Dia Internacional da Mulher

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , on março 1, 2017 by Psiquê

feminismo-wikimedia

No mundo ideal, o Dia Internacional da Mulher (celebrado em 8 de março) não existiria, porque seríamos desde sempre tratadas com igualdade e respeito. Como este, ainda não é o mundo ideal, precisamos pensar em várias questões e combater e denunciar diariamente preconceitos, violência, misoginia, sexismo, machismo, mortes…

O Canal Brasil preparou um especial para refletirmos sobre esse momento, a Mostra Dia Internacional da Mulher. “Para homenagear a data, o Canal Brasil preparou uma mostra especial exclusivamente focada em questões relevantes ao universo feminino, com documentários, ficção e entrevistas com grandes representantes da luta pela isonomia e justiça entre os sexos. Muito além dos clichês e chavões recorrentes do período, a programação traz atrações inspiradas ou protagonizadas por mulheres fortes, de grande legado em seus campos de atuação e obras de temáticas atuais sobre o mundo feminil.”

Vamos nos unir para continuar a luta por igualdade de direitos.

feminismo-0254671

Confira a programação completa:

INÉDITO e EXCLUSIVO: Arte de Menina (2016) (58’) Direção: Deo – Assumir a própria arte como profissão é uma escolha de vida repleta de desafios. Artistas são praticamente unânimes ao relatar as dificuldades do início da carreira, a pouca valorização do trabalho e a pressão social pela escolha de atividades mais tradicionais. Reprimir uma vocação latente, no entanto, também não é uma opção viável para a maioria das pessoas de tal talento. O diretor Deo entrevista mulheres de diversos campos, entre desenhistas, tatuadoras, quadrinistas e musicistas para investigar como surgiu a paixão por seus respectivos ofícios, descobrir os primeiros passos dentro da ocupação e os estímulos e obstáculos por elas enfrentados.

A grafiteira Taís Ribeiro revela saber desde cedo de sua aptidão para o desenho. Ainda pequena, já demonstrava gosto pelos lápis de cor e tintas. Aos seis anos, a tatuadora Gabriela Brito ganhou um livro de Tarsila do Amaral para crianças, e lembra passar os dias tentando reproduzir os quadros da pintora ícone da Semana de Arte Moderna de 1922. Sua companheira de profissão, Nabila Hage, recorda passar horas a fio desenhando em papeis espalhados por toda a casa. A quadrinista e desenvolvedora de jogos Mariá Scárdua conta que desde os três anos de idade queria trabalhar no universo dos quadrinhos, e a baterista Drica Lago diz ter começado a batucar nas panelas antes mesmo de conseguir andar. Em depoimentos bem-humorados, elas relatam as dificuldades da carreira, a imposição familiar por cursos mais convencionais e explicam como tem sido essa trajetória artística até o momento.

Na TV:  Quarta, dia 08/03, às 18h.

INÉDITO e EXCLUSIVO: Olhar de Nise (2015) (85’) Direção: Jorge Oliveira – Nise da Silveira é uma das brasileiras mais fortes e relevantes do último século. A alagoana foi uma das primeiras mulheres a conquistar o diploma de medicina, revolucionou a psiquiatria refutando os tratamentos violentos dados a pacientes na época, utilizando métodos mais humanitários, criou ateliês artísticos para ajudar a recuperação de seus internos e foi presa após a acusação de ser comunista no governo de Getúlio Vargas. O filme dirigido por Jorge Oliveira – com codireção de Pedro Zoca – remonta a história dessa brava mulher trazendo depoimentos e encenações de momentos cruciais da sua vida, além da última entrevista concedida pela clínica em vida, dois anos antes de morrer, aos 94 anos.

