nosso processo de amadurecimento…

Tenham uma excelente semana!

Namastê.

Tolerância e compreensão

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 23, 2014 by Psiquê

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Às vezes nos deparamos com situações no dia a dia, com pessoas que gostamos e ao julgar pelas nossas próprias vontades condenamos as atitudes das pessoas sem ao menos nos colocarmos em seu lugar. Hoje me deparei com uma pessoa que fez um relato extremamente magoado em relação às atitudes de alguns amigos, sem pensar que estes mesmos amigos poderiam estar precisando de ajuda, compreensão e entendimento…

Muitas vezes nós mesmos julgamos as pessoas com frieza, achando que elas agem de determinada maneira pura e simplesmente para nos magoar, quando vários podem ser os motivos que os levaram a determinada atitude. Às vezes estes amigos estão sentindo falta de um carinho, um ombro, um ouvido e da nossa compreensão. Podemos estar cegos diante de nossos próprios problemas e passar por cima das escolhas e necessidades dos outros.

Antes de julgarmos, precisamos nos abrir para uma dose, mesmo que mínima de empatia, de cuidado para se colocar na posição do outro e tentar compreender…

A vida se torna muito mais leve, quando olhamos o outro com um olhar mais amigo, mais compreensivo e menos armados. O mundo já está muito violento e intolerante, não podemos compactuar com isso, agindo com impaciência com aqueles que nos cercam.

Vamos praticar a tolerância e a compreensão?

Namastê. Tenham uma ótima semana!

Boas dicas!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 31, 2014 by Psiquê

O projeto Yoga na Laje foi criado em julho de 2012 e tem por objetivo levar a prática do yoga às comunidades pacificadas da cidade do Rio de Janeiro. A primeira unidade está em funcionamento na Rocinha, São Conrado – Rio de Janeiro. Ontem, conheci o projeto pelo facebook e gostei muito da ideia. Espero que ela seja ampliada para outras áreas.

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Resolvi compartilhar, aqui, algumas boas dicas, escritas no perfil do projeto no facebook. Vejam a seguir:

Saúde:

1. Pratique Yoga;
2. Durma 8 horas por dia;
3. Coma o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4. Viva com os 3 E’s: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5. Ande mais a pé e de bicicleta;
6. Brinque com seus irmãos, filhos e netos;
7. Leia mais livros do que leu em 2013;
8. Sente-se em silêncio pelo menos 15 minutos por dia;
9. Arranje tempo para orar;
10. Beba muita água, menos açúcar, menos sal.

Personalidade:

11. Não compare a sua vida a dos outros. Ninguém faz ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tem controle;
13. Não exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14. Não se torne demasiadamente sério;
15. Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16. Sonhe mais e faça planos;
17. Inveja é uma perda de tempo;
18. Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19. Não odeie;
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. Tenha consciência que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte do curriculum, que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;

Sociedade:

25. Entre mais em contato com sua família e amigos;
26. Dê algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoe a todos por tudo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia; até os seus colegas de trabalho;
30. Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho é UMA parte da sua vida;

A Vida:

32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34. Agradeça sempre;
35. Por muito boa ou má que a situação seja…. Ela mudará;
36. Olhe-se nos espelho e diga: – Eu posso !!!!
37. O melhor ainda está para vir;
38. Assim que acordar espreguice, estique o corpo e tenha um pensamento positivo;
39. Mantenha seu coração sempre feliz.

Achei as dicas excelentes, compartilhe. E se tiverem outras, estamos abertos a ouvi-los.

“O bonito me encanta. Mas o sincero, ah! Esse me fascina.”

Posted in Comportamento with tags , , , , , , on outubro 3, 2012 by Psiquê

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Clarice Lispector consegue me encantar em várias de suas falas, obras, citações, publicações. Muitas vezes, sequer requer muitas palavras. Esta frase “O bonito me encanta. Mas o sincero, ah! Esse me fascina“, chamou minha atenção, pois a sinceridade é uma virtude encantadora, mais ainda quando se consegue ser sincero sem ser grosseiro ou incisivo.

Vivemos em um mundo em que a sinceridade não é valorizada e, muitas vezes, se não nos policiarmos, nos envolvemos em uma rotina de encenações e falsidades. A sinceridade é um valor importante em nossa vida. O exercício da empatia, do carinho pelo próximo, do respeito, nos capacita a demonstrar sinceridade sem ferir o outro. Mas como tudo na vida… é um aprendizado e um exercício constante.

Boa semana.

Bonitas, inteligentes, independentes e sozinhas?

Posted in Casamento, Comportamento, Relacionamento, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 7, 2010 by Psiquê

Lingerie by Twin Creations

Via Things that Excite me

Esse post eu já queria fazer há muito tempo, mas nunca parei para escrever. Hoje, no entanto, ao receber, por email, o alerta do Bolsa de Mulher com uma matéria sobre a Geração Solteira, resolvi debater o assunto.

Elas estão na faixa dos 30 e 40 anos, são bonitas, inteligentes, bem sucedidas, mas estão solteiras. “Por trás de toda sua beleza e do estilo independente de vida, há uma mulher que sonha encontrar um grande amor com quem dividirá a pia do banheiro e constituirá família.

Por que mesmo atraentes, independentes e bem sucedidas elas encontram dificuldades de encontrar um companheiro? Afinal, o que acontece com essa geração de mulheres solteiras? Quem não tem uma amiga bonita e independente que não consegue um namoro sério?

A matéria do Bolsa, entrevistou a publicitária Michelle Fernandes, que defende que essas mulheres continuam solteiras porque fantasiam demais. “Tenho um exemplo próximo: uma amiga linda, totalmente independente e sozinha. Tudo isso porque se o cara é bonito, ela diz que é galinha; se o cara é feio, diz que não pode aparecer com ele na sociedade. As mulheres têm mania de escolher um homem para mostrar para as outras e não para ter alguém que seja realmente companheiro”.

Michelle defende que o namorado não precisa ser rico e sarado, mas deve saber como tratar uma mulher. Ela mesma teve que mudar de atitude para, enfim, conhecer a pessoa certa. Hoje ela diz que passou a se levar a sério e aprendeu que é uma mulher de verdade.

Eu também tenho algumas amigas inteligentes, atraentes, bem sucedidas mas muito exigentes, por isso não encontram um companheiro. Elas querem um cara maduro, atraente, em idade igual, superior ou minimamente próxima a delas, independente, bem sucedido, carinhoso, divertido, independente e disposto a uma relação estável. Para isso, eu defendo que todas nós mulheres devemos estar tranquilas, abertas e perceptivas ao que acontece ao nosso redor, de bem com nós mesmas e não entrar num ciclo de busca excessiva de encontrar alguém apenas por pressão da família ou da sociedade.

O problema é que muitas dessas amigas solteiras esquecem de que primeiro precisam se amar, se aceitar, curtir a sua própria vida para então esbarrar com alguém interessante. Discordo da ideia de que todo o homem solteiro legal, atraente, companheiro e disposto a uma relação estável está casado, comprometido ou é gay. Esse é um jargão preconceituoso e comum entre as mulheres solteiras.

A meu ver é preciso fazer uma auto-reflexão para que  todas as que ainda não encontraram um companheiro e o buscam, conheçam suas demandas, suas qualidades e reflitam sobre o quanto estão exigindo dos homens ou o quanto estão realmente abertas a conhecer alguém. Afinal, os relacionamentos exigem compreensão, empatia, disponibilidade, capacidade de ceder e abrir mão de ter razão o tempo todo. Pensem nisso!