Arquivo para alegrias

Não julgue

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , on julho 18, 2017 by Psiquê

Clarice, diz tantas coisas que gostaríamos de dizer… e aos poucos vou lembrando aqui um pouco deste dito por ela, que desejo dizer também…

Antes de julgar a minha vida

ou o meu caráter,

calce os meus sapatos

e percorra o caminho que eu percorri,

viva as minhas tristezas,

as minhas dúvidas e

as minhas alegrias.

Percorra os anos que eu percorri,

tropece onde eu tropecei e

levante-se assim como eu fiz“.

(Clarice Lispector)

Transformações

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 31, 2016 by Psiquê

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O Espartilho foi criado há bastante tempo… No ano que vem ele fará 10 anos de existência e, ao longo desses anos, muita coisa aconteceu, muita coisa mudou…

Embora sob um olhar mais apressado o nome Espartilho possa remontar uma época em que as mulheres tinham menos liberdade e autonomia sob si próprias e suas vidas, desde sua criação este blog sempre teve compromisso com a liberdade, as angústias, inquietações, alegrias, prazeres e escolhas femininas. Não é à toa que seu subtítulo diz respeito à tentativa de entender o Universo Feminino. Ocorre que ao longo desses anos, ele também amadureceu e introduziu outros temas também importantes e interessantes e hoje, questiono se não deveria abordar a questão feminina sob uma ótima ainda mais ampla e profunda, incluindo temas que dizem respeito às discussões sobre teoria de gênero, liberdade, direitos e respeito, muito respeito.

Como aqui sempre foi um espaço nosso, convido vocês, meus amados leitores, a acompanhar e compartilhar um pouco dessa inquietude que envolve o tema, dado que vivemos em uma sociedade ainda repleta de insegurança e preconceitos em relação ao respeito às identidades que não se enquadram em padrões conservadores pré-estabelecidos e concebidos como “normais”.

Mais do que entender o “universo feminino”, buscamos entender as prisões, anseios e liberdades possíveis às mulheres, em um mundo em constante transformação. Entender os papeis que, muitas vezes, inconscientemente reproduzimos: com muitos “deveres” considerados femininos, que nada mais são do que a expressão de um pensamento explicita ou implicitamente machista. Já passou da hora de nossa luta ser majoritária e barulhenta, não  há mais tempo a perder. Somos iguais – em direitos, deveres, capacidade e habilidades – e toda e qualquer outra afirmação é preconceituosa e machista.

Planos

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 2, 2015 by Psiquê

“Before you cross the street
Take my hand
Life is what happens to you
While you’re busy making other plans” (John Lennon)

Michaelb Burke 34

Sei que faz parte da vida planejar para tentar fazer as coisas da melhor maneira, mas no final das contas, não temos controle sobre nada e, tudo pode acontecer de uma hora para outra, alterando o curso de tudo o que planejamos. Por isso, planejar é preciso, mas ser escravo dos planos não…

É importante estar aberto às mudanças no trajeto, ao nascimento de um filho, uma doença, a perda ou mudança de emprego, acidente, morte e inúmeras outras possibilidades de alterações nos nossos planos iniciais. A lição de tudo isso é a riqueza do momento presente. A única coisa que realmente temos é o agora. Por isso, precisamos agradecer e reconhecer nossas vitórias diárias, diminuir nossas cobranças e aprender a ser feliz com o que temos, somos e escolhemos.

Namastê. Que venha 2015, com muitas alegrias e vitórias diárias…

Nas pequenas coisas…

Posted in Cultura e Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 28, 2014 by Psiquê

Hoje ao ler este texto do portal Obvious rememorei um belíssimo filme que fala sobre a beleza que pode constar na simplicidade das pequenas coisas: O fabuloso destino de Amélie Poulain. Recomendo fortemente para quem não assistiu e estou pensando seriamente em ver mais uma vez…

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FONTE: Imagem retirada da internet

Parabéns pelo texto, Prescila Rizzardi!

Um Guia para a felicidade

Talvez esse seja o mais clichê dos filmes considerados cult da atualidade nem tão atual assim, visto que ele foi produzido no ano de 2001 e lá se vão 13 anos já, mas ainda sim, é a obra-prima mais singela e inquietante que já vi. O roteiro de Guillaume Laurant e a direção de Jean-Pierre Jeunet agregados a expressividade do olhar da bela Audrey Tautou e a extasiante trilha sonora de Yann Tiersen, fizeram dessa obra a mais bela forma de demonstração de como a felicidade pode ser encontrada nas pequenas alegrias cotidianas da vida.

Quem de nós não tem alguma daquelas pequenas manias, que até então parecem ser insignificantes mas, que são capazes de proporcionar a nós portadores de uma insatisfação crônica, momentos de total plenitude, até por que eles são responsáveis por promover nossas alegrias diárias.

A doce e quase angelical Amélie cultiva alguns desses prazeres, e fico muito feliz por saber que compartilhamos alguns deles, como por exemplo, enfiar a mão bem fundo no saco de cereais, e sentir os grãos passarem por entre seus dedos.

amelie_068.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Ir ao cinema sozinha e observar os “estranhos” e olhar para traz, para ver suas reações ao filme, assim como usar sua capacidade ímpar para reparara nos pequenos detalhes do longa-metragem os quais somente ela era capaz de perceber.