O diretor Jorge Oliveira busca na lucidez e na vivacidade da memória da própria Nise da Silveira o ponto de partida para contar a história desta médica alagoana de atitudes corajosas e pioneiras, que marcaram e revolucionaram para sempre o tratamento das doenças psiquiátricas no Brasil. O documentário traz relatos dos seus amigos, colaboradores, intelectuais e ex-pacientes. A equipe da película foi à Alemanha para saber do artista plástico Almir Mavignier como surgiram os ateliês de pintura e modelagem no hospital psiquiátrico no Engenho de Dentro, que revelaram grandes talentos artísticos na década de 1940. Os atores Rafael Cardoso, Mariana Infante e Nando Rodrigues revivem, em cenas de dramaturgia, os principais episódios da vida da psiquiatra e de seus pacientes no Rio de Janeiro.

Na TV:  Quarta, dia 08/03, às 19h.

INÉDITO e EXCLUSIVO: Precisamos Falar do Assédio (2016) (82’) Direção: Paula Sacchetta – As redes sociais foram o palco para o início da chamada Primavera Feminista. No mundo virtual, mulheres de todo o país, das mais diversas faixas etárias, classes sociais, etnias e naturalidades utilizaram hashtags para relatar casos reais de assédio sofridos durante a vida. O resultado foi impressionante. Termos como “Meu Primeiro Assédio, “Meu Amigo Secreto” e “Agora É Que São Elas” ganharam a lista de assuntos mais comentados na Internet, dando a real dimensão da violência contra a mulher no Brasil. A diretora Paula Saccheta busca ampliar essa discussão, tirando o tema das redes e ocupando também os espaços da cidade para debater as causas e os efeitos desse tipo de crime.

Na semana da mulher, de 7 a 14 de março de 2016, uma van fez as vezes de estúdio e parou em nove locais de São Paulo e do Rio de Janeiro. O objetivo era coletar depoimentos de vítimas de qualquer tipo de assédio. Ao todo, 140 decidiram falar. O filme ouviu relatos de pessoas de 14 a 85 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, com diferenças e semelhanças na violência que acontece todos os dias e pode se dar dentro de casa, em um beco escuro ou no meio da rua, à luz do dia.

O documentário traz uma amostra significativa dos depoimentos, com 26 entrevistadas, além de mostrar uma parte importante do processo de filmagens: como as mulheres se sentiam ao contar seus casos? Nos depoimentos puros, sem qualquer tipo de interlocução, a obra acompanha desabafos, momentos íntimos e as oportunidades de falarem daquilo pela primeira vez. Nas trocas com as meninas da equipe antes e depois das declarações, a película permite que o espectador entre em contato com uma reflexão da testemunha sobre sua própria história.

Na TV:  Quarta, dia 08/03, às 22h.

ESTREIA: A Dama do Estácio (2012) (22’) Direção: Eduardo Ades – Leon Hirszman dirigiu A Falecida (1965), uma adaptação da obra homônima de Nelson Rodrigues. O filme estrelado por Paulo Gracindo, Ivan Cândido e José Wilker marcou a estreia cinematográfica de Fernanda Montenegro. Quase cinco décadas após seu lançamento, a atriz volta a interpretar Zulmira, uma garota de programa obcecada pela própria morte, no primeiro curta-metragem de Eduardo Ades. Nessa continuação do clássico da década de 1960, a protagonista, já distante da juventude do primeiro ato, continua com a ideia fixa de que está em seus últimos dias. A neurose com o fim de sua existência toma conta de seu pensamento, e ela decide garantir o caixão para seu futuro enterro. Para isso, ela vai mexer com os sentimentos de Tibira (Nelson Xavier), homem apaixonado pela garota de programa.

Na TV:  Quarta, dia 08/03, às 23h30.

 

Anúncios

Cineclube Delas

Posted in Comportamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , on janeiro 3, 2017 by Psiquê

Utilidade Pública para nós feministas e amantes de cinema:

cone-clube-delas

 

O Cineclube Delas é um espaço feminista para reflexões acerca da figura do feminino no cinema, suas representações e significados, a fim de promover um debate, sob a perspectiva de gênero, sobre como os filmes desdobram questões pertinentes ao lugar das mulheres na sociedade.
Curadoria de Camila Vieira e Samantha Brasil.
Produção: Cavideo.

Feliz Ano Novo!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , on janeiro 1, 2017 by Psiquê

681220_70

Chegamos a 2017, rapidamente, chegamos ao décimo ano de vida. E com ele, mais uma página em branco, livre para escrevermos 365 novos dias de histórias, ideias, sonhos, realidades, experiências, desejos.

Evidentemente, que a passagem do ano, não passa de uma convenção em que diversas partes do mundo celebram de formas, em momentos e intervalos diferentes…

…apesar do simbolismo da passagem, ela nos traz sempre uma oportunidade de reflexão para repensarmos o que vivemos, fazer balanços sobre o que foi bom e ruim e escrever novos capítulos ou novas formas de viver.

Que venha 2017, com muitas novas chances de sermos felizes.

 

10 mulheres vintage tatuadas que marcaram a história

Posted in Comportamento, Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 30, 2016 by Psiquê

O Universo Retrô, fez uma matéria no início deste ano sobre mulheres tatuadas em uma época em que a tatuagem era estigmatizada. E, como achamos o maior barato, compartilhamos aqui:

Atualmente tem sido normal encontrar uma garota com tatuagens ou piercings; pode-se até dizer que, por muito tempo, aquilo que era “diferente” hoje pode ser visto como “natural”, e diferente mesmo é aquele que não tem tatuagens, pois, cada dia que passa, nascem novos admiradores, simpatizantes e adeptos a essa arte.

Mas apesar de “desenhar o corpo” ser algo que existe desde os tempos remotos, nem sempre foi assim. As antigas tribos se tatuavam para mostrar hierarquia ou a qual grupo pertenciam. Já nos tempos de guerra, soldados e marinheiros também marcavam seus corpos com símbolos próprios e mensagens.

Tattooed Girl

Depois, as tatuagens começaram a ser consideradas uma arte marginal, um símbolo de delinquência, atrelado principalmente àqueles que eram considerados jovens infratores e que iam contra à cultura das famílias tradicionais, fazendo com que o mundo das tatuagens fosse algo underground e clandestino.

Nesse grupo, entre o final do século 19 e início do século 20, podemos destacar algumas mulheres transgressoras, que enfrentaram sociedades machistas para fazer aquilo que queriam: tatuar o corpo, o que possibilitava a elas ganhar o mundo apenas como “freaks”, viajando com circos e, muitas vezes, sendo anunciadas como atrações estranhas e diferentes por terem o corpo coberto de tatuagens.

Conheça 10 dessas mulheres vintage tatuadas que ganharam o mundo e que por marcarem a pele, ficaram marcadas na história por sua coragem em busca dessa quebra de padrões:

Nora Hildebrandt – Uma das mais antiga mulheres tatuadas, há poucas informações e relatos sobre ela. Dizem que Nora nasceu por volta de 1850 em Londres, é considerada a primeira mulher a chocar os Estados Unidos com as suas tatuagens, que, inclusive, eram feitas pelo seu próprio pai de origem alemã, Martin Hildebrandt. Suas tatuagens permitiram que ela se apresentasse em feiras freaks e viajasse com o circo Barnum e Bailey. Mas, parece que sua trajetória artística não durou muito, pois uma outra “freak” parecia estar fazendo mais sucesso que ela, era Irene Woodward.

Nora

Irene Woodward – Também conhecida como La Belle Irene, Irene foi uma das ladies tatuadas que performou durante os anos de 1890. Ela estreou em Nova York, logo depois de Nora e fez tanto sucesso que chegou até a ganhar destaques nos jornais. Há relatos que ela passou 15 anos trabalhando no circo.

La Belle Irene

Emma deBurgh – Emma deBurg, também conhecida apenas deBurgh, foi uma das famosas senhoritas tatuadas. É considerada uma das primeiras obras-primas de tatuador Samuel O’Reilly, que tinha um trabalho inspirado, principalmente, em motivos religiosos e patrióticos, um dos motivos pelo qual Emma tinha a santa ceia tatuada nas costas. Emma viajou a América com seu marido Frank DeBurg (nascido James Burke), que também foi tatuado por Samuel O’Reilly. Em maio de 1887, ela partiu para a Europa e viajou sem ele.