006-O-Fabuloso-Destino-de-Amélie-Poulain-thumb-600x450-12649.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Quebrar a cobertura do “creme brúlee” com a colher, nessa por estarmos no Brasil fico de fora, mas raspar da panela o resto do brigadeiro com a colher, na minha humilde opinião pode ser equivalente a sensação sentida por Amélie.

creme-brulee-amelie-poulain (1)-thumb-600x463-12647.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Ou colecionar pedras que encontra em seu caminho para joga-las no canal Saint Martim, além de toda sua forma de ver o mundo de maneira única ao se fazer perguntas as quais, provavelmente ninguém mais irá fazer, como a clássica “quantos casais…? ” Sim se você ainda não viu o filme essa é uma forma de instigar você a vê-lo, mas posso lhe adiantar a resposta, 15.

amelie5.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Amélie com sua personalidade peculiar encanta a todos, mesmo quando tenta não chamar a atenção, pois boas ações não precisam ser anunciadas, e assim seu destino é traçado, pois ela é aquela que faz o bem sem se anunciar, o tipo mais raro de altruísmo já encontrado. Mas nem só de alegrias vive Amélie, pois até mesmo ela ou melhor principalmente ela, cresceu em uma bolha e por segurança manteve essa redoma na vida adulta, até que em um dia no café o qual trabalha lá está ele… bom o resto é a história, “pois o que importa é que sim, ainda há uma esperança para os sonhadores nos tempos de hoje”.

Amélie-Poulain2.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Espero que esse breve resumo do que é esse filme, seja suficiente para despertar sua curiosidade, garanto que não será tempo perdido, e sim tempo de vida ganho, pois nele você encontrará se não o caminho, ao menos boas dicas de como a felicidade é simples e fácil de ser encontrada, basta olharmos do jeito certo.

“Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida…”

publicado em cinema por 

 

 

Carnaval

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , on fevereiro 8, 2012 by Psiquê

Confesso que não sou muito fã de Carnaval, não. Prefiro fugir das muvucas, das cidades e bairros lotados, falta de água, falta de infraestrutura necessária ao excesso de turistas…cheiro de xixi, cerveja, calor. Mas o período de descanso com amigos é bem vindo. O glamour das fantasias também. A Aline Ciafrino – responsável pela roupa desta foto e o Paulo Heredia – que registrou muito bem o look, souberam retratar esse glamour que tanto me atrai.

No mais, o que desejo para o carnaval é que seja um tempo de descanso, alegria e curtição. Espero ter disponibilidade de colocar minha vida e meus planos 2012 em ordem, para continuar vivendo este ano com todas as energias positivas.

Agora sim: Espartilho na ELO FM

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 17, 2009 by Psiquê

Via CU CU

Esse mês de dezembro tem sido mega agitado, com muitas atividades. Além do tradicional mês de Natal e Ano Novo, meu marido e minha sogra fazem aniversário 6 dias depois do outro e eu tive que organizar a comemoração de um e a festa do outro. Graças a Deus já passou e deu tudo certo. Ainda consegui dar conta das confraternizações de final de ano do ex-trabalho e do novo trabalho. Sem contar com os amigos ocultos e comemorações entre amigos e familiares.

Nossa que mês atribulado, mas gostoso e compensado!

As alegrias também são várias e o importante é o nosso espírito estar bem, em alfa, esperançoso e agradecido de todas as bençãos conquistadas.

Uma ótima notícia que recebi para completar o espírito positivo e esperançoso deste mês foi o destaque do Espartilho na Rádio ELO FM.  Finalmente consegui o link com o programa  Blog da Vez em que o Espartilho foi destacado. Ouçam vocês também: aqui

Que venha 2010 e seja ainda melhor!!!

Apetite sem Esperança

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 29, 2009 by Psiquê

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Apetite sem Esperança
(Elisa Lucinda)

Mãe eu tô com fome
eu dizia eu gritava eu mugia
minha vó zangada respondia
você não está morrendo e nem tem fome
Você tem é apetite
Você sabe que vai comer, aonde comer, o quê vai comer.
Fome não! A fome, minha neta,
a fome, meu irmão,
a fome, minha criança,
é um apetite sem esperança.
Quando há certeza de cereais, toalhas americanas,
guardanapos e alegrias da coca-colândia
não há fome de verdade.
Minha vó já dizia pra mim um futuro de Brasil.
Minha vó nem viu edifício crescer no lugar de pão
no lugar de trigo
nem viu criança com infância de semáforo
vendendo mariola barata, criança que mata
porque seu quintal tá sempre no vermelho
criança cujo ralado de joelho
dói menos do que o não morar, não existir, não contar
com a fome tenaz
Não há tenaz na escola
há só a cola de cheirar a dor doída
de um monstro estômago a roncar
um animal doído dentro do corpo a uivar
todo dia, sem boa vista, sem quinta zoológica onde morar
Com a fome das crianças brasileiras
forra-se a mesa, arma-se o banquete
dos que sempre tiveram apenas apetite.
A faminta criança foi apenas o álibi, o cardápio, o convite.
Desmamada ela cresce procurando o peito da pátria amada
uma banana, uma manga, uma feijoada
e a mãe pátria diz nada.
Tem ela apenas o horror, o descalor, a calçada
um ódio a todos os tênis dos meninos nutridos
um ódio a mochilas, a saudáveis barrigas
com contínuo furor de assaltar os relógios
um deter o tempo que é o seu verdadeiro balão
um cai-cai balão que só cai à mão armada.
A fome gera a cilada de uma pátria de não irmãos.
A gente podia ter gripe, asma, catapora, bronquite
A gente podia ter apetite mas fome não.
Minha vó bem que dizia sem errança:
fome é um apetite sem esperança.

(Escrito especialmente para a Campanha Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida/ Betinho / 93. Encenado pela Cia. Teatral do Movimento sob a direção de Ana Kfouri)