Emma deBurgh

Maud Wagner – Maud nasceu em 1897 no Kansas, Estados Unidos. Além de ser considerada uma freak por conta de suas tatuagens, Maud era trapezista e contorcionista. Em 1904, em uma dessas viagens para apresentação como trapezista, ela conheceu o tatuador Gus Wagner. Com o tempo eles se casaram e tiveram uma filha, que também virou tatuadora, mas, diferente de sua mãe, não possui nenhuma tatuagem. Sua mãe não deixou que o pai tatuasse a filha, e quando ele morreu, ela afirmou que se seu pai não a tatuou, nenhuma outra pessoa tatuaria.

Maud Wagner

Lady Viola – Nascida em 1898 como Ethel Martin, Lady Viola começou a se tatuar na década de 20 por Frank Graf e foi considerada a mulher tatuada mais bonita do mundo naquela época. Ela trabalhou em museus e circos. Faleceu aos 73 anos de idade.

Lady Viola

Mildred Hull – Mildred Hull, nasceu em 1897 e era também tatuadora. Começou sua carreira no circo como uma dançarina exótica e, logo depois, começou a se tatuar. Seu tatuador era Charles Wagner. Em 1939, ela possuía sua própria loja de tatuagem chamada Tattoo Emporium, onde dividia espaço com um barbeiro. Ela era uma das únicas artistas da tatuagem do sexo feminino que trabalhavam no Bowery, em Nova Iorque. Em janeiro de 1943, Hull tentou suicídio, pulando de seu apartamento no segundo andar e acabou parando no hospital e resistiu. Porém, em 1947, ela conseguiu cometer suicídio bebendo veneno.

Mildred Hull

Artoria Gibbons – Artornia nasceu de uma família pobre e  trabalhou como empregada doméstica. Com o tempo, conheceu o tatuador Charles Gibbons “Red” com quem ela se casou em 1912. Eles tiveram uma filha juntos.
Charles tatuou o corpo de Artoria com tatuagens religiosas, porque ela era uma mulher muito religiosa e membro da igreja episcopal. Ela começou a excursionar como uma lady tatuada na década de 1920. Artoria se aposentou em 1981 e morreu 18 de março de 1985.

Artoria

Betty Broadbent – Conhecida como Lady Tattoo, Betty também foi considerada uma das freaks mais belas. Iniciando as mudanças no seu corpo em 1927, a jovem chegou a ter mais de 350 rabiscos na pele. Como os desenhos chamavam muita atenção, ela resolveu entrar para o mundo do show business, sendo uma das principais atrações do Barnum & Bailey Circus. Betty se dedicou ao mundo do espetáculo por 40 anos e também tornou-se tatuadora e aposentou-se em 1967. Ela foi uma das primeiras mulheres a serem tatuadas com a nova “máquina elétrica”, a primeira pessoa a ser inserida no Hall da Fama do Mundo das Tatuagens e faleceu dois anos depois, enquanto dormia.

Betty Broadbent, a Lady Tattoo

Pam Nash – Pam foi provavelmente uma das garotas tatuadas mais fotografadas pelo Bristol Tattoo Club. Ela ganhou destaque por ter um jardim japonês tatuado em suas costas, que era composto por um grande vulcão.

Pam Nash

Cindy Ray – O mundo da tatuagem começou para a australiana Cindy em 1959, quando o fotógrafo Harry Bartram fez um anúncio em um jornal dizendo que precisava de modelos, mas só pagaria se a moça aceitasse se tatuar. Cindy era mãe solteira, trabalhava em uma fábrica e precisa de dinheiro, então encarou o desafio, já que não teria custo nenhum para fechar o corpo e ainda ganharia por isso. A partir daí, Cindy começou a estampar várias revistas e fazer muitas fotos. O gosto pela arte foi tanto que ela decidiu que também iria tatuar e começou a assumir a maquininha, sendo uma das primeiras mulheres a tatuar.

Cindy Ray

Muitas outras garotas do início do século 20 também ganharam destaque por terem tatuagens em uma época bem preconceituosa. Hoje, graças a essas mulheres e a milhares de outras pessoas que acreditaram na tatuagem como arte e estilo de vida, aos poucos, vamos quebrando as barreiras do preconceito e podendo ser cada dia mais livres com essa arte, principalmente, no mercado de trabalho que ainda é bem restrito para esse universo.

Autoria da matéria original: Daise Alves

A mulher no amor depois dos 40

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 26, 2016 by Psiquê

Este belo texto, publicado originalmente no A Mente é Maravilhosa, apesar de ainda não ter chegado aos 40, essa é uma reflexão importante para todas nós.

3023325

A mulher no amor depois dos 40

“Quando uma mulher toma a decisão de abandonar o sofrimento, a mentira e a submissão. Quando uma mulher diz do fundo de seu coração: ‘Basta, cheguei até aqui ’. Nem mil exércitos de ego e nem todas as armadilhas da ilusão poderão detê-la na busca de sua própria verdade.

Aí se abrem as portas de sua própria alma e começa o processo de cura. O processo que a devolverá pouco a pouco a si mesma, a sua verdadeira vida. E ninguém disse que esse caminho seria fácil, mas é ‘o Caminho’. Essa decisão em si abre uma linha direta com sua natureza selvagem, e é aí onde começa o verdadeiro milagre”.

– Mulheres que Correm com os Lobos. Clarissa Pinkola-Estés. –

16984_512250992284240_4190352820169626992_n

A mente e a alma têm seus próprios ciclos e estações que percorrem diferentes estados de atividade e de solidão, de procurar e encontrar, de descansar, de pertencer e, inclusive, de desaparecer.

Quando uma mulher amadurece, as relações com ela são diferentes. Inclusive a relação que ela tem consigo mesma vai um passo mais à frente.

Digamos que é perto dos 40 que a mulher sente uma necessidade que não pode deixar de atender: a de retornar a si mesma. Este é o ponto emocional no qual aprendemos a saudar nossas lembranças no momento oportuno, a dançar e a nos acalmar com elas.

É o momento no qual se ama a alma além de nossos erros e do terreno. A partir dessa idade, amando os nossos semelhantes, descobrimos um coração sereno com sangue ardente que nos ajuda a compreender que tipo de pessoa somos, com nossas forças e nossas fraquezas. Porque todos temos ambas e isso não é ruim, mas é precisamente o contrário.

A volta à casa da alma significa nos fazermos conscientes de tudo o que aconteceu em nossa vida anterior, e resolver aqueles conflitos criados nos ciclos prévios à maturidade.

O amor maduro

O amor maduro significa a união à condição de preservar a própria integridade, a própria individualidade.– Erich Fromm –

Não é fácil amadurecer no amor, mas quando conseguimos, nasce um grande amor por nós mesmos que se apoia na dignidade e no respeito. Esses valores, a partir de certa idade e certas vivências, costumam articular o restante dos afetos com os quais nutrimos nosso coração.

Uma mulher madura está mais à frente na sua capacidade de amor quando compreende que a verdadeira transcendência do sentir alheio se resume em como contempla a si mesma e as suas mudanças.

Com o passar do tempo, o mundo feminino irradia uma pureza que se vê ameaçada por uma sociedade corrupta que faz com que as mulheres corram para procurar um refúgio em si mesmas, não para fugir quando algo fica difícil, mas sim para enfrentar a dificuldade.

Então, elas percebem que sua verdadeira casa não está em nenhum lugar afastado do mundo, mas sim dentro delas mesmas. De alguma forma, o amor maduro é consequência de um processo de individualização que pode ser muito doloroso.

Pode ser que ele chegue antes ou depois, mas para todas nós é precedido de alguns anos de distração e falta de foco na nossa identidade emocional. Ou seja, esse “não saber onde estamos e qual é o nosso lugar no mundo” que todas conhecemos.

Seja por ingenuidade, por não prestar atenção ou por ignorância, o processo de maturidade nos faz perder uma pele que nos cobria, à qual nos aferrávamos com força.

Esse sofrimento pela perda de sua pele fez a mulher conviver durante um tempo com uma parte incompleta dela mesma, o que a ajuda a fortalecer a sua verdadeira cobertura emocional.

Quer dizer, este roubo se eleva em cada caso como a oportunidade de recuperar alguns tesouros tão únicos e próprios como são os dois pilares da liberação emocional: a determinação e o amor próprio.

Como resultado, a mulher alcança uma grande sabedoria que lhe faz viver e amar de maneira diferente, única e transcendente. De alguma forma, é capaz de se hidratar e de reconstruir a si mesma, se sentindo inteiramente completa no seu interior.

Como dizem, toda mulher respira uma vida secreta e uma força poderosa cheia de bons instintos, criatividade e sabedoria que encerra o grande poder de um território ainda sem explorar: o fantástico mundo da psicologia feminina.

 

Precisamos falar do assédio

Posted in Comportamento, Conscientização with tags , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 8, 2016 by Psiquê

af-pfa-cartaz-web

Recentemente assisti ao documentário ‘Precisamos falar do assédio‘, da Paula Saccheta, que foi inspirado nas campanhas que inundaram as redes sociais com o uso das hashtags #meuamigosecreto, #meuprimeiroassedio e #agoraéquesãoelas. Para ampliar a discussão sobre o assédio, a ideia dos criadores foi a de que o tema deveria sair da internet e ocupar os espaços da cidade. Por isso todo o caráter urbano da ação: os depoimentos foram coletados em um estúdio-móvel, uma van que ficava estacionada em lugares de grande circulação de pessoas, do centro à periferia das duas cidades.

É fundamental que todos nós assistamos o documentário. As vozes das 140 mulheres entrevistadas precisam ecoar, pois trata-se de uma realidade que todas nós vivemos em diferentes níveis. Não podemos fazer vista grossa…

tumblr_nydpxy4c0f1udhqqto1_1280

Quando o assunto é assédio, toda mulher tem uma história para contar.

Sinopse: Na semana da mulher, de 7 a 14 de março de 2016, uma van-estúdio parou em cinco locais diferentes da cidade de São Paulo e outros quatro no Rio de Janeiro. O objetivo era coletar depoimentos de mulheres vítimas de qualquer tipo de assédio. As mulheres que apareciam para contar suas histórias ficavam sozinhas dentro da van durante a gravação, sem qualquer tipo de interlocução ou entrevistador, para que o momento fosse íntimo e de desabafo. Para as que não quiseram se identificar, quatro máscaras estavam disponíveis. Elas representavam os motivos pelos quais as mulheres não queriam mostrar o rosto durante o depoimento: medo, raiva, vergonha e tristeza. Algumas ainda tiveram suas vozes distorcidas.

Saiba mais em:

Precisamos falar do assédio

Facebook – Precisamos falar do assédio

Mira Filmes – Precisamos falar do assédio

 

Gratidão!

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , on setembro 11, 2016 by Psiquê

Gratidão!

Gratidão, é o que eu sinto hoje! Que dia maravilhoso, quanta energia boa recebida hoje, quanto carinho, quantas pessoas especiais.

708388_50

Eu hoje só tenho a agradecer muito!

Por tudo o que a vida me oferece, por todo amor, por tantas mensagens e presença boa. Tive um dia simples com um pequeno grupo mais próximo e recebi palavras, por vários meios, tão sinceras e genuínas, das pessoas mais importantes…

Sinto-me transbordando de tanta alegria e gratidão.

Obrigada ao universo por tanta generosidade.

Eu agradeço, agradeço, agradeço tanto que me faltam palavras para expressar.